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Luiz Inácio Lula da Silva

Em alegações finais, MPF segue lógica do PowerPoint, diz advogado de Lula

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Foto: Ricardo Stuckert
 
Atualizado com a nota dos advogados de Lula
 
Jornal GGN - Nesta sexta-feira (3), o Ministério Público Federal pediu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais seis réus sejam condenados por corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro e que cumpram as penas em regime fechado.
 
Nas alegações finais entregues ao juiz Sérgio Moro, dentro do processo sobre o suposto pagamento de propina da OAS através de um triplex no Guarujá (SP), os procuradores afirmam que o apartamento foi uma contrapartida por contratos fechados pela OAS com a Petrobras durante o governo Lula. 
 
Entre os réus, estão o ex-presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, e outros executivos da construtora, que foram acusados de lavagem de dinheiro e corrupção ativa. 

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A Moro, testemunhas não indicam que Lula seria beneficiado em imóvel


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - No processo contra Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, disse não ter nenhuma informação sobre os dois imóveis, o que supostamente seria do Instituto Lula e o apartamento alugado pelo ex-presidente.
 
Delator, Cerveró prestou depoimento nesta sexta-feira (26) na 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba, ao juiz Sérgio Moro, onde não conseguiu trazer nenhum indício no processo em tramitação.
 
Da mesma forma, foram ouvidos o lobista Alberto Youssef, e os operadores Fernando Soares e Milton Pascowitch. Todos as testemunhas foram arruladas pelo Ministério Público Federal, na figura de acusação e tampouco fizeram menção a Lula sobre os imóveis em investigação.
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Aos EUA, Lava Jato escancara polêmicas e antecipa Lula como responsável


Moro no Wilson Center em Washington, EUA, em julho de 2016 - Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - "A Operação Lava Jato é maior do que WaterGate?", perguntou o âncora norte-americano do programa "60 minutes", Anderson Cooper. "Muito, muito maior", respondeu o procurador da força-tarefa de Curitiba, Deltan Dallagnol. Assim começa a reportagem no canal de notícias CBS News, que foi ao ar neste domingo (21).
 
Na polêmica entrevista dos procuradores e do juiz Sergio Moro ao noticiário estadonidense, o magistrado do Paraná admitiu que usou a "style-plea bargaining" dos EUA (negociação de apelo pela barganha) para conseguir que alguns réus cooperem". "O juiz Moro e os promotores também estão dispostos a usar táticas controversas para combater o crime financeiro", completou o jornal.
 
Para que os norte-americanos compreendessem a Operação realizada no Brasil, o noticiário comparou ao famoso caso WaterGate, escândalo político dos anos 70 nos Estados Unidos que provocou a renúncia do presidente Richard Nixon.
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Advogados de Lula expõem abusos da Lava Jato em Berlim, por Flávio Aguiar

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Foto: Divulgação

Da Rede Brasil Atual

 
Em seminário na Universidade Livre de Berlim, Valeska Martins, Geoffrey Robertson e John Watts mostraram, inclusive, que judiciário brasileiro ainda adota métodos herdados do período da Inquisição
 
por Flávio Aguiar

Abrindo uma ação em que alegam que o ex-presidente Lula é alvo de perseguição judicial no Brasil, ou lawfare, na expressão internacionalmente consagrada, três dos advogados do ex-presidente estiveram em Berlim, nesta segunda-feira (15) – Valeska Teixeira Zanin Martins, que representa Lula no Brasil, Geoffrey Robertson e John Watts, cujo escritório em Londres representa o ex-presidente perante o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos em Genebra.

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A falsa narrativa de que Lula culpou dona Marisa, por Milly Lacombe

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Foto: Ricardo Stuckert

Enviado por nilo filho

Do blog da Milly
 
 
por Milly Lacombe

Eu poderia ter aproveitado meu sábado para ler Irmãos Karamazov de cabo a rabo, assistir O Leopardo e Doutor Jivago na sequência, ou quem sabe ficar vendo vídeos das vitórias e dos gols do Corinthians ao longo dos anos, mas o que fiz foi rever o depoimento de Lula a Sergio Moro.

O que me moveu a executar tarefa tão estúpida não foi apenas a falta do que fazer em um sábado, mas o tsunami de emoções que me invadiu depois que vi a capa da Veja e a propaganda de dia das mães das lojas Marisa, que cruzam fronteiras morais que jamais deveriam ser cruzadas em um mundo minimamente decente e humanizado.

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Lula não se valeu da morte de Marisa para lhe fazer imputações, por Janio de Freitas


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Foto: Ricardo Stuckert
 
Jornal GGN - Em sua coluna de hoje (14) na Folha de S. Paulo, o jornalista Janio de Freitas refuta a tese, defendida pela imprensa, de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se valeu da morte de Marisa para lhe fazer imputações.
 
