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OCDE

Temer quer coroar seu governo ajoelhando-se aos pés da OCDE, por Roberto Requião

Temer quer coroar seu governo ajoelhando-se aos pés da OCDE

por Roberto Requião

Nos esplendores da maré montante neoliberal, o caricato presidente da Argentina Carlos Menem era tido por essas bandas como “exemplo de gestão”, espelho para toda a América Latina, Ásia, África, Oceania e até mesmo para a Europa, especialmente para os países do Leste do continente. E para o Universo, caso houvesse na infinitude vida inteligente.

Lembram-se?

Miriam Leitão, entre outros 492 comentaristas econômicos do complexo Rede Gobo-O Globo-CBN-G1, arrancava de Fernando Henrique Cardoso suspiros ciumentos, tais os comentários encomiásticos, apologéticos endereçados ao mandatário vizinho.

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Abertura do Brasil ao mercado internacional é incompatível com táticas adotadas pelo mundo

Abrindo o mercado, Brasil tenta a todo custo entrada na OCDE: como atuam os demais países e como Temer poderá enfraquecer a economia nacional versus a soberania do país
 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
 
Jornal GGN - Como mais um avanço para tornar o Brasil adepto à economia de livre mercado, Michel Temer pleiteou em junho deste ano a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Documento obtido pela oposição na Câmara dos Deputados revela que se o preço para essa aliança não será barato ao Brasil, o presidente da República vem dando sinais positivos de que submeterá a nação a exigências desproporcionais, sequer assumidas pelos demais 35 países membros. Reformas são sinais claros de que o mandatário atenderá a mudanças estruturais na economia brasileira em nome do mercado livre.
 
Partindo de um mesmo plano, o pedido para o Brasil ser aceito na OCDE foi enviado no dia 3 de junho, como uma das estratégias do governo peemedebista para tornar o país atraente ao investimento estrangeiro, aliada a outras medidas como a aprovação das reformas trabalhista, previdenciária e fiscal. O objetivo de Temer era tornar a relação já bilateral com os países da Organização ainda mais forte. Entretanto, as 35 nações integrantes – com grande parte formada por ricas economias – exigem contrapartidas.
 
"A solicitação brasileira segue-se à bem-sucedida execução do programa de trabalho que resultou do Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e a OCDE em 2015. Insere-se no marco dos esforços do governo brasileiro para consolidar o desenvolvimento sustentável e inclusivo, com a modernização da gestão e aproveitamento da larga experiência em políticas públicas comparadas da Organização", divulgou o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, no dia 30 de maio deste ano.
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Os desafios da política industrial na atualidade

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Cresce o interesse de países desenvolvidos por políticas industriais, diz OCDE

Do IEDI

De acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o interesse em políticas voltadas à indústria de transformação cresceu na última década. As razões para o renovado interesse dos países desenvolvidos pela adoção de política industrial e as principais características do novo enfoque adotado são discutidos na seção “Novas políticas industriais” do relatório Science, Technology and Innovation Outlook 2016, objeto dessa Análise IEDI. 

Dentre os fatores que levaram os formuladores de política a reconsiderar os méritos da política industrial, após um período de descrédito em razão de diversas experiências malsucedidas de “escolhas de vencedores”, destacam-se: 

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Enredo macabro da Escola de Samba Unidos do Serra-Obama, por Armando Coelho Neto

Enredo macabro da Escola de Samba Unidos do Serra-Obama

por Armando Rodrigues Coelho Neto

O  ódio a Lula e ao Partido dos Trabalhadores tinha como característica principal ser inconfessável. Padecia da falta de uma explicação sensata e ou politicamente correta, se é que o ódio comporta esse tipo de explicação. Desse modo, a corrupção institucionalizada, que sempre foi privilégio das classes dominantes, passou a servir de fundamento para que aquilo que não tinha explicação começasse a ter. Aquele sentimento invisível, tão irracional quanto o pretenso asco do Pastor Feliciano contra relação aos homossexuais, encontrou razão de ser.

