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Ministério da Cultura

Roberto Freire, crítico do 'aparelhamento petista', coloca 18 nomes do seu partido no MinC

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Foto: Alexandra Martins/Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - Roberto Freire, ministro da Cultura e presidente licenciado do PPS, nomeou ao menos 18 nomes de seu partido assessorias, secretarias, diretorias, entidades vinculadas e representações regionais da pasta. De acordo com a Folha de S. Paulo, dez deles foram nomeados nos três primeiros meses de 2017.
 
Freire assumiu o ministério após a saída de Marcelo Calero, que deixou o cargo alegando pressões para liberar a construção de um imóvel do ex-ministro Geddel Vieira de Lima. Desde então, o atual chefe da pasta da Cultura afirma que houve um “aparelhamento petista“ no órgão. 
 
"Lamentavelmente, um ministério que teria muito a dar ao país ficou voltado para atender a interesses de facções políticas”, disse Freire em janeiro. 

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Raduan, o poeta e a máquina, por Psicanalistas pela Democracia

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Do Psicanalistas pela Democracia

 

No editorial ‘2017’ lembramos e chamamos a atenção para a tensão entre a verdade e a falsidade; a afirmação de princípios morais e estéticos e o descalabro ético; a palavra justa e o discurso velador. Falávamos da celeuma envolvendo o poeta e tradutor Augusto de Campos e o Jornal Folha de São Paulo ocorrido ano passado. Destacamos dessa vez outro episódio, ocorrido no ato de premiação do escritor Raduan Nassar na ocasião em que foi agraciado com o prêmio Luis de Camões. Essa passagem é citada também no texto recém publicado de Ana Costa no Psicanalistas pela Democracia.

O Brasil é privilegiado por ter Raduan Nassar. Um escritor que deu ao país o melhor da literatura. Aclamado dentro e fora do Brasil, Raduan é um cidadão que, do mesmo modo como se recusa a escrever um novo livro, a despeito das inúmeras demandas, solicitações e apelos, se recusa a se calar diante do maior golpe parlamentar, branco e cínico já sofrido no país.

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Seria melhor se trabalhassem numa empresa de demolição, diz Juca Ferreira sobre governo Temer

 
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Jornal GGN - Ministro da Cultura durante os governo de Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, o sociólogo Juca Ferreira afirma que o governo de Michel Temer está ‘ceifando’ tudo que o que foi construído, não somente na cultura, mas também nos direitos trabalhistas, na aposentadoria, nos direitos das mulheres e nos avanços na relação entre negros e brancos no país.
 
“Eles são devastadores”, diz o ex-ministro, que considera que a Operação Lava Jato não é isenta, já que parte de uma tese de que a corrupção é problema exclusivo do PT, “quando na verdade é o modus operandi da política brasileira”. 
 
“Eles não têm projeto e querem destruir tudo o que foi construído, como aliás em outras áreas que não a cultura. Acho que funcionaria melhor se trabalhassem numa empresa de demolição”, afirma Juca. 

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MinC encerra parceria com escola de cinema de Cuba

 
Para ex-secretários do Ministério da Cultura, fim da parceria entre o país e a Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de Los Baños (EICTV) representa grande perda ao cinema nacional

Da Rede Brasil Atual

 
por Gabriel Valery
 
"A decisão do Ministério da Cultura (MinC) é tacanha, baseada em uma visão ideológica tacanha de preconceito contra Cuba. Vamos ter uma perda, sem dúvida”, afirmou o ex-secretário executivo do MinC João Brant, que trabalhou na pasta até o fim do governo Dilma Rousseff (PT), sobre a descontinuidade do convênio de 30 anos entre o governo e a Escola Internacional de Cinema e TV de San Antonio de Los Baños (EICTV), em Cuba. “É lamentável que o ministério acabe com essa política de trabalho conjunto”, acrescentou, sobre ato governo de Michel Temer (PMDB).
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O avanço dos reacionários no setor da cultura, por Jotabê Medeiros

Jornal GGN - Em artigo na Carta Capital, o jornalista cultural Jotabê Medeiros aponta para uma inflexão da área ao um viés reacionário, com o abandono de projetos considerados pequenos, aparelhamento e privilégios ao lobbies do setor.

Roberto Freire (PPS), que assumiu a pasta no governo federal, nomeou diversos candidatos de seu partido  derrotados nas últimas eleições.

O jornalista também aponta para ações de desmonte, como no Rio Grande do Sul, onde o governador José Ivo Sartori fechou 11 fundações, incluindo a Piratini - mantenedora da TVE e da FM Cultura - e no governo paulista de Geraldo Alckmin, que fechou dez unidades de oficinais culturais no estado.

