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OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia, por J. Carlos de Assis

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Foto: Kremlin

OTAN prepara um tsunami como provocação à Rússia

por J. Carlos de Assis

Os problemas brasileiros tornaram-se tão graves nos últimos anos que corremos o risco de não ver nenhum deles resolvido antes que um tsunami internacional, uma guerra da Rússia contra a OTAN, inicialmente em solo ucraniano, nos envolva em terríveis desafios externos. Na eventualidade dessa guerra podemos ser atingidos de diferentes formas, a mais elementar delas sendo os Estados Unidos  impondo um embargo total contra os russos, o que nos afetaria diretamente.  No caso das proteínas, isso seria grandemente facilitado pela JBS, o maior produtor e exportador mundial, agora plantada em território norte-americano.

A grande imprensa brasileira praticamente não acompanha ou dá notícias sobre essa crise. Os principais correspondentes de televisão estão baseados em Nova Iorque. Refletem o que noticia a imprensa norte-americana padrão, enquanto a imprensa norte-americana padrão dá a exata versão de propaganda do Departamento de Estado. Foi assim quando o que chamam de Massacre da Praça da Paz Celestial, em Pequim, foi apresentado como massacre de milhares de jovens, quando a contabilidade final (Foreign Affairs) não apontou um único morto. Entretanto a  imprensa padrão, lá e cá, ainda fala em massacre.

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O fator Montenegro, por Daniel Afonso da Silva

O fator Montenegro

por Daniel Afonso da Silva

Carece paciência a feitura de um balanço estratégico da turnê internacional que o presidente Donald J. Trump vem de concluir.

Encontros bilaterais e multilaterais animaram a semana do mandatário norte-americano. De 20 a 27 de maio, ele esteve além-fronteiras calibrando seu America first e também o seu White House remained.

No Oriente Médio, a agenda envolveu encontros com autoridades sauditas, israelitas e palestinas. Na Europa, foi o momento de ter com Sua Santidade no Vaticano, com os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas e, para terminar, com os colegas do G7 na reunião na Sicília.

Decisões foram poucas. Decisivos foram os gestos.

As idas à Bélgica e à Itália eram moral, operacional e funcionalmente inevitáveis. Os Estados Unidos são fiadores da Otan e do G7 (outrora, G8).

No caso do primeiro, eles garantem e presidem. No segundo, o país é membro fundador.

A Otan vem de terminar sua nova sede em Bruxelas. Cabia ao seu presidente a inauguração.

A presidência italiana do G7 seguiu o calendário usual de reuniões e designou a Sicília para hospedar. Cabia ao presidente norte-americano, sem faltas e falhas, comparecer.

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Líbia, sepultada no crime e no silêncio, por Higino Polo

Jornal GGN - Em março, se completarão seis anos do começo da intervenção da Otan na Líbia. O número de mortos é incerto e varia de trinta mil a cento e vinte mil, dependendo da fonte. Bombardeios comandados pelos EUA, França e Reino Unido atingiram a população civil de cidades como Bengasi e Misrata.

Após a destituição e morte de Muamar Kadafi, a Líbia saiu do radar da mídia. O país, hoje destruído, é palco da disputa de diversos grupos armados por território. O governo norte-americano continua enviando grupos de operações especiais e se utilizando de bombardeios contra milícias, enquanto apoia o governo de Fayez al-Sarraj.

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Putin: Rússia vai considerar ir para cima da ameaça dos mísseis de defesa da OTAN

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Um míssil Tomahawk sendo disparado de uma plataforma Mark-41 para lançamento vertical de mísseis, a bordo do destroier USS Farragut da Marinha dos Estados Unidos
 
Do RT
 
 
Traduzido por Ruben Bauer Naveira

Publicado originalmente no Russian Times, em 13 de maio de 2016

A Rússia está se vendo forçada a encontrar maneiras de neutralizar ameaças à sua segurança nacional devidas ao posicionamento pela OTAN do seu escudo antimísseis na Europa, disse o presidente Vladimir Putin, após essa aliança ter inaugurado uma base de mísseis defensivos na Romênia.

