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Maduro

Ex-procuradora atribui perseguição de Maduro à investigação do caso Odebrecht


Foto: Cristian Hernández/EFE/Arquivo

Da Agência Brasil e EFE

A ex-procuradora-geral da Venezuela, Luisa Ortega Díaz, atribuiu a "perseguição sistemática" do governo de Nicolás Maduro a ela e aos funcionários do Ministério Público à investigação do escândalo de pagamento de propina da construtora brasileira Odebrecht em vários países da região. A informação é da agência EFE.

"É o maior caso de corrupção na região e isso os mantêm muito preocupados e angustiados, porque eles sabem que temos informação e detalhes de todas as operações e valores", afirmou Luisa Díaz em uma participação por telefone na Cúpula de Procuradores e Promotores da América Latina, que se encerra nesta sexta-feira (15) no México.

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Ex-ministro da Defesa repudia ameaça de Trump à Venezuela

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - O ex-ministro da Defesa Celso Amorim repudiou a declaração de Donald Trump sobre não descartar a hipótese de intervir na Venezuela com a "opção militar".

Na sexta (11), o presidente dos Estados Unidos fez um discurso admitindo que poderia apelar para as armas "se for necessário", porque a Venezuela, em sua visão, estaria afundando em uma "bagunça muito perigosa", com "pessoas sofrendo, morrendo" no governo Maduro.

Para Celso Amorim, as nações vizinhas não podem se calar diante do insulto à soberania da Venezuela e risco de provocação de uma guerra civil.

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Trump diz que não descarta "opção militar" para intervir na Venezuela

Foto: Agência Efe

 
 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (11/08) que não descarta uma "opção militar" para a crise que assola a Venezuela, país que, em sua opinião, se encontra afundado em uma "bagunça muito perigosa".
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Não houve qualquer fraude ou ilegitimidade na eleição constituinte na Venezuela, diz jurista

Luiz Moreira, que acompanhou processo como observador internacional, afirma: “A imagem do que ocorre na Venezuela é profundamente distorcida pela mídia internacional”. (Foto: Agência Câmara)

do Sul21

Não houve qualquer fraude ou ilegitimidade na eleição constituinte na Venezuela, diz jurista

 

por Marco Weissheimer

Há um consenso tanto no Direito quanto na Ciência Política que os impasses profundos das sociedades modernas são resolvidos com a convocação pelo poder político originário de uma Assembleia Constituinte. Na Constituição da Venezuela há expressa previsão que permite ao presidente da República convocar, via eleições, o poder constituinte. Então, não há que falar em fraude nem em ilegitimidade do processo constituinte. A avaliação é do professor universitário, doutor em Direito Constitucional e integrante do Conselho Nacional do Ministério Público entre 2009 e 2015, Luiz Moreira, que foi um dos 47 observadores internacionais que acompanharam a eleição constituinte realizada no dia 30 de julho, quando os venezuelanos foram  às urnas para escolher 545 membros de uma Assembléia Constituinte, que serão encarregados de formular uma nova Constituição para o país.

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Venezuela: o balanço dos dois extremos da Constituinte

Se os números indicam dois polos que não constroem o retrato da realidade, fotografias e discursos de extremos tampouco favoreceram o cenário do que foi este 30 de julho na Venezuela
 

Montagem com fotografias da Reuters e EPA
 
Jornal GGN - O governo de Nicolas Maduro fala em mais de oito milhões de venezuelanos, que representam quase a metade dos eleitores (41,5%), que votaram nos 545 membros da Assembleia Constituinte da Venezuela. Do outro lado, a oposição contesta os números e estima uma participação de 12% dos venezuelanos em cenário de riscos, ameaças e conflitos com a polícia, que ocasionaram a morte de 10 pessoas neste domingo (30).
 
O 30 de julho não era celebrado nem por parte dos setores da esquerda, como a UST, nem pela oposição de extrema direita, que evidentemente não reconhece os resultados e já convoca protestos nesta semana que devem tornar sobretudo a zona leste de Caracas, berço da oposição, palco de mais violência e caos. Enquanto as ruas seguem em muros de insatisfações e conflitos, entre hoje e esta quarta-feira (02), o governo empossará a Assembleia Constituinte.
 
