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Embaixadores de 12 países apoiam Parlamento venezuelano

Da Agência Brasil com EFE

Embaixadores de 12 países compareceram hoje (19) à sede do Parlamento venezuelano, de maioria opositora, para expressar apoio após a Assembleia Constituinte ter assumido as competências do órgão para legislar.

Compareceram à sede da entidade em Caracas representantes das embaixadas da Espanha, Holanda, Chile, Itália, Alemanha, Áustria, Argentina, Polônia, México, França, Reino Unido e Portugal.

Esta é a maior presença até o momento de embaixadores no Parlamento venezuelano, que já recebeu a visita de apoio de diplomatas de vários países críticos à Constituinte instalada pelo governo.

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Após ataque terrorista, autoridades se solidarizam com Barcelona


Foto: Andreu Dalmau/Agência Lusa/EPA
 
Jornal GGN - O ataque terrorista com uma van, em importante avenida de Barcelona, na Espanha, gerou 14 mortes nesta quinta-feira (17). Entre as vítimas do atentado estão dois italianos e uma portugues, além de cerca de 100 feridos. Aos poucos, passadas 24 horas do ataque, novas informações confirmam as vítimas e identidades.
 
Em comunicado, autoridades, líderes e representantes de países emitem apoio e solidariedade às famílias das vítimas. "A liberdade ganhará da barbárie do terrorismo", escreveu o presidente do governo italiano, Paolo Gentiloni, em sua conta no Twitter.
 
O presidente da França, Emmanuel Macron, emitiu apoio ao chefe do Governo espanhol, Mariano Rajoy, afirmando que o país está disposto a contribuir "com toda ajuda necessária". Em carta, o papa Francisco condenou o ataque como "violência cega". 
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Abertura do Brasil ao mercado internacional é incompatível com táticas adotadas pelo mundo

Abrindo o mercado, Brasil tenta a todo custo entrada na OCDE: como atuam os demais países e como Temer poderá enfraquecer a economia nacional versus a soberania do país
 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
 
Jornal GGN - Como mais um avanço para tornar o Brasil adepto à economia de livre mercado, Michel Temer pleiteou em junho deste ano a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Documento obtido pela oposição na Câmara dos Deputados revela que se o preço para essa aliança não será barato ao Brasil, o presidente da República vem dando sinais positivos de que submeterá a nação a exigências desproporcionais, sequer assumidas pelos demais 35 países membros. Reformas são sinais claros de que o mandatário atenderá a mudanças estruturais na economia brasileira em nome do mercado livre.
 
Partindo de um mesmo plano, o pedido para o Brasil ser aceito na OCDE foi enviado no dia 3 de junho, como uma das estratégias do governo peemedebista para tornar o país atraente ao investimento estrangeiro, aliada a outras medidas como a aprovação das reformas trabalhista, previdenciária e fiscal. O objetivo de Temer era tornar a relação já bilateral com os países da Organização ainda mais forte. Entretanto, as 35 nações integrantes – com grande parte formada por ricas economias – exigem contrapartidas.
 
"A solicitação brasileira segue-se à bem-sucedida execução do programa de trabalho que resultou do Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e a OCDE em 2015. Insere-se no marco dos esforços do governo brasileiro para consolidar o desenvolvimento sustentável e inclusivo, com a modernização da gestão e aproveitamento da larga experiência em políticas públicas comparadas da Organização", divulgou o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, no dia 30 de maio deste ano.
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Governos da América Latina criticam onda de violência na Venezuela


Foto divulgada pela Agência Brasil - Crédito: Agência EFE

Da Agência Brasil 

Por Pedro Peduzzi 

Os governos do Brasil, da Argentina, do Chile, da Colômbia, Costa Rica, de Honduras, do México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai condenaram hoje (20) a onda de violência na Venezuela. Esta semana, três pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas em protestos em Caracas e cidades de 14 estados do país.

