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Como a Lava Jato entregará a repatriação de empresas brasileiras ao mundo

Entenda o jogo de interesses que mobiliza um aparente bem-intencionado acordo de cooperação internacional: todos os países e investigadores ganham, menos as empresas brasileiras
 

Lava Jato durante a apresentação da "Car Wash", com procuradores suíços e dos EUA - Foto: Geraldo Bubniak / AGB
 
Jornal GGN - A Lava Jato de Rodrigo Janot está de olho no ex-procurador suíço Stefan Lenz, que se auto caracteriza como o "cérebro" das investigações no país sobre o esquema de corrupção envolvendo a Petrobras e Odebrecht. Por não se sentir reconhecido, financeiramente e por seus superiores, ele pediu demissão. Jornais alemães e suíços acessados pelo GGN dão conta, ainda, que Lenz poderia avançar nas investigações que fazem "estremecer políticos brasileiros e, inclusive, levar à prisão o ex-presidente Lula da Silva".
 
A frase foi reproduzida de uma reportagem no periódico alemão "Aargauer Zeitung", em outubro do último ano, quando Lenz abandonava a sua equipe de investigadores por aparentes conflitos internos. Lá, o investigador teria criado inimizade com o procurador-geral, Michael Lauber. E enquanto uma troca no grupo de delegados da força-tarefa no Brasil foi vista como um desmanche das investigações, o país europeu mostrou-se determinado a fortalecer as investigações que tem como mira as empresas brasileiras.
 
 
Daqui, a força-tarefa de Curitiba e o procurador-geral, Rodrigo Janot, não demonstram preocupação com possíveis interferências de investigadores estrangeiros nas irregularidades ou ilícitos dentro das companhias nacionais, ao contrário, agradecem publicamente a mobilização de mais de uma dezena de pessoal, como advogados, procuradores especialistas em corrupção e técnicos forenses no país, exclusivamente para mirar a Petrobras.
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Contra corrupção, quebra-se a Odebrecht, mas se protegem as estrangeiras

 
Jornal GGN - A cooperação aceita pelos procuradores da República da força-tarefa da Lava Jato no Brasil com a Justiça norte-americana, desde o fim de 2014, teve um de seus desfechos no final do último ano. O resultado foi a tutela das autoridades brasileiras para Departamento de Justiça dos Estados Unidos investigar e fiscalizar as empresas nacionais.
 
Desde o início da cooperação internacional, os procuradores anunciavam que o intercâmbio era positivo ao país. Um dos gestos mais simbólicos da extensão dessa aliança na Operação foi a visita do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, em fevereiro de 2015, aos Estados Unidos, para fechar um acordo de "entendimento" com o Banco Mundial contra a corrupção.
 
Aquele era o início da abertura dos investigadores brasileiros à fiscalização e controle dos EUA, ainda que infringindo medidas de proteção do Estado contra a soberania nacional.
 
No dia 21 de dezembro de 2016, o Departamento de Justiça norte-americano concluía uma das principais etapas desta colaboração. Anunciava um acordo assinado pela Odebrecht, por intermédio dos procuradores da República brasileiros, para pagar multas aos EUA e Suíça, além do Brasil, pelas práticas ilícitas e de corrupção [leia aqui].
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Abraji lamenta quebra de sigilo de fonte de jornalista

 
Jornal GGN - A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) repudiou a quebra de sigilo de ligações feitas pela jornalista Andreza Matais, com fontes sigilosas, para a apuração de uma reportagem para o jornal Folha de S. Paulo.
 
O juiz Rubens Pedreiro Lopes autorizou, no dia 8 de novembro, a Polícia Civil de São Paulo a acessar os registros de chamadas de três celulares usados pela jornalista na apuração de reportagens sobre a cúpula do Banco do Brasil.
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Jucá diz estar “muito tranquilo” com quebra de seus sigilos bancário e fiscal

Da Agência Brasil

Por Maiana Diniz

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, disse hoje (20) estar “muito tranquilo quanto a qualquer investigação” ao comentar a autorização dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para a quebra de seus sigilos bancário e fiscal em um inquérito que investiga fraude no repasse de emendas parlamentares. Ao todo, Jucá é alvo de seis inquéritos no STF.

“Não há demérito em ser investigado. O demérito é ser condenado. Não tenho nenhuma relação com essas questões que estão sendo colocadas. Estou muito tranquilo. Se não estivesse tranquilo não teria assumido a presidência do PMDB e comprado a briga que comprei”, disse o ministro, que deu entrevista no Ministério da Fazenda para anunciar a nova meta fiscal.

Segundo Jucá, nas democracias, “qualquer servidor pode ser investigado”. O ministro disse que prestou todas as informações pedidas pelo Ministério Publico Federal e que apoia a operação Lava Jato, que, segundo ele, mudou a relação entre políticos, empresas e empresários no Brasil.

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Ministros do STF criticam postura de Moro

 
Jornal GGN - Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) têm criticado as posturas do juiz da primeira instância, Sergio Moro, na condução dos processos da Operação Lava Jato. Além de Marco Aurélio Mello, que já se manifestou publicamente contra a condução coercitiva ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Teori Zavascki e outros dois ministros criticaram os grampos de conversas pessoais de Lula.
 
A lei de interceptações telefônicas diz que a quebra de sigilo está prevista exclusivamente para a investigação de crimes e não para devassar a intimidade do investigado. A lei prevê que todo e qualquer diálogo de um envolvido que não contenha indício de crime deve ser "destruído por determinação da decisão judicial".
 
De acordo com a coluna de Monica Bergamo, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato na Suprema Corte, tem feito críticas a Moro com outros colegas. Mas oficialmente, o ministro também vem se posicionando contra "excessos" de "juizes", sem citar diretamente o nome do juiz federal de Curitiba.
 
