Revista GGN

Assine

participação

Feminismo Online, por Camila Sanches Zorlini

FEMINISMO ONLINE - estudo de caso nas redes sociais digitais Instagram e Google Trends

por Camila Sanches Zorlini[1]

Resumo

Nesse texto procuro entrelaçar as referências bibliográficas às quais fui apresentada no curso de Opinião Pública da FESPSP a um olhar de pesquisadora voltado para as mensagens e imagens da rede social Instagram, usando como base algumas fotografias e depoimentos colhidos em maio de 2017, por meio de hashtags que contemplam o tema Feminismo no Brasil, bem como dados encontrados pela ferramenta gratuita Google Trends, colhidos entre maio de 2014 a maio de 2017. O tema está em voga e me interessa tanto como tema de agenda pública, como de maneira intrínseca.

Leia mais »

Média: 3.7 (3 votos)

Rebelião militante e renascimento do PT, por Jeferson Miola

Rebelião militante e renascimento do PT

por Jeferson Miola

A posição da maioria do PT, tolerante com a possibilidade de acordo com os golpistas para a eleição do Congresso, despertou a ira militante e provocou uma insurgência no Partido.

Apenas divulgada a resolução do Diretório Nacional de 13/01, a questão se tornou onipresente nas discussões – presenciais e nas redes – entre filiados, militantes e simpatizantes. E também mobilizou, com surpreendente apelo, inclusive militantes progressistas e da esquerda social e não-partidária.

Um sentimento de indignação e revolta sacudiu filiados, simpatizantes e amigos do PT, desencadeando uma reação ruidosa para desviar o Partido da marcha da insensatez e, assim, impedi-lo de cometer o que a historiadora Barbara Tuchman chamaria loucura política.

Como justificar, enfim, a aliança com os golpistas que derrubaram a Presidente Dilma, os assassinos do Estado de Direito e da democracia, mesmo sabendo que esta escolha não teria absolutamente nenhuma eficácia para deter a evolução do golpe, o aprofundamento do regime de exceção, a restauração ultra-neoliberal e a regressão das conquistas sociais?

Leia mais »

Média: 4.5 (23 votos)

Em governo FHC, jornais defendiam participação estrangeira na mídia do Brasil

 
Jornal GGN - A mesma Associação Nacional dos Jornais que entrou com uma ADIN contra a participação estrangeira na comunicação social aos portais de internet, como forma de sufocar o jornalismo produzido pela BBC Brasil, The Intercept Brasil, El País Brasil e Deutsche Welle Brasil, entre outros, em 2001 reunia-se com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para defender a participação de capital estrangeiro em jornais, revistas e emissoras brasileiras.
 
A informação é de notícia do Estado de S. Paulo, datada de 20 de novembro de 2001. O jornal anunciava que dirigentes da ANJ e também da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) e da Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) defendiam a entrada de 30% do mercado estrangeiro na área.
Média: 4.2 (5 votos)

Direção muda e Petrobras vende tudo

Jornal GGN – A Petrobras anunciou que vai vender para a Statoil (a estatal norueguesa de petróleo) toda sua participação no bloco exploratório BM-S-8, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, em um negócio de US$ 2,5 bilhões. A participação da Petrobras no bloco é de 66%.

Outros 14% estão com a Petrogal, 10% com a Queiroz Galvão e 10% com a Barra Energia. Caso tenham interesse, esses parceiros poderão exercer o direito de preferência na aquisição. Mas precisarão pagar, no mínimo, o mesmo valor ofertado pela Statoil.

No anúncio da venda, o diretor de Finanças e de Relações com Investidores, Ivan Monteiro, e a diretora de Exploração e Produção, Solange Guedes, disseram que a estratégia da Petrobras é priorizar os ativos que permitam manter a padronização de equipamentos, como forma de reduzir os custos de investimento.

Leia mais »

Média: 2.3 (3 votos)

Gregório Duvivier: Não se mate ainda, não

da Folha

Gregorio Duvivier: Não se mate ainda, não

O pessimista fica feliz duas vezes: quando acerta e quando erra." Por incrível que pareça, Millôr foi das pessoas mais otimistas que conheci. Nunca me esqueço um dia em que alguém contou um caso bárbaro de violência televisionada, concluindo que "o mundo tá a cada dia mais violento". Ao que o Millôr retrucou: "Você já ouviu falar na técnica de empalamento? Já ouviu falar no genocídio armênio? Já viu fotos de um gulag? O mundo nunca foi tão pouco violento; a gente é que nunca foi tão bem informado."

Não se mate ainda, não. Apesar de tudo de ruim que pode haver no mundo, dos Bolsonaros e Temers e Trumps, é sempre bom lembrar que, salvo exceções, o mundo está progredindo, sim. Devagarinho, claro. Mas está. Claro que está.

Quem acha que a juventude está perdida não frequentou nenhuma escola ocupada. Quem acha que o machismo venceu não está acompanhando a multiplicação de blogs feministas bons. Quem acha que o Rio não tem jeito ainda não deve saber que o Freixo vai para o segundo turno, e vai ganhar.