Os donos do Brasil S/A sempre conviveram de forma cínica com a corrupção, repetindo a bocas miúdas que o país é assim mesmo, que vinha desde os tempos de Pedro Álvares Cabral. Houve até quem tentasse explicar com os relatos sobre a trupe do bispo Dom Pedro Fernandes Sardinha. Dados históricos dão conta de que escandalizado com a corrupção então vigente, aquele religioso reuniu homens de bem para pedir providências ao rei de Portugal. Quando navegava pelas costas do estado das Alagoas, ocorreu um naufrágio. Os honestos que não morreram afogados teriam sido devorados por índios antropófagos que viviam naquela região.

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MEC ignora bom desempenho das escolas federais no Pisa

 

Jornal GGN - O Ministério da Educação (MEC), após “esquecer” dos institutos federais na divulgação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), agora minimiza o desempenho destas escolas no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), realizado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

No geral, o país ficou no 63º lugar entre 72 países na avaliação internacional, que mede a qualidade do ensino em Ciência, Leitura e Matemática. Entretanto, os alunos das escolas federais ficaram acima da média da OCDE, melhor até que a Coreia do Sul, tido como exemplo.

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OCDE prevê queda menor da economia brasileira

Jornal GGN - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) crê que a economia brasileira terá uma queda menor do que a prevista anteriormente, melhorando sua estimativa para o país. Agora, a OCDE espera uma contração de 3,3% neste ano, contra redução de 4,3% calculada previamente.

Para 2017, a previsão de recuo é de 0,3%, contra 1,7% da pesquisa anterior. Porém, a OCDE alerta que o país terá de lidar um baixo crescimento global, que deverá enfraquecer neste ano e no ano que vem.

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Quem não seguir o script do golpe vai preso, por Armando Coelho Neto

Quem não seguir o script do golpe vai preso

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Na medida em que a ficha técnica do golpe vai sendo revelada, mentores, autores, operadores das casas das máquinas, também vem ficando claro a inconsistência da seriedade da Farsa Jato. Como queria que fosse séria! As evidências não  autorizam e só se pode concluir pelo inverso. Qualquer um pode presumir que por ignorância ou conivências o País está diante de um inexorável pacto pró-corrupção.

Ainda que corrupção seja um problema, no caso do Brasil, o problema não era e não é a corrupção, mas sim de quem tem o direito de exercê-la; em jogo as prerrogativas de quem pode ser quem no mundo da corrupção; quem tem a prelazia da impunidade. E daí ser possível fazer outra presunção, a de que Sérgio Moro, Ministério Público  e os delegados da PF mesmo bem preparados, seguem um estranho script. Em clima de censura à liberdade de expressão, melhor ser prudente no trato das entranhas do golpe.

É improvável que se desconheça que empresas transnacionais com sede em países desenvolvidos viviam empenhadas na corrupção de funcionários públicos de países em desenvolvimento, como o Brasil. Uma prática em geral acobertada pelo sistema bancário internacional, até que o fatídico 11 de setembro de 2001 revelou o óbvio: o dinheiro do terror percorria o mesmo subterrâneo do dinheiro da corrupção.

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Da tapioca ao caviar, o golpe não vai passar, por Armando Rodrigues Coelho Neto

Da tapioca ao caviar, o golpe não vai passar

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Nesse exato momento em que escrevo, sei que repórteres e pauteiros das emissoras de televisão da Suécia, já examinaram, examinam ou estão por examinar um documento intitulado “Till Ansvariga Nyhetsredaktioner SVT 1, SVT 2, SVT 4” (Aos Diretores de Redação dos Canais 1, 2 e 4). Trata-se de uma crítica às emissoras daquele país. A queixa é que eles estão reproduzindo, sem qualquer reflexão, o que vem sendo dito pela Rede Globo de Televisão. Quem assiste televisão na Suécia, ao conhecer a tradução, tem a nítida impressão de que se trata de um discurso de Eduardo Cunha como guardião da moral.

