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#NãoVaiTerGolpe

a historia de minha patria -ultima parte

A HISTORIA DE MINHA PATRIA ULTIMA PARTE

Marcelo Sanches

 

Quando FHC aqui chegou.

Com gestos de um nobre rei, com ares de um ilusionista

Dizendo “esqueçam a igualdade, é furo na canoa

Tudo o que eu disse antes era coisa atoa

Não, não foi de graça  que eu viajei,

Eu vou vender toda essa terra para os reis

 

 

Quando Luís Inácio aqui chegou

Trazendo o sonho do agreste, pronto para o seu grande teste

Mas o poder provoca alucinação

E Luís Inácio, tolo, entregou Lampião

Dizendo “não, não foi atoa que eu viajei

Eu vou manter toda essa terra para o rei”.

 

Quando Dilma Rouseff aqui chegou

Bateu de frente com caciques, gritou com eles, deu trimiliques..

Correu, tentou, mas logo se perdeu na selva

E os bruxos maiorais a jogaram nas trevas

Dizendo “não, a gente se cansou de vez

Nós vamos conservar a terra para os reis”

 

Quando Nosferatu aqui chegou

Entrou pelas portas do fundo

Lá onde o ar é podre e imundo

Chegou acompanhado de sua vampirada

Sugando o sangue todo da plebe abobada Leia mais »

Que tempos são esses em que é necessário defender o óbvio?

Coletivo Brasil-Montreal lança vídeo colaborativo em defesa da democracia no Brasil e realiza sua entrega simbólica no Consulado-Geral do Brasil em Montreal

O Coletivo Brasil-Montréal divulga nesta terça-feira, 10 de maio, o vídeo "Mundo contra o golpe" com a proposta de reunir vozes de diversas partes do mundo a favor da democracia no Brasil.

O vídeo foi produzido ao longo da última semana com a colaboração de pessoas e coletivos de brasileiros e brasileiras residentes no exterior. No total, aproximadamente 110 pessoas, residentes de 14 países diferentes, enviaram 75 mini-videos para ajudar na produção deste. A divulgação oficial acontece nesta terça-feira, 10 de maio, mesma data em que o coletivo também realizou uma entrega simbólica do vídeo e de uma carta ao Consulado Geral do Brasil em Montréal.

Com a realização e a divulgação desse vídeo, o coletivo reafirma seu compromisso com a luta de todos os brasileiros e brasileiras em defesa do Estado Democrático de Direito no Brasil, independente do seu país de residência.

Ainda na terça (10/05) o Coletivo Brasil-Montreal participará de um debate aberto ao público sobre a crise política brasileira na Universidade McGill.

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Mais de 1.300 na Unicamp assinam manifesto contra golpe

Articulação de hoje se assemelha a arquitetura feita no golpe de 1964
 
 
Jornal GGN - Mais de 1.300 ligados à Universidade Estadual de Campinas, entre professores, funcionários e estudantes, aderem ao manifesto 'Unicamp Contra o Golpe'. No texto, membros e ex-membros da instituição repudiam a tentativa de golpe contra "direitos civis, políticos e sociais", comparando a articulação do atual processo de impeachment as articulações feitas pouco antes do golpe de 1964. 
 
MANIFESTO: CONTRA O GOLPE, EM DEFESA DA LEGALIDADE DEMOCRÁTICA!
 
Docentes, funcionários e estudantes da Universidade Estadual de Campinas vêm manifestar seu mais veemente repúdio à tentativa de golpe contra as instituições republicanas e os direitos civis, políticos e sociais, tão duramente conquistados pelos brasileiros e consagrados pela Constituição de 1988.
 
Violações das liberdades democráticas se acumulam, materializadas nas detenções arbitrárias, invasão policial a sindicatos ou repressão de manifestações pacíficas, culminando na condução coercitiva do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva para prestar depoimento à Polícia Federal e na divulgação de interceptação telefônica que atingiu a Presidência da República, em atropelo às normas e aos ritos jurídicos estabelecidos, como demonstraram juristas e instituições dos mais variados matizes políticos. Em ameaça mais grave ao Estado democrático de Direito, estas ações são empreendidas por operadores do Direito, a quem, precisamente, incumbe zelar pelo cumprimento da Carta Magna.
 
Tais sucessivas e flagrantes ilegalidades vêm ocorrendo sob o frágil verniz do combate à corrupção, sob os auspícios da mídia corporativa, que expressa o projeto político da elite brasileira. A corrupção deve ser duramente combatida, mas dentro das regras institucionais, e essa luta não pode, sob hipótese alguma, ser seletiva. No entanto, é de forma absolutamente seletiva que o apelo fácil do combate à corrupção tem instrumentalizado a tentativa de criminalização de um único campo político brasileiro e contribuído, decisivamente, para a crise social e econômica do país.
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Furacão 2000 & os Cem Mil Fankeiros Contra o Golpe

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Um recado de Glenn Greenwald para Globo

Jornal GGN - O jornalista Glenn Greenwald, que ficou famoso em 2013 por denunciar no The Guardian as informações sobre os programa de vigilância global dos Estados Unidos pela NSA, replicou um twitter da agência oficial de notícias da República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte) ironizando a Rede Globo.
 
