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sergio moro juiz de piso

Xadrez sobre a falsificação de documentos na Lava Jato, por Luís Nassif

O livro-bomba sobre a Lava Jato, prometido pelo doleiro espanhol Tacla Duran, começa a dar frutos.

Tacla é o doleiro cuja declaração de renda comprovou pagamentos a Rosângela Moro, ao primeiro amigo Carlos Zucolotto e a Leonardo Santos Lima.

Alguns capítulos do livro ficaram por alguns dias no site de Tacla. No livro, ele diz que a delação da Odebrecht teve vários pontos de manipulação, com a montagem de documentos, provavelmente por pressão dos procuradores, atrás de qualquer tipo de prova contra Lula.

O juiz Sérgio Moro facultou apenas aos procuradores da Lava Jato o acesso ao banco de dados especial da Odebrecht. Aparentemente, os procuradores entram lá e pinçam apenas o que interessam.

Analistas foram atrás das dicas levantadas por Tacla e quase todas se confirmaram.

Mais que isso: há indícios de que alguns dos documentos foram montados.

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Defesa de Lula quer que Moro diga se Moro alterou acusação

Jornal GGN – Os advogados da defesa do ex-Presidente Lula pediram ao juiz de piso Sergio Moro que lance luz quanto ao fato de ter ou não alterado a acusação constante na denúncia do Ministério Público Federal. O Processo em questão é o de número 5063130-17.2016.4.04.7000/PR, em que a defesa fez recurso onde impugna tentativa de uso de “prova secreta“.

Segundo a defesa, em decisão dada no dia 13 de setembro, Moro faz referência a “uma hipótese acusatória diferente daquela exposta na denúncia“ e sobre a qual Lula está se defendendo. A ação reza que “segundo a acusação, a maior parte do preço do imóvel foi feito pela DAG Construtora, mediante regular contabilização, assim somente uma fração teria sido paga, segundo o aludido relatório [Relatório de Análise 07/2017, do MPF], pelo Setor de Operações Estruturadas“.

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Moro autoriza perícia de sistema da Odebrecht, mas com a PF

Foto: Evaristo SA/AFP
 
Jornal GGN - O juiz Sérgio Moro autorizou o acesso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para realizar uma perícia no sistema eletrônico utilizado pelo setor de Operações Estruturadas da Odebrecht para registros de pagamentos de propinas, de acordo com delatores. Entretanto, exigiu que o trabalho fosse feito junto com a Polícia Federal.
 
O pedido da defesa do ex-presidente foi feito diversas vezes, sem sucesso, desde que o Ministério Público Federal (MPF) teria tido acesso ao sistema MyWebDay e ao Drousys. Ambos supostamente trazem provas relacionadas à acusação de que Lula foi beneficiário da compra de um terreno pela Odebrecht para a construção da nova sede do Instituto Lula.

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Delação não cumprida que Moro e Deltan mantiveram, por Marcelo Auler

Machado, após denunciar o descumprimento do acordo de delação premiada por Youssef, passou a ser pressionado até ser aposentado por “invalidez”. De inválido não tem nada. (Foto: reprodução da Multi TV Cidades programa Lente Aberta)

 
 
no Blog do Marcelo Auler
 

Delação não cumprida que Moro e Deltan mantiveram

por Marcelo Auler

Os termos da delação de Joesley Batista, da JBS, não foi o primeiro caso de colaboração de réus em processos instaurados em nome do combate à corrupção a gerar discussão sobre sua validade.

Em 2006, o delegado federal Geraldo Machado, lotado na Delegacia de Polícia Federal de Londrina (PR), apontou irregularidades na delação do doleiro Alberto Youssef, no famoso Caso Banestado, desenhada pelo Ministério Público Federal do Paraná e homologada pelo juiz Sérgio Moro, então na 2ª Vara Federal de Curitiba.

