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Lava Jato ressuscita esquema de propina em portos com atuação de Temer

Foto: Lula Marques/PT

Jornal GGN - A Lava Jato, com a delação da JBS envolvendo Michel Temer e figuras de sua confiança, como o deputado Rodrigo Rocha Loures, conseguiu ressuscitar um fantasma no passado do hoje presidente: um esquema de propina que beneficia, há décadas, concessionárias de portos.
 
Segundo informações da Folha, a Procuradoria Geral da República já estuda se vai pedir um novo inquérito contra o peemedebista por causa de um grampo no qual Temer e Loures aparecem conversando sobre um decreto que renovou, sem licitação, a concessão de empresas do setor de portos por 35 anos, prorrogáveis por mais 35.
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Outros grampos da Lava Jato tornam conversa de Temer e Joesley "dispensável"

Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - A tentativa da defesa de Michel Temer de anular a gravação feita por Joesley Batista, da JBS, revelando possíveis crimes de obstrução de Justiça e corrupção passiva praticados pelo presidente da República, será inútil, na visão de investigadores da Lava Jato. Isso porque a relação de Temer com o esquema criminoso está provada em outros grampos feitos pela Polícia Federal no âmbito da operação controlada Patmos.
 
Segundo reportagem da Folha, a Procuradoria Geral da República, que já investiga Temer com autorização do Supremo Tribunal Federal, coloca a gravação de Joesley com Temer como secundária.
 
"Investigadores avaliam que a relação entre Temer e Rocha Loures está comprovada em outras interceptações telefônicas, feitas na fase em que a Polícia Federal passou a acompanhar o caso - a fase das ações controçadas - e, que prová-la não depende da gravação feita pelo empresário", disse o jornal.
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Por trás da operação Aécio, a sombra de Serra

Por trás do vazamento da delação da JBS, ontem, pode estar uma velha disputa entre o grupo de José Serra e o de Aécio Neves na Polícia Federal.

Hoje de manhã foi deflagrada a operação contra o senador Aécio Neves, autorizada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e com pedido de prisão de sua irmã Andréa Neves. A operação já estava marcada há dias. Por isso, há suspeita - na PF - de que o vazamento tenha sido uma tentativa desesperada do grupo de Aécio, na PF ou na PGR (Procuradoria Geral da Repúbica) de avisar os alvos para se desfazerem de provas.

Ontem por volta das 16:30 houve uma reunião tumultuada entre o delegado geral da PF Leandro Daiello e o grupo. Temia-se que a operação pudesse ser cancelada. Não foi.

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Sem alarde nem vazamentos, Aécio depôs na PF por 1 hora hoje

Foto: Agência Senado

Jornal GGN - Recordista em número de inquéritos, o senador Aécio Neves (PSDB) depôs, nesta terça (2), na Polícia Federal sobre um suposto esquema de corrupção em Furnas, sem alarde da grande mídia e sem que nenhuma linha do que foi dito pelo tucano tenha vazado pelas mãos de agentes da Lava Jato. 

O Estadão, ao divulgar que Aécio depôs por uma hora aos federais, sequer dimensionou o tamanho do esquema na estatal mineira: ao menos R$ 4 milhões, segundo delação de Delcídio do Amaral. Aécio já havia sido delatado por desvios em Furnas pelo doleiro Alberto Youssef, mas o procurador-geral Rodrigo Janot não quis levar o inquérito adiante. O caso só foi reaberto com a colaboração de Delcídio.

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Em 55 dias na Justiça, Serraglio dedicou um terço a ruralistas e investigados

Osmar Serraglio, ministro da Justiça - Foto: Agência Brasil
 
Jornal GGN - O ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), completou 55 dias de mandato na pasta. Desde o princípio emplacado pela bancada ruralista e evangélica do PMDB, o então diretor jurídico da Frente Parlamentar da Agropecuária mostrou que sua atuação na Câmara na luta contra direitos e demarcações indígenas refletiu na gestão do Executivo.
 
Em balanço realizado por reportagem da Folha de S. Paulo, Serraglio teve em menos de dois meses a agenda dominada por ruralistas e alvos da Operação Lava Jato. Junto à Frente que comandou na Câmara, reuniu-se 100 vezes com integrantes da bancada e nenhuma sequer com representantes indígenas.
 
A pasta do Executivo é a responsável pela Polícia Federal, tema que já trazia receios de interferências nas investigações da Operação Lava Jato, e o dever pelas terras indígenas, uma vez que traz como subordinada a Funai (Fundação Nacional do Índio).
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Operação da Polícia Federal chega em Silvio Santos

Em 2011, apresentador anunciava a venda completa do Panamericano e afirmava que "seu banco teve um bom comportamento": "Não ganhei nada, não perdi nada"
 
Foto: Divulgação SBT - Roberto Nemanis
 
Jornal GGN - A Operação Conclave, deflagrada nesta quarta-feira (19) pela Polícia Federal, investiga a venda de ações do banco Panamericano, que era da família do apresentador Silvio Santos, para a Caixa Econômica Federal, no ano de 2009. O irmão do apresentador, o empresário Henrique Abravanel, é um dos alvos. 
 
