Revista GGN

Assine

mercado financeiro

Inglaterra e Brasil: eleitores pedem mais Estado e fundamentalismo financeiro se radicaliza, por Roberto Requião

 
jeremy-corbyn-chatham-house.jpg
 
Foto: Chatham House
 
Do site de Roberto Requião
 
 
Por Roberto Requião
 
Nesta semana, teremos eleições na Grã-Bretanha. As primeiras, depois do divórcio com a União Europeia, o brexit. Até algumas semanas atrás, dava-se como barato a vitória dos conservadores da primeira-ministra Thereza May por larga vantagem.
 
Mas, nos últimos dias, as pesquisas identificam uma rápida subida nas intenções de votos para o Partido Trabalhista, do líder Jeremy Corbyn, que pode ganhar.
 
Dizem que os Trabalhistas talvez não vençam, contudo terão uma representação no Parlamento bem maior que as mais otimistas projeções.
Leia mais »
Média: 4.7 (13 votos)

As manipulações e expectativas da crise econômica na imprensa, por Paulo Kliass

globo_reproducao.jpg

Foto: Reprodução

Da Carta Maior

 
A cada dia, formadores de opinião vinculados ao financismo garimpam arduamente alguma notícia para tentar comprovar que a bonança está logo ali na esquina
 
por Paulo Kliass

As forças políticas e os interesses econômicos que se articularam e conspiraram abertamente para o êxito do movimento que provocou o golpeachment estão em estado de alerta. Afinal, sonhavam com um futuro bem mais róseo e um pouco menos problemático do que a realidade que vivemos atualmente em nosso País.
 
As recomendações que sussurravam nos ouvidos dos liberais e dos conservadores ainda hesitantes em apoiar a solução ilegal e carente de base constitucional poderiam ser resumidas em um mantra sedutor: ‘Não se preocupe não. É fácil. Primeiro a gente tira a Dilma. Depois, tudo o mais se acerta”.

Leia mais »
Média: 5 (4 votos)

Palocci ameaça arrastar mercado financeiro e empresas de comunicação para a Lava Jato

Foto: Reprodução

Jornal GGN - Em depoimento diante do juiz Sergio Moro, nesta quinta (20), o ex-ministro Antonio Palocci negou que tenha recebido pagamento de vantagens indevidas em benefício próprio ou em nome do PT em troca de defender os interesses da Odebrecht nos governos Lula e Dilma. Por outro lado, em jogada com sua defesa, Palocci sinalizou que pode arrastar para a Lava Jato nomes de mercado financeiro e grandes empresas de comunicação que teriam pedido "grande montantes de recursos" no início do primeiro mandato de Lula. Isso para mostrar que não era apenas a Odebrecht que exercícia forte lobby na política.

Leia mais »

Média: 4.6 (20 votos)

O Golpe está desorientado, por Alexandre Tambelli

O Golpe está desorientado

por Alexandre Tambelli

Comentário ao post Xadrez da lista de Janot, o senhor do Tempo

Devemos pensar sempre a Lava-Jato como a ferramenta principal para o êxito do Golpe parlamentar no Brasil e que seu epicentro tem três atores centrais: Rede Globo & velha mídia aliada + Mercado Financeiro e Imperialismo Norte-Americano.

Todos os políticos que apoiaram o Golpe sabem que cumprindo o seu papel, estipulado pelos comandantes do Golpe, estão à-salvos de qualquer possibilidade de prisão mais prolongada, de perderem o dinheiro amealhado em suas relações, muitas vezes suspeitas, entre a Política e o Capital Privado e/ou Estado.

Tudo, e faz décadas, é feito de maneira a se fazer vistas grossas à corrupção dos que se aliam e defendem o epicentro do Golpe, tamanho o Poder amealhado pela Rede Globo & velha mídia no Brasil, aumentado a partir da Lava-Jato.  

Leia mais »
Média: 4.3 (14 votos)

De olho nas privatizações, Citigroup atua como consultor informal do governo

citi.jpg
 
Jornal GGN - No mês que vem, o banco norte-americano Citigroup promoverá um encontro entre seus principais clientes e ministros brasileiros em Nova York. No ano passado, a instituição apresentou o presidente Michel Temer e os ministros Henrique Meirelles e Moreira Franco a bilionários em um encontro de negócios.
 
