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Rodrigo Maia

Governo quer abafar conflitos em nome de interesses econômicos

Tanto o presidente da República como da Câmara não querem repercussão do conflito da Reforma Trabalhista na Previdenciária
 
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Foto: Beto Barata/ PR
 
Jornal GGN - Após os conflitos públicos gerados entre o presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e os rumores que seguiram desde que o deputado trouxe sinais de que seria favorável ao afastamento do mandatário, com o desgaste de sua imagem e o pós das reformas conquistadas no Congresso, ambos tentam recuperar o diálogo.
 
O motivo é justamente evitar que as repercussões negativas de um conflito entre o presidente da Casa Legislativa e o presidente da República recaiam sobre as medidas que ainda tramitam, como a Reforma da Previdência.
 
O receio é que não se repita o ocorrido na Reforma Trabalhista que, após ser aprovada pelo Senado graças a uma suposta concessão de Temer junto a parlamentares indecisos, lido em carta pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), de que enviaria uma Medida Provisória para abrandar alguns dos pontos mais polêmicos, Maia negou que acataria a revisão da Reforma.
 
O interesse do deputado estava no fato de que o texto original, aprovado pela Câmara por empenho dos aliados e depois também aceito pelo Senado, não fosse modificado. Jucá ignorou que Maia manifestou-se publicamente pelo engavetamento da medida e comunicou que as mudanças já haviam sido enviadas à Câmara.
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Em guerra com a Globo, Temer decidiu cobrar as dívidas da emissora

Imagem: Reprodução
 
 
Jornal GGN - Fritado em rede nacional a reboque das revelações da Lava Jato, o governo Michel Temer decidiu declarar guerra à Rede Globo e estaria usando a máquina pública para vencer algumas batalhas. Segundo a coluna de Leandro Mazzini, em O Dia, nesta segunda (17), a União tem cobrado dívidas da empresa dos Marinho até mesmo com o BNDES.
 
"O presidente Michel Temer enviou o ministro Moreira Franco para conversar com a cúpula da TV Globo há dois meses, numa tentativa de trégua. Mas foi em vão. Temer então declarou guerra. E passou a ordenar a execução de eventuais dívidas da emissora com a União, de impostos e de financiamentos no BNDES. No contra-ataque, a emissora determinou a aproximação de seus principais executivos com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, na tentativa de fazê-lo presidente da República. Mesmo que seja por um ano, até a eleição direta."
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Na estratégia de obter quórum e tempo contra Temer, Maia marca votação para o dia 2


Foto: Cleia Viana / Câmara dos Deputados
 
Jornal GGN - Michel Temer obteve uma primeira vitória na Câmara dos Deputados, com a recomendação de arquivamento das acusações de corrupção passiva pela Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), na noite desta quinta-feira (13). Rodrigo Maia (DEM-RJ), entretanto, mostrou que não deve deixar espaços para comemorações ao mandatário.
 
O presidente da Câmara dos Deputados já marcou a data: será no dia 2 de agosto o retorno dos trabalhos legislativos, após o recesso parlamentar, e a sessão para iniciar a votação da denúncia contra Temer. Entretanto, o deputado está articulando para contar com 342 deputados para fechar o quórum. Enquanto isso não ocorre, o tema não será votado.
 
Maia reuniu-se com líderes partidários imediatamente após a rejeição da denúncia pela CCJ, no fim do dia de ontem. O presidente da Câmara já determinou o rito e o calendário da votação. Imediatamente após o resultado de 41 votos a favor do arquivamento contra 24 pelo encaminhamento da denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF), o parlamentar mostrou agilidade.
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Não podemos deixar denúncia contra Temer para agosto, diz Maia

 
Jornal GGN - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu mais uma vez a agilidade da resposta da Casa sobre a denúncia contra Michel Temer. Logo após a aprovação da reforma trabalhista pelo Senado e do pronunciamento de Temer de que iria enviar uma Medida Provisória para amenizar alguns pontos polêmicos das mudanças trabalhistas, Maia mostrou-se mais radical a um afastamento da fidelidade ao mandatário.
 
"O meu objetivo, como presidente da Câmara, e tenho seguido isso a risca, não é fazer aqui nem a defesa do governo, nem a defesa daqueles que tem uma posição a favor do relatório apresentado pelo deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ)", disse, em coletiva.
 
Questionado sobre a possibilidade de o recesso parlamentar atrasar a votação da denúncia e da urgência da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), Maia disse que depende do Congresso a votação da LDO nesta quarta-feira (12) e que o processo que pode condenar Temer deve ser votado ainda neste mês pela Câmara.
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Maia vai engavetar acordo de Temer em polêmicas da reforma trabalhista


Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - A carta de Michel Temer lida pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), não deixou satisfeitos todos os aliados no Congresso. O descontentamento do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com o mandatário foi mais uma vez exposto: desta vez, disse que vai engavetar as tentativas de mudança na Reforma Trabalhista aprovada pelo Senado, nesta terça (11).
 
