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Moro não consegue congelar 94% do que calculava de Lula

Quantia foi vasculhada, sem sucesso, nas quatro contas do ex-presidente e até um carro de mais de 30 anos ficou de fora do bloqueio
 

Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula
 
Jornal GGN - Ao decidir bloquear as contas e bens do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o juiz da Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, conseguiu congelar apenas 6% da quantia que previa para a condenação de Lula. O magistrado do Paraná também dispensou reter o carro do lider petista, por ser uma caminhonete antiga, de 1984.
 
No despacho que integra o processo que condenou Lula a 9 anos e meio de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, o juiz federal pediu o sequestro de três apartamentos de Lula em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, sendo um deles a própria residência do ex-presidente, e pediu ao Banco Central que congele um limite de até R$ 10 milhões em contas encontradas relacionadas a ele.
 
O pedido de Moro ocorreu no dia 14 de julho e tramitava em segredo de Justiça. Seria uma forma de reparação de danos à Petrobras, no âmbito da Operação Lava Jato. Mas ao vasculhar as quatro contas bancárias de Lula, o Banco Central conseguiu detectar pouco mais de 6% do limite imposto pelo magistrado: 606.727 reais e doze centavos.
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A reta final da tentativa da Lava Jato de incriminar campanhas petistas

As novas pressões sobre a Odebrecht, o aviso dado por Sergio Moro quando executivo consegue a delação com a PGR e o acordo fracassado da OAS revelam estratégia harmônica
 
Jornal GGN - Os procuradores da Operação Lava Jato de Curitiba tentaram por três meses informações de Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, que incriminassem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Com o insucesso, paralisaram a negociação. Os procuradores da Lava Jato da Procuradoria-Geral da República (PGR) aceitaram o acordo de Marcelo Odebrecht, após o executivo revelar que tinha dados sobre as campanhas majoritárias (PT, do PSDB e do PMDB). Um dia depois, o juiz de Curitiba Sergio Moro suspendeu uma ação penal de Marcelo, em sinal verde às informações que pudessem incriminar as campanhas de Dilma Rousseff.
 
De forma harmônica, assim atuaram os investigadores da primeira instância até a última (pela PGR), sob o comando do juiz Sergio Moro, na busca pela criminalização das contas eleitorais do PT e de possíveis contrapartidas à Lula por algum benefício de contratos a nível federal a empreiteiras (OAS e Odebrecht).
 
Ao passo que as negociações com Marcelo Odebrecht avançam, prometendo detalhar esquema de caixa 2 que envolve centenas de políticos do PT, PSDB e PMDB, a força-tarefa adiantou, por meio de grandes jornais, que já estão em conclusão novas denúncias contra as campanhas de Dilma (2010 e 2014) e de Lula (2006), afetando diretamente o marqueteiro João Santana e sua esposa, Mônica Moura. 
 
Ao Estadão, a Procuradoria da República do Paraná disse que "em breve" serão apresentadas duas denúncias sobre a suposta evasão de divisas do casal, declarando possuir a conta na Suíça em nome da offshore Shellbill Finance, controlada por eles, que teria recebido quantias milionárias de um dos operadores de propina na Petrobras, como pagamento de campanha, e a suposta lavagem de dinheiro, com "ocultação e dissimulação da origem ilícita dos recursos utilizados para a aquisição de imóvel em proveito do casal", disse a equipe de procuradores a Sergio Moro.
 
A ligação entre o casal de publicitários das campanhas petistas e o caso da Petrobras tem como ponte a suposta origem desses recursos. A ação penal mira nos pagamentos feitos pelo "setor profissional de propinas" da Odebrecht, apontados pelos investigadores, a Santana e Mônica Moura. 
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Entrevista de Jaques Wagner causa reação entre petistas

 
Jornal GGN - Depois de o ministro chefe da Casa Civil, Jaques Wagner, ter a sua entrevista concedida à Folha de S. Paulo destacada em trecho sem contextualização, afirmando que o PT "se lambuzou" no poder, o jornal buscou a opinião de outros membros do partido para concluir que a declaração "acentuou o mal-estar entre governo e partido". 
 
O ex-ministro da Justiça, Tarso Genro, manifestou que a fala de Wagner foi "profundamente infeliz e desrespeitosa, porque generaliza e não contextualiza". De acordo com ele, a declaração faz "coro com o antipetismo raivoso que anda em moda na direita e na extrema direita no país".
 
Para o presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza, o momento não é de "se atacar mutuamente", mas de "ajustar o rumo do governo e do partido, garantir e aprofundar as conquistas".
 
Já o coordenador da corrente petista CNB (Construindo um Novo Brasil), Francisco Rocha, afirmou que é "lamentável que figuras expoentes do partido se utilizem da astúcia da velha mídia, quando este debate deveria ser realizado internamente". Por outro lado, acrescentou que "o PT não se lambuzou em cuia de mel", apenas não se organizou para aprovar a reforma política - visão defendida pelo próprio chefe da Casa Civil na entrevista à Folha, mas que teve apenas o outro trecho destacado.
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