Segundo matéria da BBC Brasil, o banco aposta no programa de privatizações de Temer, e Charles R. Johnston, diretor global de assuntos governamentais do Citigroup, não poupa elogios ao presidente. Para ele, o peemedebista é “um dos melhores políticos do Brasil”, dizendo que ele tem “coragem” de adotar reformas impopulares. 

Leia mais »

Média: 1.6 (7 votos)

Adeus às Forças Armadas, por Pedro Augusto Pinho

 
ADEUS ÀS FORÇAS ARMADAS
 
por Pedro Augusto Pinho
 
Tenho profundo desgosto em antever o fim de uma instituição à qual os brasileiros confiavam para a defesa dos interesses nacionais. Será, num momento em que nos veremos impulsionados para guerra na América do Sul, um dos mais nefastos, entre tantos outros, crimes cometidos pelos golpistas de 2016.
 
Entendamos a situação mundial após 1990, ano que, a meu ver, marca o domínio do sistema financeiro internacional, a banca, no ocidente e se espraia pelo mundo.
 
Os Estados Unidos da América (EUA) sob a presidência de Ronald Reagan passaram a ser um instrumento da banca. Esta, por sua vez, adota duas ações principais para sua expansão e domínio: as crises, como a vimos em 2008, a mais recente, e as guerras limitadas e interferências em países que relutam a cumprir seus ditames. Com as guerras a banca procura obter: (a) lucro com a venda de armas e com o contrabando; (b) pressão para que os países envolvidos adotem suas diretrizes econômicas e financeiras e (c) redução da pressão demográfica, com mortes e mutilações, importante para um poder que objetiva concentrar renda.

Leia mais »

Média: 4.6 (11 votos)

Depois de campanha, Trump pode ir atrás de Wall Street para formar equipe

Jornal GGN - Durante sua campanha para a Casa Branca, o magnata Donald Trump adotou um tom crítico ao setor financeiro norte-americano, mas, agora, pode recorrer a Wall Street para formar sua nova equipe econômica.

De acordo com o The Wall Street Journal, o republicano pode indicar Steven Mnunchin para secretário do Tesouro. Mnuchin trabalhou por 17 anos no Goldman Sachs e foi responsável pelas finanças da campanha de Trump.

Se Mnunchin se tornar secretário do Tesouro, será o terceiro com passagem pelo banco a assumir o posto nas últimas duas décadas. Ainda de acordo com o jornal, o objetivo é indicar rapidamente os cargos de alto escalão para acalmar os mercados, que reagiram de maneira negativa à eleição de Trump.

Leia mais »

Média: 2.3 (3 votos)

Com reavaliação de ativos, Petrobras tem prejuízo de R$ 16 bi no terceiro trimestre

 
Jornal GGN - No terceiro trimestre de 2016, a Petrobras teve prejuízo de R$ 16,458 bilhões, representando o terceiro maior registrado pela estatal. A reavaliação de ativos impactou no resultado, incluindo campos de produção de óleo e gás, equipamentos, parte da refinaria de Abreu e Lima e da petroquímica de Suape. 
 
Mário Jorge, gerente executivo da empresa, afirmou que a Petrobras estaria com um lucro líquido de quase R$ 600 milhões caso não tivesse realizado a reavaliação de ativos. 

Leia mais »

Sem votos

Moody's eleva nota de crédito da Petrobras

Jornal GGN - Na última sexta-feira (21), a agência de rating Moody’s elevou a nota de crédito da Petrobras de B3 para B2 e alterou a perspectiva da empresa de negativa para estável.

Em nota, a Petrobras disse que a revisão da nota é “um reconhecimento importante dos esfoços que estão sendo feitos pela companhia”, ressaltando as metas de redução do endividamento da estatal através dos desinvestimentos e da melhoria operacional.