Agora, após esse posicionamento desses elementos de sistemas antimísseis, nós seremos obrigados a pensar a respeito de como neutralizar as crescentes ameaças à segurança da Rússia”, declarou Putin.

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EUA e as estruturas de poder ocidental, por Scott

Do The Saker

A Estrutura de Poder dos Estados Unidos

Trecho inicial da coluna Scott’s rant do blog The Saker de 10 de janeiro de 2016

Traduzido por Ruben Bauer Naveira

A estrutura de poder dos Estados Unidos: pague tudo o que tiver ou morra

A mídia ocidental refere-se no automático à Rússia como tendo uma “estrutura vertical de poder”. Essa é uma das afirmações de mentirinha que foi construída para levar as pessoas a se sentirem desconfortáveis em relação à Rússia. Eu imagino a estrutura de poder na Rússia como sendo mais parecida com uma árvore, com suas raízes, galhos e folhas.

Eu fui pesquisar a respeito de como os especialistas ocidentais veem as estruturas de poder do próprio Ocidente. Para minha surpresa, eu não consegui encontrar absolutamente nada. Malcolm X disse que havia uma revolução em curso contra a estrutura de poder norte-americana. Tem um sujeito no Banco Mundial que advoga que a estrutura de poder ocidental colapsou. Mas ninguém diz como essa estrutura aparenta ser. Seria algo vertical, horizontal, piramidal, espiral?

Eu penso que compreender o que é a estrutura de poder do Ocidente (Estados Unidos, União Europeia) seja vital para os países não-ocidentais, de modo a que possam confrontá-la com chances de sucesso.

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Para os EUA, Assad é um mal menor comparado aos jihadistas

Enviado por Paulo F.

Do Diário de Notícias de Lisboa

Confirma-se: ditador Assad voltou a ser frequentável

por LEONÍDIO PAULO FERREIRA 

Bashar al-Assad tem de sair, não tem é de ser já. É esta agora a posição dos Estados Unidos no conflito na Síria, com prioridade absoluta para a destruição do Estado Islâmico.

E quem a deixou clara foi John Kerry, o chefe da diplomacia americana, que acabara de falar com o homólogo britânico, Phillip Hammond, o que torna evidente que entre os aliados da NATO se forma um consenso sobre Assad ser um mal menor face aos jihadistas. Já o ministro dos Negócios Estrangeiros português, Rui Machete, o tinha deixado expresso numa entrevista ao DN, alertando, porém, para as reticências dos franceses, obcecados com o derrube do regime.

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Tratado do Rio de Janeiro modelo da OTAN, por Motta Araujo

Tratado do Rio de Janeiro modelo da OTAN

Por Motta Araujo

Foi o Tratado Interamericano de Assistência Recíproca que serviu de base institucional e legal ao Tratado do Atlântico Norte, que usou o mesmo modelo, celebrado dois anos depois.

O TIAR foi o mecanismo usado no imediato pós-guerra para unir os países latino-americanos em um sistema de defesa mútua e com esse propósito atravessou toda a Guerra Fria. Seu primeiro grande abalo foi a Guerra das Malvinas e o segundo abalo foi a saída dos países bolivarianos e do México, por razões diferentes.

O Tratado teve os EUA e o Brasil como pilares, os instrumentos originais estão depositados no Itamaraty, que organizou toda a conferência e as articulações para a adesão dos países latino-americanos.

Foram anos de ouro da diplomacia brasileira que organizou em cinco anos três grandes conferências continentais, a de Havana e a do Rio de Janeiro de 1942 e depois a do Rio de 1947, quando o Brasil era o mais importante parceiro dos Estados Unidos na América Latina, em um nível de aliança superior a qualquer outro País, incluindo o México, então com uma politica externa esquerdizante e de tom anti-americano, embora mais retorica do que real, rescaldo da nacionalização do petróleo de 1938 por Lazaro Cardenas.

