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As polêmicas envolvendo o IDP de Gilmar Mendes


Foto: Walter Alves/IDP
 
Jornal GGN - O Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) de propriedade do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), teve mais um de seus patrocínios envolvidos em polêmicas. Além dos casos já revelados há mais de três anos pelo GGN, o Instituto recebeu R$ 2,1 milhões do grupo J&F, investigado no esquema da Operação Lava Jato, e que tem processos que podem ser analisados pelo próprio Gilmar, que insiste em não se declarar impedido. 
 
No dia 27 de maio deste ano, uma reportagem publicada pela Folha de S. Paulo já introduzia as relações do ministro com a JBS, frigorífico controlado pelo grupo e dos quais os donos, Wesley e Joesley Batista, prestam delações premiadas contra Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG), entre outros políticos.
 
Á época, soube-se que a família do ministro do Supremo vendia gado no Mato Grosso para a JBS. Em resposta, Gilmar disse que seu irmão é que conduzia o negócio e, por isso, não haveria motivos para ele se declarar impedido de participar de votações envolvendo o frigorífico. 
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Delegado que recebeu propina para blindar empresário tinha ligações com Youssef

 
Jornal GGN - O delegado da Polícia Federal de Londrina, no Paraná, Sandro Roberto Viana, foi preso em flagrante na tarde do último sábado (25), dividindo R$ 35 mil em propina com um ajudante no esquema de extorsão de dinheiro de empresário da cidade. Em 2003, o mesmo delegado, então diretor da divisão da PF em Londrina, mantinha relações com o doleiro Alberto Youssef e levantava suspeitas de possível interferência em investigação contra ele.
 
Alvos da Operação Corrumpere, deflagrada no sábado, Sandro Roberto Viana foi preso em flagrante repassando uma parte da propina a Cloadoaldo Pereira dos Santos. Os dois são acusados de exigir dinheiro de um empresário da cidade em troca de não investigá-lo em inquérito policial de 2015, já concluído neste ano.
 
Sandro Viana teria exigido um total de R$ 35 mil, sendo que R$ 20 mil ficaria com ele e outros R$ 15 seria de Cloadoaldo. Como delegado da PF, ele foi levado à Polícia Federal em Brasília e irá responder a processo administrativo e criminal, podendo ser demitido do cargo público.
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Direito de Resposta: O histórico do publicitário de Temer em ninho tucano

 
Jornal GGN - No dia 5 de janeiro, o GGN publicou neste espaço a reportagem "O histórico polêmico do publicitário de Temer em ninho tucano", apontando alguns dos contratos fechados pela agência Nova S/B, de João Roberto Vieira da Costa, conhecido como Bob, e outras atuações profissionais do publicitário, junto a campanhas de José Serra (PSDB) e em gestões tucanas.
 
Em pedido de resposta enviado nesta segunda-feira (09), o advogado de Bob Vieira da Costa afirmou que, ao contrário do que divulgado, o publicitário não atuou de forma partidária e que a agenda da Nova S/B foi a de "desenvolver comunicação de interesse público e o foco de participar de licitações públicas para a execução de contratos com a Administração Pública em todos os seus níveis".
 
Apontou que, entre as 67 licitações que participou, nove das que venceram ocorreram em gestões do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de Dilma Rousseff, além de outras atuações em organizações internacionais e multilaterais.
 
A publicação do GGN fez uma retrospectiva sobre o histórico do publicitário, não apenas à frente da Nova S/B, como também desde 1997, quando por indicação de Sérgio Motta tornou-se chefe de comunicação social do Ministério da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso.
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Teias de influência: o Ministério Público e o governo paulista

Por Daniel Mello e Eliane Gonçalves

Teias de influência: o Ministério Público e o governo paulista

Na Agência Pública

Uma pesquisa inédita da organização Conectas chama atenção para a aproximação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) com a política. E, pelo que indicam os depoimentos colhidos dentro e fora do órgão, essas relações acabam por influenciar as decisões da promotoria. A pesquisa “Independência e Autonomia no Judiciário e Ministério Público de São Paulo” é resultado de entrevistas em profundidade com 37 membros do Poder Judiciário paulista, 15 deles do Ministério Público (MP), tomadas sob condição de anonimato.

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Relação entre Israel e Brasil é afetada com definição de embaixador

 
Jornal GGN - Após um grupo de embaixadores aposentados lançarem um manifesto contra a decisão de Israel de definir seu representante na Embaixada de Brasília, sem submetê-la, antes, ao governo brasileiro, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou que Dani Dayan continua sendo o seu nomeado e não mostrou alerta verde para diálogo com o Itamaraty a respeito da definição.
 
"Acredito que Dani Dayan é um candidato excepcionalmente qualificado. Ele continua a ser meu candidato. Acho que rotular pessoas é o próximo estágio após rotular produtos, e não quero rotular ninguém", disse Netanyahu. Contudo, o primeiro-ministro acrescentou que espera poder fortalecer relações comerciais com o Brasil.
 
