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Negando obstruir Lava Jato, governo corta recursos da PF e não nega mudar comando


Foto: Beto Barata/PR
 
Jornal GGN - A nomeação de Torquato Jardim para o Ministério da Justiça, no dia 28 de maio deste ano, pleno ápice da maior crise do governo de Michel Temer, foi considerada pelos próprios investigadores uma tentativa de respostas e até freios à Operação Lava Jato. Exatos dois meses depois, o ministro anuncia que a "falta de dinheiro" poderá afetar Operações da Polícia Federal, órgão de investigação subordinado à pasta.
 
Assim que assumiu, Torquato Jardim mostrava a intenção de modificar o comando da Polícia Federal, com a retirada do diretor. Ele admitiu, no final de junho, o objetivo, mas mudou de ideia com as especulações sobre a interferência do Executivo na PF. Decidiu manter o delegado Leandro Daiello na direção.
 
"O Ministério da Justiça e a Polícia Federal fazem questão de expressar à sociedade brasileira a sua absoluta harmonia na condução das duas instituições. O noticiário que está aí é, para usar um termo moderno, a pós-verdade. Não corresponde à realidade, não constrói afabilidade e não ajuda a boa condução dos interesses públicos", disse o ministro, em coletiva, após as informações.
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Conversa sobre "acordo nacional" e "estancar a sangria" não é crime, diz relatório da PF

Polícia Federal enviou ao Supremo um documento onde aponta que Romero Jucá, Renan Calheiros e Sarney não tentaram obstruir as investigações da Lava Jato
 
Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O famoso diálogo gravado por Sergio Machado com caciques do PMDB falando em "estancar a sangria" da Lava Jato, tirar a Dilma Rousseff e por Michel Temer em seu lugar, num "grande acordo nacional, com o Supremo, com tudo", não configura crime, na visão da Polícia Federal.
 
Em relatório enviado à Suprema Corte, a PF avaliou que Romero Jucá, Renan Calheiros e José Sarney não praticaram obstrução de Justiça, ao contrário do que suspeita o Ministério Público Federal. É o que diz reportagem de André Richter, na Agência Brasil.
 
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Oposição espera que Temer seja "alvejado por novos tiros" antes da votação na Câmara

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN - Após a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara votar contra o relatório que pede que Michel Temer seja invetigado por corrupção passiva, a esperança da oposição ao governo reside na possibilidade de Rodrigo Janot apresentar uma segunda denúncia contra o presidente, o que dê publicidade à delação de Eduardo Cunha.

"Com a votação da denúncia marcada para 2 de agosto, entusiastas da queda do governo esperam que, até lá, Temer seja alvejado por novos tiros, como a delação de Eduardo Cunha ou mesmo uma segunda denúncia de Rodrigo Janot [procurador-geral da República", informa o Painel da Folha desta sexta (14).

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Senadoras continuam resistindo contra pauta da Reforma Trabalhista

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Acusado de corrupção, Temer está "abatido, triste e preocupado"

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - A colunista Mônica Bergamo publicou na Folha desta segunda (3) que Michel Temer está "abatido, preocupado e triste", segundo relatos de um dos interlocutores mais frequentes do presidente. Os sinais de desânimo de Temer começaram até a "preocupar" seus amigos mais próximos, diz a jornalista.
 
Antes, Temer vislumbrava até mesmo a possibilidade de disputar a eleição de 2018 e chegar ao segundo turno. Agora, encurralado pela Lava Jato, sente-se numa "guerra sem trincheira nem guarita" e seu futuro político ficou imprevisível.
 
Na semana passada, a Câmara recebeu a primeira denúncia de Rodrigo Janot contra Temer, por corrupção passiva. Embora já dê sinais de fraqueza, Temer terá de enfrentar, ainda, uma segunda e possível terceira denúncias, por obstrução de Justiça (pagamentos a Eduardo Cunha) e favorecimento a empresários amigos envolvendo o decreto dos Portos.
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Fachin separa inquérito de Temer e entrega Aécio a novo relator

No cuidado de não antecipar julgamento, no despacho, o ministro do STF acabou trazendo argumentos favoráveis às alegações iniciais de Temer e de Aécio contra as investigações
 

Foto: Adriano Machado / Reuters
 
Jornal GGN - O pedido do presidente Michel Temer de separar o julgamento contra si do de Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF) foi aceito pelo ministro Edson Fachin. É a primeira vitória de Temer no processo na última instância. O senador tucano também poderá ser favorecido: Fachin determinou a redistribuição para um novo relator das investigações contra ele.
 
