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Sem Teto

Lanceiros Negros: procuram-se os responsáveis pela atrocidade, por Jeferson Miola

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Foto: Guilherme Santos/Sul21
 
Lanceiros Negros: procuram-se os responsáveis pela atrocidade
 
por Jeferson Miola

A atrocidade da Brigada Militar [BM] na desocupação do movimento Lanceiros Negros é triplamente abominável.

1. O edifício de propriedade do governo do Estado, localizado no centro de Porto Alegre, foi ocupado pelos Lanceiros Negros em novembro de 2015. Antes disso, por 10 anos este imóvel estatal ficou sem uso e abandonado.

Naquele edifício, dos Lanceiros Negros, convertido num lugar-movimento e transformado numa escola de vida e política, mais de 170 jovens constituíram famílias, geraram as crianças que recém nasceram [ali residia inclusive um bebê de 30 dias], montaram uma biblioteca para si e para seus filhos, definiram regras comunitárias e processos democráticos de deliberação, se integraram com dignidade e respeito à vida no bairro, se tornaram personagens do centro da cidade, enfim, se fizeram luzes indicadoras de que a reurbanização do centro histórico da cidade só é possível quando acolhe e integra com humanidade na sua paisagem o povo simples e trabalhador.

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O domínio da perseguição sem fatos na prisão de Guilherme Boulos, por Rafael Tatemoto

Do Brasil de Fato

 
A teoria do domínio do fato, concorde-se com ela ou não, tem sido mal aplicada e distorcida
 
Rafael Tatemoto*

A justificativa para a prisão de Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), nessa terça-feira (17), é mais um capítulo do esfacelamento do Estado de Direito no Brasil.

Boulos foi detido enquanto acompanhava a reintegração de posse de uma ocupação na zona leste da capital paulista. A ocupação não havia sido organizada pelo MTST, mas o movimento tentava negociar com a Polícia Militar de São Paulo uma saída pacífica e que garantisse o direito à moradia para as mais de 3 mil pessoas da Ocupação Colonial. Não houve sucesso. Sem qualquer amparo das autoridades públicas, teve início um processo de resistência popular.

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Não confunda MSTS com MTST

Jornal GGN – Na última sexta-feira (5), a Polícia Civil realizou uma operação na ocupação do Cine Marrocos, na região central de São Paulo, e prendeu pessoas acusadas de tráfico de drogas. A ocupação era coordenada pelo Movimento Sem Teto de SP (MSTS).

Devido à semelhança entre as siglas, o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) encaminhou uma nota para a imprensa avisando que não tem nenhuma relação com a ocupação do Cine Marrocos ou com o MSTS, “que é conhecido por cobranças financeiras aos sem teto e outras práticas que não admitimos”.

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PM reprime manifestantes em protesto do MTST na avenida Paulista

Jornal GGN - Na tarde de ontem, a Polícia Militar de São Paulo reprimiu com bombas e prendeu seis pessoas durante protesto do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto no prédio da Presidência da República em São Paulo, na Avenida Paulista. Um vídeo publicado pelo BuzzFeed Brasil mostra policiais agredindo uma mulher que já estava caída.

O MTST protestava contra o presidente interino Michel Temer e contra mudanças no programa Minha Casa Minha Vida. Após a manifestação, o ministro das Cidades, Bruno Araújo,  determinou a edição de nova portaria que divulga as entidades para contratação de unidades habitacionais do Programa. A decisão alterou medida anterior do ministro, que revogou portarias do governo Dilma para a contratação de unidades do programa e que regulamentava o modelo do Minha Casa, Minha Vida voltado para entidades, como o MTST.

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A luta por moradia no centro de São Paulo, por Laura Capriglione

Do Medium

 
por Laura Capriglione, dos Jornalistas Livres
 
União obtém na Justiça Federal a reintegração de posse de edifício ocupado por trabalhadores sem-teto e joga 500 homens, mulheres, crianças e idosos para viver no relento
 
Passava das 6h30, a temperatura em São Paulo caía para os 12ºC, quando os oficiais da Justiça Federal bateram no portão de ferro do edifício de número 380, na rua José Bonifácio, centro de São Paulo, ocupado pela Frente de Luta pela Moradia desde o dia 12 de março.
 
Em 105 dias, o sonho de se livrar do aluguel, acalentado por 120 famílias pobres, havia se transformado no pesadelo de uma noite mal dormida e sobressaltada, à espera dos oficiais de Justiça e da polícia, que viriam cumprir a ordem de despejo.
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Pimentel age rápido e impede despejo de sem-teto em BH, por Helcio Zolini

do R7

Pimentel age rápido e impede despejo de sem-teto em BH, por Helcio Zolini

O governador Fernando Pimentel demonstrou que está atento e sensível às questões sociais que afetam Minas Gerais.

Foi a campo nessa segunda-feira (12) e com habilidade conseguiu desarmar uma “bomba” colocada no seu caminho pela Prefeitura de Belo Horizonte: o despejo de 70 famílias de sem-teto que há cerca de um ano ocupam irregularmente uma área pertencente ao município no bairro da Serra e conhecida como ocupação Nélson Mandela (leia post anterior neste blog).

