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As relações de Palocci e do BTG Pactual, por Luis Nassif

Não tenho motivos pessoais para gostar de Guido Mantega. Pequeno, mesquinho, inseguro, foi o primeiro Ministro da Fazenda, desde que iniciei a carreira de jornalista econômico, a me colocar na lista negra. Ele e Alexandre Tombini, presidente do Banco Central.

Mas não bate bem esta história de Antônio Pallocci, de que Mantega montara uma central de vazamento de informações financeiras.

Vamos entender um pouco mais esse jogo.

Desde que se criou o chamado Open Market brasileiro – venda diária de títulos públicos e privados – há vazamentos de informação. No governo Sarney, Maílson da Nóbrega tinha um esquema de vazamento de informações, não apenas no Banco Central, mas na Receita Federal – que dispunha de um índice de correção.

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A morte de Emílio Garófalo, o Leônidas brasileiro

Os que nasceram nos 80 eram crianças. Os dos 70 já tinham noção. Mas foram os dos 60 para trás que acompanharam a grande guerra nacional contra a especulação cambial que precedeu a estabilização e a entrada do Brasil na nova era. E da qual o grande herói nacional, nosso Leônidas e seus 300 de Esparta foi Emílio Garófalo, que faleceu esta noite em São Paulo.

A história brasileira é repleta de exemplos de grandes funcionários públicos. É possível encontrar alguém igual a Garofalo: maior, jamais.

Funcionário de carreira do Banco Central, Garófalo assumiu a mesa de câmbio em um período fatal para as contas externas brasileiras que vai do governo Sarney ao Real. O câmbio começava a se flexibilizar. O país não conseguira escapar da moratória. Havia um déficit nas contas externas ameaçando o próprio funcionamento da economia. E turbas de persas raivosos, de fundos internacionais aplicando golpes terríveis nos mercados de câmbio. Leia mais »

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