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2016 teve o maior número de deslocamentos forçados no mundo, diz ACNUR

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Foto: Dragan Tatic

Jornal GGN - Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (19) pela ACNUR, agência da ONU para refugiados, o ano de 2016 teve o maior número registrado de deslocamentos forçados provocado por guerras, violência e perseguições.

65,6 milhões de pessoas deixaram seus locais de origens em razão de conflitos, um aumento de 300 mil na comparação a 2015. Deste total, 22,5 milhões dizem respeito aos refugiados, a maioria vinda de países em conflito, principalmente Síria e o Sudão do Sul.
 
Outros 40,3 milhões são pessoas que se deslocaram dentro de seus próprios países. A Síria aparece novamente com um deslocamento expressivo, assim como o Iraque e também a Colômbia. 
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A cruzada dos norte-coreanos para fugir do país

Documentário produzido por televisão portuguesa mostra a dificuldade dos refugiados para chegar até Coreia do Sul 

Jornal GGN - Um documentário produzido pelo canal português Sic Notícias mostra a dificuldade que os cidadãos norte-coreanos enfrentam para fugir do país que, desde os anos 1950, está sob a ditadura do Partido dos Trabalhadores da Coreia, hoje liderada por Kim Jong-un, filho de Kim Jong-Il e neto de Kim Il-sung, fundadores do único partido permitido naquela nação. 

Grande maioria dos refugiados são mulheres que são enganadas pelas atravessadores com a promessa de saírem em liberdade da Coreia do Norte pelas rotas ilegais mas que acabam sendo vendidas como trabalhadoras forçadas para prostíbulos na China. A reportagem acompanha também o trabalho de um grupo de religiosos da Coreia do Sul que, com a ajuda de fieis, junta dinheiro para conseguir realizar a travessia de refugiados do país inimigo, fazendo uma rota obrigatória por dentro da China, país parceiro da ditadura do Norte que proíbe a prática. Todos os anos os chineses detém milhares de norte-coreanos que são reenviados ao país de origem onde são condenados por tentarem fugir com penas que vão de trabalhos forçados a execução. 

"Os chineses não têm misericórdia, dão penas muito pesadas", conta Kin Gin, um coreano do norte que trabalha na travessia de refugiados da China para a Coreia do Sul. Ele chegou a ficar três anos detido no campo de concentração mais rígido do seu país de origem por ter sido pego na China. Assim que voltou em liberdade, fugiu novamente. 

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Especialistas debatem drama dos refugiados no século XXI

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Refugiados na Macedônia. Foto: Dragan Tatic

Do Vermelho

 
Já se passaram mais de sete décadas desde o fim da última grande guerra mundial, mas é agora, em 2017, que atingimos a maior cifra de pessoas deslocadas da história: 70 milhões. Os deslocamentos forçados contemporâneos são resultado de guerras locais, violência generalizada e fenômenos naturais. O tema, considerado o grande drama do começo deste século, foi debatido na manhã desta quinta-feira (8) no Salão do Livro Político, em São Paulo, por especialistas e refugiados. 
 
Por Mariana Serafini

O painel Guerras Globais, Refugiados Locais contou com a participação do professor de Relações Internacionais da PUC Reginaldo Nasser, do doutor em literatura alemã Tercio Redondo, do jornalista refugiado congolês Christo Kamanda, da autora da obra Nakba, um estudo sobre a catástrofe palestina, Soraya Misleh, e do refugiado palestino Isam Ahmad Issa, que participou do filme Era o Hotel Cambridge, lançado recentemente no Brasil. 

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Fim de semana com festival gastronômico árabe em São Paulo

O projeto “Um dia nas Arábias”, além de promover a cultura árabe usando a culinária como elemento principal, tem o objetivo de apoiar e gerar empregos para os refugiados sírios no Brasil. Com entrada gratuita, os visitantes podem colaborar com a causa doando um 1kg de alimento não perecível ou produtos de higiene

Imagem: Reprodução/Facebook

Jornal GGN - A Vila Butantan, em São Paulo, foi o espaço escolhido para mais uma edição do festival gastronômico “Um dia nas Arábias”, que acontece neste final de semana, nos dias 20 e 21 de maio. Sob a temática “De volta para as Arábias – Despedida do Ali”, o evento contará com 30 expositores, entre refugiados sírios e descendentes árabes, que apresentarão diferentes elementos culturais como: pratos culinários, artesanatos, danças, além de promover debates. A feira será aberta às 11h e vai até às 21h.

A edição, organizada pelo Studio Mock em parceria com a Associação Juventude Armênia, é uma homenagem ao mascote do festival, o ‘Ali’, criado para interagir com o público nas redes sociais e que está se despedindo para ir ao Líbano. O projeto, idealizado por Said El Hajj, além de promover a cultura árabe, tem o objetivo e apoiar e gerar emprego aos refugiados abrigados no Brasil.

