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momento político

Notas confusas sobre Foucault, Stalin e Sérgio Moro, por Armando Coelho Neto

Notas confusas sobre Foucault, Stalin e Sérgio Moro

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Estudiosos da filosofia do Direito enxergam a lei como instrumento da coexistência pacífica em sociedade - tanto quanto possível. A pena para um infrator da lei teria, em tese, função preventiva. O Estado (como tal organizado e de cunho abstrato) é em si uma abstração sem espírito anímico/humano. Portanto, o estado não odeia, não pode odiar e sob seus fios invisíveis vivem o cidadão. Por mais reprovável que seja a conduta de um ser, sob império do Estado, a pena para o infrator não é vingança. Eis uma grosseria síntese do que diz Foucault, aceita pelo mundo civilizado.

O problema é quando o privado confunde-se com o público e o Estado começa a odiar, se distorcer. Na a euforia do filme Tropa de Elite, até eu e minha falecida esposa fomos vítimas da truculência da assassina Polícia Militar de São Paulo, cuja “tropa de elite” resolveu prejudicar a concorrência entre três vendedores de sorvete. O alvo foi aquela onde havia cidadãos de pele escura e o assunto foi parar na corporativista Corregedoria PM/SP. Claro! A exemplo de outras denúncias, acabou dando em nada. Prevaleceu o espírito de aceitação da síndrome do Capitão Nascimento.

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CBJP e CRB soltam nota sobre o momento político do Brasil

Jornal GGN – A Comissão Brasileira Justiça e Paz (CBJP) e a Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), soltaram mensagem conjunta sobre a realidade brasileira atual, dirigida aos membros do Episcopado Brasileiros e aos Coordenadores e Coordenadas Maiores de Congregações Religiosas e Institutos de Vida Consagrada. Na mensagem, o organismo da CNBB reuniu 70 participantes de 20 estados brasileiros e DF, compondo, em conjunto, o alerta para que não ocorra no país a ruptura democrática, com desrespeito à Constituição Brasileira. Leia a nota a seguir.

NOTA

Estimados membros do Episcopado Brasileiro,

Queridas/os Coordenadoras/os Maiores de Congregações Religiosas e Institutos de Vida Consagrada,

Nós, cristãs/ãos do laicato brasileiro e religiosas/os, reunidas/os em Brasília, de 29 de abril a 1º de maio, durante o encontro conjunto da Comissão Brasileira Justiça e Paz/CBJP, organismo da CNBB e da Comissão Justiça, Paz e Integridade da Criação, da CRB-Nacional, reunindo 70 participantes, de 20 estados brasileiros e DF, saudamos vocês com esperança.

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Tem dias que a gente se sente...

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A CNBB e a declaração sobre o momento nacional

A CNBB e a declaração sobre o momento nacional

54ª Assembleia Geral

O texto foi aprovado pelo bispos reunidos na 54ª Assembleia Geral

A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, na tarde desta quinta-feira, 14 de abril, Declaração sobre o momento nacional, dentro das atividades da 54ª Assembleia Geral da CNBB, que acontece em Aparecida (SP), de 6 a 15 de abril. Na ocasião, participaram o arcebispo de Brasília (DF) e presidente da CNBB, dom Sergio da Rocha; o arcebispo de Salvador (BA) e vice-presidente, dom Murilo Krieger; o bispo auxiliar de Brasília e secretário geral, dom Leonardo Steiner.

Frente à crise ética, política, econômica e institucional pela qual passa o país, o episcopado brasileiro conclama "o povo brasileiro a preservar os altos valores da convivência democrática, do respeito ao próximo, da tolerância e do sadio pluralismo, promovendo o debate político com serenidade. Manifestações populares pacíficas contribuem para o fortalecimento da democracia. Os meios de comunicação social têm o importante papel de informar e formar a opinião pública com fidelidade aos fatos e respeito à verdade".

Confira a íntegra do texto:

DECLARAÇÃO DA CNBB SOBRE O MOMENTO NACIONAL

“Quem pratica a verdade aproxima-se da luz” (Jo 3,21).

