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Curtir páginas "de esquerda" foi motivo para grampo da PF, autorizado por Sergio Moro

Imagem retirada do relatório da PF publicada pela Folha de S. Paulo

Jornal GGN - A Polícia Federal usou um método considerado "perseguição ideológica" pela defesa de Eduardo Guimarães, para chegar à fonte do vazamento que possibilitou ao blogueiro publicar o furo de reportagem em que ele antecipa quebras de sigilo e busca e apreensão contra Lula e pessoas ligadas ao ex-presidente.

Depois de listar quais funcionários públicos tiveram acesso a despachos da Lava Jato ligados a Lula, a PF fuçou nas redes sociais dos suspeitos para determinar quem seria o potencial vazador e pedir a quebra de seu sigilo telefônico ao juiz Sergio Moro.

Dessa maneira, ao identificar que uma servidora da Receita Federal curtia a página oficial do jornalista Fernando Morais no Facebook, a PF conseguiu grampear a mulher alegando "alinhamento" com fontes de esquerda que defendem Lula, com autorização de Moro.

O mesmo método foi usado para quebrar o sigilo telefônico do jornalista que teria repassado o vazamento a Eduardo Guimarães. Este, por sua vez, também teve seu extrato telefônico liberado à PF, com a justificativa de que, para a Lava Jato, ele não é jornalista.

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Guimarães desmente Sergio Moro e relata ameaça de prisão na sede da PF

 
Jornal GGN - O relato de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, sobre como transcorreu seu depoimento na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, no último dia 21, desmente parte do despacho do juiz federal Sergio Moro e revela que o blogueiro foi ameaçado com a hipótese de ser preso, caso não apresentasse provas de sua inocência ao delegado que o interrogou.
 
Dois dias após Guimarães ser levado coercitivamente para depor - episódio que gerou protestos de jornalistas renomados e instituições que defendem a classe - Moro decidiu recuar e admitir que o direito ao sigilo da fonte de informação do blogueiro não poderia ser violado. 
 
Porém, de maneira irônica, Moro afirmou que Guimarães não se comportou como "um verdadeiro jornalista" diante da PF, pois teria revelado, de pronto, sem nenhum tipo de "coação", a identidade de quem o informou detalhes da operação Aletheia.
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Terceirização ataca os direitos trabalhistas, diz sindicato da PF

 
 
Jornal GGN - O Projeto de Lei que regulamenta a terceirização precisa ser impedido, defendeu o Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF). A entidade que representa os servidores administrativos da PF lamentou a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto que permite a terceirização nas atividades meio e fim, em serviços privados e públicos.
 
"O projeto aprovado — proposta engavetada pelo legislativo em 2002 e resgatada do limbo pela Câmara dos Deputados no início deste ano em manobra, no mínimo, controversa — não contempla os anseios da sociedade em relação à modernização das relações de trabalho, tampouco à melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados à população", informou.
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Escândalo da PF faz exportação cair de US$ 60 milhões para US$ 74 mil no dia

 
Jornal GGN - Em passagem pelo Congresso, nesta quarta (22), para falar do impacto da operação Carne Fraca na economia brasileira, o ministro da Agricutlura Blairo Maggi revelou um número espantoso relativo ao prejuízo que o escândalo gerou na balança diária de exportações do produto. A venda em dólares caiu de 60,5 milhõees para 74 mil, em apenas uma semana.
 
A média diária de exportações de carne pelo Brasil é de 63 milhões de dólares, disse Blairo, mas com a repecussão da investigação da Polícia Federal na mídia internacional, a queda foi sem precedentes. "A gente não sabe o tamanho da pancada que vai levar", afirmou a senadores.
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Ação da PF contra setor de carnes ocorre após Brasil conquistar mercado nos EUA

Jornal GGN - A Polícia Federal admitiu que investiga o pagamento de propina por empresas brasileiras que produzem carne há cerca de dois anos, mas só deflagrou a "maior operação" de sua história no momento em que o Brasil vinha abrindo mercado no plano internacional. Em julho do ano passado, por exemplo, o País acertou com os Estados Unidos a venda de carne bovina in natura, encerrando uma negociação que se arrastava há 18 anos.