"Este deve ser o lema corporativo da Rede Globo"
 
"Impeachment populista da presidente Dilma Rosseff por corrupção oferece aos brasileiros reacionários um  retorno bem vindo para a corrupção da plutocracia".
 
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Brasileiros fazem protesto em Paris contra golpe

Manifestação lembrará ainda os 20 anos do massacre em Eldorado dos Carajás
 
 
Brasileiros do MD18 se unem a PT e MST para protestar contra o golpe em Paris neste domingo
 
Por MD18
 
O Movimento Democrático 18 de Março (MD18), formado por brasileirxs que vivem na França, organizou uma nova manifestação para este domingo, 17 de abril, às 15h, no mesmo local onde tem se reunido desde o início de março: a Place de La République, no centro de Paris. Para o ato deste domingo, o movimento une forças com o comitê dos amigos do MST na França e com a célula do PT em Paris.
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Ideli Salvatti se junta aos protestos contra IstoÉ

 
Jornal GGN - Em resposta a matéria de capa desta semana da revista IstoÉ, "Uma presidente fora de controle", a ex-ministra-chefe da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, gravou um depoimento para as redes sociais criticando a postura machista e golpista do semanário. 
 
Nesse sábado (03), a Advocacia-Geral da União (AGU) também se posicionou contra a revista abrindo um inquérito para apurar crime contra conteúdos ofensivos e contra a honra da presidenta da República em reportagens das duas últimas edições. Na chamada da reportagem de capa desta semana, a revista declara que a chefe do governo perdeu o controle emocional e portanto, a capacidade de manter-se no cargo.
 
"Em surtos de descontrole com a iminência de seu afastamento e completamente fora de si, Dilma quebra móveis dentro do Palácio, grita com subordinados, xinga autoridades, ataca poderes constituídos e perde (também) as condições emocionais para conduzir o País." (trecho). 
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Cartografia do #NãoVAiTerGolpe no Facebook, por Fábio Malini

Cartografia do #NãoVAiTerGolpe no Facebook

por Fábio Malini

Cresceu muito, em uma semana, o número de eventos, grupos e páginas criados pelas ruas da esquerda para "defender a democracia", para dizer "não vai ter golpe" ou ser "contra o golpe". A cada dia é preciso atualizar os números. Em 19/03, eram 64. Hoje, 27/03, já são 793. São canais no Face criados muito recentemente, praticamente nas últimas duas semanas.

Numa rápida análise, percebi que são segmentos artísticos, universitários e movimentos sociais organizados que mais se destacaram na criação e alimentação desses "canais vermelhos". A elevada participação desses segmentos é importante para demarcar a diferença entre as ruas da esquerda das da direita. A "tropa de choque" cultural fez amplificar notícias e mobilizações sobre a "deposição constitucional" da presidente Dilma, o chamado golpe paraguaio, agora conduzido por Eduardo Cunha, na Câmara. Fez ainda fomentar um debate dentro do campo das esquerdas (mas é golpe mesmo? não será melhor convocar novas eleições?) e bloqueou a ofensiva dos perfis de direita na rede, que agora acedem a uma perspectiva defensiva, baseada na ideia tautológica do "impeachment está previsto na constituição". E miram o jogo jogado na Câmara, através de trolagens aos deputados que votarão na Comissão do Impeachemnt.

Não estão presentes na minha coleção de dados a rede de páginas noticiosas do #naovaitergolpe, ou seja, Jornalistas LIvres, Cafezinho, Ninja e tantas outras. Percebi que começa aparecer eventos contra o "golpe" mais ligados à Igreja Católica. E, apesar da diversidade desses eventos (atos, debates, principalmente), o movimento ‪#‎NãoVaiTerGolpe‬ ainda não conseguiu construir o que eu e Toret chamamos de "rede de coletivos desencadeadores" no território nacional. Ou seja, Não há, por exemplo, um "Não Vai Ter Golpe SP", um "Não Vai Ter Golpe RJ", um "Não Vai ter golpe ES", como aconteceu com o ‪#‎NaoVaiTerCopa‬ no Facebook. A estruturação territorial de uma rede de coletivos no Facebook aparece mais nas ruas da direita (em especial, no MBL), embora as páginas da Frente Brasil Popular (com fins governistas) busquem construir essa regionalidade. Na falta disso, de modo emergente, e em cada estado da federação, os hubs das manifestações do dia 31 de março vão aparecendo de modo espontâneo em eventos, grupos e páginas o Face.

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