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luta pela moradia

Lanceiros Negros: procuram-se os responsáveis pela atrocidade, por Jeferson Miola

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Foto: Guilherme Santos/Sul21
 
Lanceiros Negros: procuram-se os responsáveis pela atrocidade
 
por Jeferson Miola

A atrocidade da Brigada Militar [BM] na desocupação do movimento Lanceiros Negros é triplamente abominável.

1. O edifício de propriedade do governo do Estado, localizado no centro de Porto Alegre, foi ocupado pelos Lanceiros Negros em novembro de 2015. Antes disso, por 10 anos este imóvel estatal ficou sem uso e abandonado.

Naquele edifício, dos Lanceiros Negros, convertido num lugar-movimento e transformado numa escola de vida e política, mais de 170 jovens constituíram famílias, geraram as crianças que recém nasceram [ali residia inclusive um bebê de 30 dias], montaram uma biblioteca para si e para seus filhos, definiram regras comunitárias e processos democráticos de deliberação, se integraram com dignidade e respeito à vida no bairro, se tornaram personagens do centro da cidade, enfim, se fizeram luzes indicadoras de que a reurbanização do centro histórico da cidade só é possível quando acolhe e integra com humanidade na sua paisagem o povo simples e trabalhador.

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PM faz reintegração de posse e despeja 600 famílias de ocupação em Campinas

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Atualizado às 14h15 para acréscimo de informações
 
Jornal GGN - Na manhã desta terça-feira (28), a Polícia Militar realizou uma operação de reintegração de posse na Ocupação Nelson Mandela, no bairro Jardim Capivari, em Campinas (SP). No local, moravam cerca de 600 famílias, que ocupavam o terreno de 100 mil metros quadrados desde julho de 2016.
 
De acordo com o portal G1, em torno de 400 policiais militares, oficiais de Justiça e representantes de secretarias municipais de Campinas foram deslocados para a reintegração. De acordo com a EPTV afiliada da TV Globo, um policial se feriu ao ser atingido por um artefato explosivo, e um helicóptero da PM também participou da ação. 

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Guilherme Boulos, o psicanalista das massas

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Da Agência Pública

 
A maior liderança dos movimentos sociais é um filósofo e psicanalista que vive na militância desde os 15 anos. Conheça Guilherme Boulos, 34 anos, e entenda por que o MTST dobrou de tamanho em quatro anos
 
por Andrea Dip 

Pouco a pouco, as lonas pretas vão se abrindo sobre as estruturas de bambu e ferro, formando as tendas que passam a abrigar colchões, cadeiras e um fogão. Pessoas que saem do trabalho reduzem a velocidade dos passos, curiosas para saber o que interrompe o trânsito na movimentada esquina da avenida Paulista com a rua Augusta – no coração de São Paulo – naquele fim de tarde de 15 de fevereiro. No pequeno carro de som, Chico Buarque e Racionais MC’s convivem com funks conhecidos em versão de luta – “A militância me deu onda”. A trilha anima cerca de 20 mil pessoas que saíram caminhando do largo da Batata ou da praça da República, debaixo do sol forte, e agora ocupam a calçada em frente ao escritório paulista da Presidência da República. A principal reivindicação é a retomada da faixa 1 do programa federal Minha Casa Minha Vida para famílias com renda de até R$ 1.800 por mês, mas eles também gritam “fora, Temer” e protestam contra as mudanças nas reformas trabalhista e da Previdência.

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MTST protesta em São Paulo contra mudanças no Minha Casa Minha Vida

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Jornal GGN - Na tarde de ontem (15), o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto convocou dois atos na cidade de São Paulo em protesto contra as modificações no programa Minha Casa Minha Vida pelo governo de Michel Temer. 
 
As manifestações saíram do Largo do Batata, na zona oeste, e da Praça da República, no centro, em direção à sede da presidência da República em São Paulo. Segundo o MTST, cerca de 20 mil pessoas participaram dos atos e outros 200 militantes do movimento estão acampados na avenida Paulista.
 
Além de protestar contra as mudanças, os Sem Teto também pedem a contratação de moradias pela faixa 1 do programa, que atende famílias com renda de até R$ 1800 mensais. O objetivo é manter o acampamento até o governo federal garantir que vai retomar a contratação de moradias para a população mais pobre. 

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Matéria da Folha ataca movimentos de moradia, por Laura Caprigilione

Do Jornalistas Livres

 
Por Laura Capriglione, especial para os Jornalistas Livres
 
“Reportagem” da Folha publicada no último domingo, 11 de outubro, tenta lançar um tsunami de suspeitas sobre os movimentos de moradia que atuam na cidade de São Paulo. Sem se identificar, um repórter teria percorrido “15 ocupações de movimentos de sem-teto, de siglas distintas, no centro e na periferia” e flagrado a cobrança de taxas dos postulantes à moradia, e o recurso a ameaças e à intimidação contra os maus pagadores.

O texto da Folha, ocupando três páginas do jornal (uma imensidão nesses tempos de vacas magras da mídia impressa e de leitores escassos), menciona taxas de R$ 150 a R$ 200 mensais, cobradas de moradores que vivem em ocupações situadas em prédios no centro de São Paulo.

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