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Editoria para reunir materiais sobre a questão energética no Brasil e seu papel no desenvolvimento.
As fontes de energia estão entre os assuntos estratégicos no contexto geopolítico global, dado o papel fundamental que têm para o desenvolvimento dos países. Não por acaso o tema está por trás da regulação econômica, tratados de cooperação e até mesmo guerras entre países. 
 
O Brasil, em especial, se destaca como um país que detém riqueza energética de fontes não renováveis e renováveis, incluindo uma das principais descobertas de petróleo das últimas décadas: o pré-sal, fazendo convergir para o país interesses comerciais e geopolíticos múltiplos. Vale destacar que, por conta da queda de verbas destinadas para a busca de novos recursos, praticada por multinacionais no mundo inteiro, a descoberta de petróleo e gás natural caiu em 2016 para o menor nível desde os anos 1940.

O superávit da conta petróleo em 2017, o pré-sal e a indústria nacional, por Leonardo Guerra e Günther Borgh

O superávit da conta petróleo em 2017, o pré-sal e a indústrial nacional

por Leonardo Guerra e Günther Borgh

De janeiro a juho deste ano a conta petróleo registrou um superávit de US$ 3,8 bilhões. Sem dúvida, este é um fato digno de destaque, mas que, além da nota oficial do Departamento de Estatística do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, nada mais se falou a respeito. Este silêncio sepulcral é muito preocupante, pois um fato extremamente caro para a sociedade brasileira passa despercebido neste momento de crise nacional onde todos se veêm sem perspectivas para o futuro.

É digno de nota que as contas externas do país sempre delimitaram as perspectivas de desenvolvimento econômico da nação. Algumas vezes, a incapacidade de honrar compromissos internacionais levou o país a profundas crises. A nossa geração, por exemplo, se viu subtraída de duas décadas de crescimento econômico por uma “crise do petróleo”. Na sua essência, a ausência de produção interna e incapacidade de importar, fizeram definhar o último ciclo de desenvolvimento econômico do século XX.

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Petróleo continuará a ter papel central por muitos anos, diz Gabrielli

Foto Agência Senado

do Vermelho

Petróleo continuará a ter papel central por muitos anos, diz Gabrielli

O ex-presidente da Petrobrás e professor da Universidade Federal da Bahia, Sergio Gabrielli, realizou na manhã de hoje, no XVII Confup (Congresso da Federação Única dos Petroleiros), exposição que demonstra como a política atual do governo federal parte de premissas equivocadas sobre o papel do petróleo na economia.

Para ele, o setor petróleo no Brasil está passando por mudanças em três grandes áreas: na exploração e produção, na política de gás natural e no refino e abastecimento. Em todos os casos há redução do controle do estado brasileiro e abertura para empresas estrangeiras.

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Para economista, efeito da Lava Jato são piores que recessão

Desde seu início, operação comandada em Curitiba destruiu 3 milhões de empregos na cadeia de gás e petróleo
 
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Jornal GGN - A forma como a operação Lava Jato pune as empresas envolvidas em casos de corrupção e aplica os benefícios das delações premiadas está destruindo a cadeia produtiva nacional pois, ao invés de investigar, apurar e punir apenas os envolvidos nas ilegalidades, tem destruído a capacidade de investimento das empresas brasileiras. O apontamento é do economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann, em entrevista para a Rede Brasil Atual.
 
Um exemplo palpável dos efeitos nocivos da operação comandada em Curitiba é destaca pelo diretor de Relações Internacionais e de Movimentos Sociais da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes. Segundo ele, desde o início da Lava Jato, a cadeia de gás e petróleo comandada pela Petrobras perdeu cerca de 3 milhões de empregos, um setor que, sozinho, representava 13% do Produto Interno Bruto do país.
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EUA assumem controle de 83% da importação brasileira de óleo diesel, por Miguel do Rosário

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Desde muito tempo, o óleo diesel figura em primeiro lugar no ranking das nossas importações. Foto: Divulgação

Do Cafezinho

EUA assumem controle de 83% da importação brasileira de óleo diesel

por Miguel do Rosário

Em agosto de 2015, o juiz Sergio Moro estava em plena campanha em favor do golpe. Dava palestras onde quer que lhe chamassem e suas decisões seguiam uma agenda estritamente conectada às forças de oposição que conspiravam para derrubar o governo Dilma.