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MPF investiga suposto desvio de R$ 11 milhões no Museu do Trabalhador, em São Bernardo

Jornal GGN - O Ministério Público Federal está investigando a obra do Museu do Trabalhador, apelidada pela imprensa de "museu do Lula", em São Bernardo do Campo, por suspeita de desvio de R$ 11 milhões. O projeto tem recursos da Lei Rouanet. A Polícia Federal deflagrou nesta terça (13) uma operação que deteve um secretário de Obras, entre outras prisões e conduções coercitivas.

Segundo informações do Estadão, o MPF suspeita de fraude na licitação da obra, envolvendo cinco empresas. A Procuradoria da República em São Paulo também fala que "três secretários do município teriam formado uma organização criminosa junto com cinco empresários para fraudar a licitação e desviar o dinheiro desde 2010 do projeto."

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"A política tem dessas coisas", disse Temer pressionando para liberar edifício

 
Jornal GGN - Convocado pelo presidente Michel Temer a comparecer ao Palácio do Planalto, no dia 17 de novembro, Marcelo Calero ainda ocupava o Ministério da Cultura quando ouviu de Temer que "a política tem dessas coisas, esse tipo de pressão". Ordenou o então ministro Calero a "construir uma saída" para a decisão do IPHAN, que criou "dificuldades operacionais" em seu gabinete, sobretudo junto a seu braço direito, Geddel Vieira Lima, que estava "bastante irritado".
 
O depoimento é de Marcelo Calero ao Departamento da Polícia Federal junto ao Grupo de Inquéritos do Supremo Tribunal Federal (STF). E é diante dessas palavras que a Procuradoria-Geral da República "pensou", ainda estudava a possibilidade de abrir uma investigação contra Geddel. Isso porque também precisaria incluir Temer no inquérito.
 
"O depoente [Calero], ao final da conversa com o Presidente, ficou bastante desapontado, uma vez que foi advertido em razão de ter agido sem cometer qualquer tipo de irregularidade, que sentiu-se decepcionado também pelo fato de não ter mais a quem reportar-se a fim de solucionar esta situação, uma vez que o próprio Presidente da República o havia 'enquadrado'."
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Temer levou Geddel ao governo sabendo a quem entregava o poder, por Janio de Freitas

Jornal GGN – Michel Temer sabia bem o que estava fazendo quando level Geddel ao governo. Não foi um ato impensado, muito menos ficou em pânico. Tudo acertado para que as coisas fossem levadas de tal maneira, nos moldes da folha corrida de Geddel. O tema é tratado por Janio de Freitas, em sua coluna na Folha.

Janio vai mais longe. Aponta cada ato de Temer, pretensamente de organização de governo. Quando extinguiu o Ministério da Cultura, que carrega o Iphan, colocaria a pasta em uma secretaria anexada à Presidência. E a desculpa seria sempre a mesma: corte de gastos. O susto com a reação de intelectuais e artistas o fez recuar. Até aliados se posicionaram contra, evidenciando que a extinção da pasta era somente para dar menos visibilidade e poder ao Iphan.

E não é só e nem é pouco. Leia o artigo a seguir.

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Combinação entre crise moral e derrocada econômica pode ser devastadora, por Tereza Cruvinel

Jornal GGN - "A combinação entre a crise moral e a derrocada econômica pode ser devastadora" para Michel Temer, diz a colunista do 247 Tereza Cruvinel em artigo publicado na segunda (21), após o presidente insistir que vai manter Geddel Vieira Lima como secretário de Governo. Segundo a jornalista, Temer vai afundar se não saltar do barco de Geddel, já que nem os aliados políticos estão satisfeitos com a "desmoralização" do governo. Eles querem, ao menos, manter a "aparência" de que as coisas estão em ordem.

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Ex-ministro acusa Geddel de pressioná-lo para liberar obra

Calero denuncia um dos homens fortes do governo em favor de área tombada pelo Iphan

 
Jornal GGN - O mais novo ex-ministro do governo Temer, Marcelo Calero, que pediu na última semana demissão da pasta da Cultura concedeu entrevista à Folha de S.Paulo denunciando Geddel Vieira Lima, um dos homens fortes da equipe Temer e que ocupa a secretaria de Governo, de pressioná-lo para que o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), ligado à Cultura, liberasse um parecer técnico aprovando o projeto imobiliário La Vue Ladeira da Barra, localizado em uma área tombada em Salvador, cidade que compõe sua base política. 
 
O novo escândalo, em apenas seis meses de gestão, põe em suspenso os próximos passos de Temer. O presidente irá se pronunciar ou não a respeito da denúncia contra o articulador político do seu governo? Que decisão tomará quanto ao futuro de Geddel?
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PEC 241 pode tirar até 90% do orçamento finalístico da cultura em 5 anos, por João Brant

Estudo mostra que o MinC mal conseguiria cuidar da manutenção das suas estruturas e, na prática, todas as suas ações estariam paralisadas, o que fatalmente implicaria na busca de soluções como fechamento ou transferência de instituições e unidades para a iniciativa privada

do Brasil Debate

PEC 241 pode tirar até 90% do orçamento finalístico da cultura em 5 anos

por João Brant

A aprovação da PEC 241 poderá afetar profundamente o orçamento da cultura. Mantidas as condições atuais, em cinco anos a pasta pode perder 33% do seu orçamento nominal, o que significaria a perda de cerca de 90% de seu orçamento voltado para ações finalísticas, o que inclui todos os editais, obras (inclusive do PAC Cidades Históricas) Fundo Nacional de Cultura, convênios com estados e municípios, entre outros.

