Revista GGN

Assine

movimentos

Grupos à direita esvaziaram o "Fora, Temer" para impedir o retorno de Lula, diz estudo

Foto: EFE

Jornal GGN - Um estudo feito por uma agência digital mostra que grupos ligados a pensamentos mais à direita decidiram esvaziar os protestos pelo "Fora, Temer" porque não querem que Lula ou o PT seja beneficiado com a deposição do atual presidente. Na visão desse nicho "azul", é melhor um governo corrupto - segundo as declarações da Lava Jato por causa da JBS - do que um governo à esquerda. O estudo ainda mostra que os movimentos de rua que pediram o Fora Temer foram majoritariamente organizados por partidos políticos e aliados. Itamar Garcez trata do assunto em artigo divulgado nesta terça (1), em Os Divergentes.

Leia mais »

Média: 2.7 (12 votos)

AO VIVO: Debate do PT sobre condenação de Lula abre atos desta quinta


Foto: Reuters
 
Jornal GGN - Em uma espécie de abertura dos atos desta quinta-feira (20), em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Democracia, pelas Diretas Já e pelo Fora Temer, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), comanda um debate ao vivo com o advogado Cristiano Zanin, às 15h30, que será transmitido pelas redes sociais.
 
Além da senadora, participam da conversa o senador Lindbergh Farias (RJ), o líder do PT na Câmara, deputado federal Carlos Zarantini (SP), o deputado Paulo Teixeira (SP), o ex-deputado e um dos vice-presidentes da sigla, Márcio Macedo, e o ex-ministro Alexandre Padilha. 
 
O diálogo será realizado na sede do PT em São Paulo e transmitido ao vivo pelas redes sociais da Fundação Perseu Abramo. Levantando a hashtag #DemocraciaComLula, a conversa terá início imediatamente após a entrevista concedida pelo ex-presidente Lula, que ocorre neste momento, aos jornalistas José Trajano, Juca Kfouri e Antero Greco.
Média: 3.9 (7 votos)

TSE pode aderir a argumentos de Temer ou atrasar processo


Foto: Anderson Riedel/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - O julgamento contra a chapa de Michel Temer foi marcada para ocorrer nesta terça-feira (06) pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O embate conta com a dura ofensiva da Procuradoria-Geral da República, apoiada por procuradores na Justiça Eleitoral, contra o receio de alguns ministros e a certeza de outros que devem aderir aos argumentos da defesa do mandatário, e recuar de sua queda.
 
De um lado, as conclusões são claras: não faltam indícios e provas de que o atual presidente da República cometeu ilícitos e deve ter seu mandato encurtado. "Quatro ações serão julgadas pelo TSE conjuntamente. Nas mais de 8.000 páginas do processo, há provas nascidas nas ações da Lava Jato que demonstram que empresas que firmaram contratos com a Petrobras e outros entes pagavam propina a agentes corruptos e ao cofre de partidos políticos. Também se demonstrou a compra de partidos para aderir à coligação da chapa presidencial", disse o procurador Rodrigo Tenório, em entrevista à Folha de S. Paulo.
 
Segundo o investigador, apesar das inegáveis provas, como a nossa Constituição não deixa claro o que é o abuso de poder econômico, e que hoje é a principal acusação que recai contra Temer, as interpretações dos ministros do TSE podem ser diferentes e, pelo teor delicado da matéria, o resultado deverá ser "apertado".
Média: 2.3 (3 votos)

TSE deve recuar em papel por diretas e por queda de Michel Temer


Foto: Anderson Riedel/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Após o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o atual presidente Michel Temer entrarem  para a mira constante das investigações da Operação Lava Jato, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, vem se posicionando contra os abusos de "membros do Judiciário e do Ministério Público".
 
Desde 2015 e o início de 2016, o ministro do Supremo não havia se manifestado contra as polêmicas prisões preventivas e o uso controverso da delação premiada no início das investigações pela Vara Federal de Curitiba, sob o comando de Sérgio Moro, até então sob a mira quase que exclusiva de políticos do PT.
 