No dia 31 daquele mês, Moro proferiu uma palestra com o tema “Corrupção sistêmica: as lições da operação Mãos Limpas”, num evento organizado pela editora Abril, em São Paulo.

O juiz responsável pela operação Lava Jato, então no auge de sua popularidade, explicava aos executivos que se dispuseram a pagar R$ 1.800 por um ingresso, o que, na sua opinião, eram investimentos não baseados em razões de “ordem econômica e racional”.

Como exemplo, ele cita a refinaria Abreu e Lima, lembrando que o custo inicial da obra, estimado em 2 bilhões de dólares, passara para 18 bilhões de dólares.

Moro conta que alguns “colaboradores” capturados pela Lava Jato lhe disseram que a obra jamais se pagaria.

Trajando seu tradicional terno preto, com uma expressão aflita no rosto, o juiz de Curitiba conclui que tudo isso “leva a uma natural suspeição: será que o fator de recebimento de propina não foi o agente motivador dessas decisões de investimento mal sucedidas?”

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ANP tenta permitir regras novas do conteúdo local em contratos antigos

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Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) tenta permtir que as novas regras de conteúdo local do setor de petróleo sejam adotadas em contratos antigos. 
 
Décio Oddone, diretor-geral da ANP, afirma que os contratos de concessão de áreas de petróleo e gás assinados desde 2005 poderiam seguir as novas determinações, adotados neste ano. "Acreditamos que a nova alternativa irá destravar investimentos, atraindo capital e gerando novas contratações, novos empregos e arrecadação”, disse Oddone.
 
As novas regras da política de conteúdo nacional reduziram, na média, em 50% a  exigência de equipamentos e serviços produzidos no país. As alterações foram criticadas por sindicatos e por empresários do setor,  que afirmam que elas irão provocar um aumento no desemprego, ao contrário do que disse Oddone. 

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Pré-sal alcança novo recorde mensal de produção em junho

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Foto: Geraldo Falcão/Agência Petrobras
 
Jornal GGN - De acordo com dados divulgados pela Petrobras, a produção de petróleo no pré-sal operada pela estatal, incluindo a parcela própria e dos parceiros, alcançou um novo recorde mensal, chegando a 1,35 milhão de barris por dia (bpd) em junho. 
 
Outro recorde atingido no pré-sal foi o da produção diária, no dia 19 de junho, com 1,42 milhão de barris. A produção de petróleo e gás natural também alcançou um novo recorde de 1,69 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boed).
 
Segundo a estatal, o início da produção da plataforma P-66, no campo de Lula, contribui para o resultado de junho. Além disso, ao longo de 2017, também houve a entrada em produção de novos poços produtores conectados ao FPSOs Cidade de Caraguatatuba, Cidade de Ilhabela, Cidade de Maricá, Cidade de Mangaratiba e Cidade de Saquarema, todos na Bacia de Santos. 

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As mudanças recentes no refino brasileiro: uma bomba perto de explodir, por Cloviomar Cararine Pereira

As mudanças recentes no refino brasileiro: uma bomba perto de explodir

por Cloviomar Cararine Pereira

Desde o início do governo Temer uma das prioridades da sua agenda econômica tem sido a forte abertura do setor petróleo. Para isso organizou-se, por um lado, uma célere reconstrução da (des)regulação do setor e, por outro, um programa agressivo de venda de ativos da Petrobrás na tentativa de atrair capital privado para o setor. Ou seja, os desinvestimentos da Petrobrás tem sido apoiados pela alteração da legislação vigente até 2016 com o objetivo de facilitar a entrada de novos atores no setor de óleo e gás.

