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Como a Lava Jato entregará a repatriação de empresas brasileiras ao mundo

Entenda o jogo de interesses que mobiliza um aparente bem-intencionado acordo de cooperação internacional: todos os países e investigadores ganham, menos as empresas brasileiras
 

Lava Jato durante a apresentação da "Car Wash", com procuradores suíços e dos EUA - Foto: Geraldo Bubniak / AGB
 
Jornal GGN - A Lava Jato de Rodrigo Janot está de olho no ex-procurador suíço Stefan Lenz, que se auto caracteriza como o "cérebro" das investigações no país sobre o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e Odebrecht. Por não se sentir reconhecido, financeiramente e por seus superiores, ele pediu demissão. Jornais alemães e suíços acessados pelo GGN dão conta, ainda, que Lenz poderia avançar nas investigações que fazem "estremecer políticos brasileiros e, inclusive, levar à prisão o ex-presidente Lula da Silva".
 
A frase foi reproduzida de uma reportagem no periódico alemão "Aargauer Zeitung", em outubro do último ano, quando Lenz abandonava a sua equipe de investigadores por aparentes conflitos internos. Lá, o investigador teria criado inimizade com o procurador-geral, Michael Lauber. E enquanto uma troca no grupo de delegados da força-tarefa no Brasil foi vista como um desmanche das investigações, o país europeu mostrou-se determinado a fortalecer as investigações que tem como mira as empresas brasileiras.
 
 
Daqui, a força-tarefa de Curitiba e o procurador-geral, Rodrigo Janot, não demonstram preocupação com possíveis interferências de investigadores estrangeiros nas irregularidades ou ilícitos dentro das companhias nacionais, ao contrário, agradecem publicamente a mobilização de mais de uma dezena de pessoal, como advogados, procuradores especialistas em corrupção e técnicos forenses no país, exclusivamente para mirar a Petrobras.
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Em nova fase da Lava Jato, PSDB é figurante

Sérgio Guerra negocia ajuda para frear CPI da Petrobras de 2009
 
Jornal GGN - A Polícia Federal deflagrou a 33ª fase da Operação Lava Jato. Denominada "Resta Um", a fase investiga o pagamento de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que morreu em 2014. Mas o nome não faz referência ao partido - um dos únicos não arrolados nas investigações de Curitiba, e sim à construtora Queiroz Galvão.
 
Em nota oficial, a PF, inclusive, enfatizou mais de uma vez que o nome é "uma referência à investigação da última das maiores empresas identificadas como parte integrante da chamada 'REGRA DO JOGO' em que empreiteiras formaram um grande cartel visando burlar as regras de contratação por parte da PETROBRÁS, em claro prejuízo à estatal".
 
"Duas mensagens: a primeira é que, apesar de se chamar 'Resta Um', ainda resta muito que 
fazer na Lava Jato. O dia de todos os investigados nessas Operações vão chegar. Todos vão ser devidamente investigados, e se comprovadas, feitas as acusações, processados e pedidos as condenações", disse o procurador Carlos Fernandes dos Santos Lima, na coletiva de imprensa.
 
São alvos dessa fase os executivos da construtora Ildefonso Colares e Othon Zanoide. Ao todo, são 23 mandados de busca e apreensão, 2 de prisão preventiva, 1 de prisão temporária e 5 de condução coercitiva em seis cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Goiás, Pernambuco e Minas Gerais.
 
O objetivo principal da fase partiu do acordo de colaboração e leniência firmado pela Queiroz Galvão com o Ministério Público. De acordo com a procuradora da República Jerusa Viecili, as delações "iluminam o caminho a percorrer para a obtenção de provas, quando não são acompanhados já pela apresentação de evidências consistentes dos crimes praticados".
 
A conclusão obtida foi "a ousadia da empresa investigada, traduzida pela atuação profissional e sofisticada no pagamento de propinas em contratos públicos durante longo período de tempo, mediante a utilização de expedientes complexos de lavagem de dinheiro, inclusive no exterior", completou Viecili.
 
PSDB "matou o vigia"

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MPF não pede coercitiva de Lula em documento original, mas Moro concede

O juiz também disse que a condução coercitiva só seria "necessária caso o ex-Presidente convidado a acompanhar a autoridade policial para prestar depoimento na data das buscas e apreensões não aceite o convite". Lula não foi convidado
 
Jornal GGN - Na decisão aprovando a condução coercitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz Sergio Moro afirmou que acolheu o pedido da equipe de procuradores da força tarefa da Operação Lava Jato. No documento de 113 páginas, contudo, o MPF não solicita a condução coercitiva de Lula, a quem pede, apenas, que fosse alvo de medidas cautelares de busca e apreensão e de quebra de sigilo telemático.
 
"Embora o ex-­Presidente mereça todo o respeito, em virtude da dignidade do cargo que ocupou (sem prejuízo do respeito devido a qualquer pessoa), isso não significa que está imune à investigação", disse o juiz Sergio Moro, no despacho que, ao contrário do que informou, não "autorizou" a condução coercitiva de Lula, mas ordenou.
 
De acordo Moro, a solicitação partiu do Ministério Púlico Federal, pelos procuradores da equipe, sob comando de Deltan Martinazzo Dallagnol, no sábado do dia 20 de fevereiro. No documento, os procuradores afirmaram que com "forte indícios" diversos "fatos vinculados ao esquema que fraudou as licitações da PETROBRAS apontam que o ex-Presidente da República, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA [LULA], tinha ciência do estratagema criminoso e dele se beneficiou".
 
 
O pedido dos procuradores aponta que, "com o avanço das investigações no âmbito da Operação Lava Jato, surgiram fortes indícios de que LULA, presidente de honra do INSTITUTO LUIZ INACIO LULA DA SILVA, tem relação próxima com os executivos das empreiteiras envolvidas nas condutas delitivas perpetradas no seio e em desfavor da PETROBRAS".
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Após liberar pauta, oposição deve mirar Lula e Dilma nas sessões da Câmara

 
Jornal GGN - Apesar de o ano já começar com três Medidas Provisórias e dois Projetos de Lei trancando a pauta da Câmara, o interesse da bancada de oposição na Casa tem outra mira: não deixar o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff esfriar e, se possível, incluir o ex-presidente Lula nas manchetes negativas da imprensa.
 
Para isso, deputados do PSDB querem apresentar diversos convites para ouvir Luiz Inácio Lula da Silva. Na contramão da bancada governista, que deverá despachar esforços contra os pedidos que virão dos parlamentares tucanos, os deputados admitem que irão tentar as oitivas a fim de "constranger" o ex-presidente.
 
Ainda que iniciada na tarde desta terça (02), a retomada das atividades da Câmara deve ocorrer apenas depois do carnaval e as intenções dos deputados são brecadas, ainda, por três Medidas Provisórias e dois Projetos de Lei que trancam as sessões de votação. 
 
Pauta trancada
 
Uma delas é a MP 692/15, que eleva o Imposto de Renda da Pessoa Física sobre o ganho de capital. A medida integra o ajuste fiscal proposto pelo governo. Apesar de valer desde o dia 1° de janeiro, ela precisa ser votada pelo Congresso até o dia 29 de fevereiro para não perder a validade.
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