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prefeitura de São Paulo

Em SP, vereadores questionam gestão privada de verba do Bilhete Único

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Da Rede Brasil Atual

 
Presidente do Legislativo paulista defende substitutivo ao texto enviado pela prefeitura que prevê o manuseio de R$ 5 bi por agentes financeiros que vierem a assumir a concessão do sistema de bilhetes de ônibus
 
por Rodrigo Gomes

O presidente da Câmara Municipal de São Paulo, vereador Milton Leite (DEM), afirmou que não aceita que a concessão do sistema de Bilhete Único à iniciativa privada permita que os empresários acessem o dinheiro dos créditos dos usuários. "Não podemos colocar dinheiro público sob administração das empresas. São R$ 5 bilhões por ano. Se é isso que as empresas querem podem tirar o cavalo da chuva", afirmou Leite, durante audiência pública sobre as privatizações.

O presidente da Casa afirma não ver problema em abrir o sistema do Bilhete Único para que as empresas associem serviços como cartão de crédito. "O que não pode é eles colocarem a mão nessa verba. Vamos defender que a venda de créditos de transporte fique com as empresas de ônibus, o que acabaria com a maioria das fraudes do sistema", disse Leite, que avalia contar com apoio dos demais parlamentares. Existem hoje 14,4 milhões de cartões do Bilhete Único, que realizam 13,6 milhões de viagens por dia. 

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Na SP de Doria, a falta de humanidade que congela para além da metáfora, por Pedro Soliani

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Foto: Roberto Parizotti

Do Justificando

São Paulo de Doria: a falta de humanidade que congela a espinha para além da metáfora

por Pedro Soliani de Castro

Iniciamos (em 19/07/2017) mais um dia frio e nebuloso na cidade de São Paulo. Em um dos dias mais gelados do ano, cuja temperatura atingiu 8ºC no centro (sensação térmica menor ainda), repetiu-se uma cena lamentável: a equipe de limpeza fez seu serviço de forma despretensiosa e lavou a praça da Sé às 7 da manhã, com água obviamente gelada.
 
Parecem não terem notado que, nas calçadas, dormiam diversos moradores de rua que enfrentaram um frio que incomodou até quem tinha lugar fechado para pernoitar. Foi água para todo lado, limpeza rápida, eficaz e completa.
 
Os moradores de rua foram acordados na base do jato d’água, muitos cobertores foram encharcados, muitas pessoas foram molhadas e, pasmem, elas não tinham onde, nem com o que se secar, muito menos um banho quente para tirar a sensação de gelo do corpo. Dá-lhe sistema imunológico!

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GCM tentou impedir distribuição de sopa para moradores de rua, acusa Júlio Lancellotti

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Na noite desta quinta-feira (20), o padre Júlio Lancellotti, da Pastoral do Povo de Rua, acusou guardas-civis metropolitanos (GCMs) de tentar impedir a distribuição de sopa para dependentes químicos e moradores de rua na região chamada de Cracolândia, no centro de São Paulo. 
 
Através das redes sociais, o padre afirmou que “o grupo Mensagem de Paz está oferecendo sopa quente, água e acolhida na Cracolândia e estão sendo pressionados e impedidos pela GCM. Informei ao secretário de Segurança Urbana da Prefeitura. É inaceitável”.
 
O coronel José Roberto Rodrigues, secretário de Segurança Urbana, disse que foi contatado por Lancellotti e que, ao saber do ocorrido, ligou para o responsável pela Guarda Civil na região, pedindo para liberação da entrega do alimento. 
 
Rodrigues afirmou que há um decreto que afirma que o alimento manipulado não pode ser entregue para a população de rua, e também disse que questão da distribuição da sopa foi resolvida. 

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Em SP, moradores de rua acordam com jatos de água fria

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Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Além de lidar com temperaturas abaixo dos dez graus, os moradores de rua de São Paulo são obrigados a conviver com o descasos de agentes públicos que fazem a limpeza da cidade. 
 
Segundo a rádio CBN, na manhã desta quarta-feira (19), um caminhão de uma empresa terceirizada jogou jatos d’água nas calçadas da Praça da Sé, acordado os moradores e molhando seus pertences. 
 
“Meu cobertor ficou encharcado. Sempre que isso acontece, a gente perde tudo", disse um dos moradores de rua entrevistados pela rádio.
 
Outra reclamação é a falta de vagas nos abrigos da cidade. Eduardo Odloak, prefeito regional da Sé, disse que vai investigar o ocorrido e afirma que as equipes são orientadas a abordar os moradores antes de iniciar a limpeza das ruas. 

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Gestão Doria congela novos auxílios para vítimas de violência doméstica

 

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Foto: Pedro Ventura/Agência Brasília

Jornal GGN - A Secretaria de Habitação da Prefeitura de São Paulo congelou a concessão de novos benefícios de auxílio-aluguel para vítimas de violência doméstica. Hoje, a capital paulista tem cem mulheres que recebem R$ 400 mensais.
 