Em nota, os 11 governos latino-americanos “reiteram a urgência de as autoridades venezuelanas adotarem medidas para garantir os direitos fundamentais e preservar a paz social”.

“É imperativo que a Venezuela retome o caminho da institucionalidade democrática e que seu governo defina as datas para o cumprimento do cronograma eleitoral, liberte os presos políticos e garanta a separação dos poderes constitucionais”, diz o texto divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil.

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Lava Jato quer se desdobrar para criminalizar Lula em movimentos do BNDES

 
Jornal GGN - A Operação Lava Jato pretende criar uma força-tarefa específica para investigar os desdobramentos envolvendo as operações do BNDES no Brasil e internacionalmente, segundo investigadores. O grupo será instalado no Rio de Janeiro, mas precisará ser organizado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, informou reportagem do Valor. 
 
Entretanto, apesar das dezenas de procedimentos investigatório que poderão ser apurados pelo grupo, entre eles as investigações envolvendo Eduardo Cunha e nomes da cúpula do PMDB, a intenção é mirar a nova força-tarefa nas transações que podem incriminar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Isso porque os investigadores informaram à reportagem do Valor a investigação que tem como base um suposto envolvimento direto de Lula em supostas vantagens indevidas que ele teria recebido da Odebrecht, entre os anos de 2008 e 2010 e 2011 e 2015.
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Lava Jato alimenta América Latina contra Lula e Petrobras

 
Jornal GGN - Se de um lado, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva angaria esforços de organizações e veículos internacionais contra os abusos da Operação Lava Jato, por outro, a imprensa brasileira reserva apoio e munições jurídicas para países vizinhos, como Peru e Chile, atuarem contra a Petrobras, em dupla jogada para encurralar a condenação de Lula.
 
Os efeitos da Operação Lava Jato ganharam repercussão por todo o mundo, desde que o magistrado da Vara Federal do Paraná e comandante das primeiras investidas contra o esquema, Sérgio Moro, passou a dominar os holofotes da imprensa brasileira.
 
Em março de 2015, por exemplo, o El País da Espanha trazia a coluna de Gustavo Gorriti adiantando passos que estariam por vir no cenário da Lava Jato: "quando se vê o dramático mural narrativo que traçam as evidências e confissões dos delatores qualificados e quando o crescente e já numeroso elenco de corruptos se calça em atores do poder político e empresarial, o inédito alcance deste caso histórico não só resulta assombroso, como também se torna inevitável perguntar como o Brasil enfrentará as consequências funcionais da verdade", dizia o jornalista.
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Aos BRICS, Temer diz que economia brasileira já melhorou

Temer, ao lado de Vladimir Putin, da Rússia, participou de reunião dos chefes de estado dos Brics (Foto: Isac Nóbrega/PR)
 
Jornal GGN - Ignorando os altos índices de desemprego, a maior taxa básica de juros (14,25%), e a maior inflação acumulada em 12 meses (8,48%), Michel Temer afirmou em discursos para a Rússia, Índia, China e Africa do Sul que a economia brasileira já "começa a entrar nos trilhos". 
 
No encontro de cúpula dos Brics, Temer tentou convencer que o saldo é positivo, porque já é possível perceber a retomada da economia brasileira com o aumento na confiança dos investidores estrangeiros no país.
 
"Já começamos a colher os frutos. O Brasil começa a entrar nos trilhos. As previsões para a economia brasileira em 2017 já melhoraram. O Fundo Monetário Internacional estima o fim da recessão e a volta do crescimento do PIB brasileiro no próximo ano. A inflação tem cedido e, em setembro passado, tivemos o menor índice para o mês desde 1998. Já é possível verificar positiva reversão de expectativas, com decidida elevação nos níveis de confiança dos agentes econômicos", disse.
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Bandeira da China na Olimpíada está incorreta

Jornal GGN – As bandeiras da China içadas nas premiações das Olimpíadas Rio 2016 estão incorretas. O erro foi percebido por internautas durante a entrega das medalhas de tiro para as atletas Du Li e Yi Siling.