Agora que as apurações desdobradas desde as delações da Odebrecht, tornadas públicas no começo deste ano, até o mais recente acordo celebrado com executivos da JBS, este último no âmbito da Procuradoria-Geral da República com negociações feitas por outra equipe de investigadores que assegurou o sigilo das informações até o último minuto para a efetiva Operação, Gilmar endossa embate duro contra os investigadores.
Média: 2.9 (8 votos)

Advogados do MST têm dificuldades para acessar inquéritos

Ato de Solidariedade ao MST e contra a Criminalização dos Movimentos Populares e em Solidariedade à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), neste sábado
Ato de Solidariedade ao MST e contra a Criminalização dos Movimentos Populares e em Solidariedade à Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), neste sábado, com a participação do ex-presidente Lula
 
Jornal GGN - "Todos os cidadãos brasileiros têm o direito de organização e de reunião, inclusive para lutar pela Reforma Agrária, bem como para que as propriedades rurais e urbanas do país cumpram sua função social. É ilegal e abusivo utilizar da Lei n. 12.850/13 (Lei de organizações criminosas) pelo simples fato de pessoas serem militantes do MST", afirmaram os advogados do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, em nota oficial.
 
Os advogados Giane Alvares, Juvelino Strozake, Luciana Pivato, Diego Vedovatto e Paulo Freire divulgaram o posicionamento após a violenta ação das polícias civis e militares contra o movimento, na última sexta-feira (04), por meio da Operação Castra, com mandados de buscas e prisões em cidades do Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
 
Segundo eles, o MST é "um movimento social popular legítimo, conforme afirmado pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento realizado no dia 18/10/2016" e que a ação da polícia foi injustificável.
Média: 4.5 (8 votos)

Um dia antes de ataque a MST, Comissão negava proposta contra criminalização de movimentos

 
Jornal GGN - Os Projeto de Lei 7951, que tentava evitar a criminalização dos movimentos sociais, foi rejeitado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados. 
 
A rejeição ocorreu nesta quinta-feira (03), um dia antes da violenta ação das polícias civis e tática dos Estados do Paraná, São Paulo e Mato Grosso contra lideranças do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), gerando a prisão de 14 integrantes do movimento.
 
 
O projeto previa a anistia, anulação e revogação de condenações, ações penais e inquéritos policiais contra pessoas e lideranças de movimentos sociais, sindicais e estudantis que participaram de greves, ocupações de fábricas, de terras e de escolas, desde outubro de 1988.
Média: 5 (3 votos)

Temer minimiza manifestações: "40 depredadores"

 
Jornal GGN - Da China, o presidente Michel Temer menosprezou as manifestações contra o seu governo, neste sábado (03), afirmando novamente que são promovidas por "grupos mínimos", que têm "caráter antidemocrático" e feitas por "grupos pequenos e depredadores".
 
"São pequenos grupos, parece que são grupos mínimos, né? Precisa perguntar para os 204 milhões de brasileiros e para os membros do Congresso Nacional que resolveram decretar o impeachment. Não tenho numericamente, mas são 40, 50, 100 pessoas, nada mais do que isso. Agora, no conjunto de 204 milhões de brasileiros, acho que isso é inexpressivo. O que preocupa, isto sim, é que confunde o direito à manifestação com o direito à depredação", disse Temer, tentando comparar com os atos pela saída de Dilma.
 
A afirmação foi dada em conversa com jornalistas em Hangzhou, na China, já para participar da cúpula do G20. Também neste sábado, o ministro de Relações Exteriores, o tucano José Serra, afirmou que as manifestações foram de "mini mini mini mini mini mini".
 
Temer mostrou-se tranquilo frente a onde de movimentos já feitos esta semana e novos programados. Disse ser "natural": "não me assusto com isso, até me surpreenderia se houvesse unanimidade". Mas defendeu que não foi "uma manifestação democrática".
Média: 2 (5 votos)

Noite

Na Paulista, 20 horas: Por todas elas!

