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Previdência foi a maior conquista da Constituição, diz Maria Fattorelli

 
Jornal GGN - O programa de entrevistas pela internet, o Viva Roda, conduzido pelo jornalista Felipe Pena abordou a tentativa de Reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer. A Coordenadora nacional da auditoria cidadã da dívida, Maria Fattorelli, foi a convidada para responder as perguntas de diversos especialistas e representantes de mídias alternativas. 
 
"A Previdência foi a maior conquista da Constituição Federal. Os constituintes colocaram no artigo 194 da Constituição a Seguridade Social, a segurança do povo, que é um tripé: a Previdência, assistência e saúde", introduziu a entrevistada.
 
Segundo Maria Fattorelli, a lógica argumentada para se criar a necessidade de uma reforma não se sustenta e defende que o chamado "déficit" da Previdência nas contas públicas é uma fraude inventada. "[Os constituintes] colocaram na própria Constituição fontes variadas de financiamento para este tripé." 
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Meirelles e Nogueira defendem governo Temer em evento da Indústria


Foto: Sérgio Lima/Poder 360 
 
Jornal GGN - "O Brasil de amanhã será muito melhor do que o de hoje por causa dessas medidas corajosas que o presidente encaminhou", disse o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, em plena crise política que desaba o governo de Michel Temer. 
 
A fala ocorreu durante o 89º Encontro Nacional da Indústria da Construção (Enic), nesta sexta-feira (26). No mesmo evento, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que seu "cenário base" e sua "hipótese de trabalho" é de "continuidade do governo Temer".
 
Ambos defenderam a economia e as propostas enviadas pelo mandatário ao Congresso. "Temos de enfatizar a grande capacidade de o nosso país superar dificuldades. O Brasil é um país com um mar de potencialidades e tem condições de ser protagonista do desenvolvimento mundial", disse o ministro Nogueira, em seu discurso.
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Reforma da previdência induz ‘corrida por privilégios’, alerta economista

Onofre Portella aponta outras saídas para governo combater déficit sem contribuir para o aumento da desigualdade 

Economista aponta outras saídas para governo combater déficit sem contribuir para o aumento da desigualdade
 
Jornal GGN – Os defensores da reforma da previdência, nos moldes propostos pelo governo Temer, se apegam a dois dados reais e que o país não tem como fugir: o incrível déficit de R$ 260 bilhões nos sistemas de pagando de aposentadorias, que abrangem tanto o trabalhador privado quanto o servidor público, e o acelerado envelhecimento populacional. Segundo previsão do IBGE, a porcentagem de idosos no país irá triplicar até 2060, saltando de 18 milhões para 58 milhões, ou de 8,5% para quase 26,8% da população. 
 
Mas usar apenas esses dados como determinantes para uma reforma da magnitude apresentada pelo governo federal pode ser um erro, podendo colocar em risco a segurança social de milhões de brasileiros nas próximas décadas. Essa é a avaliação do economista e professor das Faculdades Rio Branco, Onofre Portella, durante aula que concedeu na 8ª edição do Programa Rio Branco para Jornalistas.

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Temer atua para manter apoio de aliados na Reforma da Previdência


Sessão da comissão especial da reforma da Previdência Social que votou os destaques ao relatório. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Michel Temer reuniu-se com deputados e senadores, no Palácio do jaburu, na manhã desta quarta-feira (10), para pressionar a agilidade na aprovação da Reforma da Previdência. O encontro predominantemente com deputados federais buscou evitar tumultos na análise do projeto.
 
Nesta terça (09), os deputados já seguiram as recomendações de Temer e concluíram a votação dos destaques sobre o relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA). Diante da ocupação de agentes penitenciários que pressionaram a votação na sessão anterior, a de ontem contou com reforços de seguranças, e o prédio foi cercado por policiais militares, do Batalhão de Choque e da Força Nacional de Segurança.
 
A pedido do governo, os aliados rejeitaram todos os adendos, para finalizar o quanto antes a tramitação da Reforma da Previdência. A única modificação aceita foi devolver à Justiça Estadual a responsabilidade por julgar casos de acidentes de trabalho e aposentadoria por invalidez. Os demais pedidos do PT e oposição foram rejeitados.
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Câmara agiliza e Senado breca medidas de Temer

Pautas importantes e polêmicas devem ser discutidas e votadas esta semana pelo Congresso
 

Foto: Marcos Corrêa/PR - Fotos Públicas
 
Jornal GGN - O Congresso segue com alta das pautas polêmicas nesta semana. No Senado, duas prevalecem: o projeto de lei da reforma trabalhista e a proposta de emenda à Constituição (PEC) que põe fim ao foro privilegiado. Já na Câmara dos Deputados é a reforma da Previdência que domina as discussões.
 