Os embaixadores aposentados brasileiros disseram que a indicação é uma afronta. "Essa quebra da praxe diplomática parece proposital, numa tentativa de criar fato consumado, uma vez que o indicado, Dani Dayan, ocupou entre 2007 e 2013 a presidência do Conselho Yesha, responsável pelos assentamentos na Cisjordânia considerados ilegais pela comunidade internacional, e já se declarou contrário à criação do Estado Palestino, que conta com o apoio do governo brasileiro e que já foi reconhecido por mais de 70% dos países membros das Nações Unidas", afirmaram, lembrando, ainda, a memória do embaixador Luís Martins de Sousa Dantas, "que salvou centenas de judeus do Holocausto".
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A branquitude na superfície e nas profundezas das relações e das mentes no Brasil

Jornal GGN - Arthemísia, com relação ao post Racismo e "branquitude" na sociedade brasileira, publicado neste domingo, respondeu ao comentário de Carlos Delgado. A seguir o comentário de Delgado e a observação de Arthemísia. 

Carlos Delgado escreveu: "Racialização - O que existe, na verdade, é um processo de educação racialista da sociedade brasileira. A emergência de uma "branquitude" afirmativa é apenas a contraface da lógica da afirmatividade racial."

Por Arthemísia

É exatamente isso o que desejam aqueles que defendem a segregação racial: raças muito bem definidas.

Não sei para você, mas para mim, que sou negra, as raças sempre foram muito bem definidas aqui no Brasil.

Mas seu comentário dá a entender que você não compreendeu bem a pesquisa da autora; ela não fala de emergência de branquitude, mas de um saber-se branco centenário, e pouco racionalizado. A branquitude sempre esteve na superfície e nas profundezas das relações e das mentes no Brasil. Se uma pessoa não se sente à vontade para falar que é negra é porque deve ser uma coisa ruim, não? Mas ninguém tem dificuldade, e nunca teve, de dizer que é branco.

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A solidão disfarçada das redes sociais

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Solidão no Facebook

Por Marcos Flamínio Peres

Da Folha

As redes sociais mascaram a ausência de comunicação entre as pessoas, diz o sociólogo francês Dominique Wolton

Agora que o Facebook virou filme e as redes sociais parecem ter liberado o homem para toda forma possível de comunicação, vem um intelectual francês dizer que vivemos sob a ameaça da "solidão interativa".

Dominique Wolton, 63, que esteve no Brasil há duas semanas, bate ainda mais pesado. Para ele, a internet não serve para a constituição da democracia: "Só funciona para formar comunidades" -em que todos partilham interesses comuns-, "e não sociedades" -onde é preciso conviver com as diferenças.

Sociólogo da comunicação e diretor do Centro Nacional de Pesquisa Científica (Paris), ele defende na entrevista abaixo que, depois do ambiente, a "comunicação será a grande questão do século 21". Em tempo: "A Rede Social", de David Fincher, estreia nos cinemas brasileiros no início de dezembro.

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Embaixador do Reino Unido diz que detenção de Miranda não afetou relações com Brasil

Brasília – O embaixador do Reino Unido, Alex Ellis, negou hoje (23) que as relações com o Brasil tenham sido prejudicadas pela detenção do brasileiro David Miranda, há cinco dias, no Aeroporto de Heathrow, em Londres (Reino Unido). Ellis reiterou que o tema é “policial e jurídico” e, não diplomático. Segundo ele, as relações bilaterais se mantêm “muito boas”.

“Temos [Brasil e Reino Unido] uma relação muito boa. Trabalhamos em conjunto em vários campos, como na defesa e preservação dos direitos humanos. Essa questão do Sr. David Miranda é um tema de polícia e da Justiça”, ressaltou o embaixador, em entrevista na embaixada britânica. “Não cabe ao governo britânico comentar”, alegou. Ellis está no Brasil há apenas quatro semanas

Porém, ontem (22), o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, condenou a decisão da polícia britânica de manter os documentos e o material apreendido com Miranda sob guarda até o dia 30. Patriota também reiterou a indignação pela retenção do brasileiro, por quase nove horas e incomunicável, e disse que o ato é injustificável. Leia mais »

Sem votos

Sérgio Cabral, 12%, com viés de baixa

O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), venceu a disputa pela reeleição com 66% dos votos, em 2010. Segundo a pesquisa CNI-Ibope divulgada na quinta-feira, não dispõe atualmente de mais de 12% de aprovação ao seu governo. Até o final do ano passado, considerava-se forte o suficiente para ameaçar a presidente Dilma Rousseff de se retirar do  palanque da reeleição, se o PT fluminense não recuasse da decisão de lançar o senador Lindbergh Farias ao governo do estado, contra o candidato do PMDB, o vice Pezão. Hoje, estuda seriamente apoiar Lindbergh se o governo arrumar uma saída política honrosa para a situação em que se encontra - apoio, aliás, que não conta com o entusiasmo do senador petista.

Muita coisa aconteceu de lá para cá. As manifestações de rua, que o tornam alvo diário de hostilidades, são apenas o fim de um inferno astral que começou no início de seu segundo mandato, e que desde então não o livra de um permanente viés de baixa. Leia mais »
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