Por Mídia NInja

Leia mais »

Média: 5 (13 votos)

Organização vai moderar mensagens em carros de som na Parada LGBT

Jornal GGN – Na edição deste ano da Parada LGBT, que acontece neste domingo (29) em São Paulo, os organizadores mudaram as regras sobre os protestos nos trios elétricos. As mensagens exibidas em cartazes nos 17 carros de som presentes na avenida agora passam pela moderação da organização do evento.

"Este ano, todos os trios estão sob responsabilidade da Parada", disse. "Antigamente, os trios vinham com a sua própria arte na lateral. Agora, vão colocar suas palavras de ordem, mas virão com a nossa arte no banner”, disse Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São  Paulo.

Leia mais »

Média: 5 (4 votos)

O golpe e a derrota da esquerda, por Aldo Fornazieri

O golpe e a derrota da esquerda

por Aldo Fornazieri

Apesar da forma atabalhoada, da hipocrisia, do cinismo e do condomínio de corruptos de como se compôs e de como iniciou o governo Temer, o fato é que ele tende a se tornar definitivo se uma ampla e unitária resistência dos movimentos sociais e progressistas não se armar contra ele. O golpe, enquanto afastamento de Dilma está praticamente consolidado, pois é improvável que ela volte ao exercício do cargo de presidente. O que não está consolidado é o governo Temer, pois sobraram escaramuças, lutas e batalhas que não terminarão tão cedo. Mas sem uma resistência nacionalmente articulada, com calendário de lutas, com grandes manifestações, os movimentos dispersos tendem a perder força.

O governo Temer promoveu um ataque frontal à cultura, à educação, aos direitos trabalhistas, aos programas sociais, ao SUS, ao Minha Casa Minha Vida, aos direitos civis e de liberdade, estimulando o aumento da repressão. Mesmo assim, não se vê uma contraofensiva organizada e forte das forças progressistas e de esquerda. Existem dezenas de protestos diários contra o governo, mas são dispersos, sem comando, sem direção e sem um sentido único capaz de construir uma ampla unidade que agregue força suficiente para barrar o golpe e de mandar Temer para casa. Se este quadro não for revertido, a esquerda e, particularmente o PT, está diante da possibilidade de uma derrota histórica. Derrota que, em parte, já está consumada com a ascensão do governo conservador.

Leia mais »

Média: 2.9 (16 votos)

O não rosto de Luana é a beleza da democracia, por Gilson Caroni Filho

O não rosto de Luana é a beleza da democracia

por Gilson Caroni Filho

As manifestações de ontem demarcaram bem a diferença entre quem marcha por um golpe e os que vão às ruas em defesa da democracia. Nesta sexta, ao contrário de domingo, as capitais foram tomadas por uma multidão rica em diversidade política. Havia militantes petistas, do PC do B, do PDT e do PSOL, que mesmo fazendo oposição programática ao governo Dilma, não fecha os olhos ao retrocesso.

Lá estavam também Coletivos do LGBT, do Movimento Negro e de outros atores, que lutam pelo direito à visibilidade e contra qualquer tipo de intolerância, reivindicando legítimos direitos. Também estiveram presentes sindicalistas, estudantes, pessoas sem filiação partidária e o que mais me enche de esperança; um número expressivo de jovens.

As palavras de ordem eram claras. Aquele mar de gente sabia o que queria. Era possível conciliar a defesa do Estado Democrático de Direito com críticas à política econômica do governo. Ninguém bateu ninguém apanhou. Foi resistência e confraternização.

A classe média, que permaneceu por horas reafirmando seu desejo por um país menos injusto, não é do mesmo extrato daquela que esbraveja contra a corrupção, mas menospreza a cidadania, burla a lei, preferindo o arbítrio do indivíduo onipresente. Não briga por uma democracia de alta intensidade que deve conjugar a forma representativa com participação popular. Nada mais feroz do que o inconformado com perdas de privilégios. Aquele que, facilmente mobilizável pela mídia hegemônica, vê o espaço público como arena para exibir seus recalques.