Nós, bispos católicos do Brasil, reunidos em Aparecida, na 54ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), frente à profunda crise ética, política, econômica e institucional pela qual passa o país, trazemos, em nossas reflexões, orações e preocupações de pastores, todo o povo brasileiro, pois, “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Gaudium et Spes, 1).

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Em tempos de cólera, humor deve cutucar as certezas, diz Gregório Duvivier

Duvivier: Outrofobia inclui o medo da diferença, da alteridade. Eu acho que a função da arte é promover esse encontro com a alteridade

PAULO PEPE/RBAGregorio 1.jpg

da Rede Brasil Atual

Em tempos de cólera, humor deve cutucar as certezas, diz Gregório Duvivier

Nunca foi tão urgente quanto agora fazer humor, afirma o ator, escritor e humorista, preocupado em firmar um diálogo com quem defende o impeachment da presidenta Dilma Rousseff

por Helder Lima, da RBA publicado 02/04/2016 11:03

São Paulo – “O humor nunca foi tão urgente quanto agora. Para mim, sua função principal talvez seja cutucar as certezas. E nós estamos em um tempo de certezas muito exacerbadas”, afirma o ator, escritor e humorista Gregório Duvivier, definitivamente engajado na defesa da democracia e preocupado em firmar um diálogo com quem defende o impeachment da presidenta Dilma Rousseff. Acima de tudo, com quem pensa diferente, o que ele chama de "outrofobia".

“O medo é filho da ignorância e da desinformação. Eu acho que a arte e a informação impressa, o humor, o principal alvo é esse medo, que é um medo do outro. Outrofobia inclui o medo da diferença, o medo da alteridade. Eu acho que a função da arte é promover esse encontro com a alteridade”, diz.

Isso acontece na política, observa Duvivier, que vê uma situação fomentada por meios de comunicação. Para ele, notícias e vazamentos seletivos da Operação Lava Jato têm construído convicções que alimentam o medo de perda de privilégios por parte das classes mais privilegiadas, que se sentem ameaçadas. Um medo que, no fundo, dá vazão ao ódio ao outro, ao semelhante, e dificulta ainda mais o diálogo, o respeito a quem pensa diferente.

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Os políticos são analógicos e os jovens são digitais, por Danilo Strano

A participação da juventude na política institucional

por Danilo Strano

Em meio a crise política e de representação que vivemos, se faz urgente a identificação de novos protagonistas no cenário político. Muito se fala de velhos personagens conhecidos da política como salvadores da pátria, mas onde estão os jovens?

Em recente pesquisa Datafolha (2014), 76% dos eleitores entre 16 e 24 anos disseram ter algum interesse pelas eleições (política institucional), sendo que 30% afirmaram que têm um “grande” interesse. Já pesquisa Data Popular (2015), apontou que 70% dos jovens acreditam que o voto pode transformar o país, mas 59% opinaram que o Brasil estaria melhor sem os partidos políticos.

A hipótese de não existir partidos é nula em uma democracia, inclusive, a história mostra que governos sem partidos tendem a oprimir interesses das minorias, dentre elas, os jovens. Logo, essa opinião retrata uma insatisfação com o a atual relação com a política institucional, pois não representam os anseios dos jovens.

Um dos culpados por esse cenário são os políticos, que não sabem levar a pauta política para o cotidiano dos jovens. Eles não falam a linguagem desse eleitorado, que luta historicamente por mudanças mais radicais. Os políticos são analógicos e os jovens são digitais!

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A juventude contra o golpe, por Juliane Furno

do Brasil Debate

A juventude contra o golpe

por Juliane Furno

É preciso reconhecer, dessa forma, que os jovens também conseguem ler o momento histórico com outra dimensão e com menos vícios políticos. Ou seja, a maleabilidade com que a juventude consegue se organizar – sem muito apego às formas - as torna mais dinâmica.