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Número de refugiados sírios ultrapassa os 5 milhões em seis anos de guerra

 
Refugiados sírios no Rio de Janeiro (foto: Fernando Frazão/Abr)
 
Jornal GGN - De acordo com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), o número de sírios que fugiram da guerra em seu país superou a marca de cinco milhões. 
 
5,018 milhões de refugiados foram registrados principalmente na Turquia, Líbano, Jordânia, Iraque e Egito. Outras 400 mil pessoas morreram durante o conflito na Síria, que já dura seis anos. 

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Brasil reduz concessão de vistos para refugiados

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Jornal GGN - Em comparação a 2015, a concessão de vistos para pessoas que pediram asilo no Brasil teve queda de 28% em 2016. 886 solicitações foram deferidas no ano passado, contra 1.231 em 2015, sendo que menos da metade dos pedidos recebidos foi atendida.
 
O Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), órgão do Ministério da Justiça, diz que aumentou o número de solicitações de refúgio fora dos critérios, muitos delas motivadas por questões econômicos. Um exemplo são os venezuelanos que deixaram seu país em razão do desabastecimento de alimentos. 
 
Para a advogada Larissa Leite, da Cáritas São Paulo,  as mudanças ministerias ocorridas desde o impeachment de Dilma Rousseff “tem refletido negativamente no funcionamento do Conare. E são, principalmente, a presidência e a coordenação que fazem a roda administrativa do órgão girar”, afirma.

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Nos EUA, tribunal rejeita veto de Trump a refugiados e imigrantes de sete países

 
Jornal GGN - Nesta quinta-feira (9), a Corte Federal de Apelação dos Estados Unidos rejeito, de maneira unânime, o pedido da gestão de Donald Trump para retomar o veto à entrada de refugiados e pessoas de sete países de maioria muçulmana nos EUA.
 
Uma ordem executiva assinada por Trump no final de janeiro suspendeu, por 120 dias,a admissão de refugiados e o programa de refugiados da Síria indefinidamente, além de proibir a entrada, por 90 dias, de pessoas do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.

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Nos EUA, tribunal decide sobre veto a imigrantes nesta semana

 
Jornal GGN - Nos Estados Unidos, a Corte Federal de Apelação ouviu os argumentos do governo norte-americano para o reestabelecimento do veto à entrada de refugiados e cidadãos de países de maioria muçulmana.
 
Também foi ouvida a Procuradoria do Estado de Washington, que questionou judicialmente o decreto publicado pelo presidente Donald Trump. A ordem, assinada há duas semanas, suspende a admissão de refugiados no país por 120 dias e o programa de refugiados da Síria indefinidamente, além de proibir a entrada, por 90 dias, de pessoas de sete países: Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.

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Nos EUA, Justiça irá decidir sobre decreto que barra imigrantes e refugiados

 
Jornal GGN - O Departamento de Justiça dos Estados Unidos encaminhou, a pedido do 9º Tribunal de Apelações, um documento onde detalha as razões para o decreto que veta a entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana, assinado por Donald Trump no dia 27 de janeiro. 
 
A ordem executiva afetou pessoas do Iraque, Síria, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen, além de barrar a entrada de refugiados de qualquer origem por 120 dias e de refugiados da Síria por tempo indeterminado. 

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Trump recorre contra juiz que suspendeu veto de entrada de refugiados

A comunidade islâmica da Califórnia protesta contra o veto do presidente Donald Trump

Da Agência Brasil

A  Casa Branca emitiu nota no fim da noite de ontem (3, madrugada no Brasil) informando que vai recorrer contra a decisão do juiz federal do estado de Washington, James Robart, que suspendeu temporariamente o veto do presidente Donald Trump para entrada nos Estados Unidos de refugiados e titulares de visto de sete países predominantemente muçulmanos. A Casa Branca primeiramente se referiu à decisão do juiz como "ultrajante", mas depois retirou essa palavra da nota.

Embora temporária, a decisão do juiz de Seattle (cidade do estado de Washington) atinge o cerne da ordem executiva adotada há mais de uma semana por Trump, que previa o veto - por 90 dias - da entrada de pessoas nos Estados Unidos provenientes do Irã, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria e Iêmen.

Tribunais de outros estados americanos também suspenderam partes da proibição temporária de Trump de viagens de passageiros vindos desses sete países, mas a decisão do juiz de Seattle foi a mais abrangente até agora.

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Depois de decreto, Estados Unidos permite entrada de 872 refugiados

 
Jornal GGN - O governo do Estados Unidos fará uma exceção temporária do veto à entrada de refugiados no país e irá permitir a entrada de 872 pessoas nestas condições, que já estavam prontas para chegar ao país. 
 