Já está programado para amanhã (03) a análise da PEC do Fim do Foro, que terá três sessões de discussões e debates no Senado antes da votação em segundo turno. Já aprovada em primeiro na última semana, a expectativa é que siga apenas o protocolo de três sessões, ficando pronta para a votação na próxima terça-feira (09). Se aprovada, segue para a Câmara.
 
A proposta coloca todos os políticos, exceto os presidentes da Câmara, do Senado e da República, além do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) sob o julgamento da primeira instância. Apesar de ser um apelo popular, a medida favorece, em parte, os parlamentares e envolvidos, uma vez que a Justiça responsável por analisar os processos será a do Estado a que o político pertence, e que geralmente se traduz em maior influência do político.
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A greve geral e a correlação de forças, por Jeferson Miola

A greve geral e a correlação de forças

por Jeferson Miola

"Governo não tem alternativa a não ser prosseguir com sua agenda", editorial da FSP de 29/4/2017.

"Nenhuma boquinha terminou no Brasil sem certa dose de esperneio e gás lacrimogêneo. A sexta-feira que passou foi dedicada a isso. Vida que segue". Gustavo Franco, desastroso presidente do BC de FHC, hoje banqueiro, no artigo "Reforma trabalhista: só o começo", em O Globo de 30/4/2017.

O 28 de abril de 2017 entra para a história como o dia da mais contundente demonstração de resistência do conjunto do povo brasileiro ao pacto antinacional e escravocrata que as classes hegemônicas tentam impor com o golpe de Estado.

Mais de quarenta milhões de trabalhadores fizeram a maior greve geral da história do país e, possivelmente, do mundo moderno, pois o Brasil é o quinto país mais populoso do planeta. Praticamente toda a produção industrial foi interrompida, quase todo o comércio, transportes e serviços ficaram paralisados, e as igrejas estimularam o engajamento dos seguidores à greve.

A greve foi geral, nacional e unitária. Preparada unificadamente pelas centrais sindicais, afetou todos os setores e categorias econômicas, se espalhou por todo o território nacional e ampliou a consciência do povo a respeito dos retrocessos e sofrimentos impostos pela oligarquia golpista. Foi notável, também, a adesão das mesmas classes médias que estiveram associadas ao golpe e que hoje, envergonhadas, se opõem à cleptocracia golpista.

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Debate sobre Previdência na Câmara termina amanhã, mas aliados pensam em adiar votação

Foto: Agência Brasil

Da Agência Brasil

Os debates em torno da reforma da Previdência, na Comissão Especial da Câmara que analisa a matéria, deverão ser encerrados amanhã (2). A previsão do presidente da comissão, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), é de que a votação do substitutivo apresentado pelo relator, deputado Arthur Maia (PPS-BA), comece na quarta-feira (3) e termine no dia seguinte. Marun quer que todos os inscritos para discutir a matéria se pronunciem na terça-feira para que a votação na comissão seja iniciada na quarta.

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'Governistas estão com medo', diz Janine sobre greve geral

"Devemos dar um basta, até para garantir as eleições de 2018. Porque há o risco de que os governistas, vendo que as perderão, as impeçam ou tomem medidas para não significarem nada"
Foto: MARCELO PINTO/APLATEIA
 
 
 
Para professor e ex-ministro, movimento é importante para protestar contra reformas e até para garantir a realização das eleições de 2018
 
Por Redação
 
São Paulo – A greve geral desta sexta-feira (28) é "fundamental" para protestar contra "maldades" do governo e até para assegurar as eleições no ano que vem, diz o professor e ex-ministro da Educação Renato Janine Ribeiro. "Deve mostrar que o combo de maldades desse governo – PEC do fim do mundo, reforma trabalhista e da Previdência – é inaceitável e só está sendo feito porque esse governo não foi eleito. Jamais, numa democracia, o povo aprovaria um governo que propusesse isso", escreveu ontem em sua conta no Facebook.
 