O documento, produzido por brasileiros, também repassado à imprensa escrita, adverte que os canais suecos estão “espalhando a notícia de que Dilma e Lula são corruptos” e que o correspondente sueco no Brasil estaria tomando partido ideológico, político, sobretudo da direita, ouvindo apenas um lado. O documento diz, como contraponto, em livre tradução do Google, que o Brasil de hoje, é exatamente, a imagem do filme “A outra mãe” (tradução que os suecos fizeram do filme “Que horas ela volta?”), uma obra “aplaudida pelo público sueco”, por mostrar um “Brasil cuja classe média sai da pobreza para uma vida melhor e, pela primeira vez, essa classe está nas universidades”.

O documento ou rascunho dele revela a dimensão da tentativa de golpe em curso. No truque mal feito dos magos, os meios de comunicação brasileiros cumprem o criminoso papel de preparar o povo a aceitar ilegalidades da na Lava Jato e o golpe. Dada por certa essa fase de sedução, a dita “grande mídia” tenta seduzir corações e mentes mundo afora. Não bastam Dilma e Lula serem odiados no Brasil. O mundo precisa odiá-los e a Suécia é um exemplo.

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Desaceleração da economia global e expansão fiscal, por Martin Wolf

Jornal GGN - Martin Wolf, comentarista do jornal britânico Financial Times, escreve sobre a desaceleração da economia mundial e levanta os passos que poderão ser tomadas pelas políticas econômicas para responder à este quadro. Ele diz que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico recomenda a expansão fiscal, ao contrário do que defendeu por muito tempo. A OCDE também prevê que o crescimento da economia mundial em 2016 não deverá ser maior do que em 2015. Segundo ele, o órgão também diz que "a expansão coordenada do investimento público, combinada com reformas estruturais adequadas, poderia expandir a produção e até mesmo diminuir a relação entre a dívida pública e o Produto Interno Bruto". Leia mais abaixo:

Da Folha

 
Martin Wolf
 
A economia mundial está desacelerando, tanto estruturalmente quanto ciclicamente. Como as políticas podem responder a isso? Com improvisações desesperadas, sem dúvida. As taxas de juros negativas já mudaram do impensável para a realidade.

O próximo passo deve incluir a expansão fiscal. Na verdade, isso é o que a OCDE, entusiasta da austeridade fiscal por muito tempo, recomenda no documento Interim Economic Outlook. Mas é pouco provável que isso seja o fim. Com a expansão fiscal, é possível que haja apoio monetário direto, incluindo a política mais radical de todas: a "injeção de dinheiro via helicópteros", recomendada pelo falecido Milton Friedman.

Mais recentemente, essa é a política prevista por Ray Dalio, fundador do Bridgewater, um fundo de hedge. A economia mundial não está apenas desacelerando, afirma, mas "a política monetária 1" –menores taxas de juros– e "a política monetária 2" –afrouxamento monetário- estão, em grande parte, esgotadas. Assim, diz ele, o mundo vai precisar de uma "política monetária 3", diretamente voltada para o incentivo de gastos.

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Salários de professores no Brasil estão abaixo da média da OCDE

Da Agência Brasil

No Brasil, o percentual destinado a gastos com remuneração de pessoal é abaixo da média, segundo o relatório Education at a Glance 2015: Panorama da Educação, lançado hoje (24) mundialmente. De acordo com a publicação, para os anos iniciais do ensino fundamental, cerca de 73% das despesas correntes são destinadas à remuneração de pessoal. A porcentagem está abaixo da média dos países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é 79%. O texto diz ainda que um padrão semelhante se repete nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.

"Embora não haja uma relação direta, esses valores podem refletir o nível dos salários dos professores dessas etapas de educação no Brasil. Salários iniciais para professores com qualificação mínima são os mesmos para cada nível desde a pré-escola até o ensino médio e estão entre os mais baixos para todos os países e parceiros da OCDE com dados disponíveis", informa o texto.

Education at a Glance 2015: Panorama da Educação é a principal fonte de informações comparáveis sobre a educação no mundo. A publicação oferece dados sobre a estrutura, o financiamento e o desempenho de sistemas educacionais de 46 países: 34 países-membros da OCDE, alguns países parceiros e do Grupo dos 20 (G20).