Em visita a Ribeirão Preto, em São Paulo, na última sexta (18), Teori disse que o poder judiciário deve agir com "serenidade", "prudência" e "discrição", ficar "longe dos holofotes" e não se deixar "contaminar por paixões". Disse, ainda, que o papel dos juízes "é o de resolver conflitos, não é o de criar conflitos". Ao receber o título de cidadão ribeirão-pretano, em seu discurso afirmou que "os juízes não são protagonistas".
 
A ministra Cármen Lúcia também manifestou críticas a Moro, ainda que de forma mais moderada. Opinou que a condução coercitiva só seria cabível a investigados já intimados e que se negaram a comparecer, o que não era o caso do ex-presidente Lula.
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Indústria da Construção reúne-se para evitar quebra do setor na economia

 
Jornal GGN - Preocupadas com o impacto das investigações da Operação Lava Jato sobre a atividade da indústria da construção, um dos principais setores da economia brasileira, representantes das maiores empresas e sindicatos da área encontram-se para defender o desenvolvimento e a soberania nacionais, na próxima segunda, dia 17, no  Clube de Engenharia.
 
Cerca de 20 instituições, dos CREAS e Sindicatos das Indústria de Construção à FIRJAN, Fiesp, Abimaq, OAB e outras entidades farão um ato de protesto contra as medidas que estão imobilizando o setor e debaterão propostas para a indústria se estabilizar e voltar a crescer. 
 
A preocupação das organizações é com o fechamento de empresas, o alto desemprego no setor, que já atinge em torno de 30 mil trabalhadores, e as tentativas de privatização da Petrobras. 
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Tentativa de espionagem ao Palácio do Planalto não repercute na imprensa

Comentário do leitor Jorge Vieira

Espionando o Palácio do Planalto

A Promotoria do DF, sob o pretexto de investigar um suposto telefonema que teria recebido José Dirceu, preso político, mantido em cárcere privado (regime fechado quando tem direito ao regime semiaberto) por Joaquim Barbosa na Papuda, tentou espionar o Palácio do Planalto, utilizando-se de um ardil, denunciado pelo advogado de José Dirceu e, hoje, pelo jornalista Jânio de Freitas em artigo publicado em sua coluna na Folha de S. Paulo.

O interessante desse caso é que não houve repercussão nem na grande imprensa velhaca nem nos blogs alternativos na internet. No programa Globo News em Pauta da sexta-feira última, a jornalista Eliane Catanhêde, depois de atacar ferozmente o Governo Federal e a Petrobrás, tentou falar sobre a espionagem ao Palácio do Planalto pela Promotoria do DF, quando foi bruscamente interrompida por um corte de sinal e não voltou ao assunto.

 

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Dias Toffoli: “País não quebrará se STF julgar a favor de poupadores”

O argumento dos bancos de que o Brasil pode quebrar economicamente se o Supremo Tribunal Federal julgar a favor dos poupadores no caso dos planos econômicos é bobagem e alarmismo. A opinião é do ministro Dias Toffoli, a respeito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 165, que coloca bancos e poder público de um lado e poupadores do outro.

Advocacia-Geral da União e o Banco Central já pediram a suspensão do julgamento das ações. O pedido é para que seja feita uma audiência pública para debater os impactos financeiros da decisão do STF. Para o ministro, porém, o impacto não deve entrar na pauta. O STF, diz ele, deve julgar se o Estado tem legitimidade de interromper o processo inflacionário da maneira como ocorreu no Brasil.

“Se tiver de julgar a favor dos poupadores, o STF o julgará”, afirma Toffoli. Segundo ele, os julgadores não podem opor um direito à possibilidade de cumprir esse direito. “Quem tiver o direito vai receber”, diz o ministro, que já foi advogado-geral da União. Leia mais »

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Rodrigo Janot pede quebra de sigilo do senador Zezé Perrella

Da Folha de S. Paulo

Procurador-geral pede a quebra de sigilo do senador Zezé Perrella
 
Por Fernanda Odilla
 
Rodrigo Janot quer retomar apuração contra político mineiro e o irmão dele
 
Ex-presidentes do Cruzeiro, os dois são investigados por suposta lavagem de dinheiro em venda de jogador
 
A Procuradoria-Geral da República defende a quebra de sigilo bancário para aprofundar investigação contra o senador Zezé Perrella (PDT-MG) e o irmão de Perrella, Alvimar de Oliveira Costa, em inquérito que tramita no STF.
 
Ex-presidentes do time mineiro Cruzeiro, os dois são investigados por suposta lavagem de dinheiro na venda do zagueiro Luisão ao Benfica, de Portugal. A negociação envolveu um clube uruguaio e é considerada suspeita pela Polícia Federal, que indiciou Perrella em 2010 pelo caso.
 
A investigação se arrasta no Supremo Tribunal Federal desde 2011.
 

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Ascensão e queda de Wolfgang Sauer, o mais influente CEO do país

Falecido esta semana, Wolfgang Sauer foi talvez o mais influente CEO de multinacional no Brasil durante os anos 70.

A primeira vez que o  vi foi em um evento da Volkswagem - de quem ele acabara de assumir a presidência. Deixou de lado o discurso preparado pela assessoria e falou de improviso.

Impressionava pela segurança e pelo porte e pelo olhar atilado, com olhos azuis que se tornaram.

Sua carreira ficou à altura da estreia: durante os anos 70 foi talvez o mais influente CEO de multinacional estrangeira no Brasil. Participou dos grandes episódios do período e nas negociações com o novo sindicalismo que avançava e na interlocução com o governo. Leia mais »

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