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Advogados e juristas pedem investigação contra delegado da Lava Jato

 
Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quer que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, investigue abuso de autoridade pelo delegado Igor Romário de Paula, integrante da força-tarefa da Operação Lava Jato, que em entrevista disse que o "timing para prender Lula pode surgir em 30 ou 60 dias".
 
De acordo com os advogados Valmir Batista, Cristiano Zanin Martins e outros seis juristas, é "inaceitável violação de direitos constitucionais do ex-Presidente pelo delegado-chefe da Operação Lava Jato, comportamento que fere a ética e responsabilidade institucional da Polícia Federal".
 
Na entrevista concedida ao Uol, publicada no dia 27 de janeiro, o delegado admitiu estar prestes a concluir dois dos inquéritos contra Lula e que em no máximo um ou dois meses o ex-presidente seria preso pela Operação Lava Jato.
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Gritar “Fora Temer” dentro da PF muito a ajudaria, por Armando Coelho Neto

Gritar “Fora Temer” dentro da PF muito a ajudaria

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Ao longo de três semanas, nossa conversa com o leitor girou em torno de treze normas sancionadas pela presidenta Dilma Rousseff que tornaram a Polícia Federal mais forte. Em três textos, uma a uma, aquelas normas foram tratadas, as quais complementaram um trabalho iniciado pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Aliás, talvez o único presidente da República a visitar a sede da instituição, em Brasília. Se ele entrou com salários e recursos, a titular dos 54 milhões de votos entrou com leis.

Esse texto, que seria uma consideração final dos três outros, precisou de ajustes no meio de caminho e já envereda por outros meandros. Nele, cabe inicialmente lembrar que a cada operação contra o Partido dos Trabalhadores, a PF acaba passando atestado de idoneidade aos demais partidos. É como se o republicanismo tivesse ido pro brejo e tivesse se tornado uma polícia partidária. Inclusa na página suja dos golpes contra a democracia, não responde uma questão elementar: não prende tucanos por omissão, conivência ou incompetência? Se não é nada disso, que venha a público explicar.

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Sem alarde, Lula foi o último a depor na ação por obstrução da Lava Jato

Jornal GGN - O ex-presidente Lula teria sido o último a prestar depoimento à Polícia Federal de Brasília na ação em que ele e Dilma Rousseff, entre outros ex-ministros, são acusados de tentativa de obstruir a Lava Jato. Segundo informações da revista Época, desta sexta (13), Lula testemunhou na semana passada, sem nenhum alarde na mídia.

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PF pede mais tempo para investigar Lula e Dilma por obstrução da Lava Jato

Jornal GGN - A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal a prorrogação de prazo do inquérito em que os ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff são investigados pela suposta tentativa de obstruir a Operação Lava Jato. 

Em agosto de 2016, o relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, autorizou a abertura de um inquérito que além de Lula e Dilma atinge também os ex-ministros Aloizio Mercadante, José Eduardo Cardoso, o ministro do Superior Tribunal de Justiça Marcelo Navarro, o ex-presidente do STF Francisco Falcão e o ex-senador Delcídio do Amaral.

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Lula defende que Moro e força-tarefa da Lava Jato sejam investigados por relações com EUA

Lula voltou a dizer que espera receber um pedido de desculpas quando os procuradores da República reconhecerem que não há como provar as acusações contra ele

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse que o golpe na presidente Dilma Rousseff teve como finalidade quebrar empresas brasileiras e entregar as riquezas sob tutela da Petrobras a multinacionais, com ajuda do desgaste imposto ao antigo governo e ao PT pela Lava Jato.

Ele afirmou, nesta quarta (11), que as denúncias de que os Estados Unidos estão interferindo na política nacional e têm relações não transparentes com a força-tarefa do Ministério Público Federal que investiga a estatal de petróleo deveriam ser investigadas pela bancada do PT no Congresso. Lula citou o juiz Sergio Moro, que vem impedindo que os elos entre a Lava Jato e agentes estadunidenses sejam abordados no julgamento do caso triplex.

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Além de Aécio, Paes também prestou depoimento discreto à PF

 
Jornal GGN - Juntamente com o senador tucano Aécio Neves, o ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, também prestou depoimento na Polícia Federal de Brasília, durante a semana do Natal, sem vazamentos à imprensa e com discrição dos investigadores.
 