No caso do setor de refino esse cenário não tem sido diferente. Em 08 de junho de 2017 o Conselho Nacional de Política Energética, a pedido do Ministério de Minas e Energia (MME), aprovou novas políticas para a reestruturação do mercado de refino e derivados de petróleo no Brasil. O principal objetivo é propor ações e medidas voltadas para a promoção e intensificação da livre iniciativa em uma “nova configuração do mercado” brasileiro de combustíveis.

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O fator Montenegro, por Daniel Afonso da Silva

O fator Montenegro

por Daniel Afonso da Silva

Carece paciência a feitura de um balanço estratégico da turnê internacional que o presidente Donald J. Trump vem de concluir.

Encontros bilaterais e multilaterais animaram a semana do mandatário norte-americano. De 20 a 27 de maio, ele esteve além-fronteiras calibrando seu America first e também o seu White House remained.

No Oriente Médio, a agenda envolveu encontros com autoridades sauditas, israelitas e palestinas. Na Europa, foi o momento de ter com Sua Santidade no Vaticano, com os membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) em Bruxelas e, para terminar, com os colegas do G7 na reunião na Sicília.

Decisões foram poucas. Decisivos foram os gestos.

As idas à Bélgica e à Itália eram moral, operacional e funcionalmente inevitáveis. Os Estados Unidos são fiadores da Otan e do G7 (outrora, G8).

No caso do primeiro, eles garantem e presidem. No segundo, o país é membro fundador.

A Otan vem de terminar sua nova sede em Bruxelas. Cabia ao seu presidente a inauguração.

A presidência italiana do G7 seguiu o calendário usual de reuniões e designou a Sicília para hospedar. Cabia ao presidente norte-americano, sem faltas e falhas, comparecer.

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Petrobras e o aparelhamento do setor energético

Diretor executivo da Petrobras e responsável pela área de Negócios de Gás e Energia da empresa explica porque Estatal se tornou parte central do jogo de corrupção no país 
Ildo Sauer explica porque Estatal se tornou parte central do jogo de corrupção no país
 
Jornal GGN - As altas margens de lucro e baixo custo de produção, que chega a 10% do valor de mercado, podem responder porque o sistema energético brasileiro foi colocado como parte essencial da corrupção nos últimos anos, no Brasil. A avaliação é do engenheiro e diretor do Instituto de Energia e Ambiente da USP, Ildo Sauer, em entrevista ao portal IHU On-line.
 
Sauer, que também foi diretor executivo da Petrobras e responsável pela área de Negócios de Gás e Energia da empresa entre 2003 e 2007, sempre se destacou por suas fortes decisões em defesa da Petrobras, contra o modelo de partilha e às grandes obras para o setor energético colocadas em andamento nos governos Lula e Dilma, sendo exonerado do cargo na Petrobras, ainda no governo Lula.
 
O professor da USP acusa que setores públicos e privados de instrumentalizarem as riquezas energéticas no Brasil, o que, para ele, explica a destruição da Petrobras e da Eletrobras, usadas como "muletas para sustentar projetos como Belo Monte, do rio Madeira, e outro projetos na área eólica e na transmissão de energia". 
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O modelo de gestão pública defendido por Ciro Gomes

'Brasil precisa de câmbio que estimule cultura de produção e puna o rentismo', aposta ex-ministro
 
 
Jornal GGN - Como Ciro Gomes atuaria na presidência da República? Nesta quarta e última parte da entrevista que o ex-ministro e ex-governador do Ceará concedeu ao GGN, o político falou da sua experiência na gestão do Ceará, de como conseguiu acabar com 100% da dívida imobiliária do Estado, ainda em 1994, em uma época de grande variação inflacionária e, depois, quando secretário de Saúde, na gestão de seu irmão Cid Gomes, ajudou a expandir a rede de policlínicas implantando consórcios intermunicipais de saúde e, com isso, acabar com as filas. 
 
Ciro também creditou a sua gestão e de seu irmão à boa colocação das escolas cearenses no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), destacando que hoje, entre as cem melhores notas, 77 são de instituições do ensino público do Estado.
 