A versão que foi apresentada no pódio trazia as quatro estrelas menores todas alinhadas, paralelas entre si. Na versão correta elas são ligeiramente inclinadas, acompanhando o semicírculo em que estão posicionadas.

“Sabemos que houve um problema e precisamos corrigi-lo. Conseguimos entrar em contato com a empresa e estamos produzindo um lote correto, que deve ser entregue em breve”, disse o diretor executivo de Comunicações do Comitê Rio 2016, Mário Andrada.

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Justiça mantém ação que questiona parceria do Mais Médicos com Cuba

Da Agência Brasil

Por Aline Leal
 

Uma ação popular contra cláusulas do convênio entre a Organização Pan-americana da Saúde (Opas) e o governo de Cuba para a contratação de profissionais do país para o Programa Mais Médicos voltou a tramitar na Justiça Federal do Distrito Federal por decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) após pedido do Ministério Público Federal (MPF) para que o processo fosse levado adiante.

Movida em 2014 pelo advogado Plínio Gustavo Prado Garcia, a ação tinha sido extinta na 14ª Vara do Distrito Federal sob o argumento de que os fatos questionados só afetariam os médicos cubanos, e não o patrimônio brasileiro. No entanto, segundo o MPF, o convênio lesa o patrimônio público, já que transfere recursos públicos nacionais a entidades estrangeiras sem o conhecimento do destino preciso e dos respectivos valores.

Um dos pontos questionados na ação popular é o fato de os médicos cubanos receberem menos que outros profissionais do programa, porque uma parte da bolsa vai para o governo de seu país. A ação também aponta que os documentos do convênio entre Cuba e a Opas não são públicos e que a contratação para programa por esse mecanismo ofende a soberania nacional por trazer normas e procedimentos que a Constituição e as leis brasileiras não admitem.

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ONU convoca países para ratificar Acordo de Paris no dia 21 de setembro

Da Agência Brasil

Por Heloisa Cristaldo

Líderes mundiais se reunirão no dia 21 de setembro, em Nova York, para ratificar o acordo de Paris sobre mudanças do clima. O encontro, convocado pelo chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, visa a acelerar o processo para restringir as emissões de gases do efeito estufa. No Brasil, o tratado ainda precisa do aval do Senado. Esse é o último passo para que o acordo tenha validade em território nacional.

O pacto firmado pelo país e mais 194 nações no final do ano passado, na capital francesa, quer limitar as mudanças climáticas ao estabelecer metas para frear o aumento da temperatura no mundo. O tratado tem força de lei internacional, com obrigações e recomendações aos países signatários. Cada país deve ter sua própria meta para reduzir emissões poluentes. Para entrar em vigor, é necessário que pelo menos 55 países, responsáveis por pelo menos 55% das emissões globais, ratifiquem o texto.

O acordo estabelece que um valor mínimo de US$ 100 bilhões anuais deverem ser transferidos de países chamados “desenvolvidos” aos mais pobres até 2025, para custear ações de combate à poluição. Concluído em dezembro de 2015, o Acordo de Paris limita o aumento da temperatura média global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, além de limitar o aumento da temperatura a 1,5°C.

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Mercados emergentes devem ir para o ouro, por Kenneth Rogoff

Transferência pode ser benéfica para sistema econômico global, diz economista

Jornal GGN - Os bancos centrais dos mercados emergentes possuem um volume excessivo em dólares e pouco ouro? Tal questionamento parece ser um pouco inoportuno, dada à desaceleração da economia global em que os mercados emergentes mostram-se aliviados por possuírem alguma reserva, mas existe um bom argumento a ser feito para que o acúmulo de ouro pelos emergentes ajude o sistema financeiro internacional a funcionar de forma mais suave e benéfica.

