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Abertura do Brasil ao mercado internacional é incompatível com táticas adotadas pelo mundo

Abrindo o mercado, Brasil tenta a todo custo entrada na OCDE: como atuam os demais países e como Temer poderá enfraquecer a economia nacional versus a soberania do país
 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
 
Jornal GGN - Como mais um avanço para tornar o Brasil adepto à economia de livre mercado, Michel Temer pleiteou em junho deste ano a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Documento obtido pela oposição na Câmara dos Deputados revela que se o preço para essa aliança não será barato ao Brasil, o presidente da República vem dando sinais positivos de que submeterá a nação a exigências desproporcionais, sequer assumidas pelos demais 35 países membros. Reformas são sinais claros de que o mandatário atenderá a mudanças estruturais na economia brasileira em nome do mercado livre.
 
Partindo de um mesmo plano, o pedido para o Brasil ser aceito na OCDE foi enviado no dia 3 de junho, como uma das estratégias do governo peemedebista para tornar o país atraente ao investimento estrangeiro, aliada a outras medidas como a aprovação das reformas trabalhista, previdenciária e fiscal. O objetivo de Temer era tornar a relação já bilateral com os países da Organização ainda mais forte. Entretanto, as 35 nações integrantes – com grande parte formada por ricas economias – exigem contrapartidas.
 
"A solicitação brasileira segue-se à bem-sucedida execução do programa de trabalho que resultou do Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e a OCDE em 2015. Insere-se no marco dos esforços do governo brasileiro para consolidar o desenvolvimento sustentável e inclusivo, com a modernização da gestão e aproveitamento da larga experiência em políticas públicas comparadas da Organização", divulgou o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, no dia 30 de maio deste ano.
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Mundo chama Lula de herói dos trabalhadores que foi condenado por corrupção

 
Jornal GGN - Menos de uma hora após o anúncio da condenação de Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sérgio Moro, e os principais jornais do mundo já estampam nas manchetes os nove anos e seis meses de prisão do ex-presidente brasileiro. Alguns noticiários fizeram uma retrospectiva do líder, apresentando-o como o responsável pelo "milagre econômico" no Brasil e o "heroi dos trabalhadores". Outros trataram de somente reproduzir as agências de notícias internacionais.
 
No primeiro dos casos está o jornal mexicano El Universal: "Depois de ver sua afilhada política, Dilma Rousseff, sendo destituída pelo Senado, o patriarca da esquerda que presidiu o maior país da América Latina entre 2003-2010 recebeu outro golpe", narrou o periódico.
 
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Como a Lava Jato entregará a repatriação de empresas brasileiras ao mundo

Entenda o jogo de interesses que mobiliza um aparente bem-intencionado acordo de cooperação internacional: todos os países e investigadores ganham, menos as empresas brasileiras
 

Lava Jato durante a apresentação da "Car Wash", com procuradores suíços e dos EUA - Foto: Geraldo Bubniak / AGB
 
Jornal GGN - A Lava Jato de Rodrigo Janot está de olho no ex-procurador suíço Stefan Lenz, que se auto caracteriza como o "cérebro" das investigações no país sobre o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e Odebrecht. Por não se sentir reconhecido, financeiramente e por seus superiores, ele pediu demissão. Jornais alemães e suíços acessados pelo GGN dão conta, ainda, que Lenz poderia avançar nas investigações que fazem "estremecer políticos brasileiros e, inclusive, levar à prisão o ex-presidente Lula da Silva".
 
A frase foi reproduzida de uma reportagem no periódico alemão "Aargauer Zeitung", em outubro do último ano, quando Lenz abandonava a sua equipe de investigadores por aparentes conflitos internos. Lá, o investigador teria criado inimizade com o procurador-geral, Michael Lauber. E enquanto uma troca no grupo de delegados da força-tarefa no Brasil foi vista como um desmanche das investigações, o país europeu mostrou-se determinado a fortalecer as investigações que tem como mira as empresas brasileiras.
 
 
Daqui, a força-tarefa de Curitiba e o procurador-geral, Rodrigo Janot, não demonstram preocupação com possíveis interferências de investigadores estrangeiros nas irregularidades ou ilícitos dentro das companhias nacionais, ao contrário, agradecem publicamente a mobilização de mais de uma dezena de pessoal, como advogados, procuradores especialistas em corrupção e técnicos forenses no país, exclusivamente para mirar a Petrobras.
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Muito além do entretenimento, por Mauricio Stycer

Foto Associeted Press/Pablo Martinez

Jornal GGN – O articulista da Folha, Mauricio Stycer, aborda em sua coluna o fenômeno Donald Trump. Fenômeno pelo papel assumido pela mídia em prol do então candidato, que soube aproveitar o espaço concedido. Entrando por esta senda, os pesquisadores James Shanahan e Michael Morgan publicaram um artigo no Journal of Communication apresentando os resultados de sua pesquisa, ligando a vitória de Trump ao cultivo do autoritarismo perpetrado pela programação de TV. Conforme Stycer levanta, Shanahan e Morgan partem do suposto de que quanto mais você assiste à televisão mais você tende a abraçar tendências e perspectivas autoritárias. Leia o artigo a seguir.

na Folha

Muito além do entretenimento

por Mauricio Stycer

A eleição de Donald Trump, em novembro de 2016, ainda é um fenômeno em busca de boas explicações. Uma delas, divulgada recentemente, aponta para o papel da televisão.