Assista a seguir:
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Sala de Visitas: Temer aumentará em 1 milhão desempregados com novas regras de conteúdo local

Jornal GGN - "Imagina um governo decidir a favor de seis petroleiras estrangeiras e virar as costas para 200 mil industrias do seu próprio país? Tem alguma coisa errada. Acho que eles não se deram conta ainda", alerta Cesar Prata presidente do Conselho de Óleo e Gás e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), nesta entrevista para o jornalista Luis Nassif, no Sala de Visitas.

 
Prata se refere aos novos índices da lei de Conteúdo Local apresentados em meados de fevereiro e que serão aplicados na 14ª rodada de licitações de blocos para exploração de petróleo e gás natural, prevista para setembro, e para a terceira rodada de leilões de blocos no pré-sal, que deve ocorrer em novembro. 
 
Na regra anterior as empresas que ganhassem a concessão para explorar a riqueza natural eram obrigadas a contratar um mínimo de 65% de serviços e equipamentos produzidos por empresas brasileiras, daí o termo ‘conteúdo local’. O governo derruba agora esse índice para 25%, só nas construções de plataformas que ficam em alto mar (as chamadas produções offshore). 
 
A ABIMAQ chama à atenção que, com isso, Temer irá induzir ao aumento de desemprego no setor. "Nós fizemos algumas estimativas, se isso de fato prosseguir nessa base que estão nos acenando, só nós vamos produzir mais 1 milhão de desempregados este ano", pontua o empresário, alegando que o Ministério de Minas e Energia e outros membros do Executivo tomaram a decisão sem concluir os debates que estavam sendo realizados desde o ano passado. 
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Governo pretende vender três novas áreas no leilão do pré-sal

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Jornal GGN - O governo de Michel Temer prepara uma nova licitação para ofertar três novas áreas do pré-sal em novembro, na 3ª rodada de partilha. De acordo com o jornal Valor Econômico, João Vicente Vieira, diretor do Departamento de Exploração e Produção de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, disse que a Agência Nacional de Petróleo (ANP) elaborou uma lista com sugestões de áreas para as próximas rodadas, que deverão ocorrer entre 2017 e 2019. 
 
O sigilo sobre as áreas será mantido pelo ministério e pela ANP até a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Anteriormente, a agência se manifestou sobre três possíveis opções: Saturno, Pau Brasil e Peroba. 

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A CIA e a crise política brasileira, por Janio de Freitas

O papel da inteligência americana e da mídia brasileira no desmonte de um projeto de nação no Brasil 

 
Jornal GGN - Como foi possível, em tão pouco tempo, o Brasil passar de o país do futuro, aclamado em todas as análises internacionais, para se tornar mais um país sem relevância? Janio de Freitas junta as pontas para responder essa questão em um artigo, mais uma vez, magistral, começando pelo papel da CIA na invasão de dados, não só de governos, como também de qualquer pessoa, a partir dos novos aparelhos domésticos de TV, que hoje captam conversas no ambiente domiciliar.
 
Em seguida, Janio avalia o papel da mídia brasileira em reproduzir as notícias de interesse internacional, deixando de lado sua responsabilidade em investigar fatos verdadeiramente relevantes para o desenvolvimento independente do país. O jornalista resgata, ainda, a discussão sobre o interesse crescente dos Estados Unidos sobre os países africanos do Atlântico Sul, justamente entre as nações que o Brasil dos governos Lula se aproximou para trocar tecnologia, possivelmente pelas reservas de petróleo naquela região de geologia semelhante ao pré-sal brasileiro. 
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Produção de petróleo aumenta 14,2% em janeiro e pré-sal já representa quase 50% do total

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Jornal GGN - De acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a produção de petróleo no Brasil no mês de janeiro teve um crescimento de 14,2% na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 2,687 milhões de barris por dia.
 
Entretanto, na comparação com dezembro de 2016, a produção teve queda de 1,6% A produção de gás natural cresceu 13,1% na comparação com janeiro do ano passado e caiu 1,6% em relação ao mês anterior, atingindo 109,9 milhões de metros cúbicos por dia. 
 
No total, a produção de petróleo e gás natural no Brasil foi de aproximadamente 3,378 milhões de barris de óleo equivalente por dia. 

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