"Não estou junto daqueles - geralmente norte-americanos da extrema-direita - que são a favor de um retorno ao padrão-ouro, em que os países fixam o valor da sua moeda em termos de ouro (...) Estou apenas propondo que os mercados emergentes transfiram uma parte significativa dos trilhões de dólares em reservas em moeda estrangeira que possuem (a China, sozinha, possui US$ 3,3 trilhões em reservas oficiais) em ouro", explica o economista Kenneth Rogoff, professor da universidade de Harvard, em artigo publicado no site Project Syndicate. "Mesmo mudando, por exemplo, até 10% das suas reservas em ouro não iria trazê-los de qualquer lugar perto dos muitos países ricos que possuem 60-70% de suas (reconhecidamente menores) reservas oficiais em ouro".

Por algum tempo, os países ricos têm argumentado que a desmonetização do ouro é "do interesse coletivo de todos" - em outros termos, tais países dizem que possuem um volume considerável de ouro, mas que é um vestígio do padrão registrado no período pré-Segunda Guerra Mundial, quando os bancos centrais precisavam de um grande volume estocado.

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Como financiar a retomada econômica global, por Andrew Sheng, et al

Para articulistas, falta vontade em resolver questão da demanda reduzida nos países avançados

Jornal GGN - Existe uma percepção crescente de que, no mundo globalizado atual, os mercados financeiros estão além do controle dos formuladores de políticas nacionais. Enquanto algumas economias podem moldar os mercados globais de forma interconectada, elas enfrentam uma série de limitações políticas e econômicas. Como resultado, a economia global está preso em um ciclo financeiro pró-cíclica, com poucas opções para escapar. Leia mais »

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A ressaca pós-crise de dívida de longo prazo na economia, por Carmen Reinhart

Economista diz que países seguem sobrecarregados por dívidas

Jornal GGN - A última reunião dos ministros das finanças e líderes dos Bancos Centrais do G-20 foi finalizada com uma nota amarga, diante da redução das perspectivas de crescimento global em meio a uma série  de riscos vindos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento.

"Os participantes da reunião declararam - mais uma vez - a necessidade de maior coordenação de políticas, mais estímulo fiscal, e uma variedade de reformas estruturais", explica Carmen Reinhart, professora da Universidade de Harvard, em artigo publicado no site Project Syndicate. "A discussão se tornou mais urgente dada a opinião generalizada de que a política monetária não deixou muita munição, e que as desvalorizações competitivas fariam mais mal do que bem".

Mas diante de um quadro em que as maiores economias, quase oito anos após a crise financeira global, seguem sobrecarregadas por elevados níveis de dívidas públicas e privadas, a articulista diz que "é desconcertante que uma abrangente reestruturação não seja figura proeminente entre o menu de opções políticas. De fato, para a economia global, a reestruturação da dívida é o elefante proverbial na sala".

A economista explica que, durante as fases iniciais da crise em 2008/2009, a recuperação de graves crises financeiras são assuntos prolongados, por levar tempo para as famílias e empresas a trabalharem as dívidas acumuladas durante o boom. "Ao mesmo tempo, os bancos, ao serem confrontados com uma onda de empréstimos inadimplentes e balanços comprometidos, podem mostrar-se incapazes ou hesitantes em se envolver em novos empréstimos. Atrasos na limpeza de balanços estão entre os fatores que impedem a recuperação e fazer recuperações pós-crise diferente da normalmente mais nítidas rebotes do ciclo de negócios".

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Dilma inicia combate com apoio de legalistas no Brasil e no mundo

 
Jornal GGN - Após a agenda completa de eventos em prol da Democracia e de direitos constitucionais, com explícitas manifestações de apoio de juristas, advogados e reconhecidos nomes do Direito, a presidente Dilma Rousseff reagiu com motivação à resposta que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu às investigações e cerceamentos de sua liberdade pela Lava Jato, e também irá às ruas por uma campanha em defesa de seu mandato.
 