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A pirotecnia dos investigadores e a desfaçatez dos investigados, por Helena Chagas

 
Jornal GGN - Causa perplexidade ver, de um lado, o comportamento da Polícia Federal no Brasil pós Lava Jato, em que jogar o nome de um cacique político na roda para atrair mídia vale mesmo quando este cacique não é suspeito, investigado ou acusado de qualquer ato ilícito. Caso de Osmar Serraglio e a mais nova ação a PF, a operação Carne Fraca, que apura pagamento de propina a fiscais do Ministério da Agricultura para evitar fiscalização em frigoríficos.
 
De outro lado, também choca a desfaçatez com que investigados agem, sob a luz do dia, tramando anistias sob a batuta de parte do Judiciário. É o que aponta a jornalista Helena Chagas, em artigo publicado nesta sexta (17).
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Comissão de Ética do Ministério da Justiça deve investigar delegados da Lava Jato

Jornal GGN - A Comissão de Ética da Presidência da República enviou à Comissão de Ética do Ministério da Justiça um pedido de investigação de deputados do PT contra os delegados da Lava Jato, Maurício Moscardi Grillo e Igor Romário de Paula, que disseram à imprensa que o "timing" para prender Lula poderia ser criado em breve.

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Delegado que recebeu propina para blindar empresário tinha ligações com Youssef

 
Jornal GGN - O delegado da Polícia Federal de Londrina, no Paraná, Sandro Roberto Viana, foi preso em flagrante na tarde do último sábado (25), dividindo R$ 35 mil em propina com um ajudante no esquema de extorsão de dinheiro de empresário da cidade. Em 2003, o mesmo delegado, então diretor da divisão da PF em Londrina, mantinha relações com o doleiro Alberto Youssef e levantava suspeitas de possível interferência em investigação contra ele.
 
Alvos da Operação Corrumpere, deflagrada no sábado, Sandro Roberto Viana foi preso em flagrante repassando uma parte da propina a Cloadoaldo Pereira dos Santos. Os dois são acusados de exigir dinheiro de um empresário da cidade em troca de não investigá-lo em inquérito policial de 2015, já concluído neste ano.
 
Sandro Viana teria exigido um total de R$ 35 mil, sendo que R$ 20 mil ficaria com ele e outros R$ 15 seria de Cloadoaldo. Como delegado da PF, ele foi levado à Polícia Federal em Brasília e irá responder a processo administrativo e criminal, podendo ser demitido do cargo público.
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Menos de 24h após condenação, HC dá liberdade a ruralista que matou agente da PF

 
Jornal GGN - Após um longo julgamento passados cinco anos do assassinato do agente da Polícia Federal, Alexandre Drummond Barbosa, que foi executado a tiros em abril de 2012, pelo ruralista e ex-candidato a deputado estadual no Paraná pelo DEM, Alessandro Meneghel, o júri de Curitiba o condenou a 34 anos e seis meses de prisão. Entretanto, mais um recurso o possibilitou cumprir esperar a sentença em casa.
 
Um Habeas Corpus, concedido pelo desembargador Antonio Loyola Vieira, nesta sexta-feira (24), permitiu que Meneghel aguarde o julgamento da segunda instância em liberdade. A decisão ocorre apenas um dia após a condenação do ruralista que assassinou a agente da PF, em 2012.
 
O júri popular decidiu em aproximadamente 30 horas a condenação de Meneghel. O resultado final foi definido na madrugada desta quinta-feira (23), em Curitiba e proferida pelo juiz Thiago Flôres Carvalho.
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Advogados e juristas pedem investigação contra delegado da Lava Jato

 
Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, investigue abuso de autoridade pelo delegado Igor Romário de Paula, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, que em entrevista disse que o "timing para prender Lula pode surgir em 30 ou 60 dias".
 