Em 2014, a secretaria incluiu as mulheres vítimas de violência doméstica em programas de atendimento provisório. No ano passado, 70 pessoas começaram a receber o benefício, mas neste ano nenhuma vítima foi incluída no programa, de acordo com o portal G1. 
 
O pedido pelo auxílio é feito por psicólogos e assistentes sociais que cuidam das vítimas. Depois, os casos vão para a secretaria. 

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Para Haddad, não há possibilidade de Lula ficar inelegível

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Foto: Paulo Pinto/Fotos Públicas
 
Jornal GGN - Após a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo juiz Sérgio Moro, os analistas políticos começaram a levantar a hipótese de outra candidato do PT em 2018, caso Lula se torne inelegível.
 
Um dos nomes lembrados é o de Fernando Haddad, mas o ex-prefeito de São Paulo refuta não só a hipótese de disputar a presidência como também a possibilidade de não disputar a presidência no ano que vem.
 
Em entrevista para a Folha de S. Paulo, Haddad afirma que tanto Lula quanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso erraram ao não ter conseguido criar bases para convivência entre PSDB e PT, o que fez os partidos se tornarem “reféns do atraso. 
 
Ao comentar a Operação Lava Jato, Haddad critica o uso das delações premiadas. “Aqui introduzimos uma novidade sem as cautelas regulamentares. Qual o protocolo para delação com trecho falso?”, questiona. 

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O dia em que Doria acabou com a feirinha da praça Buenos Aires

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Foto: Prefeitura de SP

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Ato protesta contra privatizações de Doria em São Paulo

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Foto: Levante Popular da Juventude

Da Rede Brasil Atual

 
Manifestantes reúniram-se na manhã deste sábado na frente da casa do prefeito para denunciar o ataque ao patrimônio público e ato termina com um jovem preso pela GCM

O Levante Popular da Juventude, movimento popular conhecido pela jornada de escrachos em 2013 a agentes da ditadura, realiza na manhã deste sábado (15) manifestação de denúncia contra as privatizações na frente da residência do prefeito de São Paulo, João Doria, que os ativistas estão chamando de "prefeike". Os jovens anunciam no ato que “São Paulo não está à venda”, em crítica às diversas medidas privatistas da Prefeitura. O ato aconteceu no bairro do Jardins, na rua Itália.

"Tem sido sistemático o desmonte ao transporte público", defendem os ativistas. Desde que Doria assumiu o governo da cidade, o custo para a população aumentou por meio das integrações. Os ativistas também destacam que o prefeito praticamente acabou com o transporte escolar gratuito (em algumas regiões em cerca de 80%). As ameaças de privatização do patrimônio público também assustam a população: o Estádio do Pacaembu e o próprio Parque Ibirapuera já figuram na mira do "prefeito-marketeiro", afirma o movimento.

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Gestão Doria reduz horas de viagem no Passe Livre Estudantil

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Foto: Cesar Ogata/Secom
 
Jornal GGN - A gestão do prefeito João Doria (PSDB) alterou as regras de uso do Passe Livre Estudantil, cortando horas do tempo diário em que os alunos podem viajar gratuitamente nos ônibus municipais de São Paulo. 
 
De acordo com o jornal Estado de S. Paulo, a prefeitura pretende evitar que os estudantes que trabalham usem o passe livre para se deslocar ao trabalho, o que faz com com que os empregadores não paguem o vale-transporte. 
 
Antes da mudança, publicada no último sábado no Diário Oficial da Cidade, os alunos tinham direito a uma cota de passe livre por dia, com validade de 24 horas e até oito embarques nos ônibus da SPTrans.

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Somente 8% do valor de doações prometido por Doria é efetivado

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Foto: Leon Rodrigues/SECOM
 
Jornal GGN - Apesar do prefeito João Doria (PSDB) anunciar diversas doações de empresas privadas para a prefeitura de São Paulo, somente 8% do valor total prometido, de R$ 626 milhões, foi efetivado.
 
Um exemplo é o caso da doação emergencial das empresas farmacêuticas, que iria destinar R$ 120 milhões em remédios para a rede pública. Somente cerca de R$ 11 milhões tiveram sua doação concluída, sendo que os outros R$ 109 milhões aparecem como “aguardando proposta” nas planilhas da prefeitura, segundo o jornal Folha de S. Paulo. 
 
O valor anunciado das contribuições é bem maior que o investimento feito pela gestão municipal no primeiro semestre deste ano, de R$ 361 milhões. A prefeitura afirma que as doações não concretizadas são divulgadas para dar transparência ao processo.
 
Ainda de acordo com a Folha, R$ 225 milhões, ou 36% das doações, não aparecem como proposta oficial, sendo que algumas dessas contribuições não são confirmados pelas empresas que deveriam realizar as doações.