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OCDE sugere reformas estruturais para retomada brasileira

O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, defendeu hoje (4) a adoção de reformas estruturais pelo Brasil para aumentar a produtividade do trabalho no país.
 
“Cada vez mais, a produtividade passará a ser o principal fator de desenvolvimento. Nesse aspecto, as evidências recentes não são estimulantes”, disse Gurría, ao comparar o aumento da produtividade do trabalho no Brasil e em outros países emergentes. “Ao longo da última década, a produtividade do trabalho dobrou na China e cresceu cerca de 33% na Colômbia e na África do Sul, mas aumentou apenas 12% no Brasil”, acrescentou o representante da OCDE, ao participar de um seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
 
“Uma série de reformas estruturais poderia liberar um potencial não explorado significativo para ganhos de produtividade, além de melhorar a competitividade, reduzindo o chamado custo Brasil”, ressaltou Gurría, que citou como exemplo a reforma tributária. Leia mais »
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Ajuste fiscal trará solidez econômica para o Brasil, diz OCDE

Relatório da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgado hoje, em solenidade no Ministério da Fazenda, sugere que o Brasil deve avançar com o ajuste fiscal. “Será fundamental para fortalecer as finanças públicas, restaurar a confiança do mercado e [para o país] se preparar para o intenso envelhecimento da população”. Segundo o documento, o esforço fiscal deve permitir que o Brasil “reconquiste a solidez econômica e a capacidade de melhorar o padrão de vida”.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que participou do evento, defendeu mais uma vez o equilíbrio das contas públicas. Observou que, caso o crescimento dos gastos públicos, no futuro, seja maior que a expansão da economia, o país terá de criar mais tributos para cobrir as despesas adicionais. Além de Levy, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e o secretário-geral da OCDE, Angel Gurria, também participaram do evento. Leia mais »

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Sensação de abundância gera má gestão das águas no país, diz OCDE

Da Agência Brasil

A sensação de que o Brasil é abençoado com abundância de água faz com que se despreze a importância de uma estratégia de longo prazo para a gestão dos recursos hídricos. A conclusão é do  relatório Governança dos Recursos Hídricos no Brasil, divulgado hoje (2) pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), produzido em parceria com a Agência Nacional de Águas (ANA).

O estudo analisa a governança e a alocação de águas no país e sugere caminhos a seguir, com base  nas estruturas e instrumentos de política que já existem. Segundo o texto, os diversos planos de recursos hídricos a níveis nacional, estadual, local e de bacia hidrográfica são “mal coordenados e não chegam a ser colocados em prática, por falta de dinheiro ou capacidade limitada de acompanhamento e execução”.

A OCDE critica o isolamento de órgãos públicos, o que, segundo o relatório, dificulta a coerência política entre os setores de recursos hídricos, agricultura, energia, licenciamento ambiental, saneamento e uso do solo.

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Em que pé anda a educação?

Por Luiz Alberto Vieira

Poucos temas são tão importantes para o futuro de um país do que a educação. Poucos temas possuem um debate tão desfocado como a educação no Brasil. Os argumentos invariavelmente oscilam entre a histeria catastrofista e a resignação conformista.  Diagnósticos equilibrados são sumariamente descartados em prol de teses que apontem a inviabilidade congênita da educação brasileira.

No entanto, um balanço que observe os fatos e os dados deixa claro que ao mesmo que os desafios são imensos, os avanços também foram.

Um dos argumentos mais utilizados para “demonstrar” o fracasso das políticas públicas de educação são as notas dos estudantes do PISA da OCDE. O fato do Brasil ter ficado na 58ª colocação entre 65 países é colocado como prova cabal do fracasso educacional do país.

O mais grave é que o fato do Brasil ter apresentado a maior evolução em matemática entre todos esses países do PISA foi praticamente ignorada. Uma medalha de ouro foi transformada em derrota pela imprensa nacional.

O relatório da OCDE é inequívoco:

“While Brazil performs below the OECD average, its mean performance in mathematics has improved since 2003 from 356 to 391 score points, making Brazil the country with the largest performance gains since 2003. Significant improvements are also found in reading and science.”

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