As informações são do colunista Lauro Jardim. Segundo publicação desta sexta-feira (06), o ex-prefeito prestou depoimento, aparentemente sem coerção, por suspeita de ter participado da maquiagem de dados do Banco Rural, durante a CPMI dos Correios em 2005.
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Quase cinco anos após assassinato de agente da PF, ruralista do Paraná segue impune

Atualização com errata: a vítima Alexandre Drummond Barbosa era agente da Polícia Federal, e não delegado como publicamos anteriormente
 
Á esquerda, o pai da vítima, Geraldo Barbosa. Á direita, o réu Alessandro Meneghel
 
Jornal GGN - Em 2012, um crime na cidade de Cascavel, no Paraná, gerou grande comoção e alertou para os resquícios do coronelismo no país e o poder de influência de ruralistas sobre o sistema político e judiciário, alimentado pela impunidade dessas figuras. Após quase cinco anos, o réu ainda não foi julgado. 
 
O agente da Polícia Federal, Alexandre Drummond Barbosa, foi a vítima que morreu a tiros no dia 14 de abril de 2012. Após um simples desentendimento em uma boate de Cascavel, foi executado por Alessandro Meneghel. Não foi apenas o relato de testemunhas que narraram a barbárie de uma espingarda calibre 12 com mais de 40 tiros. Vídeos e perícias confirmam o cruel assassinato.
 
Mas Meneghel, ex-presidente da Sociedade Rural do Oeste, é pessoa influente na região do Paraná. Naquele ano, em 2012, havia lançado a sua pré-candidatura a deputado estadual no Paraná pelo DEM, contando inclusive com o apoio e elogios de Beto Richa (PSDB), atual governador do Estado e então também candidato ao posto:
 
Alessandro Meneghel (acima) com José Serra e Beto Richa    
 
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Para "acompanhar Moro", PF aprendeu a fazer em 6 meses trabalho que levaria 8 anos

Jornal GGN - Por conta da Lava Jato, a Polícia Federal desenvolveu um software que faz a força-tarefa trabalhar muito mais rápido, possibilitando "acompanhar o ritmo" do juiz federal Sergio Moro, segundo reportagem da Folha de S. Paulo desta segunda (2). O jornal conta um episódio envolvendo decisão do magistrado que revela que, agora, os federais conseguem realizar em seis meses um trabalho de análise de fraudes na Petrobras que levaria oito anos.

Diz o texto da Folha que "em um dos processos da Lava Jato, o juiz Moro indeferiu o pedido de um réu para que fosse feita uma perícia para estimar superfaturamento em contratos da Petrobras. Segundo o juiz, a realização dessa perícia demoraria muito tempo e ela não mudaria o quadro de acusações."

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Mineirinho da Odebrecht depõe na PF e a imprensa abafa, por Helena Sthephanowitz

Por Helena Sthephanowitz

Na RBA

Aécio Neves, o Mineirinho da Odebrecht, depõe na PF e a imprensa abafa

A imprensa não estava na porta da Polícia Federal para transmitir ao vivo. Helicópteros não cobriram o trajeto do carro que levava o depoente. Não havia um batalhão de fotógrafos na entrada e na saída do suspeito. Não teve imagens do oficial de Justiça entregando a intimação e nem condução coercitiva com bonitão da PF escoltando.

No mais absoluto sigilo, o senador Aécio Neves (PSDB-MG)  compareceu à sede da Polícia Federal em Brasília na quinta-feira passada para prestar depoimento no inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), em que o tucano é acusado pelo ex-senador Delcídio do Amaral de atrasar o envio de dados do Banco Rural à CPI para poder “apagar dados bancários comprometedores” e evitar que a apuração sobre fraudes na instituição levasse a nomes de outros políticos do PSDB. O inquérito está nas mãos do ministro Gilmar Mendes no STF. O conteúdo do depoimento, contrariando o que passou a ser prática na nossa grande imprensa, também não vazou.

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Janot não esperou investigação da PF para denunciar Renan Calheiros

 
Jornal GGN - O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB-AL) por corrupção e lavagem de dinheiro, nesta segunda-feira (12), sem antes mesmo esperar a conclusão do inquérito da Polícia Federal de Brasília.
 
A antecipação de Janot frente aos delegados investigadores foi descoberta pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, que relata os processos da Operação Lava Jato na última instância. Ao se deparar com o erro cometido pelo Ministério Público Federal (MPF), Zavascki pediu que Janot complemente a denúncia com as informações do documento policial.
 
"Ante o exposto, à falta dos autos do inquérito, intime-se o Ministério Público para que regularize a situação dos autos, restituindo as petições protocoladas sob os números 70.676/2016 e 70.677/2016 (documentos da denúncia contra Renan) e documentação correspondente", disse Teori, em decisão assinada nesta terça-feira (13).
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MPF investiga suposto desvio de R$ 11 milhões no Museu do Trabalhador, em São Bernardo

Jornal GGN - O Ministério Público Federal está investigando a obra do Museu do Trabalhador, apelidada pela imprensa de "museu do Lula", em São Bernardo do Campo, por suspeita de desvio de R$ 11 milhões. O projeto tem recursos da Lei Rouanet. A Polícia Federal deflagrou nesta terça (13) uma operação que deteve um secretário de Obras, entre outras prisões e conduções coercitivas.