Leia mais »

Média: 2.3 (3 votos)

Mercado projeta crescimento de 1,2% da economia brasileira em 2017

Jornal GGN – Consultadas pelo Banco Central, instituições ligadas ao mercado financeiro relataram que projeção do crescimento da economia brasileira para o próximo ano mudou de 1,1% para 1,2%. Já para 2016 a expectativa de queda na economia foi mantida, projetando uma queda de 3,20% do Produto Interno Bruto.

A respeito da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o mercado manteve a estimativa de 7,31% para este ano, mas reduziu de 5,14% para 5,12% para 2017.

Leia mais »

Média: 2.1 (7 votos)

A terceirização da política econômica, por André Araújo

Por André Araújo

A TERCEIRIZAÇÃO DA POLÍTICA ECONÔMICA - O Governo Militar, ao criar o Banco Central em 1965, teve a prudência de impedir o seu controle pelo sistema financeiro privado, colocando ACIMA dele o Conselho Monetário Nacional, um órgão colegiado que tinha DEZ membros, três naturais, o Ministro da Fazenda, o Presidente do Banco do Brasil e o Presidente do BNDE e SETE membros indicados pelo Presidente da República. Os sete membros indicados pelo Presidente da República, desde o início do Conselho, incluíam grandes nomes da agricultura, da indústria, do comércio, economistas independentes e o objetivo era claro, ter um organismo de grande poder e com várias visões do processo econômico, de maneira a ter um balanceamento entre todos os setores da economia nacional. Era no Conselho Monetário Nacional que, por lei, se decidiam a política monetária, a cambial, a de crédito, a fiscal e o Conselho também tinha a tarefa de supervisionar o Banco Central, que tinha muito menos poder do que hoje, porque o poder estava no Conselho Monetário.

Quando foi implantado o Plano Real, o grupo de economistas que montou e operou o Plano deu  um "golpe de Estado" no Conselho Monetário Nacional e na própria lei que criou o Real (lei 9069/65)  ACABOU COM A REPRESENTAÇÃO DA ECONOMIA PRODUTIVA, em vez de DEZ membros, o CMN passou a ter apenas três, os Ministros da Fazenda e do Planejamento e o Presidente do Banco Central,  ficando a Secretaria Executiva do Conselho exatamente com o Banco Central, que era o órgão que o CMN deveria controlar. Transferiu-se assim todo o poder sobre a economia para dois dos três únicos membros do Conselho, o Ministro da Fazenda e o Presidente do Banco Central, na prática dois em um Conselho de três mandam sozinhos.

Leia mais »

Média: 4.3 (12 votos)

É o governo quem faz a política econômica, por André Araújo

Por André Araújo Leia mais »

Média: 3.5 (11 votos)

Oito anos depois da crise, 28 bancos dominam sistema financeiro global

Jornal GGN - Oito anos após a crise mundial de 2008, pouca coisa mudou no poder financeiro global, que é dominado por 28 grandes bancos internacionais. Para François Morin, professor da Univeridade de Toulouse, os Estados se tornaram reféns destes bancos, que ele chama de "hidra bancária", e a crise de 2008 provou o poder que estas empresas detém. ""Os grandes bancos detinham os produtos tóxicos responsáveis pela crise, mas, em vez de reestruturá-los, os Estados acabaram assumindo suas obrigações", afirma Morin.

O pesquisador afirma que existem cinco mecanismos que dão aos bancos esta hegemonia financiera, econômica e política, entre eles a concentração de ativos, o mercado cambial e as taxas de juros. Leia mais abaixos:

Enviado por Vânia

Da BBC Brasil

 
A crise mundial de 2008 mudou em quase nada quem são os detentores do poder financeiro global. Quase oito anos depois e em meio a sinais de uma estagnação global, o sistema financeiro do planeta segue dominado por 28 grandes bancos internacionais, chamados por alguns de seus críticos mais ferrenhos de a "hidra".
 
"Os Estados são reféns desta hidra bancária e são disciplinados por ela. A crise prova esse poder", afirma François Morin, autor do livro A Hidra Mundial, o Oligopólio Bancário, professor emérito da Universidade de Toulouse e membro do conselho do Banco Central francês.
 