A investigação apura se houve fraude na aquisição das ações do banco, após o caso de rombo nas contas da instituição, ocasionando um aporte, ainda em novembro de 2009, pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), e levando os bens do grupo Silvio Santos como Garantia. 
 
Á época, descobriu-se que o Panamericano matinha em seu balanço carteiras de créditos já vendidas a outras instituições, além de duplicar registros de venda de carteiras, inflando o resultado do banco. Em dezembro de 2009, a Caixa obteve 49% do capital votante e 35% do capital total por R$ 739,2 milhões.
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Procuradores escolhem a delação que convém à Lava Jato, diz Polícia Federal

 
Jornal GGN - Os procuradores da Lava Jato enfrentam críticas sobre sua possível seletividade até mesmo da Polícia Federal. É o que mostra reportagem publicada pela Folha nesta segunda (17), que trata do "cabo de guerra" em torno dos acordos de delações premiadas.
 
A PF sustenta que o Ministério Público Federal, chefiado por Rodrigo Janot, só fecha colaborações que interessam à narrativa da Lava Jato, rejeitando aquelas que possam surgir com informações que contradizem a narrativa contada até agora.
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Moro sabia? Prosa com Emílio Odebrecht sobre Dilma, Lula, por Armando Coelho Neto

Moro sabia? Prosa com Emílio Odebrecht sobre Dilma, Lula

 

por Armando Rodrigues Coelho Neto

“E aquilo que nesse momento se revelará aos povos surpreenderá a todos não por ser exótico. Mas pelo fato de poder ter sempre estado oculto, quando terá sido o óbvio”. (Caetano Veloso, in Um índio).

Com um “todo mundo sabia” e um “‘Há 30 anos se faz isso”, Emilio Odebrecht revelou ao povo brasileiro algo que sempre se soube ou se presumia. O povo, ainda que mal informado, sempre desconfiou, ao ouvir dizer que políticos gastavam muito para ganharem tão pouco. Haviam inclusive aqueles que seduzidos pela dinheirama trocavam voto até por cestas básicas e dentadura. Se o povo que vive distante sabia, desconfiava ou presumia, imagina a corja de acólitos que paparicavam o poder, nela incluída a dita grande mídia, ávida por garantir espaço publicitário. A sabujice, Seu Emílio, está na falsa perplexidade, na cara de pau dos que acreditam em capitalismo samaritano. Empresário não doa, investe.

E a Justiça Eleitoral? Com ou sem restrições sempre foi muito pródiga na aprovação de contas de campanha. Contas entregues a mal remunerados técnicos judiciários, auxiliares disso e daquilo, que se limitavam ao cruzamento de CPFs, CNPJ, entre outras burocracias. A JE vivia alheia aos partidos nanicos, alguns dos quais comprados para atacar o candidato ou partido X ou Y, sempre cobertos pelo anonimato das siglas milionárias. Sem contar as vistas grossas para a desproporcionalidade entre os valores declarados para financiar campanhas e o que se via nas ruas, nas festas, comícios, shows, espetáculos de rádio e televisão. Uma dinheirama que ninguém queria saber de onde vinha, porque já se sabia e era conveniente. Caixa dois? Era normal. Sempre se soube.

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Lula tenta desvendar autor de e-mail falso usado pela Lava Jato

Foto: Instituto Lula
 
 
Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Lula tenta descobrir a identidade secreta do autor de um e-mail enviado a uma funcionária do Instituto Lula, na véspera da operação Aletheia, com a seguinte mensagem: "Todo cuidado é pouco, leia, imprima, repasse ao Lula e apague, não deixe na sua máquina. Ele precisa remeter valor para mim, tratar assunto da família Bumlai. Responda neste e-mail que é fictício e depois apague. Não ligue, telefones grampeados, cuidado. Diga a ele cuidar estão todos os telefones grampeados. Apague."
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Deputados denunciam Moro e delegados da PF por filme sobre a Lava Jato

Foto: Divulgação

Da Rede Brasil Atual

Os deputados federais Wadih Damous (RJ), Paulo Pimenta (RS) e Paulo Teixeira (SP), todos do PT, informaram hoje (5) em entrevista coletiva na Câmara que vão protocolar amanhã no Ministério Público Federal (MPF) pedido de apuração e investigação de conduta de agentes da Polícia Federal em relação à realização do filme Polícia Federal – A Lei é Para Todos, que deverá ser lançado em 31 de agosto. Os parlamentares denunciam atos de improbidade administrativa, peculato, abuso de autoridade e prevaricação no apoio que a instituição federal, por meio de seus agentes, tem dado à realização do filme, que buscará criminalizar a figura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Alexandre de Moraes suspende investigação da PF contra assessora de deputada

Foto: Fabio Rodrigues/Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O ministro Alexandre de Moraes suspendeu a investigação da Polícia Federal contra uma assessora da deputada Simone Morgado (PMDB), suspeita de praticar o crime de estelionato quando ocupava um cargo na Superintendência Federal da pesca e Aquicultura no Pará.
 