"Devemos dar um basta, até para garantir as eleições de 2018. Porque há o risco de que os governistas, vendo que as perderão, as impeçam ou tomem medidas para não significarem nada", afirmou ainda o professor de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo (USP). "E é dia não só de não trabalhar, mas de não comprar. Parar mesmo o País. Não é fácil, mas dá para ver que os governistas estão com medo. Assim devem ficar."
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Doria nega paralisação em SP: "Se houve, durou 5 minutos", disse

Foto: André Bueno/Câmara Municipal de SP
 
 
Jornal GGN - Metade da rede pública de ensino de São Paulo não foi trabalhar. Sindicatos ligados ao setor de transporte podem pagar uma multa milionário por impedir que 80% dos motoristas trabalhassem nesta sexta (28). Mais de uma dezena de pessoas foram presas pela Polícia Militar. Grandes vias públicas foram palco de repressão contra adeptos da greve geral. Servidores municipais dormiram no trabalho. O próprio prefeito da capital saiu de casa mais cedo para não ficar parado no trânsito.
 
Mas, segundo João Doria (PSDB), não houve paralisação em São Paulo. E, se houve, durou "cinco minutos", porque a polícia "agiu rapidamente". Foi o que o tucano disse em entrevista ao Estadão, transmitida ao vivo no Facebook.
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Lula parabeniza grevistas por luta contra reformas de Temer

Jornal GGN - O ex-presidente Lula disse, em entrevista à Rede Brasil Atual, nesta sexta (28), que os movimentos sociais e trabalhadores que aderiram à greve geral estão de parabéns por terem conseguido fazer uma grande mobilização contra as reformas trabalhista, previdência e a terceirização, projeto encampados pelo governo Temer. "É uma satisfação saber que o povo brasileiro atingiu o nivel de conscientização", comentou Lula.

Em entrevista a uma rádio gaúcha, à tarde, o ex-presidente disse também que é lamentável que o governo Temer imponha reformas impopulares, que colocam nas costas do trabalhador o custo da crise, e afirmou que apenas uma nova eleição será capaz de frear essa trajetória de retirada de direitos. É uma pena, segundo o petista, que a sociedade brasileira tenha de esperar até 2018 para se livrar de Temer. Leia mais »

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"Vagabundo" é quem distorce a história, não quem faz greve, diz Sakamoto

Foto: Marcelo Pinto/Fotos Públicas

Jornal GGN - Em meio a uma polarização nas redes sociais entre quem apoia a greve geral contra as reformas de Temer e contra quem é adeto da hashtag #euvoutrabalhar, Leonardo Sakamoto analisa, em artigo publicado no UOL, que não é correto chamar o grevista de "vagabundo" - como fez João Doria - pois a história prova que esta figura é a verdadeira responsável pelas conquistas de direitos sociais.

"O poder não está no silêncio das bocas fechadas que aceitam as coisas como elas são porque acreditam que nada pode mudar e que ficam felizes se ganharam uma TV do sindicato pelego no feriado. Mas dos braços parados que se negam a produzir riqueza sem que um diálogo aberto e franco com os empregadores seja estabelecido. Trabalhadores são fortes. Pena que se esquecem disso."

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Renan convoca: "É o ‘dá ou desce’ trabalhista", e Senado adere a críticas


Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
 
Jornal GGN - O líder da Maioria e do PMDB, Renan Calheiros (AL), não economizou críticas a mais uma das propostas do mandatário Michel Temer. Sobre a Reforma Trabalhista aprovada pela Câmara nesta quarta-feira (26) e que hoje, às vésperas da Greve Geral, foi levada ao Senado disse que "é uma chantagem explícita" que o presidente quer empurrar "goela abaixo" para a retirada dos direitos dos trabalhadores. "É o ‘dá ou desce’ trabalhista", resumiu, em duro discurso.
 
"A próxima segunda-feira, 1o de maio, o Brasil precisa dizer alguma coisa aos seus trabalhadores", introduziu Renan, em ironia, no Plenário do Senado. "E não é, senhores senadores e senhoras senadoras, da melhor tradição o Presidente da República não falar aos trabalhadores", seguiu.
 
Em críticas à gestão Temer, o senador que hoje representa o partido do presidente da República no Senado disse que vivemos "um momento de angústia e crueldade". E, nesse cenário, "não é normal que o presidente da República deixe de falar e empurre goela abaixo dos trabalhadores uma retirada de direitos", completou.
 
Em mais um sinal de forte dissidência do parlamentar e representante no Congresso contra a governabilidade de Michel Temer, em cerca de 10 minutos, o peemedebista criticou a tentativa de que "o acordado se sobreponha ao que está na lei", ao fazer referências aos intentos de mudanças na legislação trabalhista. 
 
