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Obras

Entenda a prisão de Henrique Eduardo Alves e acusações que miram todos os Poderes

Grampos do celular de Léo Pinheiro indicam influência de Alves e de Cunha junto a representantes de todos os Poderes: além da Câmara, Senado e Presidência, também junto à PGR, STJ e TRF-5
 

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), foi preso na manhã desta terça-feira (06), em um desdobramento da Operação Lava Jato, com as delações da Odebrecht, no âmbito da Justiça Federal do Rio Grande do Norte.
 
Também foram alvos da Polícia Federal o secretário de Turismo de Natal, Fred Queiroz, preso preventivamente, e o cunhado do ex-deputado, o publicitário Arturo Arruda, levado a prestar depoimento coercitivamente. Fred Queiroz é um dos homens de confiança de Henrique Alves, atuante nas campanhas do ex-ministro, e seu cunhado Arruda é publicitário da Art & C, agência que supostamente operava em quase todos os governos do Rio Grande do Norte.
 
Batizada de Manus, a Operação com mira no ex-ministro de Michel Temer apura as práticas dos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Com base nos depoimentos da Odebrecht, a acusação é de que Henrique Eduardo Alves e o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) receberam propinas de contratos das obras da Arena das Dunas, estádio em Natal construído para a Copa do Mundo.
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Propina em obra da Sabesp também abasteceu campanha de Alckmin, diz BJ

Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - O delator Benedicto Junior, o BJ, entregou à Lava Jato uma planilha com pagamento de propina à campanha de reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) e ao deputado João Paulo Papa pela Odebrecht, que tem como contrapartida obras da Sabesp no estado de São Paulo.
 
Segundo reportagem do Estadão, em 5 de agosto de 2014, Alckmin recebeu R$ 1,5 milhão por meio do tesoureiro da campanha, Marcos Monteiro, atual secretário de Planejamento. Esse valor está vinculado a um contrato de R$ 225 milhões, da obra "Emissário Praia Grande", tocada por um consórcio formado entre Odebrecht e Sabesp desde 2007.
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PSDB paulista teria recebido R$ 28 milhões de propina da Odebrecht


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - A Odebrecht pagou entre R$ 1,240 milhão a R$ 1,272 milhão de propina todos os meses, de janeiro de 2009 a novembro de 2010, ao PSDB. A delação de que o partido foi beneficiado durante a gestão do ex-governador de São Paulo, José Serra (2007-2010), é do ex-superintendente da Odebrecht no estado, Carlos Armando Paschoal. Os cálculos são do GGN, com base no processo judicial obtido pelo jornal.
 
Em depoimento ao Ministério Público Federal (MPF), Paschoal relatou que uma empresa do grupo, denominada CBPO Engenharia, estava prestes a vencer mais uma ação, após duas vitórias na Justiça de primeira instância, contra a estatal rodoviária do governo paulista, Dersa, já em outras investigações acusada de ser uma das principais intermediárias de repasses de propinas a governos tucanos em São Paulo.
 
A ação da empresa do grupo Odebrecht cobrava uma multa de R$ 220 milhões da Dersa, por faltas de pagamentos relacionados às obras da Rodovia Carvalho Pinto, ainda no fim da década de 1990. O ex-executivo narrou que foi acertado um "acordo judicial", em que a Dersa pagaria R$ 191,6 milhões à Odebrecht, em troca de uma propina mensal em 15% de cada uma das 23 parcelas ao partido político no período em que o então governador, José Serra, se preparava para disputar a Presidência da República, em 2010. 
 
Carlos Armando Paschoal estimou R$ 24,6 milhões os repasses ilícitos ao PSDB. Documentos disponíveis no Diário Oficial do Estado de São Paulo e no Diário de Justiça do Estado e aqui apresentados pelo GGN revelam, contudo, que o acordo não era de apenas R$ 191,6 milhões. Como todo financiamento, as parcelas contavam com juros, que ficaram estabelecidos em 0,5% a cada mês durante os 23 pagamentos, além da correção monetária, com base no IGP-M, calculados mês a mês [Tabela ao final].