Segundo informações do Estadão, o MPF suspeita de fraude na licitação da obra, envolvendo cinco empresas. A Procuradoria da República em São Paulo também fala que "três secretários do município teriam formado uma organização criminosa junto com cinco empresários para fraudar a licitação e desviar o dinheiro desde 2010 do projeto."

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A fraude jornalística de IstoÉ para insinuar que PT ameaça vida de delatores

Revista manipulou uma decisão de Sergio Moro para fazer parecer que o juiz manteve Léo Pinheiro (ex-OAS) preso a pedido da defesa, que teme que ele "termine como Celso Daniel", ou seja, assassinado por "motivações políticas". Despacho de Moro, na verdade, era resposta a pedido da Polícia Federal para transferir Pinheiro de prisão

Jornal GGN - A revista IstoÉ manipulou uma decisão assinada por Sergio Moro para dar alguma legitimidade à reportagem "Lava Jato: delatores ameaçados". Publicado no último dia 25, o texto insinua que réus colaboradores têm mudado seus depoimentos perante o juiz e membros da força-tarefa porque estão sendo ameaçados por forças obscuras que beneficiariam investigados ligados ao PT, entre eles o ex-presidente Lula. 

Diz a reportagem que "delatores sofrem ameaças de terem suas vidas e a de seus parentes ceifadas. Aterrorizados, alguns se viram obrigados a mentir em depoimentos à Justiça. Depois, mudaram suas versões".

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Gilmar culpa Procuradoria e PF por atraso em inquérito contra Aécio, mas estende prazo

Jornal GGN - O ministro Gilmar Mendes deu um leve puxão de orelha na Polícia Federal e no Ministério Público Federal, que têm atrasado o inquérito contra o senador Aécio Neves (PSDB), derivado de uma delação premiada na qual Delcídio do Amaral diz que o tucano tentou esconder dados do Banco Rural, na CPMI dos Correios, que pudessem lhe trazer implicações no Mensalão.

Segundo reportagem da Agência Brasil, o MPF e a PF ainda não ouviram três testemunhas na ação. Gilmar estendeu a investigação, mas pediu atenção aos prazos de tramitação do processo no qual ele é o relator.

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Moniz Bandeira avalia o golpe e o papel do Judiciário

do PT na Câmara

Moniz Bandeira aponta interferência dos EUA no golpe que derrubou Dilma e critica atuação do MP, PF e Judiciário

O historiador e cientista político Luiz Alberto Moniz Bandeira faz várias críticas a segmentos da Polícia Federal, do Ministério Público e do Judiciário por estarem atuando de forma politizada e seletiva para tentar atingir, principalmente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em especial no âmbito da Operação Lava-Jato. Em entrevista ao jornal A Tarde, de Salvador (BA), ele condenou a atuação “antinacional” desses setores, que muitas vezes têm passado “por cima das leis, como senhores de um poder absoluto e incontestável”. Para Moniz Bandeira, parece que “o Estado brasileiro está se desintegrando”.

Na entrevista , ele aponta também a interferência dos Estados Unidos na efetivação do golpe que derrubou a presidenta legítima Dilma Rousseff. Sua tese central é de que os EUA aliaram-se com segmentos do empresariado brasileiro, junto com setores do MP, Judiciário e da mídia, para construir no Congresso o caminho para a derrubada de um governo alinhado aos interesses nacionais, colocando em seu lugar um totalmente submisso a Washington, como é o caso do usurpador Temer. A abertura da exploração do pré-sal para empresas estrangeiras é um dos principais motivos.

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Advogados de Lula processam delegado por danos morais

 
Jornal GGN - A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que está processando o delegado Filipe Hille Pace, autor do indiciamento do ex-ministro Antonio Palocci, por danos morais. Os advogados Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira anunciaram que protocolaram a ação de reparação de danos morais contra o membro da Polícia Federal nesta sexta-feira (28), por "afirmação ofensiva e mentirosa por ele lançada sobre o nosso cliente".
 
A peça produzida pelo delegado não tem valor jurídico, mas foi suficiente para promover ataques ao ex-ministro e ao ex-presidente Lula. No documento, o delegado Filipe Pace, responsável por esse indiciamento, afirmou que a Odebrecht tinha uma verdadeira conta corrente de propina com o PT e que o codinome "Amigo" que aparece nas planilhas seria uma referência a Lula.
 
A defesa de Lula lembrou que o delegado não é responsável pelas investigações contra o ex-presidente, configurando ofensas ao ex-presidente no inquérito policial.
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