Janio conta um caso de sua experiência pessoal sobre a personalidade de Marisa, que seriam coerentes com a iniciativa de negociações por um apartamento, bem como a insistência contra a recusa de Lula pelo imóvel. 
 
“Com Marisa ainda saudável, os mesmos que apontam a exploração de sua morte publicaram, como vazamentos e entrevistas, esta informação agora relegada: a compra e pagamento por Marisa, em uma cooperativa de bancários, de cotas de um futuro imóvel”, ressalta Janio.
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Lava Jato faz parte de naturalização da exceção judiciária, diz Carol Proner

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Para Carol Proner, professora da Faculdade de Direito da UFRJ, a Operação Lava Jato é uma “aberração jurídica” dentro de um contexto de naturalização da exceção judiciária, que fica evidente na condução parcial do processo pelo juiz Sérgio Moro.
 
Em entrevista à página do deputado Wadih Damous (PT-RJ), a professora afirma que a há um ataque “frontal” ao princípio do justo processo. Ela critica também as gravações dos depoimentos, que mostram somente o interrogado, sem dar conta do contexto geral do interrogatório.
 
 “As perguntas vem do além”, diz a professora, lembrando que as gravações, depois, são vazadas com trechos selecionados. 

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Advogados de Lula rebatem força-tarefa e criticam falta de acesso a documentos da Petrobras

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O advogado Cristiano Zanin Martins. Foto: Paulo Pinto/AGPT
 
Jornal GGN -Por meio de nota divulgada na noite de ontem (11), os advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateram a força-tarefa da Operação Lava Jato, que disse que a defesa mente quando afirma que estavam sendo usados documentos que não constavam nos autos.
 
“Talvez a defesa devesse olhar os autos com mais cuidado”, disse o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima. “Todos os documentos que embasam a acusação, inclusive mostrados na audiência, constam nos autos e foram mencionados inclusive aonde constam”, afirmou o membro da força-tarefa. 
 
Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins reclamam que, apesar das tentativas, a Petrobras têm negado o acesso à defesa de atas da diretoria executiva entre os anos 2003 a 2014. A defesa de Lula critica o fato de que o Ministério Público Federal têm acesso a “todo e qualquer material” da empresa, ressaltando que a Petrobras é assistente da acusação no processo.

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Curitiba: vão-se os manifestantes, ficam os rojões, por Marcelo Auler

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Na manhã de quinta-feira (11) o Blog ainda encontrou rojões jogados ao relento no chão do acampamento. Foto: Marcelo Auler

Do blog de Marcelo Auler

 
por Marcelo Auler

Foram dois dias de festa na capital paranaense. Certamente, a multidão que acorreu a Curitiba foi bem inferior aos 30mil, segundo organizadores, ou 50 mil, na expectativa das autoridades – como descreveu a juíza da 5ª Vara da Fazenda Pública, Diele Denardin Zydek (veja em Lula em Curitiba: apesar da juíza, venceu o bom senso!) – anunciados. Mas isto não impediu de a demonstração da força política de Lula, que recebeu apoio de pessoas dos mais distintos pontos do país – só do Piauí foram cinco ônibus com manifestantes.

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O julgamento político de Moro contra Lula

 
Jornal GGN - Com a reação nitidamente perplexo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ouvia do juiz Sergio Moro o que ele considerava como justificativa para dirigir perguntas no caso do triplex do Guarujá sobre a AP 470, conhecida como mensalão, julgada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
 
"Eu tenho umas perguntas para o senhor para entender a sua relação com os seus subordinados e assessores. O senhor ex-presidente afirma que jamais compactou com algum dos criminosos, que não tinha conhecimento dos crimes praticados no âmbito da Petrobras no seu governo. Eu entendo aqui que perguntas a respeito de atitudes em relação a crimes praticados por subordinados, assessores ou pessoas que trabalharam na Petrobras durante o seu governo têm relevância para a formação da minha convicção judicial. Nesse aspecto, senhor ex-presidente, eu gostaria de fazer algumas perguntas sobre a sua opinião sobre o caso nominado de 'Mensalão', que foi julgado pelo STF", disse Moro.
 
Lula não precisou responder à inconformidade daquela pergunta no atual julgamento da primeira instância, antes que os advogados entrassem com os argumentos para destacar a incoerência. Mas não bastou: "é o juízo que vai julgar, é o juízo que entende que isso é relevante", dizia, de forma ríspida, Sergio Moro.
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Confronto: "Se testemunhas não dissessem a senha 'Lula' não valia para vocês"

O ex-presidente desbancou as táticas usadas pela Operação Lava Jato e acusou os procuradores de sustentarem mentiras com mais e mais mentiras que, até agora, não foram provadas
 
 
Jornal GGN - "Aqui, na sua sala, tiveram 73 testemunhas. Grande parte de acusação do Ministério Público. E nenhuma me acusou. O que aconteceu nos últimos 30 dias, doutor Moro, vai passar para a história como o 'mês Lula'. Porque foi o mês em que vocês trabalharam, sobretudo o Ministério Público, para trazer todo mundo para falar uma senha chamada 'Lula'. O objetivo era dizer 'Lula', se não dissesse 'Lula' não valia", disse o ex-presidente, em confronto direto à Lava Jato e ao juiz Sérgio Moro.
 