As manifestações do dia 18 de março de 2016 contrariam duas recorrentes afirmações no cenário político brasileiro. A primeira delas parte dos setores conservadores e sustentado no censo comum brasileiro de que a esquerda, hoje, restringe-se a um contingente envelhecido de sindicalistas notadamente antiquado e burocratizado. A segunda delas parte da esquerda organizada que, não raras vezes, corrobora um argumento de que a juventude dos anos 2000 é excessivamente consumistas, individualista, despolitizada e alienada.

Vamos brevemente fazer uma digressão dos ultimo grandes acontecimentos políticos do país. A começar pelas “jornadas de junho de 2013”. Apesar das recorrentes tentativas da mídia do golpistas e dos setores da direita em disputar o rumo daqueles acontecimentos, é notável que eram manifestações genuinamente de esquerda, encoradas na prerrogativas de “mais Estado” e de garantia de direitos, além das simbólicas manifestações de denúncia da grande imprensa, externalizadas nas palavras de ordem do “fora globo”, e da certeza de que o atual sistema político decretou sua falência política, econômica e moral;

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A crise, os generais, os exércitos e os cenários, por Aldo Fornazieri

A crise, os generais, os exércitos e os cenários, por Aldo Fornazieri

Preâmbulo

Para usar uma analogia militar para entender a crise atual se pode dizer que o ex-presidente Lula é um general com parte do exército desorganizada e parte em franca deserção. O principal problema dele é que não tem um Estado Maior. Nenhum general vence guerras sem Estado Maior. No governo não há Estado Maior. Há mais de um ano em crise, o governo nunca organizou um comitê de crise. Os ministros da casa não contam. Podem dizer uma coisa ou outra e Dilma faz o que quer. A desorganização é total. O PT não comanda mais nada. A militância não acredita na direção. Também não há um comando estratégico no partido para enfrentar a crise. Não há definições táticas, estratégicas, defesas, forças de ataque, nada.

A oposição é constituída por um grupo de generais e oficiais sem exércitos. Diante desta monumental  crise, a oposição nunca foi capaz de convocar um ato. Sempre foi a reboque de forças alheias. Generais da oposição não são bem vistos pelas tropas que se mobilizam nas ruas. No domingo expulsaram Aécio Neves, Geraldo Alckmin e Marta Suplicy da Avenida Paulista. Já os manifestantes nas ruas se comportam como tropas anárquicas que não querem saber do comando de generais. Parecem querer um ditador. De preferência, Sérgio Fernando Moro, um juiz de primeira instância alçado à condição de juiz universal e salvador da pátria. Agora, acreditar que de grupos como o MBL e assemelhados possa surgir líderes significativos significa acreditar na inviabilidade eterna do Brasil.

O PMDB, por sua vez, se comporta como uma frente de caudilhos mercenários desunidos, mas que só é capaz de se unir para dar o bote final. Se une para o assalto da cidadela do Planalto. Feito o assalto, os caudilhos voltarão às suas divisões tradicionais. O que interessa são cargos, recursos, negociatas, poder. É a política como meio puro, sem causas e sem fins.

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O tempo político de Dilma está prestes a esgotar

O cenário político que se tem atualmente é o seguinte:

  1. Estrangulamento gradativo de todas as ações de governo, ainda que à custa do comprometimento da economia. MPF (Ministério Público Federal) e Lava Jato se empenham em desmontar a cadeia produtiva de petróleo e gás. O TCU (Tribunal de Contas da União) mira suas armas nas hidrelétricas da Amazônia. O Congresso fuzila o ajuste fiscal. O torniquete continuará apertando enquanto o governo não recuperar legitimidade.

  2. Polícia Federal e MPF impondo um cerco severo a todas as atividades do PT e de seus candidatos e o TCU ameaçando rejeitar as contas de Dilma. Esse cerco continuará aumentando.

  3. Ampliação da recessão e do desemprego, agravados pela política monetária do Banco Central. Não há sinais de arrefecimento no horizonte. Vai piorar muito, antes de melhorar.

  4. Incapacidade da presidente de articular um conjunto mínimo de propostas que se assemelhe a um programa de governo, de recriar algum sonho na opinião pública.

***

No momento, o quadro é de dispersão ampla do conjunto de forças que, de alguma maneira, apoiaria Dilma.