"Temos Assembleia Constituinte! Oito milhões de votos no meio de ameaças. Foi a maior votação que teve a revolução bolivariana em 18 anos. O povo deu uma lição de coragem, de valentia. O que vimos foi admirável", foram as palavras de Maduro, na Praça Bolívar, em Caracas, no discurso para centenas de apoiadores que se concentraram no local.
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Deputado da oposição fala em provocar violência para forçar intervenção estrangeira na Venezuela

Foto Telesur

do Nocaute

Deputado da oposição fala em provocar violência para forçar intervenção estrangeira na Venezuela

"Para chegar a uma intervenção estrangeira, é preciso passar previamente pela etapa atual de violência", diz parlamentar da oposição

O deputado venezuelano Juan Requesens, membro do partido Primero Justicia, afirmou publicamente que os protestos violentos feitos pela oposição são uma estratégia necessária para conseguir uma invasão estrangeira no país e derrubar o governo de Nicolás Maduro.

“Para chegar a uma intervenção estrangeira, é preciso passar previamente pela etapa atual de violência”, afirmou. A declaração foi feita em um evento público do qual ele participava, na Universidade Internacional da Flórida, em Miami, em 5 de julho, dia em que a Venezuela celebra sua independência da coroa espanhola.
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A revolução venezuelana na sua hora decisiva, por Igor Fuser

A revolução venezuelana na sua hora decisiva

por Igor Fuser

O conflito na Venezuela ingressou num período decisivo, com todo um conjunto de sinais de que a oposição direitista optou por uma tática de “tudo ou nada” na tentativa de inviabilizar a eleição da Assembleia Constituinte, marcada para o dia 30 de julho. O objetivo da ofensiva política em curso é derrubar, por qualquer meio, o governo legítimo do presidente Nicolás Maduro.

Atos violentos que em qualquer outro lugar do mundo mereceriam a definição unânime de terrorismo foram cometidos na semana passada por milícias fascistas opositoras, sob o olhar condescendente dos jornalistas estrangeiros. A ação mais chocante foi a destruição de um depósito da rede estatal de abastecimento Mercal, com a queima de 50 toneladas de alimentos que seriam distribuídos em comunidades pobres do estado de Anzoátegui. A suprema ironia foi uma pichação pintada numa parede pelos fascistas: “No más hambre” ("Chega de fome"). Ou seja: a oposição, na busca desesperada de promover o caos, já não disfarça sua estratégia de guerra econômica. Age abertamente para agravar os problemas da escassez e da alta dos preços, com a clara intenção de culpar o governo pela crise e fragilizá-lo politicamente.

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Governos da América Latina criticam onda de violência na Venezuela


Foto divulgada pela Agência Brasil - Crédito: Agência EFE

Da Agência Brasil 

Por Pedro Peduzzi 

Os governos do Brasil, da Argentina, do Chile, da Colômbia, Costa Rica, de Honduras, do México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai condenaram hoje (20) a onda de violência na Venezuela. Esta semana, três pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas em protestos em Caracas e cidades de 14 estados do país.

Em nota, os 11 governos latino-americanos “reiteram a urgência de as autoridades venezuelanas adotarem medidas para garantir os direitos fundamentais e preservar a paz social”.

“É imperativo que a Venezuela retome o caminho da institucionalidade democrática e que seu governo defina as datas para o cumprimento do cronograma eleitoral, liberte os presos políticos e garanta a separação dos poderes constitucionais”, diz o texto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

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Suprema Corte da Venezuela revoga decisão em que assumia papel do Congresso

Foto: Agência Efe
 
 
O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela anunciou neste sábado (01/04) que desistiu de assumir as funções do parlamento, depois de um pedido do presidente Nicolás Maduro para que o órgão revisasse a sentença que retirava os poderes da Assembleia Nacional.
 