Leia mais »

Média: 4.6 (31 votos)

AO VIVO: Ato em defesa da democracia e contra o golpe

Jornal GGN - O ato em defesa da democracia, dos direitos sociais e contra o golpe está ocorrendo em vários pontos do Brasil, na tarde desta sexta-feira (18). Em São Paulo, movimentos sociais e defensores do governo, contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff, concentram-se na Avenida Paulista.

Acompanhe, ao vivo, a cobertura do ato realizada pela CUT São Paulo:

 

A seguir, os Jornalistas Livres também fazem a sua cobertura:

Média: 4.4 (14 votos)

Homens feministas, brancos contra racismo: reflexões sobre posição política

Por Maíra Zapater

Do Justificando

Não é raro - para não dizer frequente - nos depararmos, em alguns setores de movimentos sociais, com palavras de ordem a bradar que homens não podem ser feministas, heterossexuais não podem lutar contra a discriminação de homossexuais, "brancos" (e ficam aqui as aspas para indicar a frágil definição conceitual da categoria "raça") não podem militar contra o racismo, cis-sexuais não podem defender direitos dos transsexuais, "ricos" não podem combater a exclusão social.

Todo esse “não-pode-não-pode-não-pode” geralmente procura ser justificado pelo argumento da qualidade inata de opressor, ou seja: que homens "nascem" machistas e não sabem o que passa uma mulher, heterossexuais “nascem" no privilégio da heterossexualidade e jamais poderão experimentar uma manifestação homofóbica como um homossexual, o "branco" “nasce" racista e não será alvo de discriminação racial, e assim por diante, muitas vezes acompanhando-se tais argumentos de acusações de “hipocrisia” e “petulância".

Mas será produtivo continuar a despender tanto tempo e energia na fogueira das vaidades de disputa pelas caixinhas e prateleiras mais bem-acabadas e detalhadas onde colocaremos, indicados por abas coloridas, as feministas cis-brancas, as defensoras dos direitos das trans-negras, os militantes do movimento negro homossexual, as lésbicas brancas periféricas, os bissexuais deficientes, e toda a miríade de combinações possíveis entre vulnerabilidades sociais?

É evidente ser imprescindível reconhecer as especificidades de demandas de todos os grupos, muitas vezes obscurecidas pela essencialização dos sujeitos de direitos - daí o problema em se falar de demandas para "A" mulher, "O" negro, “O" homossexual, “O" transsexual, ignorando as diferentes realidades e trajetórias experimentadas pelos indivíduos que compõem as categorias, negando-lhes suas identidades. Mas é importante não confundir identidade com posição política: ser negro é identidade, militar contra o racismo (qualquer que seja o tom da sua pele) é posição política. Ser (uma das muitas possibilidades de) mulher é identidade, ser feminista (qualquer que seja seu sexo ou seu gênero) é posição política. Ser homossexual é identidade, lutar contra a homofobia (qualquer que seja sua orientação sexual) é posição política. E esta confusão entre identidade e posição política e a disputa por essas categorias podem trazer ainda mais cisão e intolerância entre os grupos sociais, ou seja, o efeito contrário do que (imagino) se pretende.

Leia mais »

Média: 3.9 (7 votos)

"Nenhum desempregado a mais", lutará MST em 2016

 
Do Brasil de Fato
 
 
Por Bruno Pavan
 
Analisando o ano que acaba e apontando perspectivas para 2016, o dirigente do MST afirma, em entrevista, que passamos por um "ano perdido para os trabalhadores brasileiros" e que movimentos devem exigir mudanças no governo: "é preciso mudar a política econômica, não apenas o gerente".

O ano que se encerra representou uma conjuntura extremamente complexa para o Brasil. Diante de tal cenário, os movimentos populares construíram novos espaços de articulação para as lutas sociais. 

João Pedro Stedile, da direção nacional do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e integrante da Frente Brasil Popular, considera que 2015 foi "um ano perdido para os trabalhadores brasileiros".

Em entrevista ao Brasil de Fato, Stedile avalia que "a novela do impeachment" deva terminar até abril de 2016 e que o próximo ano será marcado pela luta em torno da condução da política econômica do governo. "Nenhum desempregado a mais", defende João Pedro.

Leia mais »
Média: 3.8 (10 votos)