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O mercadismo que quer operar acima das tensões sociais e políticas, por André Araújo

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Por André Araújo
 
 
Samuel Pêssoa virou uma espécie de guru intelectual do mercadismo radical que pretende operar acima das tensões sociais e políticas, algo hoje inteiramente fora de moda nas grandes nações pós-crise de 2008.
 
Nos EUA, catedral mundial do pensamento econômico aplicado à realidade, foi o ESTADO de corpo e alma quem salvou o mercado em 2008, salvou da crise PROVOCADA PELOS EXCESSOS DO MERCADO. 
 
Se não fosse o Tesouro dos EUA, a crise de 2008 seria infinitamente maior. Foi o Tesouro dos EUA, autorizado pelo Presidente Obama, quem sacou dinheiro de seu caixa no importe nada desprezível de US$778 bilhões dentro da autorização do programa TARP para salvar o Citigroup, a General Motors, a seguradora AIG e mais 200 outras corporações e bancos, decisão tomada de forma ultrarrápida, engenhosa, eficiente e sem pruridos ideológicos, no incêndio não se pergunta de onde vem a água e SALVOU O MERCADO. 

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Carta-aberta a porta-voz da direita, por Fernando Nogueira da Costa


Foto: Fecomercio/SP

Por Fernando Nogueira da Costa[1]

Caro Samuel Pessôa,

Aqui eu lhe respondo por não ter o palanque pré-eleitoral de quem se arvora em porta-voz da direita brasileira na “grande imprensa burguesa”. Imagino que já deu um sorrisinho esnobe com tal expressão old-fashioned, típica de “jovens dos anos 1960”. Estes, em sua desqualificação de toda minha geração, “são os idosos da segunda década do século 21 sequestrados por um patético complexo de Peter Pan”.

Decerto, com 54 anos, você é um jovem físico com doutorado em Economia, ambos pela USP. É pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, sócio da consultoria Reliance e colunista da Folha. Mas tenho apreço por ti não por isso, mas sim por ter demonstrado tolerância com ideias alheias quando era meu colega no IE-UNICAMP. Não era sectário e me dizia que, como bom cientista, gostava de entender a racionalidade dos pensamentos diferentes do seu neoclássico.

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Cinco economistas no deserto, por André Araújo

Cinco economistas no deserto, por André Araújo

O Programa Roda Viva de ontem, na TV Cultura, discutiu a crise econômica brasileira. Cinco economistas foram convocados: Bresser Pereira, Luis Gonzaga Belluzo, Marcos Lisboa, Samuel Pessoa e Amir Khair, todos economistas veteranos de nomeada, largamente conhecidos do público.

Ninguém esteve de acordo com ninguém, diagnósticos completamente diferentes, visões de processos e de movimentos que nada tinham a ver um com outro. Bresser como sempre um pouco confuso, Belluzo fazendo outro tipo de confusão, Pessoa com visão sociológica vendo pactos do povo consigo mesmo, Lisboa com todo o vestuário intelectual neoliberalíssimo, Khair foi o mais curto e preciso, na minha visão o melhor debatedor da noite.

Nenhum deles teve propostas simples e claras para a crise econômica brasileira porque são economistas mais acadêmicos que operacionais, embora alguns tivessem tido cargos de comando com avaliações contraditórias.

Na minha visão o grande dirigente de economia deve ser um político de alta categoria e não um economista, aliás esse é o conceito americano, onde muito raramente o Secretário do Tesouro, equivalente ao nosso Ministro da Fazenda, é um economista, são quase sempre empresários, advogados ou executivos. O único economista profissional no período recente foi Lawrence Summers, que todavia era menos acadêmico e mais operador com experiência diversificada.

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Professor da FGV fica otimista com queda dos valores dos salários

Jornal GGN - Em debate no Insper, o professor Samuel Pessoa, da Fundação Getúlio Vargas, disse acreditar que, quanto maior for a queda no valor dos salários, mais "rápido e indolor" será o ajuste fiscal proposto pelo ministro Joaquim Levy. "Em maio, eu fiquei super feliz com dados mostrando uma queda no salário real de 5%. Economista é um bicho meio ruim", afirmou durante o debate. Pessoa acredita que a desaceleração da economia e a consequente queda no emprego e nos salários é um sinal de que o ajuste cíclico está funcionado. Luiz Gonzaga Belluzzo, professor da Unicamp que também participou do debate, questionou Pessoa: "indolor para quem?"

A íntegra do debate pode ser vista aqui. Abaixo, o trecho sobre a redução salarial, em vídeo editado por Fernando Brito, do Tijolaço.

Enviado por Notívago

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O diagnóstico neoliberal para a crise

Formado em física e economia, economista do IBRE (Instituto Brasileiro de Economia) da Fundação Getúlio Vargas, nos últimos tempos Samuel Pessoa tornou-se a melhor referência do chamado pensamento neoclássico.

Em depoimento no Senado, apresentou um texto que se tornou o diagnóstico padrão do pensamento neoliberal para a crise.

Muitos dos pontos são consenso entre economistas, por se tratar de claros erros de implementação.

Mas Pessoa os incluiem em algo que denomina de “nova matriz econômica”, como se aqueles tipos de barbeiragem fossem inerentes ao modelo keynesiano.

***

Os pontos de consenso são os seguintes:

1. Adoção recorrente de artifícios para atingir a meta de superávit primário, reduzindo a transparência da política fiscal, além de fortíssima redução do superávit primário.

De fato, houve dois efeitos diretos sobre a economia. Uma, nas expectativas dos agentes econômicos com a perda de referências fiscais. Outro, nos cortes orçamentários, que começaram a paralisar projetos a partir do terceiro trimestre de 2014.

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