Em comunicado, a Suprema Corte venezuelana informou que "suprimiu" algumas partes da decisão tomada na quinta-feira (30/03) e deixa nula a parte do texto em que assume as competências do Parlamento, de maioria opositora.
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Rússia pede respeito ao princípio de não interferência em assuntos internos da Venezuela

Agência EFE - Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela decidiu assumir funções do Legislativo do país

do Opera Mundi

Rússia pede que países respeitem princípio de não interferência em assuntos internos da Venezuela

"Forças externas devem evitar fazer declarações que podem adicionar gasolina ao fogo na situação da Venezuela", afirmou porta-voz do ministério russo de Relações Exteriores

O governo russo pediu nesta sexta-feira (31/03) que forças externas não interfiram nos assuntos externos da Venezuela. Caracas diz que está sofrendo com a ‘arremetida internacional da direita intolerante’ após o Tribunal Supremo de Justiça do país decidir assumir as funções do Legislativo.

“Nós enfatizamos a importância de se substituir a lógica do confronto com a lógica do diálogo. As forças externas devem evitar fazer declarações que podem adicionar gasolina ao fogo na situação da Venezuela. Reafirmamos nosso compromisso com o princípio de não interferência nos assuntos internos dos países. Como um grande político latino-americano disse, ‘respeito aos direitos dos outros significa paz’”, afirmou a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova.

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EUA em Caracas e a perda do protagonismo brasileiro, por André Araújo

EUA em Caracas e a perda do protagonismo brasileiro

por André Araújo

SHANNON EM CARACAS - A inusitada aparição em Caracas do Subsecretário para Assuntos Políticos do Departamento de Estado, Thomas Shannon como mediador da situação e da oposição tira do Brasil qualquer papel preponderante na arbitragem de conflitos regionais no continente.

O maior país da região abdica de seu papel de ator em conflitos de política regional abrindo espaço para a volta dos EUA como agente de processos de política interna na América do Sul.

Essa perda de espaço e protagonismo do Brasil se deu por múltiplas razões. Nos anos do PT a diplomacia brasileira erroneamente se posicionou como avalista do chavismo de maneira um tanto amadora. Não é da tradição do Itamaraty tomar lado como o sub-Itamaraty da Assessoria Internacional do Palácio do Planalto tomou em relação ao bolivarianismo de 2002 a 2016.

Esse partidarismo na diplomacia custou ao Brasil a perde de referência como potência arbitral em conflitos internos, papel para o qual o Brasil deveria estar talhado por ser o maior Estado da América Latina.

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Ministro acusa Serra de "chantagear" Uruguai em ação para isolar Maduro no Mercosul

Jornal GGN - O ministro do Exterior uruguaio Rodolfo Nin Novoa acusou José Serra de tentar "comprar o voto do Uruguai" para suspender a transferência da presidência temporária do Mercosul para a Venezuela, em troca de "futuros acordos comerciais com o Brasil". A fala de Serra, feita em viagem àquele País em 5 de julho, ao lado do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, foi considerda uma "chantagem".

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Oposição venezuelana tenta destituir Nicolás Maduro

 
Jornal GGN - O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enfrenta grave crise política no país. Nesta sexta-feira (29), a oposição que detém maioria no Parlamento anunciou que possui assinaturas necessárias para ativar o referendo com o objetivo de revogar o mandato de Maduro. Horas antes, o presidente havia emitido um "decreto especial de emergência", para deixar sem efeito as decisões do Legislativo venezuelano.
 
A decisão de Maduro foi tomada ainda ontem, quando os parlamentares moveram uma moção de censura contra o atual ministro da Alimentação, Rodolfo Marco Torres, alegando que a Constituição do país obriga o chefe de Estado a remover o ministro do cargo. Torres tinha sido convocado a dar explicações sobre a escassez de produtos básicos ao Parlamento, mas não compareceu.
 
Maduro enxergou a medida dos parlamentares como uma "sabotagem da Assembleia" e, para evitar novas moções a ministros, instituições ou órgãos de seu governo, decidiu emitir um decreto de vigor constitucional tirando o efeito do poder do Parlamento, "enquanto durar a emergência econômica", afirmou.
 