A votação já foi marcada por muitas tensões e grande resistência da oposição no Senado. Mas um dos dispositivos recorridos pelo presidente da República para tentar obter algum tipo de diálogo com aqueles senadores indecisos e com os que não concordavam com a reforma da maneira que estava - pautar uma medida provisória com ajustes para "atenuar" pontos polêmicos - não teve sucesso no comando da Câmara.
 
As medidas do governo Temer para alterar os direitos até hoje garantidos aos trabalhadores pela CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) geraram já um forte embate no Senado. Todas as tentativas de emendas sugeridas pela oposição foram rejeitadas pela base, uma vez que a aceitação delas faria voltar à Câmara toda a reforma trabalhista, reiniciando o processo de votação.
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Aliança antinacional faz de Rodrigo Maia o “Temer de Temer” e deflagra o “golpe dentro do golpe”, por Daniel Samam

Aliança antinacional faz de Rodrigo Maia o “Temer de Temer” e deflagra o “golpe dentro do golpe”

por Daniel Samam

A aliança antinacional, formada pela Rede Globo, pela Banca (capital financeiro) e a “tigrada” (setores da burocracia estatal como Ministério Público (MP), Polícia Federal (PF) e do Judiciário) não dá ponto sem nó. Toda essa ofensiva contra Michel Temer (PMDB-SP), desde a publicização das gravações do vagabundo Joesley Batista, da J&F, tem o objetivo de derrubá-lo e colocar em seu lugar o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para dar continuidade às contrarreformas. Em suma, é radicalizar a agenda de retirada de direitos e de desmonte do Estado proveniente da vendeta neoliberal.

Nesse sentido, o jornal Valor (7) explicita a tática da aliança antinacional: na matéria "Temer perde apoio e Maia já se articula com mercado", o jornal revela que “Maia tem tido encontros com investidores e analistas dos bancos Santander, Itaú e Banco Société Générale Brasil, de corretoras como XP Investimentos e BGC Liquidez, de empresas de análise, e economistas, como o diretor-presidente do Insper, Marcos Lisboa.”

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Para Meirelles, não há evidências de que a crise política afeta a economia

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Na tentativa de lidar com uma economia que dá poucos sinais de recuperação em meio à possibilidade do Brasil ter seu terceiro presidente em menos de dois anos, Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, repete o discurso de que a crise política não influencia na economia.
 
Durante evento do Banco do Brasil que anunciou o financiamento para a safra 2017/2018, o ministro disse que “não há evidências” de que a crise que atinge o presidente Michel Temer afete a economia. “Evidência é o que interessa na economia. Números e fatos”, afirmou. 
 
Para Meirelles, os indicadores econômicos de junho mostram crescimento, citando a produção de papel ondulado, usado pela indústria para embalar a produção e considerado um indicativo da produção fabril. 
 
“O ciclo de crescimento é para valer. Não é um crescimento artificial, baseado em uma bolha de crédito, é um crescimento sustentável”, disse o ministro. 
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A ascensão de Rodrigo Maia e o exílio do povo, por Roberto Amaral

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Foto: Alan Santos/PR
 
 
A ascensão Rodrigo Maia e o exílio do povo
 
Por Roberto Amaral
 
A solução por cima, a do mercado, garante a permanência de uma política econômica concentradora de renda
 
Maia é a garantia dos interesses do mercado
 
Dizem os jornalões que o “mercado” decidiu desfazer-se do mamulengo que instalou no Palácio do Planalto. Já era tempo. Envolvido em sérios atos de corrupção, ademais de incompetente na gerência do papel que lhe foi atribuído, alvo de denúncias da Procuradoria-Geral da República e aguardando as delações de seu correligionário Eduardo Cunha e do doleiro Lúcio Funaro, o ainda presidente Michel Temer já teria, como esperado, se tornado peça descartável, carga pesada e inútil a ser lançada ao mar para que o essencial, as “reformas” do interesse das classes dominantes, aquelas que só atendem ao grande capital, não sofram mais abalos, na medida em que a originalmente frondosa base parlamentar do governo se esvai, na medida inversa em que cresce a rejeição popular.
 
O grande capital, ademais de jogar às urtigas seu preposto de hoje, ainda dita o que quer como modus operandi da sucessão, que deve ser operada “sob segurança” (isto é, sob sua vigilância e sob seu comando), colocando o insosso Rodrigo Maia na Presidência, mediante eleição indireta, pelo Congresso, e já adianta a ordem capital: a equipe econômica terá de ser mantida. Essa ameaça, a solução prussiana, por cima, confirma o permanente exílio do povo, afastado uma vez mais das decisões políticas que lhe dizem respeito, pois as classes dominantes, ou o “mercado” (o que quer que seja isso), não se conciliam com a democracia representativa, cujo fundamento é o voto.

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O "botafogo" da Odebrecht é a escolha da oligarquia para continuar o golpe, por Jeferson Miola

 

por Jeferson Miola

Michel Temer está próximo da sua morte política como nunca esteve em nenhum outro momento em mais de ano exercendo ilegitimamente a presidência do Brasil.