Tanto Aécio quanto Temer são investigados por prática de crimes de corrupção, obstrução à Justiça e formação de organização criminosa. A nova frente da Lava Jato teve início com a delação do presidente da JBS, Joesley Batista, com grampos de conversas entre o executivo e os políticos, além do acompanhamento dos investigadores no repasse de propinas.
 
A Procuradoria-Geral da República disse haver flagrante, em ambos os casos, de recebimento de propina e de tentativa de Aécio e Temer interferirem nas investigações. Além disso, contra Temer recai ainda a acusação de aprovar a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado na Lava Jato.
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A delação dos marqueteiros contra Lula e Dilma

Foto: Ricardo Stuckert/Divulgação

Jornal GGN - Mal o Supremo Tribunal Federal liberou os vídeos da delação de João Santana e sua esposa, ambos responsáveis pelas últimas campanhas presidenciais do PT, e o assunto já tem destaque nos principais portais noticiosos, com acusações contra a ex-presidente Dilma Rousseff e Lula.

Em um dos depoimentos, Santana disse que Lula mandava recados à Dilma através do marqueteiro. Em uma das mensagens, teria pedido para avisar que Graça Foster, ex-presidente da Petrobras, estava "fechando a torneira" das empresas investigada na Lava Jato.

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Guimarães alega suspeição de Moro e pede anulação das provas

 
Jornal GGN - A defesa de Eduardo Guimarães entrou com uma ação para declarar o juiz Sergio Moro suspeito para julgar o blogueiro no processo em que ele e mais duas pessoas são investigados por violação de sigilo funcional e formação de quadrilha. A Lava Jato alega que ao se comunicar com o Instituto Lula antes de publicar dados da operação Aletheia no Blog da Cidadania, Guimarães ajudou na eventual obstrução de provas contra o ex-presidente da República.
 
Além da suspeição de Moro, a defesa de Guimarães pede que todas as provas colhidas a partir da quebra de sigilo de seu telefone e e-mails sejam invalidadas. Esse procedimento ocorreu ao longo de fevereiro e os detalhes estão guardados sob segredo de Justiça em um segundo inquérito acompanhado por Moro, conforme o GGN revelou nesta segunda (27). Leia mais aqui.
 
A quebra de sigilo de Guimarães foi autorizada porque a Lava Jato alegou que ele não é jornalista. Porém, após a repercussão da condução coercivita do blogueiro, Moro voltou atrás e mandou retirar do inquérito que é público o resultado das diligências do dia 21 contra Guimarães.
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Ação contra Guimarães é tentativa mentirosa de incriminar Lula, diz assessoria

Jornal GGN - A assessoria de Lula se posicionou sobre o caso Eduardo Guimarães, alegando que a ação da Lava Jato é uma tentativa mentirosa de incriminar o ex-presidente pela suposta prática de obstrução de Justiça.

No último dia 21, por determinação de Sergio Moro, a Polícia Federal levou o editor do Blog da Cidadania para depor coercitivamente num inquérito que investiga a hipótese de que um vazamento sobre a operação Aletheia tenha ajudado na obstrução de provas contra Lula.

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Defesas de Lula e Mercadante criticam tentativa de acusação por obstrução

 
Jornal GGN - Tanto a defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quanto o ex-ministro Aloizio Mercadante mostraram-se surpresos sobre o inquérito da Polícia Federal, divulgado nesta segunda-feira (20), por suposta obstrução da Justiça.
 
O documento de mais de 40 páginas foi encaminhado ao ministro relator da Lava Jato, Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), recomendando a abertura de uma denúncia contra Lula, Mercadante e também a ex-presidente Dilma Rousseff, com base apenas na delação de Delcídio do Amaral. 
 
Uma das frentes da investigação coincide com outra, de igual foco, na Justiça Federal de Brasília, na qual, na última semana, o ex-senador Delcídio do Amaral admitiu a responsabilidade, e seu assessor, Diogo Ferreira, desmentiu a tese do ex-parlamentar.
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PF vê indícios contra Dilma, Lula e Mercadante, mas não os indicia

 
Jornal GGN - Em relatório de 47 páginas, a Polícia Federal do grupo de investigação da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou que acredita em indícios contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e o ex-ministro Aloizio Mercadante por obstrução à Justiça, com base na delação do senador cassado Delcídio do Amaral.
 
O documento não é um indiciamento, mas um pedido de denúncia contra Dilma, Lula e Mercadante, pelo delegado Marlon Oliveira Cajado dos Santos, do grupo da Lava Jato no STF. Como nenhum deles detêm foro privilegiado, o delegado pede que o caso seja remetido à Justiça Federal de Brasília. 
 
