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Márcio Thomaz Bastos

Xadrez dos sorteios do Supremo Tribunal, por Luís Nassif

Nesses tempos de pós-verdade, há uma tempestade de teorias conspiratórias circulando pelo mercado. Uma delas é a respeito dos sorteios de relatoria no STF (Supremo Tribunal Federal), a enorme coincidência de processos fundamentais caírem com o Ministro Gilmar Mendes.

É um exemplo de como um conjunto de coincidências abre espaço para que mentes conspiratórias elucubrem à vontade.

Peça 1 – as coincidências

A primeira peça do nosso xadrez são as coincidências mencionadas.

2 de outubro de 2014

Direito de resposta do PT contra a revista Veja, às vésperas das eleições presidenciais.

Cai com Gilmar que obviamente nega.

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Respeitosas saudações, ministro Márcio

da Folha

Luiz Armando Badin, Marcelo Behar, Pedro Abramovay e Pierpaolo Bottini

TENDÊNCIAS/DEBATES

Respeitosas saudações, ministro Márcio

Essas linhas buscam prestar homenagem a Márcio Thomaz Bastos, o homem público que detestava os rapapés e as formalidades

De 2003 a 2007, Márcio Thomaz Bastos interrompeu uma brilhante carreira de advogado para servir ao Brasil. Durante esse período ele nos deu a honra de, ainda muito jovens, participar de sua gestão.

Muitos tiveram a oportunidade de conviver com o advogado que lutou pelos direitos humanos, derrubou a tese da "legítima" defesa da honra, auxiliou a organização da sociedade civil durante as Diretas-Já e na Constituinte como presidente da OAB e que defendeu com brilho milhares de pessoas durante mais de 50 anos.

Essas linhas, no entanto, buscam prestar homenagem ao ministro Márcio. Homem público que detestava os rapapés e formalidades da chamada "autoridade". Republicano por princípio, por convicção e por anos de prática de embates frequentes com a arrogância de muitos investidos na função pública, o ministro sempre tratou toda a gente da mesma forma.

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O legado de Marcio Thomaz Bastos para a Polícia Federal, por Marcelo Auler

Pode parecer contradição, mas o defensor de acusados dos mais diversos crimes foi quem melhor instrumentalizou e deu liberdade à Polícia Federal

Por Marcelo Auler

Independência da PF: um legado do criminalista Marcio Thomaz Bastos

Criminalista de renome, disputado a peso de ouro por acusados dos crimes de colarinho branco, o advogado Márcio Thomaz Bastos, que faleceu nesta quinta-feira (20/11) aos 79 anos, tinha uma máxima que muita gente não entende, justamente por ter defendido acusados dos mais diversos tipos, de mensaleiros do PT a empreiteiros envolvidos no escândalo da Petrobrás.

Bastos, como lembram aqueles que com ele conviveram de perto, sempre resumiu sua participação na banca de defesa de qualquer acusado com uma explicação lógica e constitucional: “toda e qualquer pessoa merece defesa e desde que me procure eu tentarei, mesmo ela sendo culpada, uma condenação mais justa”. Não a toa ele era fundador e conselheiro do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD).

Se a sua liderança como advogado criminalista é mais do que reconhecida nesses 56 anos de militância – diplomou-se em 1958 –o curioso é que um dos principais legados que deixará ao país é justamente o de ter, como ministro da Justiça, promovido uma total transformação da Polícia Federal, ou, como ele mesmo dizia, tê-la transformado em “uma polícia republicana”.

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Dilma e Lula lamentam morte de Márcio Thomaz Bastos

Jornal GGN - "Eu perdi um grande amigo", disse a presidente Dilma Rousseff, em nota de pesar, sobre a morte de um dos mais importantes criminalistas do país e ex-ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. A presidente o lembrou como “defensor intransigente do direito de defesa”, e citou a sua personalidade, como “um amigo espirituoso, de caráter e lealdade ímpares”.

Já o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também lamentou a perda de "um amigo", "um dos homens que mais lutou pela democracia e pelo estado de direito em nosso país", disse em nota. “Márcio Thomaz Bastos foi um corajoso defensor da lei e um advogado apaixonado pela ideia de um Brasil melhor. Foi um homem raro e que muito contribuiu para mudar a história do país”, afirmou Lula.
 
Leia as notas, na íntegra:
 

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A morte de Márcio Thomaz Bastos, um Ministro inesquecível

Conheci Márcio Thomaz Bastos no início de minha carreira de jornalista econômico. Louco para fugir da cobertura usual da editoria de Economia da Veja – muito empenhada em vender o “Brasil Grande” – passei a propor temas variados que quebrassem a aridez da cobertura.

Sugeri uma matéria sobre os agiotas. Toparam.

Fui até a Polícia Civil e me indicaram dois advogados promissores, que tinham agiotas como clientes. Um foi-me apresentado como o mais “sagaz”, por manter contatos com delegados, praticar espertezas. O outro, como mais culto, mas menos “malaco”.

O primeiro deve ter terminado em alguma porta de cadeia. O segundo era o Márcio. Nossa amizade começou ali.

A propósito, o “causo” do agiota era saborosíssimo. Um senhor que emprestava dinheiro e, quando o cliente não conseguia pagar, chamava-o no escritório, matava-o e enterrava-o na parede. O “Criminal Minds” era pinto perto do espanhol agiota.

Voltamos a nos encontrar em vários episódios jornalísticos relevantes.

Um deles, foi na morte do empresário Ney Bittencourt Araújo, no qual seu filho foi acusado. Havia dúvidas sobre se Ney havia se suicidado ou não. O delegado dava entrevistas sustentando que Ney estava de bem com a vida. Pouco antes, cruzei com Ney na saída do Maksoud e percebi-o visivelmente alterado. Cheguei a comentar com minha esposa que ele parecia à beira do suicídio.

Márcio era o advogado do filho. Me ligou, pedi que me enviasse o inquérito, passei o fim de semana inteiro lendo-o e lá se constatavam as fragilidades da acusação. Ney passava por problemas sérios com a ABAG (Associação Brasileira do Agronegócio); já tinha falado em suicídio.

Assumi a defesa enfática do rapaz.

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"O Estado é o último que deve perder a cabeça", diz o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos

O ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, em carta assinada conjuntamente com os advogados Luiz Armando Badin e Maíra Beauchamp Salomi, afirma que o comportamento arbitrário de alguns policiais [durante manifestações pacíficas] é incompatível com o que se espera das forças de segurança. Destaca que o Estado não pode compactuar com detenções arbitrárias. Diz que o Estado tem o dever de assegurar o direito constitucional à manifestação pacífica. Além de acrescentar que “os fatos revelam, contudo, que esses direitos foram recentemente pisoteados”.


Leia a carta na íntegra:


"O Estado é o último que deve perder a cabeça"

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