Leia mais »

Média: 4.6 (27 votos)

A explosão da política jovem

Minha neta, a Clara, pediu o apartamento emprestado para uma reunião com coleguinhas do Colégio Pentágono. São cerca de 30, meninas e meninos, discutindo o feminismo.

Fico de butuca no corredor, ouvindo os debates. Depoimentos de meninas sobre meninos que se mostram solidários com a causa mas, nas festinhas, assumem seu lado machista. Ou então, as conversas de WhatsApp relevando o machismo de amigos aparentemente politicamente corretos.

Deixei a rapaziada em casa, com o coração leve.

Minhas mais velhas pegaram as diretas ainda muito jovens, a campanha do impeachment mais grandinhas. Adolescentes, mesmo passando pelo Colégio Equipe, não me lembro nem de longe desse interesse pela política, pelas bandeiras focalizadas, como o feminismo, a luta contra o preconceito, o apoio aos colegas gays, inclusive junto às suas (dos colegas) famílias.

Leia mais »

Média: 4.2 (18 votos)

Primeira presidente mulher do STJ: não há razões para comemorar

Jornal GGN – A notícia de que o Superior Tribunal de Justiça elegeu a primeira presidente mulher de sua história talvez fosse recebida com festa em outro momento. Depois que o presidente interino, Michel Temer, acabou com o Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos e compôs seu governo apenas de homens brancos, há poucos motivos para comemorar no campo da representação direta.

Laurita Vaz é a primeira presidente mulher do STJ desde que o órgão foi criado em 1989. Ela tem um perfil jurídico conservador, tende a seguir a lei ao pé da letra. Possui crença católica ortodoxa e já foi o centro de uma polêmica, em 2004, quando proferiu uma decisão liminar favorável ao pedido de um padre para que fosse impedida uma interrupção de gravidez de um feto anencéfalo, que morreu logo após o parto.

Leia mais »

Média: 3 (8 votos)

Líder do MTST no Rio diz que governo precisa ir além do Minha Casa, Minha Vida

Jornal GGN – Em protesto contra o governo do presidente interino Michel Temer, no centro do Rio de Janeiro, o líder do MTST, Vitor Guimarães, disse que a política habitacional brasileira precisa melhor e ir além do programa Minha Casa, Minha Vida. “O primeiro governo Lula manteve a política habitacional que sempre existiu. Quando foi criado, em 2009, o Minha Casa,Minha Vida, mais para salvar a construção civil do que para construir casas, a gente já começou a ter política habitacional, centralizada, federalizada, que construía casas em todo o Brasil. O programa é insuficiente, criado para salvar as empresas, e não rompe com o defícit habitacional. As casas dos trabalhadores continuam a ser construídas na periferia, longe dos serviços e centros urbanos. Não é um programa para enfrentar o defícit habitacional, mas um programa para construir casas”, disse.

Em sua opinião, é preciso dar mais poder para o povo, permitindo que os próprios moradores participem da construção das residências, o que melhora a qualidade e barateia o custo final. “Quando o povo está gerindo, consegue construir casas melhores, maiores e de melhor qualidade, como foi o caso em Taboão da Serra, em São Paulo. Lá, com o mesmo dinheiro que as empreiteiras faziam apartamentos de 39 metros quadrados, fizemos prédio com oito andares, elevador, varanda e três quartos, com 64 metros quadrados, com o mesmo dinheiro, porque a gente não visava o lucro”, afirmou.

Leia mais »

Média: 2.8 (6 votos)

Participação da indústria na economia perde força em estados

Segundo CNI, resultado reflete perda de competitividade observada nos últimos anos

Jornal GGN - A perda de participação da indústria no Produto Interno Bruto (PIB) se propaga pela economia de quase todos os estados brasileiros, a reboque da perda de competitividade do setor no cenário nacional. De 2010 a 2013 – último dado disponível para o levantamento estadual -, 23 unidades da Federação sofreram retração da indústria na composição do PIB estadual, segundo levantamento elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa mostra que, em 11 estados, o decréscimo na participação da indústria no PIB no período foi igual ou ainda maior que a média nacional - a contribuição da indústria para o PIB brasileiro caiu 2,5 pontos percentuais, passando de 27,4% para 24,9% (indústria de transformação, extrativa, construção e Serviços Industriais de Utilidade Pública). Leia mais »

Sem votos

Lula fala em São Paulo para os líderes mundiais

Jornal GGN – Nesta segunda (25), o ex-presidente Lula deveria discursar na abertura do seminário “Democracia e Justiça Social”, da Aliança Progressista. Ele estava sem voz e pediu que o ex-ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, Luiz Dulci, o representasse. Em seguida, mudou de ideia, e decidiu dirigir algumas palavras ao público presente.

Ele agradeceu à iniciativa de realizar o encontro no Brasil em um momento tão delicado da democracia nacional. E então falou sobre a necessidade de construir uma nova utopia de esquerda, uma nova economia e uma nova governança para os setores progressistas.

Lula deu sua visão da crise econômica mundial. Ele disse que na época em que ainda era presidente do Brasil já defendia que os “partidos socialistas” que eram governo na Europa (Portugal, Espanha e Grécia) explicassem para a população as razões da crise, e não assumissem sozinhos a responsabilidade.