Segundo Kevin McAleenan, diretor interino da Agência de Alfândegas e Controle de Fronteiras (CBP), em eventual bloqueio poderia causar "uma dificuldade indevida" aos refugiados. As exceções já haviam sido concedidas pelo Departamento de Segurança Nacional, que considerou que os refugiados já estavam em trânsito. 

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ONU pede para Trump voltar atrás em restrições para refugiados

 
Jornal GGN - Em comunicado, A Organização Internacional para a Migração e o Alto Comissariado da Organizações Unidas para Refugiados disseram esperar que os Estados Unidos "continuem com seu forte papel de liderança e sua longa tradição de proteger aqueles que fogem de conflito e perseguição".
 
Nesta sexta-feira (28), o presidente dos Estados Unidos assinou um decreto que impõe mudanças na política norte-americana para imigração e acolhimento de refugiados. 

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Por trás da crise dos refugiados sírios

Referência em Oriente Médio e Islã, professor desvenda as motivações político-sociais que culminaram no conflito enfrentado hoje na Síria 
 
 
 
AS NUANCES DO CONFLITO SÍRIO E AS DIFERENÇAS ENTRE OS DIVERSOS GRUPOS POLÍTICOS ISLÂMICOS SOB A ANÁLISE DO ANTROPÓLOGO E ESPECIALISTA EM ISLÃ PAULO GABRIEL HILU DA ROCHA PINTO
 
Liza Dumovich – coeditora
Ana Maria Raietparvar – coeditora
 
Paulo Pinto é um dos maiores especialistas em Oriente Médio e islã, no Brasil e no mundo. É professor da Universidade Federal Fluminense e fundador do Núcleo de Estudos do Oriente Médio da mesma instituição. Doutor pela Boston University, morou 2 anos na Síria fazendo trabalho de campo em várias zawiya (espaços rituais) sufis em Alepo. Fez trabalho de campo também no Iraque, Irã e em comunidades muçulmanas no Brasil. É autor dos livros “Islã: Religião e Civilização: uma abordagem antropológica” e “Árabes no Rio de Janeiro”, além de um dos organizadores de “Ethnographies of Islam: Ritual Performances and Everyday Practices” e do recém-lançado “Crescent over Another Horizon: Islam in Latin America, the Caribbean, and Latino USA”. Nesta entrevista à Revista DIASPORA, Paulo Pinto traz uma reflexão sobre o que é pensar o Oriente Médio hoje, discutindo algumas das questões mais relevantes sobre o tema, esmiuçando as ramificações do islã político e elucidando a guerra civil síria, cujo principal desdobramento em escala global é a chamada crise dos refugiados. 
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Meta da ONU é enfrentar a crise dos refugiados, diz embaixadora brasileira

Embaixadora Maria Luísa Viotti, chefe de gabinete do secretário-geral da ONU
 
Jornal GGN - Enquanto o noticiário mundial desta semana foi paralisado pelo ataque em Berlim, na Alemanha, e ondas conservadoras aproveitaram o momento para criticar as políticas de aberturas das fronteiras aos refugiados, a ONU se prepara para enfrentar as crises dos refugiados, sobretudo na Europa.
 
Em entrevista à EBC, a embaixadora brasileira Maria Luísa Viotti, chefe de gabinete do novo secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, afirmou que o tema será um dos focos de Guterres, que assume o cargo em 2017.
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O atentado de Berlim para justificar a criminalização dos refugiados

 
Jornal GGN - Grande receptora de imigrantes e de portas abertas àqueles "não-alemães" que necessitaram de proteção desde o fim do nazismo que recaiu sobre o país, as resistentes políticas aos refugiados sírios, árabes e muçulmanos não foram tão fáceis quanto aparentavam. Em paralelo ao aumento da chegada desses imigrantes na Alemanha, cresceram também os crimes racistas, sobretudo por grupos de extrema-direita. E o atentado em Berlim, na noite desta segunda-feira (19), deve endurecer ainda mais essa "receptividade". 
 
Em agosto de 2015, o GGN publicava que a Alemanha, como um dos principais países de abrigo de refugiados, chegava ao recorde de 750 mil pedidos de asilo. E as estatísticas também apresentavam que, naquele período, os crimes xenofóbicos aumentavam 40% na região Leste do país.
 
Ataques contra imigrantes ou contra cidadãos de origem estrangeira chegaram, em 2013, a 43 crimes xenofóbicos no Leste da Alemanha. E se os dados foram catalogados até o ano de 2014, os jornais registraram que, em 2015, os alvos dos diversos incêndios eram as casas ou abrigos para refugiados.
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