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Lava Jato do Rio denuncia executivos por corrupção em obras de Angra 3

 
Jornal GGN - O Ministério Público Federal (MPF) denunciou cinco ex-executivos da Eletronuclear e mais dois sócios da VW Refrigeração, nesta quinta-feira (23), por suposta lavagem de dinheiro de R$ 2,38 milhões, relacionados à construção da usina de Angra 3. 
 
Acusados de ocultarem a origem dos recursos destinados às obras da usina nuclear, os investigadores da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro afirmaram que foram feitos, pelo menos, 27 saques não identificados e depósitos entre os anos de 2010 e 2016 na conta dos executivos, que já se encontram presos preventivamente, em Bangu 8.
 
A nova denúncia é um desdobramento de anterior relacionada à corrupção e lavagem de dinheiro. Isso porque a apuração inicial dava conta de favorecimento ao superintendente da Eletronuclear, José Eduardo Costa Mattos. A nova investigação, de uma fraude que somaria mais de R$ 2,3 milhões, segundo os cálculos da força-tarefa do Rio, contemplaria também outros ex-diretores.
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Temer viaja nesta sexta ao Nordeste para inaugurar obras de Dilma e Lula

Jornal GGN - Michel Temer viaja nesta sexta-feira (10) à região Nordeste para inaugurar obras que foram elaboradas e executadas ao longos dos governo Lula e Dilma Rousseff. Segundo informações do Painel da Folha, Temer vai dizer em uma campanha publicitária que a transposição do Rio São Francisco, iniciada em 2007, estava parada e só foi concluída por sua vontade.

"O Palácio do Planalto passou boa parte da tarde desta quinta (9) mobilizado para montar um esquema de segurança que blindasse Michel Temer de protestos durante sua visita a cidades do Nordeste nesta sexta-feira (10), nas quais inaugura obras da transposição do Rio São Francisco", anotou o jornal.

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Após negar pedidos de SP e RJ, Moro compartilha provas a pedido da Lava Jato

Jornal GGN - O juiz federal Sergio Moro decidiu compartilhar com o Ministério Público de São Paulo informações coletadas em investigações contra o empresário Adir Assad, alvo de inquéritos sob a acusação de lavar dinheiro de esquemas de corrupção envolvendo obras de mobilidade e infraestrutura no estado governado por Geraldo Alckmin (PSDB).

Moro aceitou a transmissão de dados a pedido de procuradores do Ministério Público Federal no Paraná, após a Lava Jato descobrir que a concessionária SPMAR (administradora dos trechos Sul e Leste do Rodoanel) e a Usina São Fernando Açúcar e Álcool - ambas envolvidas com o Grupo Bertin - pagaram R$ 6,2 milhões à Legend Engenheiros Associados, uma das várias empresas de fachada de Assad.

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Delação Odebrecht: Campanha de Aécio recebeu propinas de obra de Minas Gerais

 
Jornal GGN - O ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, Benedicto Júnior, confirmou que Aécio Neves acertou esquema de fraude e corrupção em licitação de obra da Cidade Administrativa, para favorecer empreiteiras, e sua campanha teria recebido até 3% do valor dos contratos. Outras delações da Andrade Gutierrez e da OAS já informaram vantagens e doações obtidas pelo PSDB após contratos da Cidade Administrativa.
 
Em outubro do ano passado, Otávio Marques de Azevedo, empresário da Andrade Gutierrez, delatou doações de R$ 20 milhões à campanha presidencial de Aécio Neves (PSDB), em 2014, a pedido do ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), Oswaldo Bordes da Costa, conhecido como Oswaldinho.
 
Oswaldinho é apontado na Operação Lava Jato como um "tesoureiro informal" de Aécio em esquemas ilícitos. Já em delação de Léo Pinheiro, da OAS, o executivo aparece cobrando propinas em cima também dos contratos das obras da Cidade Administrativa.
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MP-SP pode brecar Lava Jato sobre gestões tucanas

 
Jornal GGN - Investigadores da Operação Lava Jato admitiram que poderão ser abafados os indícios de corrupção do PSDB de São Paulo, em gestões municipais e estaduais, com contratos da Odebrecht e Camargo Corrêa. A informação é de um receio de o Ministério Público paulista (MP-SP) não aprofundar as suspeitas, originadas nas delações dos 77 executivos da empreiteira.
 