“Eu não sei por que nenhum companheiro conseguiu fazer um discurso para explicar a origem da crise. O dado concreto é que a crise não teve solução até agora. Ela tem causado problemas em vários países do mundo, uns sofrendo mais e outros sofrendo menos”, afirmou.

Lula esperava que americanos, europeus e chineses soubessem lidar com a crise. “Porque quando a crise era do Brasil, todos eles sabiam. Eu lembro como era fácil qualquer economista de outra parte do mundo, representante do FMI, representante do Banco Mundial dizer como resolver a crise no Brasil”.

O ex-presidente disse que os diagnósticos e saídas para a crise estavam errados. “Nós afirmávamos que para que a crise não perdurasse era preciso evitar o protecionismo e não permitir que houvesse problemas no comércio exterior. Sobretudo que os países mais ricos ajudassem a financiar as exportações para os países mais pobres se dotarem de avanços tecnológicos para poderem se desenvolver e até continuar comprando. Era uma mera ilusão, isso não aconteceu”.

Leia mais »

Média: 4.5 (33 votos)

“Caça às bruxas” será mais difícil do que muitos pensaram, por Sakamoto

do Blog do Sakamoto

A “caça às bruxas” brasileira será mais difícil do que muitos pensaram

Leonardo Sakamoto

Pelo menos dois grupos dividiam o mesmo espaço na manifestação, nesta sexta (18), na avenida Paulista, em São Paulo: os que apoiavam o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a presidente Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores. E aqueles que não os apoiavam ou, pelo contrário, são críticos a eles, mas acreditam que tanto o impeachment quanto uma prisão de Lula não se sustentam com os elementos postos à mesa e significam uma esvaziamento das instituições democráticas.

Contudo, chamou a atenção os comentários de alívio entre os presentes que se consideram ideologicamente à esquerda ao constatarem, através dos milhares que estavam na Paulista, que não estavam sozinhos.

Datafolha cravou 95 mil pessoas e os organizadores 500 mil mas, claro, nem todos que lá estavam se consideram à esquerda no espectro político. Aliás, se o próprio PT fosse capaz de uma autocrítica real, também não se consideraria mais um partido de esquerda.

“Eu estava com medo de usar vermelho.'' Uma estudante brincou com a colega, pois ambas vestiam camisetas dessa cor. Um rapaz comentou com seu amigo que “finalmente, podia usar um boné vermelho de um movimento social sem o risco de apanhar. Referiam-se às histórias que circularam nas redes sociais e na imprensa nos últimos tempos, de pessoas que foram assediadas ou espancadas por usarem a cor “errada'' para estes tempos.

Leia mais »
Média: 3.5 (31 votos)

Vícios e virtudes da representação política brasileira

16 de agosto, dia do Sarau pela Democracia

Jornal GGN - No próximo domingo, dia 16 de agosto, o Jornal GGN realizará o Sarau Pela Democracia, juntando músicos, intelectuais, personalidades públicas, em uma grande confraternização em homenagem à maior das heranças da Constituição de 1988: a democracia e as liberdades individual e coletiva.

Será a partir das 12 horas na Casa da Cidade, na rua Rodésia 398, Vila Madalena, em São Paulo.

Haverá transmissão ao vivo pela Internet.

Músicos que quiserem aderir ao evento, encaminhem e-mails para [email protected]

Confirmados:

Leia mais »

Vídeos

Veja o vídeo
Veja o vídeo
Veja o vídeo
Veja o vídeo
Veja o vídeo
Veja o vídeo
Média: 4.4 (61 votos)

Armandinho e a responsabilidade

Leia mais »

Média: 4.3 (6 votos)

Dilma diz que não é alvo da Lava Jato: "Eu sei o que faço, tenho uma história"

Jornal GGN - Em entrevista a uma TV francesa [veja o link abaixo], a presidente Dilma Rousseff (PT) saiu em defesa de sua reeleição e disse que é "impossível" que ela esteja envolvida em qualquer nível nos esquemas de corrupção na Petrobras investigados pela força-tarefa da Operação Lava Jato.

"Eu não estou ligada [às denuncias]. Eu não respondo a esta questão porque eu não estou ligada. Eu sei que não estou nisso. É impossível. Eu lutarei até o fim para demonstrar que eu não estou ligada. Eu sei o que eu faço. E eu tenho uma história por trás de mim. Neste sentido, eu nunca tive uma única acusação contra mim por qualquer malfeito. Então, não é uma questão de 'se'. Eu não estou ligada", assegurou.

Antes de responder se estaria pronta para assumir as consequências que podem surgir a partir das investigações que envolvem o caixa de campanha da reeleição, Dilma observou que os principais candidatos que concorreram à Presidência contra ela também receberam doações - registradas e aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral - das mesmas empresas que ajudaram o PT. Portanto, questionar "sem provas" apenas a campanha petista, na visão da presidente, é uma questão "política", mas ela comentou que não gostaria de aprofundar esse aspecto da discussão.

Leia mais »

Média: 4.4 (14 votos)