De acordo com os advogados Valmir Batista, Cristiano Zanin Martins e outros seis juristas, é "inaceitável violação de direitos constitucionais do ex-Presidente pelo delegado-chefe da Operação Lava Jato, comportamento que fere a ética e responsabilidade institucional da Polícia Federal".
 
Na entrevista concedida ao Uol, publicada no dia 27 de janeiro, o delegado admitiu estar prestes a concluir dois dos inquéritos contra Lula e que em no máximo um ou dois meses o ex-presidente seria preso pela Operação Lava Jato.
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Gritar “Fora Temer” dentro da PF muito a ajudaria, por Armando Coelho Neto

Gritar “Fora Temer” dentro da PF muito a ajudaria

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Ao longo de três semanas, nossa conversa com o leitor girou em torno de treze normas sancionadas pela presidenta Dilma Rousseff que tornaram a Polícia Federal mais forte. Em três textos, uma a uma, aquelas normas foram tratadas, as quais complementaram um trabalho iniciado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Aliás, talvez o único presidente da República a visitar a sede da instituição, em Brasília. Se ele entrou com salários e recursos, a titular dos 54 milhões de votos entrou com leis.

Esse texto, que seria uma consideração final dos três outros, precisou de ajustes no meio de caminho e já envereda por outros meandros. Nele, cabe inicialmente lembrar que a cada operação contra o Partido dos Trabalhadores, a PF acaba passando atestado de idoneidade aos demais partidos. É como se o republicanismo tivesse ido pro brejo e tivesse se tornado uma polícia partidária. Inclusa na página suja dos golpes contra a democracia, não responde uma questão elementar: não prende tucanos por omissão, conivência ou incompetência? Se não é nada disso, que venha a público explicar.

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Sem alarde, Lula foi o último a depor na ação por obstrução da Lava Jato

Jornal GGN - O ex-presidente Lula teria sido o último a prestar depoimento à Polícia Federal de Brasília na ação em que ele e Dilma Rousseff, entre outros ex-ministros, são acusados de tentativa de obstruir a Lava Jato. Segundo informações da revista Época, desta sexta (13), Lula testemunhou na semana passada, sem nenhum alarde na mídia.

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PF pede mais tempo para investigar Lula e Dilma por obstrução da Lava Jato

Jornal GGN - A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação de prazo do inquérito em que os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff são investigados pela suposta tentativa de obstruir a Operação Lava Jato. 

Em agosto de 2016, o relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, autorizou a abertura de um inquérito que além de Lula e Dilma atinge também os ex-ministros Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardoso, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Marcelo Navarro, o ex-presidente do STF Francisco Falcão e o ex-senador Delcídio do Amaral.

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Lula defende que Moro e força-tarefa da Lava Jato sejam investigados por relações com EUA

Lula voltou a dizer que espera receber um pedido de desculpas quando os procuradores da República reconhecerem que não há como provar as acusações contra ele

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse que o golpe na presidente Dilma Rousseff teve como finalidade quebrar empresas brasileiras e entregar as riquezas sob tutela da Petrobras a multinacionais, com ajuda do desgaste imposto ao antigo governo e ao PT pela Lava Jato.

Ele afirmou, nesta quarta (11), que as denúncias de que os Estados Unidos estão interferindo na política nacional e têm relações não transparentes com a força-tarefa do Ministério Público Federal que investiga a estatal de petróleo deveriam ser investigadas pela bancada do PT no Congresso. Lula citou o juiz Sergio Moro, que vem impedindo que os elos entre a Lava Jato e agentes estadunidenses sejam abordados no julgamento do caso triplex.

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Além de Aécio, Paes também prestou depoimento discreto à PF

 
Jornal GGN - Juntamente com o senador tucano Aécio Neves, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também prestou depoimento na Polícia Federal de Brasília, durante a semana do Natal, sem vazamentos à imprensa e com discrição dos investigadores.
 
As informações são do colunista Lauro Jardim. Segundo publicação desta sexta-feira (06), o ex-prefeito prestou depoimento, aparentemente sem coerção, por suspeita de ter participado da maquiagem de dados do Banco Rural, durante a CPMI dos Correios em 2005.
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