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Em 2018, não agora, por Luiz Carlos Bresser-Pereira

De O Globo

Em 2018, não agora, por Luiz Carlos Bresser-Pereira

O Brasil vive um momento cheio de contradições. No curto prazo há um grave problema econômico causado por um enorme e crescente déficit em conta-corrente, que está aumentando o endividamento do país e o ameaça com uma crise de balanço de pagamentos, e uma crise de confiança interna que resulta do superávit primário que se tornou negativo e da inflação que aumentou.

No longo prazo, o quadro econômico é mais grave. Um país cujo crescimento per capita foi de 4,1% ao ano entre 1950 e 1980, passou a crescer menos do que 1% desde 1980. Está quase estagnado.

Igualmente preocupante é a crise política que está paralisando o governo. Essa crise começou em 2013, quando aos erros do governo na área econômica e ao baixo crescimento somou-se o mensalão. A partir desse momento, os ricos, inclusive a alta classe média, que não estavam satisfeitos com a clara preferência pelos pobres revelada pelo governo em um tempo de baixo crescimento, passaram a olhar o PT e a presidente não mais como adversários, mas como inimigos, e nos vimos diante de uma coisa surpreendente: o ódio substituindo o desacordo e a crítica.

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Gesto histórico ou mesquinha estupidez?, por Percival Maricato

Gesto histórico ou mesquinha estupidez?, por Percival Maricato

Atos de anões do PMDB, alçados ao poder pelo número de adversários  que a inabilidade do governo Dilma conseguiu reunir no Congresso, ultrapassam os limites previsíveis. Desequilibrados por serem apontados na lista de Janot, os presidentes da Câmara e do Senado tentam se salvar ou se vingar da ameaça de serem processados por corrupção. Por sua vez, totalmente equivocada, a oposição elogia tais atos como “históricos”. 

A mídia, ansiosa por aproveitar tanto erros e conflitos acusa o PT e o governo, ora de tentar evitar as investigações (O Estado SP), ora de força-las com o objetivo de reduzir a influência do Congresso (Globo News), o que chega a ser contraditório. O governo é culpado por ter forçado e por ter tentado evitar a investigação. O importante é criticar o governo.

De algum tempo o presidente da Câmara vem mostrando seu ódio indisfarçável ao governo, o que agora se explica: Eduardo Cunha devia saber do que acontecia. E vem usando seu poder para aprovar medidas oportunistas de todos os tipos, como a que veda a criação de novos partidos, a PEC da bengala, o orçamento impositivo etc. De tão oportunistas, são inconstitucionais. Imaginemos que alguém do PT ganhe as próximas eleições. E então elevaria o teto dos ministros do STF para 90 anos? Prorrogariam o prazo da lei anti-Kassab e anti Rede por mais dez anos? A Constituição é o que de mais sério temos no país, as instituições e a lei tem que ter credibilidade, não podem estar a disposição de uma maioria eventual que quer se perpetuar, como cansaram de dizer os ministros do STF ...no Mensalão.

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A perda de relevância do PT

Lula tem dois enormes desafios pela frente. O mais distante são as eleições de 2018; o mais premente, é dar relevância ao PT.

A proposta de criação de um gabinete de crise - composto, entre outros, por Gilberto Carvalho, Marco Aurélio Garcia, Luiz Dulci e Humberto Costa - não se refere propriamente à crise política atual, mas ao próprio partido.

Nos últimos anos, o PT tornou-se um partido insignificante. Tem apenas um porta-voz, o presidente Rui Falcão, que em geral não se pronuncia em momentos cruciais. Intelectuais, personalidades públicas, juristas simpatizantes surgem em seu apoio quando a democracia é ameaçada, mas há muito deixaram de ter voz ativa no partido.

Esse isolamento tem muito a ver com a personalidade de Rui Falcão. Repete-se, em escala nacional, o mesmo que ocorreu com o Sindicato dos Jornalistas nos anos 80.

O Sindicato entrou na década com enorme peso, devido à gestão Audálio Dantas e mesmo a de David de Moraes, que presidiu-o na infausta greve de 1979.