Conforme o GGN divulgou na última semana, os acordos da Odebrecht obrigaram uma devassa da Operação Lava Jato sobre os indícios de irregularidades e corrupção dos governos do PSDB e PMDB. Isso porque, após os depoimentos, os investigadores precisaram refazer a colaboração com a Camargo Corrêa, apontada em esquemas de obras em São Paulo, inicialmente investigadas na Castelo de Areia.
 
A conclusão seria de que tanto o PSDB quanto o PMDB fossem voltar à mira da Lava Jato, nos indícios de corrupção desde 1996, e destas cerca de 12 obras paulistas. Na Castelo de Areia, que investigou contratos da Camargo Corrêa, apenas o atual presidente Michel Temer foi citado 21 vezes em planilhas apreendidas em 2009. As suspeitas são de que seu envolvimento ocorreu enquanto era deputado pelo PMDB, entre 1996 e 1998, tendo recebido mais de 340 mil dólares. 
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Barradas as brasileiras, Petrobras convida empresas estrangeiras investigadas

 
Jornal GGN - Um dos motivos que levaram a Petrobras a recorrer ao mercado internacional para seguir na construção da Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN), do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, foi que as construtoras nacionais são investigadas de corrupção e estão proibidas de fechar contratos. Mas a lista de 30 empresas convidadas a participar da licitação inclui diversas que estão envolvidas em escândalos de corrupção ou polêmicas no exterior.
 
A observação foi do jornalista Joaquim de Carvalho, do Diário do Centro do Mundo, que fez uma busca dos nomes das empresas estrangeiras convidadas para a obra que pode chegar a R$ 1,5 bilhão, que vai receber o gás natural produzido no pré-sal da Bacia de Santos, a partir de 2020. 
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Marinha diz ter consciência de obstáculos do PROSUB com crise

 
Jornal GGN - Na mira da Operação Lava Jato no Brasil e de outros 11 países, além do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, os contratos da Odebrecht se veem ameaçados pelos próximos anos. Um dos principais empreendimentos a nível de tecnologia nacional é o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB). Terminada a concepção do submarino de propulsão nuclear há mais de três anos, atrasos em outras estruturas e a queda de 50% do efetivo da Odebrecht deixam incertezas na expectativa de conclusão. A Marinha do Brasil admite que a crise, que assola a empreiteira e os investimentos do governo, é um desafio.
 
"A Marinha tem consciência dos obstáculos tecnológicos que surgirão e terão que ser vencidos em função da situação econômica do País. O cronograma passa constantemente por criteriosa análise de forma a se adequar ao orçamento disponível e refletir as perspectivas futuras da economia e a necessidade de vencer os diversos obstáculos que estão por vir", assumiu o contra-almirante Flávio Augusto Viana Rocha ao GGN.
 
No ano de 2015, os ajustes de contingenciamento no país já reduziam o ritmo de trabalho no Estaleiro e Base Naval de Submarinos (EBN), a central da marinha que leva a cabo o PROSUB. O Programa foi um acordo do país com a França, mais especificamente o grupo de construção naval DCNS, em 2008, que escolheu a Odebrecht sem licitação para formar o consórcio.
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Cardozo recomenda 10 livros para se fazer política com Direito

Brasília - O ex-ministro da Justiça do governo Dilma e atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União, José Eduardo Cardozo, é o entrevistado do programa Espaço Público, da TV Brasil (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)
 
Jornal GGN - A historiadora e duas vezes Prêmio Pulitzer, Barbara W. Tuchman mostra as consequências graves de governos tomarem decisões em interesses individuais e apelos da cobiça, no livro "A Marcha da Insensatez". Já o jurista Fábio Konder Comparato mostra como a progressão do Direito é compatível com a defesa da dignidade humana em "A Afirmação Histórica dos Direitos Humanos". E Ferdinand Lassalle aponta que os problemas constitucionais não são erros do direito, mas do poder, na obra "O que é uma Constituição?". Essas são as sugestões de leitura do ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.
 
A junção desses três livros e mais outros sete é uma introdução aos interessados em Direito para ingressar no mundo político, ou aos interessados no mundo político para entender de Direito. 
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Prisão de Cabral alerta outros 11 governadores por obras da Copa

 
Jornal GGN - O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral foi preso sob acusação de chefiar esquema de desvios de R$ 224 milhões em obras financiadas pelo governo federal, entre elas a reforma do Maracanã para a Copa de 2014. 
 