Em agenda na última semana, Dilma foi à entrega das unidades do programa federal Minha Casa, Minha Vida, em Feira de Santana, na Bahia, e usou o seu discurso para adiantar o tom de embate: "Vocês conhecem gente do contra, não conhecem? (...) Quero dizer para vocês que nós estamos aqui lutando contra esse povo do ‘quanto pior melhor’. Ninguém vai nos impedir de continuar fazendo o Minha Casa Minha Vida, nem de combater a inflação", disse na sexta (18).
 
E anunciou a entrada do Lula como força política para o embate: "Quando vocês estão enfrentando alguma dificuldade, vocês não chamam um parente, um amigo para ajudar? Chamam. Pois eu chamei um grande amigo meu – e de vocês – o presidente Lula".
 
Dilma apresenta-se mais combativa, desde que as interceptações telefônicas de conversas entre ela e o ex-presidente Lula foram repassadas para imprensa e, após amplamente disseminadas, colocadas para o julgamento público.
 
De acordo com o Painel da Folha, pesquisas internas revelam que a petista precisa ir mais às ruas para mostrar que está para lutar e que o governo não ficará paralisado nessa crise política. Uma das formas de atuação serão os discursos de enfrentamento, durante a entrega de inaugurações e obras, como ocorreu na última sexta. Os levantamentos sinalizaram que a população reage positivamente quando Dilma faz intervenções públicas e não se mantém reclusa aos ataques.
 
Já nesta quarta (23), a presidente visitou obras de infraestrutura de solo para operação do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas, do Centro de Operações Espaciais (Cope), em Brasília. No evento, aproveitou para se manifestar em coletiva de imprensa, elogiando a decisão de Teori Zavascki a favor de Lula. Na ocasião, disse que o ex-presidente tem todas as condições para assumir um cargo de ministro-chefe da Casa Civil e que está lutando para que isso aconteça. 
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Contendo a fuga de capitais nos países em desenvolvimento, por Joseph E. Stiglitz & Hamid Rashid

Jornal GGN - Os países em desenvolvimento devem se preparara para um ano de forte desaceleração. Dados divulgados pela Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que o crescimento médio de tais países não passou dos 3,8% em 2015, a menor variação desde a crise financeira global em 2009 e apenas igualada, neste século, pelo recessivo ano de 2001. E a desaceleração da China, assim como as recessões de Brasil e Rússia, explicam apenas uma parte da queda generalizada.

Em artigo publicado no site Project Syndicate, os economistas Joseph E. Stiglitz & Hamid Rashid dizem que a menor demanda por recursos naturais pela China (que responde por perto da metade da procura global por metais de base) tem relação com as acentuadas quedas de preços, que afetaram diversas economias em desenvolvimento na América Latina e na África. “De fato, o relatório da ONU refere 29 economias que terão probabilidade de ser grandemente afetadas pelo abrandamento da China. E o colapso dos preços do petróleo, superior a 60% desde Julho de 2014, abalou as perspectivas de crescimento dos exportadores de petróleo”.

Contudo, os economistas dizem que a verdadeira preocupação não está apenas na queda dos preços das mercadorias, mas também na saída de capital. Entre os anos de 2009 e 2014, os países em desenvolvimento receberam, em seu conjunto, US$ 2,2 trilhões em entradas líquidas de capital, em parte por conta da flexibilização quantitativa nas economias avançadas, que empurrou as suas taxas de juro quase até zero.

“A busca por maiores rendimentos levou os investidores e os especuladores até aos países em desenvolvimento, onde as entradas de capital aumentaram a alavancagem, estimularam os preços dos títulos, e em alguns casos fomentaram um aumento abrupto do preço das mercadorias”, pontuam os economistas. “A capitalização bolsista nas bolsas de Mumbai, Joanesburgo, São Paulo e Xangai, por exemplo, quase triplicou nos anos que se seguiram à crise financeira. Os mercados de títulos noutros países em desenvolvimento também testemunharam aumentos dramáticos semelhantes durante este período”.

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