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A ficha caiu, por Saul Leblon

Sugestão de BRAGA-BH

da Carta Maior

A ficha caiu

A fatalidade de um arrocho doloroso, ganhe quem ganhar, é o novo bordão do jogral do Brasil aos cacos. A receita foi condensada em editorial do Financial Times.

por: Saul Leblon 

Arquivo

Nenhuma frase resume de forma tão incisiva o cavalo de pau ocorrido na política brasileira nos últimos 20 dias –a forma como ele se deu, a intensidade do confronto que o desencadeou e os seus desdobramentos para o futuro-- quanto o desbafo da presidenta Dilma Rousseff na última 6ª feira.

Em entrevista a um grupo de blogueiros, ‘sujos, ideológicos’, como a eles se refere o higienismo isento, a candidata explicitou assim o divisor que marcará o seu possível segundo mandato: ‘Terei um embate (político) mais sistemático; não serei mais tão bem comportada; me levaram para um outro caminho, que não era o que eu queria’.

Nenhuma liderança responsável escolhe o caminho do embate sistemático como sua primeira opção.

Um chefe de Estado tem obrigação de esgotar as linhas de menor resistência na consecução de seus compromissos.

A rotina de confrontos carente de uma correlação de forças pertinente, não raro imobiliza a sociedade, asfixia a economia, prejudica, em primeiro lugar, os mais pobres.

A história de Dilma não autoriza ninguém a caracterizá-la como uma mulher desprovida de coragem pessoal e política.

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Considerações sobre semelhanças e diferenças entre 1964 e 2014

Ref.: As semelhanças entre 1964 e 2014

Por Assis Ribeiro

Há semelhanças, mas as condições do país são diferentes

Algumas diferenças.

1) Hoje não há uma fundamentação sólida, mesmo mentirosa, para justificar um golpe mais claro. A caça, a preocupação aos "comunistas comedores de criancinhas" era vastamente disseminada pelo mundo, com a extraordinária e eficiente propaganda hollywoodiana.

2) A grande mídia já não domina hegemonicamente a mente do povo. Há o contraponto forte e eficaz da mídia alternativa da internet.

3) As forças armadas já não tem uma concepção de risco que o Brasil corre com o governo.

4) Há um grande e sólido apoio de parte do empresariado.

5) Há uma "fiscalização" do mundo no Brasil, hoje peça importante no xadrez internacional, e golpescos como o de Honduras, Paraguai, ou os golpes militares como os de 60/70 não irão prosperar.

6) Tentativa de desestabilizar o governo é arma utilizada pela oposição aqui, em Júpiter ou Saturno e por gregos e troianos. Em países democráticos essas tentativas prosperam no parlamentarismo e nunca no presidencialismo. Incluiria o Brasil entre estes países democráticos.

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As semelhanças entre 1964 e 2014

Santos Vahlis, hoje em dia, é mais conhecido pelos edifícios que deixou no Rio de Janeiro e pelas festas que proporcionou nos anos 50. Foi um dos grandes construtores do bairro de Copacabana.

Venezuelano, mudou-se para o Brasil, trabalhou com a importação de gasolina e tentou se engatar nas concessões de refinarias no governo Dutra. Foi derrotado pela maior influência dos grupos cariocas já estabelecidos.

Nos anos seguintes, foi um dos financiadores da campanha do general Estillac Leal para a presidência do Clube Militar, em torno da bandeira do monopólio estatal do petroleo. Torna-se amigo de Leonel Brizola, defensor de Jango.

Provavelmente graças ao fato de ser bom cliente dos jornais, com seus anúncios imobiliários, tinha uma coluna no Correio da Manhã, cujo ghost writer era o grande Franklin de Oliveira.

Tentou adquirir o jornal “A Noite” para fortalecer a imprensa pró-Jango. Foi atropelado pelo pessoal do IBAD (Instituto Brasileiro de Ação Democrática) que, em vez de comprar o jornal, comprou sua opinião por Cr$ 5 milhões. A CPI que investigou a transação teve como integrante o deputado Ruben Paiva. Leia mais »

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