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O ataque de De Gaulle ao dólar, por Motta Araújo

O GENERAL DE GAULLE ATACA O DÓLAR - Charles De Gaulle teve um péssimo relacionamento com os EUA durante a Segunda Guerra. Protegido de Churchill, seu aliado de primeiro minuto após sua espetacular fuga da França rendida aos alemães na vergonhosa colaboração conhecida como "França de Vichy", De Gaulle sozinho começa a reunir homens para um movimento anti-Petain. O movimento se formaou a partir de uma base inglesa apoiada de coração por Churchill, que via nele um Don Quixote solitário contra o imenso poder do Terceiro Reich e dos venais colaboracionistas franceses, que incluiam Petain, Darlan, Laval, Gamelin, Chautemps, Weygand, todos obedecendo aos alemães até com grande satisfação.

Mas De Gaulle, por alguma razão insondável, foi desde o primeiro momento de sua cruzada detestado pelos americanos, que viam nele um projeto de ditador autoritário que apenas caiu do lado errado na política francesa. A ojeriza de Roosevelt ao movimento da "França Livre" chegou ao absurdo de manter em Vichy um Embaixador americano até junho de 1944, pior ainda, um Embaixador que era um dos melhores amigos de Roosevelt, o Almirante Lehay. 

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A geopolítica do petróleo, por Fernando Nogueira da Costa

Sugestão de Pedro Penido dos Anjos

do Cidadania & Cultura

Geopolítica do Petróleo: Arábia Saudita-EUA X Irã-Rússia-Venezuela ou OPEP X EUA?

por Fernando Nogueira da Costa

Média da produção mundial de petróleo

Jay Solomon e Summer Said (WSJ, 23/12/14) reportam que, no início de outubro de 2014, o representante da Arábia Saudita na Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) surpreendeu os participantes de um seminário em Nova York ao revelar que seu governo estava contente em deixar os preços do petróleo caírem.

A mensagem de Nasser al-Dossary rompeu com décadas da ortodoxia saudita, que buscava manter os preços elevados limitando a produção global de petróleo. Isso criou o cenário para os sauditas derrubarem o preço do petróleo no fim de novembro, depois de persuadirem outros membros da Opep a manter a produção estável.

Os países mais afetados, como Irã, Rússia e Venezuela, suspeitam que a queda foi um esforço coordenado entre os sauditas e o seu aliado de longa data, os EUA, para enfraquecer a economia e a posição geopolítica de seus inimigos.

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OTAN suspende acordo de cooperação com Moscou

 EPA)

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen 

Enviado por Paulo F.

Da Ansa

Otan apoia Kiev e quebra acordo com a RússiaFronteira com Ucrânia é palco de confrontos com separatistas

(ANSA) - O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Anders Fogh Rasmussen, anunciou hoje, dia 7,  a suspensão da cooperação com Moscou e o apoio do organismo à Ucrânia em meio a uma crise política no país. Acordo diz respeito a defesa coletiva de países membros do grupo.

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Putin e o escudo antimísseis da OTAN

Enviado por jns

Entrevistador:  

- A OTAN afirma que o seu escudo antimísseis não foi construído contra a Rússia, mas contra o Irã.

Valdimir Putin:

-  Você realmente me faz rir. Deus abençoe você, porque está quase na hora de terminar o dia - na verdade, já é hora de ir dormir. Pelo menos eu vou chegar em casa de bom humor.

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As Matrioskas da Rússia contra o Ocidente

Sugerido por Pedro Penido dos Anjos

Do blog do Mauro Santayana

De cérebros e de cyclones
 

Toda nação tem seus símbolos. Um dos mais tradicionais símbolos russos, à altura de Dostoiévski, e de Pushkin, são as Matrioskas, as bonecas de madeira, delicadamente pintadas e torneadas, que, como as camadas de uma cebola, guardam, uma dentro da outra, a lembrança do infinito, e a certeza de que algo existe, sempre, dentro de todas as coisas, como em um infinito jogo de espelhos e surpresas.

Ao se meter no complicado xadrez geopolítico da Eurásia, que já dura mais de 2.000 anos, o “ocidente” esqueceu-se dos russos e de suas Matrioskas.

Para enfrentar o desafio colocado pela interferência ocidental na Ucrânia, Putin conta com suas camadas, ou suas Matrioskas.

A primeira camada, a maior e a mais óbvia, é o poder nuclear.

A Rússia, com todos os seus problemas, é a segunda potência militar do planeta, e pode destruir, se quiser, as principais capitais do mundo, em uma questão de minutos.

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