O caso é o desdobramento da Lava Jato por suposta obstrução e colocava como investigados Lula, Dilma, Mercadante, o próprio ex-senador Delcídio do Amaral, o ex-ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e ainda os ministros do Superior Tribunal de Justiça, Marcelo Navarro e Francisco Falcão.
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Assessor de Delcídio inocenta Lula e acusa ex-senador

 
Jornal GGN - A tentativa de obstrução à Justiça pelo ex-senador Delcídio do Amaral ocorreu por intermédio de seu assessor, Diogo Ferreira. Em depoimento prestado à Justiça Federal de Brasília, nesta sexta-feira (17), afirmou que jamais ouviu qualquer menção de Delcídio sobre atuação de Luiz Inácio Lula da Silva no episódio.
 
O depoimento foi concedido no âmbito do processo que apura a suposta compra de silêncio do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, por Delcídio, pelo ex-presidente Lula e outros seis investigados.
 
Mas a tese de arrolar Lula no esquema preparado por Delcídio fracassou. Assim como ocorreu em seu próprio depoimento aos investigadores e juízo na 10ª Vara Federal de Brasília, nesta quarta-feira (15), foi a vez de seu assessor desmentir a teoria.
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Janot alerta para obstrução após indicação de Moraes no STF, mas blinda PSDB

A PGR pediu inquérito por obstrução da Lava Jato. Em grampo, Romero Jucá (PMDB-RR) anunciava que em eventual governo de Michel Temer, era necessário construir o tal pacto nacional "com o Supremo, com tudo". Janot apontou a cúpula do PMDB e "solução Michel", mas ignorou o PSDB delatado por Sérgio Machado entre os alvos
 
 
Jornal GGN - O grampo do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, que foi liberado em maio do último ano, mostrava um esquema entre caciques do PMDB e da cúpula do governo de Michel Temer, entre eles, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), para construir um "grande acordo nacional" com Temer e impedir o avanço da Operação Lava Jato. Mas em delação ao investigadores, Machado afirmou que o PSDB fazia parte deste núcleo para "estancar" a Lava Jato.
 
Oito meses depois, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pede a instauração de inquérito contra os nomes do PMDB que negociavam esse "pacto nacional", incluindo José Sarney (AP), Renan Calheiros (AL) e Romero Jucá (RR). Entretanto, assim como os procuradores da República não mostraram interesse na delação de Machado em saber quem eram os políticos do PSDB envolvidos na tentativa de obstrução, em junho de 2016, Janot também não os incluiu no pedido de inquérito.
 
A interceptação telefônica de Sérgio Machado vazou em maio de 2016. Á época, soube-se que o impeachment da então presidente Dilma Rousseff foi a consequência de uma negociação feita pelos parlamentares e políticos do PMDB e de outros partidos para "estancar a sangria" da Lava Jato.
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Sem alarde, Lula foi o último a depor na ação por obstrução da Lava Jato

Jornal GGN - O ex-presidente Lula teria sido o último a prestar depoimento à Polícia Federal de Brasília na ação em que ele e Dilma Rousseff, entre outros ex-ministros, são acusados de tentativa de obstruir a Lava Jato. Segundo informações da revista Época, desta sexta (13), Lula testemunhou na semana passada, sem nenhum alarde na mídia.

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Jornal implica Lula em denúncia, repercute e só corrige mais de 3h depois

 
Jornal GGN - Reportagem produzida pelo Estadão Conteúdo modifica a realidade ao afirmar que Bernardo, filho do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, ao prestar depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, em audiência nesta segunda-feira (28), teria mencionado que a pressão sofrida pelo pai era para livrar Luiz Inácio Lula da Silva das investigações da Lava Jato.
 
Bernardo prestou depoimento por videoconferência aos investigadores de Curitiba, para apurar se houve uma tentativa do ex-senador Delcídio do Amaral de obstruir a Justiça nas investigações. Neste contexto, o filho do ex-diretor afirmou que recebeu R$ 50 mil em nome de Delcídio, sob o pretexto de ajudar a família de Nestor, para "comprar o silêncio do pai", sem comprometer os investigados na Lava Jato, entre eles o ex-senador.
 
Mas a ação que apura tentativa de obstruir a Justiça inclui, além de Delcídio, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na banca de investigados. Por outro lado, além da falta de provas contra Lula nos autos, as testemunhas não mencionaram o ex-presidente nessa tentativa de "calar" o investigado da Petrobras, Nestor Cerveró.
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