"A Assembleia Nacional não fez nada para acabar com as filas (de cidadãos à procura de produtos escassos), nem para tratar de me ajudar neste tremendo esforço" para superar a crise, quando o petróleo caiu de 100 para 30 dólares e para manter um país com educação pública, saúde pública, habitações sociais", disse.
 
O chefe de Estado criticou, ainda, os parlamentares por não acatarem o decreto que obrigava os serviços públicos a paralisarem suas atividades às quartas, quintas e sextas-feiras, para contribuir com a poupança de energia elétrica na Venezuela.
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Itamaraty pede respeito à democracia sobre eleição legislativa venezuelana

Diosdado Cabello, ex-presidente da Assembleia Nacional e número 2 do chavismo, cumprimenta o novo líder da casa legislativa, Henry Ramos Allup.
 
Jornal GGN - "Não há lugar, na América do Sul do século XXI, para soluções políticas fora da institucionalidade e do mais absoluto respeito à democracia e ao Estado de Direito", publicou o Itamaraty sobre o resultado da eleição legislativa na Venezuela. O comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores, divulgado nesta terça (05), ocorre após a impugnação por irregularidades eleitorais de três deputados da oposição.
 
Ainda assim, a nova Assembleia Nacional venezuelana tomou posse com maioria formada por opositores eleitos. Dos 167 parlamentares da Casa, 112 são membros da oposição. "Como afirmou em outras ocasiões, o Governo brasileiro confia que será plenamente respeitada a vontade soberana do povo venezuelano, expressada de forma livre e democrática nas urnas", disse a nota do Ministério brasileiro. "Confia, igualmente, que serão preservadas e respeitadas as atribuições e prerrogativas constitucionais da nova Assembleia Nacional venezuelana e de seus membros, eleitos naquele pleito", completou.
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Como parlamentares brasileiros manipularam manifestações de rua

Enquanto polícia militar venezuelana protegia os senadores, eles divulgavam a falsa versão de que o governo da Venezuela ameaçava sua integridade física.
 
 
Jornal GGN - Uma manifestação popular contra a comitiva de oito senadores brasileiros da oposição em Caracas, na Venezuela, tornou-se, em poucas horas, um incidente diplomático. A rápida mobilização dos senadores diante da imprensa possibilitou que o pequeno tumulto se transformasse em uma atentado planejado pelos governos Dilma e Maduro.
 
Estavam na comitiva Aloysio Nunes (PSDB), Cássio Cunha Lima (PSDB), José Medeiros (PPS), Agripino Maia (DEM), Ricardo Ferraço (PMDB) e Sérgio Petecão (PSD), acompanhados de quem possivelmente seria o alvo dos manifestos: a ex-deputada venezuelana oposicionista cassada pelo Parlamento, María Corina Machado, e esposas dos políticos opositores presos.
 
A comitiva estava a caminho do presídio para visitar Leopoldo López, preso político pelo governo venezuelano de Nicolás Maduro. No Brasil, uma das primeiras declarações à imprensa foi do tucano Aloysio Nunes à Veja, enquanto ainda estava dentro da van, aguardando uma decisão. 
 
"Nós fomos hostilizados por um grupo de manifestantes, de umas 200 pessoas, e arregimentados pelo governo ditatorial da Venezuela, que cercaram o nosso ônibus, agrediram com pedras, a pauladas, pontapés o nosso carro, não podemos prosseguir porque o governo bloqueou todas as nossas vias de acesso do aeroporto até o caminho que iríamos pegar para ir ao presídio. Nós estamos aqui firmes, esperando ainda a solução para podermos cumprir a nossa missão, que é de solidariedade da luta pela democracia na Venezuela, e de democracia na América Latina", disse o senador, por whatsapp ao jornal.
 
Naquele momento, a van com os senadores estava sendo protegida pela polícia militar venezuelana. A acusação contra o governo nas palavras de Aloysio Nunes foi o pontapé para armar a "luta diplomática" que seria desenhada na cobertura da imprensa, ao longo do dia, estendendo-se para esta sexta-feira (19).
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