O Orçamento do Ministério da Cultura, exceto pessoal e despesas financeiras, está dividido em:

 

O orçamento discricionário do MinC suporta todas as ações de manutenção, funcionamento e ações finalísticas do Ministério da Cultura, incluindo suas sete entidades vinculadas – Ancine, Funarte, Fundação Biblioteca Nacional, Fundação Casa de Rui Barbosa, Fundação Cultural Palmares, Ibram e Iphan.

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Rubens Paiva recusa prêmio do Ministério da Cultura

Jornal GGN - Ontem (11), o escritor Marcelo Rubens Paiva publicou a foto de um email trocado com um funcionário do Ministério da Cultura na qual recusa o prêmio de Ordem do Mérito Cultural, concedida pela pasta.

O prêmio é destinado para pessoas, iniciativas ou instituições que tenham contribuído com a cultura brasileira. Em sua recusa, Rubens Paiva afirmou que não aceita a forma como o governo de Michel Temer foi conduzido ao Poder.  “Aceitaria se fosse de um governo eleito pelo voto direito”, afirmou.

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Ministério da Cultura volta atrás em demissão da Cinemateca

Calero havia substituído Olga Futemma por Massaini Filho, acusado de estelionato
 
 
Jornal GGN - O Ministro da Cultura no governo interino, Marcelo Calero, volta atrás e recontrata presidente exonerada da Cinemateca Brasileira, Olga Futemma e outros quatro técnicos da instituição. 
 
No lugar de Olga, Calero havia nomeado Oswaldo Massaini Filho, acusado de crime de estelionato. Em defesa da troca de cadeiras, o ministro declarou anteriormente que estava atendendo reivindicações da sociedade de substituir os antigos ocupantes dos cargos por servidores de carreira, mas acabou recebendo fortes críticas, isso porque Olga Futemma ingressou no Minc em 1984, portanto é servidora de carreira aposentada da pasta. 
 
Na última terça-feira (26) o MinC publicou no Diário Oficial da União (DOU) a demissão de Olga e de outros 80 ocupantes comissionados, dentre eles do diretor do Museu Vila-Lobos, o maestro Wagner Tiso Veiga, também membro do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). 
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O que o ataque de Temer ao MinC tem a dizer sobre o Brasil

Jornal GGN – Em artigo para o Jornalirismo, o jornalista cultura, Leonardo Cássio, relembra os movimentos do governo interino de Michel Temer na extinção e recriação do Ministério da Cultura. Para ele, o fato de ser sequer cogitado extinguir o MinC mostra que somos uma nação “desculturalizada”. “E isso é péssimo. Mesmo que o MinC não tenha deixado de existir, ele está paralisado, sem futuro definido e com os programas, estes, sim, perigando de sumir”.

Em sua opinião, o governo federal dá um mau exemplo quando pensa em fundir o Ministério da Cultura ao da Educação. “Quando a secretaria da Cultura está vinculada à da Educação a primeira sofre porque educação é, sempre será e tem de ser PRIORIDADE. Então, qualquer ação de cunho educacional estará à frente de algo cultural. Em segundo lugar, cultura e educação andam de mãos dadas e muitas vezes é difícil dissociar o que é o quê. Essa distinção se faz necessária, justamente, quando falamos de dinheiro. Se o governo federal acena para essa fusão, ele dá aval para que todos os governos estaduais e municipais façam o mesmo, retrocedendo, portanto, anos de trabalho de profissionalização e gestão em um planejamento extenso”.

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No RJ, projetos culturais são afetados pelo desmonte no MinC

Jornal GGN - No Rio de Janeiro, projetos culturais já sofrem com os desmonte promovido pelo governo interino de Michel Temer no Ministério da Cultura. Projetos voltados para jovens de comunidades estão paralisados, como o Dançar a Vida, que forma bailarinos e divulga a dança com espectáculos gratuitos. 

Nelma Darzi, educadora do projeto, afirmou que o programa está interrompido. "A partir da Lei Rouanet e do Ministério da Cultura, a gente conseguiu manter os jovens na companhia até que realmente fossem encaminhados a uma companhia profissional. Mas, neste ano a gente já encontrou muita dificuldade aqui e nas empresas que poderiam ser futuros patrocinadores, mas não querem arriscar em nada."

Nelma diz que a proposta da companhia, além de formar bailarinos que hoje atuam em grandes companhias de dança, era também levar apresentações itinerante e gratuitas para diversas comunidades.  

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