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Em primeira votação, Câmara aprova projeto de concessões de Doria

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Foto: Heloísa Ballarini/ Secom
 
Jornal GGN - Nesta segunda-feira (3), a Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em primeira votação, o projeto de privatizações e concessões do prefeito João Doria (PSDB). No projeto de lei 367 estão incluídas as concessões do Bilhete Único, mercados e sacolões municipais, parques, entre outros equipamentos. 
 
O pacote aprovado também define os objetivos fundamentais do programa proposta por Doria, além de promover mudanças na lei de concessões dos terminais. Na semana passada, foi aprovada em primeira votação o projeto que autoriza a concessão do estádio do Pacaembu para a iniciativa privada. 
 
O prefeito sofreu derrotas no legislativo paulistano, atrasando a tramitação de projetos e revelando o descontentamento de vereadores do seu próprio partido.

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Um gestor que quer vender tudo vai gerir o que?, por Juliana Borges

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Foto: Eduardo Ogata/Secom

Do Justificando

 
por Juliana Borges

Já na campanha eleitoral, João Dória Jr. demonstrava suas intenções de fazer da cidade de São Paulo um grande negócio. Ainda em Julho de 2016, em entrevista, o atual Prefeito defendia “uma onda de privatização de bens públicos”. Após a vitória, em outubro de 2016, reforçava seu discurso, afirmando os recursos que poderiam vir para a cidade, compensando diminuição do orçamento municipal de 2017, em cerca de R$3bi, em relação ao do ano de 2016.

Logo após a posse, a gestão do atual Prefeito começou, então, a colocar seu projeto de venda da cidade em ação. Já em Fevereiro, o Secretário Municipal de Cultura, André Sturm informava que 52 bibliotecas públicas municipais e o Centro Cultural São Paulo (CCSP) seriam abertos para administração de organizações sociais. Significa, na prática, abrir para a iniciativa privada o maior sistema de bibliotecas públicas da América Latina, que recebe cerca de 4 milhões de consultas por ano. O principal argumento do Secretário da pasta, à época, era de que a contratação de artistas pela administração direta era “muito complexa” e deveria seguir “uma série de procedimentos”. Procedimentos que garantem transparência e bom uso da verba pública não parecem ter entre fãs membros do Secretariado atual.

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MP-SP vai entrar com outra ação contra atuação da prefeitura na cracolândia

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Foto: Rovena Rosa/EBC
 
Jornal GGN - O Ministério Público do Estado de São Paulo deverá protocolar outra ação contra a atuação da Prefeitura de São Paulo na região conhecida como cracolândia, no centro da capital paulista.
 
Antes, o MP questionou a lacração e demolição de imóveis no local sem a devida notificação aos moradores e proprietários. Como a região está em uma Zona Especial de Interesse Social, as intervenções necessitam da autorização de conselho gestor formado pela sociedade civil. 
 
No entanto, a primeira eleição para o conselho foi suspensa depois de questionamentos do MP. Uma nova eleição foi agendada para julho, mas ignorando as orientações do Ministério Público, que diz que o processo tem irregularidades. 

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Na Embratur, Doria foi criticado por propor seca como atração turística

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Foto: Fernando Pereira/SECOM
 
Jornal GGN - Uma declaração do prefeito João Doria (PSDB) dada em 1987, quando era presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), voltou a gerar polêmica 30 anos depois.
 
Na ocasião, ele visitou Fortaleza (CE) em um encontro com o então governador cearense Tasso Jereissati, e sugeriu que as verbas para obras de irrigação fossem reduzidas que a seca na Caatinga fosse utilizada como atração turística. 
 
Segundo reportagem do jornal O Globo de 1º de julho de 1987, Doria afirmou que “a Caatinga nordestina poderia ser um ponto de visitação turística e gerar uma fonte de renda para a população sofrida da área, respeitando as características culturais e humanas da população, sem exploração da miséria”.

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Rejeição a Doria chega a 52%, aponta pesquisa Ipsos

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Foto: César Ogata/Secom
 
Jornal GGN - De acordo com levantamento nacional do instituto Ipsos realizado na primeira quinzena de junho, a rejeição do prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), saiu de 39% para 52% em um mês. 
 
O patamar de rejeição de Doria é similar ao de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e fica abaixo do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que tem 54%. Mesmo com o aumento, o percentual de rejeição do prefeito paulistano ainda é bem menor que a de seu padrinho político, o governador paulista Geraldo Alckmin (PSDB), que aparece com 71%. 
 
Já o índice de aprovação do gestor municipal se manteve estabilizado em 16%. Os pesquisadores creem que o aumento da rejeição foi causado por uma mudança de humor em pessoas que antes estavam indecisas. A piora no índice corre depois das ações na chamada cracolândia, no centro da cidade. 

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