Não está se falando da cobertura enviesada dos canais de notícias ou do espaço gigantesco que o candidato, com seu faro midiático, soube conquistar gratuitamente, alertam os pesquisadores James Shanahan, da Universidade de Indiana, e Michael Morgan, da Universidade de Massachusetts Amherst.

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A corrupção no futebol em todo o mundo, por Víctor David López

Enviado por Jackson da Viola

Do Nocaute

Por Víctor David López, de Madrid/Espanha

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Sem votos

O mundo noticiou o #BrasilEmGreve

Jornal GGN - O #BrasilEmGreve, no dia de paralisações gerais deste 28 de abril, impactou não somente os estados brasileiros, como também a imprensa internacional. Se aqui, jornais tradicionais tentaram omitir ou trazer informações parciais dos acontecimentos desta sexta-feira, o mundo noticiou a #GreveGeral contra as reformas trabalhista e previdenciária do governo Michel Temer:

Os jornais que o GGN apresenta, a seguir, a reprodução de manchetes, foram sugestões do leitor Jackson da Viola:

The New York Times

 

Los Angeles Times:

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#BrasilEmGreve é o que o mundo mais comenta no Twitter

 
Jornal GGN - Com as paralisações gerais, em todos os setores e sindicatos trabalhistas, que acordaram o Brasil na manhã deste 28 de abril, fechando as avenidas de mais de 70 cidades brasileiras, bloqueando aeroportos, escolas fechadas, cortando serviços e transportes públicos, o Twitter carrega #BrasilEmGreve como top trends mundial.
 
A hashtag que representa o cenário de greve geral vivido nesta sexta-feira no Brasil dominou os comentários na rede social Twitter, em contagens que alcançam o mundo inteiro. #BrasilEmGreve é o que mais se comenta no mundo há quatro horas, segundo a ferramenta online "Trends24", que faz o balanço das hashtags na rede social.
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As manifestações pelo mundo contra Donald Trump

Manifestantes seguram placas durante a Marcha das Mulheres, em Londres, como parte de um protesto mundial contrário ao novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

Da Agência Brasil

Dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em todo o mundo em protesto contra o novo presidente americano, Donald Trump, e suas declarações sobre as mulheres, mostrando apoio aos manifestantes dos Estados Unidos. As informações são da AFP.

Em Londres, a maioria dos manifestantes eram mulheres, que saíram em passeata da embaixada dos Estados Unidos até a praça Trafalgar. 

Hannah Bryant, 34 anos, funcionária de um museu, participou da marcha com a filha de 4 anos, e ambas usavam gorros rosas com orelhas, os "pussy hats", também usados por manifestantes dos Estados Unidos.

"Estive ensinando a ela sobre igualdade e preconceitos, quero que veja quanta gente acredita nisso", contou.

O ator Oliver Powell, 31 anos, considera Trump uma "pessoa detestável". "Quero que a maioria dos americanos que não votaram nele saibam que têm apoio em todo o mundo".

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A eleição de Donald Trump e o fim do neoliberalismo progressista, por Nancy Fraser

Resultado eleitoral nos EUA, assim como rejeição a reformas de Renzi na Itália e vitória do Brexit no Reino Unido, indica rejeição popular a aliança entre forças progressistas e forças do capitalismo cognitivo, consolidada por governos Clinton e Obama

do ÓperaMundi

A eleição de Donald Trump e o fim do neoliberalismo progressista

por Nancy Fraser

Dissent Magazine | Nova York 

A eleição de Donald Trump faz parte de uma série de grandes revoltas políticas que, juntas, sinalizam o colapso da hegemonia neoliberal. Elas incluem a votação pelo Brexit, no Reino Unido, a rejeição das reformas do então primeiro-ministro Matteo Renzi, na Itália, a campanha de Bernie Sanders pela nomeação como candidato do Partido Democrático, nos Estados Unidos, e o crescente apoio à direitista Frente Nacional francesa, dentre outras. Embora sejam diferentes em ideologia e objetivos, estas insurreições eleitorais compartilham a mesma meta: todas elas rejeitam a globalização corporativa, o neoliberalismo e o establishment político que os promove. Em todos estes casos, os eleitores disseram “Não!” à combinação letal de austeridade, livre comércio, débito predatório e empregos precários e mal pagos, elementos que caracterizam o capitalismo financeiro dos dias atuais. Seus votos são uma resposta à crise estrutural desta forma de capitalismo, que se tornou patente a partir do colapso quase total da ordem financeira mundial em 2008.