Segundo reportagem do Conjur, Moraes também pediu que a PF enviasse os autos para o Supremo Tribunal Federal, para investigar se a ação da PF contra a assessora não atingiu a parlamentar, que tem foro privilegiado. Moraes atendeu uma reclamação da Advocacia-Geral da União.
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Moro defende PF antes de pedir explicação sobre coerção de Lula em filme

Ao contrário do que divulgou jornal, explicação da Polícia Federal não foi condição para Moro já despachar negando pedido de defesa do ex-presidente
 
 
Jornal GGN - Negando os pedidos da defesa de Luiz Inácio Lula da Silva para que uma possível gravação da condução coercitiva contra o ex-presidente fosse impedida de ser utilizada no filme "Polícia Federal - A lei é para todos", o juiz da Lava Jato no Paraná, Sérgio Moro, pediu para a PF justificar se fez ou não as gravações denunciadas pelos advogados, em um prazo de cinco dias, após defender os investigadores.
 
Apesar de imediatamente negar a solicitação da defesa, justificando que não cabe à Justiça "impor censura a veículos de comunicação ou mesmo produção de algum filme", conforme publicou o GGN na última sexta-feira (24), o magistrado pediu que os investigadores prestem "oportunos esclarecimentos".
 
A medida do juiz do Paraná, contudo, foi sair em defesa dos delegados da Polícia Federal, antes mesmo de obter o posicionamento dos mesmos. Ao contrário do que fez parecer reportagem do Estadão, desta segunda-feira (27), de que o juiz teria concordado em um pedido de explicações da PF, a determinação foi medida protocolar.
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Curtir páginas "de esquerda" foi motivo para grampo da PF, autorizado por Sergio Moro

Imagem retirada do relatório da PF publicada pela Folha de S. Paulo

Jornal GGN - A Polícia Federal usou um método considerado "perseguição ideológica" pela defesa de Eduardo Guimarães, para chegar à fonte do vazamento que possibilitou ao blogueiro publicar o furo de reportagem em que ele antecipa quebras de sigilo e busca e apreensão contra Lula e pessoas ligadas ao ex-presidente.

Depois de listar quais funcionários públicos tiveram acesso a despachos da Lava Jato ligados a Lula, a PF fuçou nas redes sociais dos suspeitos para determinar quem seria o potencial vazador e pedir a quebra de seu sigilo telefônico ao juiz Sergio Moro.

Dessa maneira, ao identificar que uma servidora da Receita Federal curtia a página oficial do jornalista Fernando Morais no Facebook, a PF conseguiu grampear a mulher alegando "alinhamento" com fontes de esquerda que defendem Lula, com autorização de Moro.

O mesmo método foi usado para quebrar o sigilo telefônico do jornalista que teria repassado o vazamento a Eduardo Guimarães. Este, por sua vez, também teve seu extrato telefônico liberado à PF, com a justificativa de que, para a Lava Jato, ele não é jornalista.

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Guimarães desmente Sergio Moro e relata ameaça de prisão na sede da PF

 
Jornal GGN - O relato de Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, sobre como transcorreu seu depoimento na Superintendência da Polícia Federal de São Paulo, no último dia 21, desmente parte do despacho do juiz federal Sergio Moro e revela que o blogueiro foi ameaçado com a hipótese de ser preso, caso não apresentasse provas de sua inocência ao delegado que o interrogou.
 
Dois dias após Guimarães ser levado coercitivamente para depor - episódio que gerou protestos de jornalistas renomados e instituições que defendem a classe - Moro decidiu recuar e admitir que o direito ao sigilo da fonte de informação do blogueiro não poderia ser violado. 
 
Porém, de maneira irônica, Moro afirmou que Guimarães não se comportou como "um verdadeiro jornalista" diante da PF, pois teria revelado, de pronto, sem nenhum tipo de "coação", a identidade de quem o informou detalhes da operação Aletheia.
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Terceirização ataca os direitos trabalhistas, diz sindicato da PF

 
 
Jornal GGN - O Projeto de Lei que regulamenta a terceirização precisa ser impedido, defendeu o Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal (SINPECPF). A entidade que representa os servidores administrativos da PF lamentou a aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto que permite a terceirização nas atividades meio e fim, em serviços privados e públicos.
 
"O projeto aprovado — proposta engavetada pelo legislativo em 2002 e resgatada do limbo pela Câmara dos Deputados no início deste ano em manobra, no mínimo, controversa — não contempla os anseios da sociedade em relação à modernização das relações de trabalho, tampouco à melhoria da qualidade dos serviços públicos prestados à população", informou.
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