"Os grandes bancos detinham os produtos tóxicos responsáveis pela crise, mas, em vez de reestruturá-los, os Estados acabaram assumindo suas obrigações - e a dívida privada se transformou em dívida pública."
 
Em seu livro, o pesquisador se concentra em cinco mecanismos que, segundo ele, concedem aos bancos esta hegemonia financeira, econômica e política.

Leia mais »

Média: 4.6 (10 votos)

Crônicas de uma crise anunciada, por Juliano Giassi Goularti

do Brasil Debate

Crônicas de uma crise anunciada

por Juliano Giassi Goularti

Ao contrário do jovem Santiago Nasar, personagem de García Márquez, que desejava muito viver, o governo brasileiro, ao seguir a cartilha dos porta-vozes da austeridade do mercado financeiro, procurou o suicídio. E o suicídio leva consigo uma fração de classe da população brasileira

O livro Crônica de uma morte anunciada, escrito por Gabriel García Márquez (publicado em 1981) conta o último dia de vida de Santiago Nasar. No romance, acusado por Ângela Vicário de tê-la desonrado, todos ao seu redor ficam sabendo do homicídio premeditado algumas horas antes, mas não fazem nada para protegê-lo dos assassinos. Tarde demais. Santiago foi morto a facadas pelos irmãos de Ângela, os gêmeos Pedro e Pablo, que ajudaram a espalhar a notícia.

A questão é que, por conta de toda a publicidade, ninguém julgou necessário prevenir a vítima. Todos se eximiram da responsabilidade. A obra de Garcia Márquez gira em torno de anunciar a morte de Nasar, contada por um narrador não onisciente.

A crise econômica e política que está levando o país para o abismo é um pouco semelhante à morte anunciada de Santiago Nasar. Todos macroeconomistas que não estão na folha de pagamento do sistema financeiro sabem que a economia brasileira caminha para o abismo. Mas, ao contrário dos moradores do vilarejo em que vivia Santiago Nasar e não fizeram nada para protegê-lo dos assassinos, os macroeconomistas de postura social crítica e de comprometimento com a Nação têm alertado dia após dia o governo da presidenta Dilma dos perigos de adotar uma política de austeridade – corte de gastos públicos em programas sociais e de investimentos estruturantes para atender o rentier.

Leia mais »

Média: 4.3 (6 votos)

O executivo financeiro na era dos conglomerados, por André Araújo

Por André Araújo

Entre 1945 e 1970, a organização das grandes empresas se dava em torno do setor de atividades, que exigia executivos experientes no setor. O conhecimento do RAMO DE NEGÓCIO era considerado essencial para se dirigir uma empresa. Nas montadoras existiam os que começaram como simples engenheiros de produto e chegavam à presidência com 40 anos de experiência no ramo. Nomes célebres como Lee Iacocca, com décadas na Ford e que depois salvou a Chrysler eram a regra do sistema capitalista.

No fim dos anos 60 começa uma nova era, os chamados "conglomerados", grupos que, através de fusões e aquisições, juntavam empresas de setores sem relação um com outro. Nasce aí um novo tipo de empresa nos EUA, como a LTV, siderurgia e aviões, United Technologies, elevadores e turbinas de aviação,  Rockwell, eletrônica e utensílios domésticos, Raytheon, radares, mísseis e TVs, a própria General Electric, que de eletricidade se volta para química, plásticos, motores de aviação, financeira. Mas o grande inventor dessa onda foi Harold Geneen, um contador nascido na Inglaterra e que fez fama e fortuna nos EUA quando assumiu a presidência da International Telephone and Telegraph Corporation, a célebre ITT. Entre 1961 e 1970, a ITT comprou 350 empresas dos ramos mais disparatados, como locação de automóveis (Avis), hoteis (Sheraton), seguros (Hartford) bombas (Gould), de um faturamento de $700 milhões de dólares chegou em 9 anos a $17 bilhões, tornou-se uma empresa emblemática com envolvimento político nas quedas de Jango e Allende.

Leia mais »

Média: 4.6 (11 votos)