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Organizações de todos os estados aderem à greve geral

Veja, ainda, o histórico das principais greves gerais que marcaram a história do país, de 1907 até 2017

Organizações de todos os estados do Brasil, além do Distrito Federal anunciaram que vão aderir à greve-geral prevista para esta próxima sexta-feira (28)
Montagem com fotos de Elza Fiúza/Agência Brasil e Thiago Borges/Periferia em Movimento

Jornal GGN - Organizações de todos os estados do Brasil, além do Distrito Federal, anunciaram que vão aderir à greve-geral prevista para esta sexta-feira (28), proposta pelas centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, contra as reformas da Previdência e trabalhista.

Na última terça-feira (25) os profissionais ligados ao Sindicato Nacional dos Aeroviários (SNA) decidiram aderir à greve, o que irá afetar quase todos os aeroportos do Brasil, incluindo o de Guarulhos, o maior aeroporto da América do Sul. Segundo o presidente da SNA, Luiz Pará, somente essa categoria possui mais de 50 mil trabalhadores que são responsáveis pelos serviços de contato direito com os usuários dos aeroportos.

Histórico

A primeira greve geral da história do Brasil aconteceu no dia 1º de maio de 1907 pela redução da jornada de trabalho diária para 8 horas. A paralisação se manteve até meados de junho daquele ano, e os trabalhadores saíram vitoriosos.

O período de 1917 até 1920 marca o auge dos movimentos grevistas no país, liderados por imigrantes que trazem conhecimento de organização sindical e interesse da classe trabalhadora. Em 1917, o Estado de São Paulo foi paralisado por uma greve que começou em julho, na maior tecelagem do país, a Cotonifício Crespi, e rapidamente se alastrou pelo estado. Um fato que marcou o levante foi a violência polícial contra a marcha do dia 9 de julho, que resultou na morte por tiros do sapateiro Antonio Martinez, gerando ainda mais revolta. A adesão popular, depois do acontecimento, chegou a 50 mil, incluindo servidores públicos.

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O longo ano de 2017, por Clemente Ganz Lúcio

O longo ano de 2017

por Clemente Ganz Lúcio

As questões colocadas na agenda dos debates deliberativos do Congresso Nacional e dos encaminhamentos do poder executivo são iniciativas complexas do governo federal e que terão múltiplos impactos sobre a vida das pessoas e as bases do desenvolvimento econômico, social e ambiental do Brasil. Será um longo ano de um tempo curto para as lutas.

O desemprego crescerá porque a economia continuará patinando, o que dramaticamente compromete a vida dos trabalhadores e a perspectiva geral do desenvolvimento do país. Por isso, a centralidade da luta pelo emprego, o que requer uma visão estratégica de como retomar e sustentar o crescimento e o desenvolvimento econômico nacional e soberano.

As escolhas dos caminhos para o desenvolvimento de uma das maiores economias do planeta envolvem múltiplos e poderosos interesses, em um jogo que vale tudo. A democracia é uma construção política para colocar limites ao vale tudo e, com regras, fazer as escolhas a partir do debate público e com participação social. Defendê-la será uma grande tarefa para este ano.

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Reforma da Previdência: punindo os inocentes, por Juliano Giassi Goularti

A PEC 287, proposta sob a justificativa da tara do ‘déficit’, tem como objetivo redirecionar o orçamento público da Previdência ao sistema financeiro, para que este extraia super lucro. Sua tendência será agravar em ritmo acelerado as desigualdades no Brasil (Foto - Divulgação INSS)

do Brasil Debate

Reforma da Previdência: punindo os inocentes

por Juliano Giassi Goularti

Que país a Reforma da Previdência projeta para meados do século XXI? Numa perspectiva crítica e de comprometimento social com a coletividade, o ajuste estrutural na Previdência Social delineado pelo governo está de costas para o futuro. Responsável por assegurar a renda dos trabalhadores e de seus dependentes quando da perda da capacidade de trabalho, o que está por trás da Reforma (Proposta de Emenda Constitucional N° 287) é retirar o mínimo de justiça social definido pela Constituição Federal de 1988.

No debate constitucional, o legislador constituinte estabeleceu um sistema de seguridade social universal, solidário e baseado em princípios redistributivos. No texto da Carta Magna, os trabalhadores rurais passaram a ter os mesmos direitos previdenciários que os trabalhadores urbanos, foi instituído o programa seguro-desemprego e introduzido o piso de aposentadoria equivalente ao salário mínimo para evitar a corrosão real dos benefícios. Não por menos que hoje as transferências da Previdência são uma das principais fontes de movimentação da economia local de 70% dos municípios brasileiros, principalmente daqueles afastados dos centros urbanos.

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