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Retrospectiva 2016 de jeito não visto pela Globo e outras mídias, por J. Carlos de Assis

Movimento Brasil Agora

Retrospectiva 2016 de jeito não visto pela Globo e outras mídias

por J. Carlos de Assis

Como a grande mídia costuma fazer, também eu farei a retrospectiva de 2016. O ano começou com o reconhecimento de uma contração da economia de 3,8%, taxa inédita na história econômica brasileira. O desemprego saltou de menos de 5% para mais de 10%. Os investimentos continuaram desabando. A Petrobrás e as grandes empreiteiras de sua cadeia produtiva continuaram sendo destruídas pela Lava Jato, que lhes impôs indenizações e multas bilionárias, provocando desemprego de centenas de milhares de pessoas. O Governo de Dilma ficou paralisado na questão do emprego e repassou um PIB deprimente ao sucessor.

No campo político, irregularidades triviais – e ações que nem chegavam a ser classificadas como ilegais – serviram de base para um processo de impeachment que  foi concluído na base do julgamento pelo “conjunto da obra”, e não por crime de responsabilidade. Em razão disso, a base política de Dilma denunciou o que se constituiu efetivamente um golpe, a despeito da aparente constitucionalidade, resultando numa divisão terrível na sociedade acompanhando a radicalização do processo político.

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Moniz Bandeira: Um país que politiza a Justiça, acabou

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Jornal GGN - "Para o mundo, o Brasil está na lata do lixo. Um Executivo desmoralizado, composto por políticos altamente corruptos, um Legislativo quase todo vendido e um Judiciário que politiza suas decisões. E ninguém mais tem ideologia", resumiu Luiz Alberto Moniz Bandeira em entrevista ao GGN.
 
Para o cientista político, autor de mais de 20 obras, entre elas "A Segunda Guerra Fria - Geopolítica e dimensão estratégica dos Estados Unidos" (ed. Civilização Brasileira), o "Brasil hoje já não existe para os estrangeiros".
 
Na crise das instituições, Moniz destaca o Judiciário. Aos 81 anos de idade, afirma que nunca viu em sua vida um Supremo Tribunal Federal (STF) tão desmoralizado, "em que cada ministro atua como quer, toda hora falam à imprensa, adiantam suas decisões, politizam os julgamentos".
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O mundo pós-2001 em três documentários

Enviado por Ninguém

Adam Curtis é um documentarista essencial para entendermos o mundo pós-2001.

The Power of Nightmares

Em 2004, lançou The Power of Nightmares (O Poder dos Pesadelos), sobre a ascensão do pensamento neoconservador nos EUA e do radicalismo islâmico no Oriente Médio e a Guerra ao Terror.


O Poder dos Pesadelos 1\3 - Esta frio la fora Baby por lucas84doc

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Mundo fala de "golpe" e "governo ilegítimo" de Michel Temer

 
Jornal GGN - Expressões como "golpe", "injustiça", "governo ilegítimo", "não escolhido nas urnas", além de históricos de luta de Dilma Rousseff e contra o "sombrio" de Michel Temer foram usados por jornais de todo o mundo, nesta quarta-feira (31) em que uma presidente da República foi afastada sem crimes de responsabilidade. A notícia, ao contrário do que aqui, não foi celebrada pela maioria dos diários, mas escancarados os bastidores que caem junto com Rousseff.
 
Veja o que os jornais falaram pelos quatro cantos do mundo:
 
Nos Estados Unidos, o The Wall Street Journal deixou em posição privilegiada a manchete de que a ex-guerrilheira que lutou contra a ditadura no Brasil e que também "lutou como presidente", "em meio a uma economia conturbada e um clima político turbulento", foi afastada pelo processo de impeachment que ela denunciou "ser um golpe".
 
 
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Mundo velho sem porteira

Pesquisadores da LASA denunciam atentado à democracia brasileira

Encontro do ex-presidente Lula com os pesquisadores da LASA
 
Jornal GGN - "A Lasa denuncia o atual processo de impeachment no Brasil como antidemocrático e encoraja seus membros a chamar a atenção do mundo para os precedentes perigosos que o impeachment estabelece para toda a região", divulgou a Latin American Studies Association, associação que reúne pesquisadores e intelectuais da América Latina em todo o mundo.
 
De acordo com uma votação realizada pelos membros da LASA, no dia 9 de agosto, 87% dos votos foram a favor de se denunciar o golpe no processo de derrubada da presidente Dilma Rousseff. 
 
Em nota, reconheceram que o processo de impeachment é um "atentado contra a democracia brasileira" e se comprometeram a ajudar na divulgação da conscientização sobre o caso a nível mundial. 
 
Com mais de 12.000 sócios, quase 60% dos quais residindo fora dos Estados Unidos, a Associação é a maior profissional do mundo composta de indivíduos e instituições dedicadas ao estudo da América Latina.
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