De maneira sacárstica, o magistrado da Lava Jato de Curitiba questionou: "O senhor entende que existe uma conspiração, então?". E Lula novamente o cortou, criticando, desta vez, a estratégia de delações premiadas criada na Operação com o juiz.
 
"Não, não", respondeu, continuando: "Eu entendo, e acompanho pela imprensa, que pessoas como o Léo Pinheiro já estão há algum tempo querendo fazer delação. Primeiro, ele foi condenado a 23 anos de cadeia, depois se mostra na televisão como é que vive a vida de 'nababo' dos delatores, e o cara fala: 'porra, eu to condenado a 23 anos, e os delatores pagaram uma parte e estão vivendo essa vida?'", ativou Lula.
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Moro assumiu que faz parte de guerra midiática contra Lula, diz Paulo Teixeira

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Foto: Pedro Oliveira/Alep
 
Jornal GGN - Após a audiência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Curitiba, o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) afirmou que o juiz Sergio Moro deu demonstrações de parcialidade e também assumiu que faz “parte da guerra midiática contra o ex-presidente”. 
 
Teixeira destaca que, quando Lula reclamou dos vazamentos da Lava Jato à imprensa, o magistrado afirmou que é criticado por blogs que apoiam o ex-presidente, o que “deve explicar a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães no começo deste ano", afirma o deputado. 
 
O parlamentar também afirma que a chamada ‘República de Curitiba’ alimenta a imprensa com informações selecionadas, desequilibrando a balança contra o ex-presidente. “Até quando o STF vai permitir esta violação frontal à Constituição?”, questiona Teixeira.

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Os pecados de Lula e a obsessão da Lawfare, por Mauro Santayana

No Brasil, sociólogo não precisa explicar que vai fazer palestras. Operário, sim

 

Foto: Ricardo Stuckert

Do blog de Mauro Santayana

Os pecados de Lula e as obsessões da "Lawfare"

No encontro de Lula com o Juiz Sérgio Moro, quarta-feira, o tema principal do cardápio serão o triplex e o armazenamento de documentos da época em que foi presidente, mas poderiam ser as mais recentes delações, feitas por cidadãos impolutos, acima de qualquer suspeita, como o Sr. Renato Duque,  sobre supostos repasses ao PT, ou as palestras realizadas no âmbito da LILS ou do Instituto Lula, porque, embora não seja um ovino, as acusações se acumulam e variam, contra o ex-presidente, à medida em que vão sendo contestadas, como as do lobo contra o cordeiro na Fábula de La Fontaine.

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Lula e o jornalismo sabe-tudo de Brasília, por Mario Marona

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Imagem: Reprodução

Por Mario Marona, via Facebook

Um comentarista da Globo News já disse várias vezes o seguinte:
 
-- Aqui em Brasília a gente sabe que... (sugerindo algo como "se a gente sabe, o Lula tinha que saber").
 
Ora, se os jornalistas sabiam por que não denunciaram?
 
Por que sabiam de tudo e não escreveram a respeito?
 
Ou foi como quando todo mundo no jornalismo de Brasília sabia que um presidente da República tinha um filho com uma colega deles e esconderam?

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Moro incluiu acusação de que Lula comandou toda corrupção da Petrobras

 
Jornal GGN - Sem fazer parte dos autos da denúncia no caso triplex no Guarujá, o juiz Sérgio Moro tentou acrescentar contra Lula uma suposta acusação de que o ex-presidente teria conhecimento e participação em todo o esquema de corrupção que vitimou a Petrobras, incluindo em acusações da Lava Jato alheias em contexto e personagens à Lula. 
 
"Tem duas partes. Uma primeira parte o Ministério Público argumenta que o senhor teria conhecimento e participação em um esquema de corrupção que teria vitimado a Petrobras, com divisão de propinas entre diretores da Petrobras e agentes políticos", introduziu Moro.
 
O advogado interrompeu: "a defesa do ex-presidente Lula não reconhece como objeto desta ação essa primeira parte da fala de vossa Excelência, porque esse afirmado esquema de corrupção, data máxima venia, é objeto de inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal. Então o objeto da denúncia, a acusação que consta na denúncia e é daquilo que o réu se defende, diz respeito a três contratos firmados entre a OAS e a Petrobras e a um apartamento triplex no Guarujá".
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