A operação de reintegração de posse seria realizada na manhã desta terça-feira pela Polícia Militar (PM) em cumprimento a ordem judicial expedida pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais, mas foi abortada na segunda à noite após a intervenção do governador mineiro.

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Não há saída quando o jornalismo é viciado, por Guilherme Boulos

Enviado por Aldo Cardoso

Coluna de Guilherme Boulos termina a quinta-feira como a mais lida do site da Folha de S. Paulo pela terceira semana consecutiva.

Da Folha

Cara, eu ganho. Coroa, você perde! 

Guilherme Boulos

A elite brasileira é intransigente. Não aceita concessões, por menores que sejam. Qualquer pequeno incômodo é tratado como abalo sísmico por seus representantes no poder de Estado, na mídia e em seu habitat natural, o mercado financeiro.

O inofensivo decreto 8.243 é acusado de bolivarianismo. Os gastos federais com assistência social, que correspondem a menos de 4% do Orçamento da União, são apresentados como perigoso risco fiscal. O governo petista não atacou nenhum de seus privilégios, mas quando Dilma sobe a Bolsa cai.

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Governo de MG deve desalojar 8 mil famílias de três comunidades em BH

Enviado por Leo V

Que Pinheirinho não se repita e em escala ainda maior. Urgente, em BH!

Do Brasil de Fato

Polícia planeja desalojar 8 mil famílias

Reprodução

Fechado à negociação, governo estadual anuncia expulsar três comunidades em Belo Horizonte

Rafaella Dotta 

Mais de 8 mil famílias serão expulsas de suas casas, sem alternativa de moradia. O governo de Minas declarou, na quarta-feira (6), o planejamento de uma “megaoperação” de despejo que vai desalojar as famílias de três comunidades de BH da região do Isidoro. Juristas afirmam que processo não terminou e expulsão é considerada irregular.

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Em BH, PM faz operação para despejar ocupações

Enviado por Leo V

Do Estado de Minas

PM monta megaoperação para despejo de ocupações na Região Norte de BH

Um grande efetivo policial estará na área para retirada das famílias das comunidades Rosa Leão, Esperança e Vitória no terreno da Granja Werneck, conhecida também como Isidoro

Luana Cruz

 

A Polícia Militar (PM) montou uma megaoperação para despejo imediato de famílias do terreno da Granja Werneck, conhecida também como Isidoro, na Região Norte de Belo Horizonte. Os trabalhos vão envolver todas as unidades da 1ª Região da PM, além de batalhões do Comando de Policiamento Especializado (CPE). Um grande efetivo policial estará na área de mais de 3 milhões de metros quadrados, ocupada pelas comunidades Rosa Leão, Esperança e Vitória. Além da PM, vão participar da operação 120 assistentes sociais da PBH, bombeiros, policiais civis e representantes do Ministério Público de Minas Gerais.

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Os despejos na zona sul de São Paulo

Sugerido por Leo V

Do Passa Palavra

Antes da Copa, extremo sul de São Paulo enfrenta onda de despejos

O governo tenta aproveitar o cenário conturbado das últimas semanas para atacar as ocupações que se formaram no extremo sul de São Paulo, promovendo uma verdadeira onda de despejos. Por Passa Palavra

Jd. União 1

Ocupação Jd. da União

Às vésperas do início da Copa do Mundo, se intensificam as ações repressivas do Estado contra os movimentos sociais. Há um avanço da criminalização, com militantes sendo monitorados, processados e até presos “preventivamente” pela polícia em suas casas – o que aconteceu recentemente em Goiás, e já foi anunciado que deve se repetir em outros estados, como Minas Gerais e São Paulo.

Também na tentativa de desorganizar a resistência, o governo tenta aproveitar o cenário conturbado das últimas semanas para atacar as ocupações que se formaram no extremo sul de São Paulo no último ano, promovendo uma verdadeira onda de despejos.

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Campeões invisíveis

Conheça a seleção das periferias brasileiras que, sem recursos nem aplausos, conquistou o título da Homeless World Cup de 2013

Acostumado a ser Golias nos torneios de futebol internacional, o Brasil viveu seu dia de Davi. E não faz muito tempo não. No último dia 18, quatro jovens brasileiros conquistaram a Homeless World Cup, a Copa do Mundo dos Sem Teto, campeonato de futebol criado há dez anos para denunciar as precárias condições de moradia que afetam um grande número de pessoas no mundo.  O primeiro torneio, em 2003, reuniu moradores de rua de diversos países na cidade de Graz, na Áustria. O mais recente, que deu a vitória aos brasileiros reuniu equipes de 50 países em Poznan, na Polônia.

Hoje o torneio engloba também pessoas que vivem em “situação de risco”  por  morarem em áreas violentas, em habitações precárias, em áreas sem acesso a infraestrutura básica, condição em que se encaixam boa parte dos moradores das periferias das grandes cidades brasileiras. Leia mais »

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