A primeira denúncia da procuradoria da república, por corrupção passiva, deixou-o em situação indefensável. Temer é o "chefe da maior e mais perigosa quadrilha do Brasil" [Joesley Batista], e deverá enfrentar ainda outras três denúncias da procuradoria: por organização criminosa, obstrução da justiça e prevaricação.

A prisão de Geddel Vieira Lima, o terceiro integrante da OrCrim [Organização Criminosa, segundo o dono da JBS] a ter o mesmo destino de Eduardo Cunha e Henrique Alves, diminuiu a esperança de Temer na salvação.

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Se Temer é derrotado na CCJ, Rodrigo Maia ganha apoio uníssono

De fiel aliado, Rodrigo Maia se incomoda com pressões do governo e pode ser levado aceitar corrente dos que o veem como o sucessor ideal de Temer
 

Foto: EBC
 
Jornal GGN - A opção de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, tem sido a de apresentar uma discreta institucionalidade. Mas enquanto avançam os rumores, dentro de um forte segmento da base aliada, de que ele é o perfeito substituto de Michel Temer, os receios do outro lado também aumentam e vozes do presidente vem cobrando de Maia a fidelidade a Temer. A reação não foi das mais bem vistas pelo próprio parlamentar, que até agora se dedicou a ser um dos mais fiéis seguidores do mandatário. 
 
Em uma semana, o discurso mudou. A pressão veio grande por boa parte da base aliada, na Câmara e no Senado, apostando no nome de Rodrigo Maia como o sucessor de Temer, em momentos em que a permanência do presidente se demonstra insustentável. A ideia foi endossada por antes apoiadores do mandatário, diante dos riscos de que uma queda de Temer geraria a morte de toda a estrutura atual de governo com a base no Congresso.
 
Já no setor de dissidentes, a figura mais forte atualmente é a de Renan Calheiros, líder da bancada do PMDB no Senado que pediu a renúncia, e aposta na opção Rodrigo Maia como o sucessor ideial para uma transição até as eleições de 2018. Em entrevista recente, atacou duramente Temer, afirmando que "ninguém aguenta mais o governo". 
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Relatório sobre Temer será apresentado hoje com parecer favorável à investigação

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - O relatório da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) deve dar a conhecer nesta segunda (10), sobre o caso Temer-JBS, deve ser o primeiro balde de água fria em cima do governo, na Câmara. Michel Temer e aliados tinham expectativa de matar a denúncia da Lava Jato na raiz, mas já admitem que o relatório do deputado Sergio Zveiter [foto], do PMDB, vai ser favorável ao julgamento por corrupção passiva e mais.
 
Temer já teria recebido informações de que o relator "não se limitará a um texto técnico, mas fará considerações políticas sobre o caso."
 
A oposição a Temer tem denunciado que o presidente lança mão de cargos e emendas parlamentares para comprar votos a favo de sua manutenção no cargo.
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Delações de Cunha e da JBS não derrubam Maia, diz Mônica Bergamo

Jornal GGN - Com chances de assumir a presidência no lugar de Michel Temer crescendo, Rodrigo Maia corre o risco de ser vitimado por uma delação premiada da Lava Jato. Mas, segundo a jornalista Mônica Bergamo, não será a partir das colaborações de Eduardo Cunha e da JBS.

Segundo Bergamo, Cunha centrou esforços em derrubar Temer e Moreira Franco. Ele também teria feito menções a Maia mas, de acordo com uma fonte que acompanha as tratativas, não é nada que possa "abalar a República" como ocorreu com Temer e a JBS.

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Maia conta com tropa que liderou o golpe para afastar Temer

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN - Bernardo Mello Franco publicou em sua coluna na Folha, neste domingo (9), que o presidente da Câmara Rodrigo Maia tem apoio do chamado G-8, um grupo de deputados que liderou o golpe em Dilma Rousseff nos bastidores e que pode ajudar a conseguir os mais de 340 votos necessários ao afastamento de Michel Temer.

Na visão de Mello, Maia terá de jogar mais duro para ser o Temer de Temer. As garras já foram colocadas para fora após notícias de encontro com políticos e nomes do mercado, além de uma manifestação na rede que soou como sua própria "Ponte Para o Futuro".

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O mercado abandonou Temer, por Elio Gaspari

Foto: Agência Brasil
 
 
Jornal GGN - Em artigo na Folha, Elio Gaspari diz que a elite brasileira que forma o chamado "mercado" deveria fazer "política na vitrine" e tentar emplacar um candidato a presidente em 2018. Em vez disso, aponta Gaspari, deu o golpe em Dilma Rousseff e, agora, sonha em fazer o mesmo com Temer. Com exceção dos grupos que defenderam Marina Silva e Aécio Neves em 2014, cujas pretensões estão claras desde a última disputa, diz.
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Prenúncios, por Leo Villanova

por Leo Villanova

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