A prisão de Cabral "é motivo de preocupação para outros 11 ex-governadores: aqueles que estavam comandando os estados que receberam partidas da Copa do Mundo em 2014", concluiu Helena Borges, no The Intercept.
 
O caso retoma, ainda, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito para investigar as heranças da Copa, todas as obras encomendadas. Proposta em 2013, a CPMI não saiu do papel.
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Sérgio Cabral é suspeito de receber R$ 2,7 milhões da Andrade Gutierrez em obras

 
Jornal GGN - O ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi preso na manhã desta quinta-feira (17), alvo da Operação Calicute, que investiga desvio de recursos federais em obras do estado estimado a mais de R$ 220 milhões.
 
"Foram colhidas provas que evidenciam que o ex-governador recebeu, entre os anos de 2007 e 2011, ao menos R$ 2,7 milhões, da empreiteira Andrade Gutierrez, por meio de entregas de dinheiro em espécie, realizadas por executivos da empresa para emissários do então governador, inclusive na sede da empreiteira em São Paulo", apontaram os procuradores da República.
 
Ao todo, foram cerca de 230 policiais federais, 19 procuradores do Ministério Público Federal (MPF) e 5 auditores da Receita Federal que cumpriram os mandados de busca e apreensão, conduções coercitivas e prisões. 
 
A decisão partiu da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro em conjunto com a 13ª Vara Federal de Curitiba, onde tramita a maior parte das investigações da Operação Lava Jato. Isso porque a atual Operação é um desmembramento da comandada pelo juiz federal Sérgio Moro, no Paraná.
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Hemeroteca Mário de Andrade recebe mostra assinada por São Queiroz

Imagem: do São QueirozA mostra gratuita "Syl.São São.Syl - desenhos, gravuras e monotipias", está em cartaz na Biblioteca Mario de Andrade, até dia 17 de dezembro

Jornal GGN – Em parceria com Sylvia Doares, a artista plástica São Queiroz está em cartaz com a mostra "Syl.São São.Syl - desenhos, gravuras e monotipias", na Hemeroteca Mário de Andrade, em São Paulo. Dentre as 62 obras expostas, o público poderá conferir os trabalhos realizados com óleo que, na tela, dão vida aos quadros contemporâneos cheios de movimento e ilustrações fortes e vibrantes e, ao mesmo tempo, carregados serenidade. A exposição gratuita vai até dia 17 de dezembro.
 
São Queiroz, que há cerca de 20 anos se dedica à pintura, desde a infância se interessou pela arte. "Para mim, pintar um quadro é uma coisa física. Tem que ter força para pintar do jeito que eu pinto, com movimentos grandes, muita tinta de cada vez", afirma a artista.
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Os erros da prefeitura do Rio nos "legados" das Olimpíadas

 
Jornal GGN - O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle divulgou na última semana dois relatórios que apontam problemas e falhas nas obras do VLT Carioca (Veículo Leve sobre Trilhos) e da despoluição dos rios da Bacia de Jacarepaguá, dois dos chamados "legados" das Olimpíadas no Rio de Janeiro, que contou com recursos federais, mas a fiscalização e realização da Prefeitura da cidade.
 
Já em março deste ano, o governo de Eduardo Paes, do Rio de Janeiro, abandonou o projeto de recuperação dos rios cariocas, anunciado como legado das Olimpíadas para a cidade. A limpeza e canalização dos rios da Bacia de Jacarepaguá foram um compromisso assumido ao Comitê Olímpico Internacional (COI) para o evento.
 
Após sucessivos atrasos, as obras pararam em dezembro de 2015. E a conclusão, que estava prevista para outubro de 2013, mais de dois anos antes, gerou um gasto de R$ 140 milhões, sem a finalização. Para ela, seriam necessários mais R$ 57 milhões, de acordo com relatório do Ministério da Transparência, publicado na última semana.
 
Os atrasos envolveram as empreiteiras Andrade Gutierrez e a Carioca Engenharia, que integram o Consórcio Rios de Jacarepaguá responsável pelas obras. As duas empresas são investigadas na Operação Lava Jato por contratos irregulares já com a Petrobras. 
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