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Lava Jato e Teatro, por Marcelo Ribeiro Uchôa

Lava Jato e Teatro

por Marcelo Ribeiro Uchôa

A operação Lava Jato é uma peça teatral com juiz acumulando papéis de investigador, acusador e magistrado; procurador como assistente inquisitorial; e uma plateia à frente, a opinião pública, hipnotizada por informações que lhes são seletivamente vazadas, via conluio de veículos de imprensa interessados em estimular a demonização e a condenação antecipada deste ou daquele réu (inimigo). Esta estratégia de destruição midiática do oposto tem sido utilizada de reverso na heroicização dos protagonistas, transformando o juiz em super magistrado, com poder de impor sua vontade tanto às varas de todo país, como aos tribunais acima de sua jurisdição. Nos demais papéis, nenhum mistério: alguns réus em pontas secundárias e um antagonista encarnando o papel de vilão-mor a ser execrado publicamente.

Foi assim que, num episódio de indisfarçável apelo midiático, reproduzido em TVs de todo país, entre clichês e datashow, meia dúzia de tecnocratas do ministério público federal, absorta em interesses políticos, “sem provas, mas com convicção”, tomando como base indícios frágeis e delações premiadas (que, além de viciadas, nem diretamente comprometiam o réu) e apelando juridicamente a suposições e ao domínio do fato, apresentou denúncia frágil, que, doravante, repercutiu na mais que previsível condenação de primeiro grau ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Previsível não por ser justa ou devida, mas por ter sido julgada pelo mesmo personagem que o investigou e o acusou.

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Na delação de Palocci, a Lava Jato preserva os operadores financeiros, por Luis Nassif

O ensaio de delação do ex-Ministro Antonio Palocci é a demonstração cabal de como funciona a Lava Jato. Sua missão não é prender e punir corruptos e corruptores. É usar o poder de prender e punir corruptos e corruptores para livrar corruptos e corruptores, desde que atendam aos objetivos políticos da operação.

É o caso de Palocci.

Palocci tinha duas formas de operar. Uma delas, era para o PT, as conversas informais com financiadores de campanha.  Nessa ponta, conversava com empreiteiras e frigoríficos. Na outra, atuava em benefício próprio agindo preferencialmente com investidores e bancos de investimento.

Havia dois terrenos preferenciais para operar. Um deles, histórico, era o insider information sobre o comportamento das taxas de juros nas reuniões do Copom (Conselho de Política Monetária do Banco Central) e nos leilões de títulos públicos.

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Do erro de se analisar os processos de uma nação pelo aspecto moralista, por Assis Ribeiro

Do erro de se analisar os processos de uma nação pelo aspecto moralista

por Assis Ribeiro

O moralismo favorece o maniqueísmo tupiniquim da classe média brasileira que termina por parir personagens intitulados defensores da pátria e do outro lado a  legião de elementos do mal.

Moro, Bolsonaro e Doria, cada um à sua maneira, representam essa caraterística.

Moro, com o seu modo arrogante de atuar promove um justiciamento que manifesta até mesmo o Supremo Tribunal Federal e que deixa perplexo o mundo jurídico. É o próprio estilo, já conhecido e reprovado, "Caçador de Marajás".

Bolsonaro, se arvora a ser o solucionador de todos os problemas nacionais como defensor incondicional da moralidade. É o estilo, já conhecido e reprovado, do "Sieg Heil".

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Dallagnol precisa desenhar o power point do juiz Moro, por Jeferson Miola

Dallagnol precisa desenhar o power point do juiz Moro

por Jeferson Miola

É intrigante o aumento do silêncio do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato.

O silêncio deles é diretamente proporcional ao surgimento das novas revelações sobre os vínculos de Carlos Zucolotto Júnior e de Rosângela Moro com Rodrigo Tacla Durán, ex-funcionário da Odebrecht e foragido da justiça.

O juiz midiático e os não menos espalhafatosos procuradores da Lava Jato, sempre muito loquazes e garbosos frente às câmeras, os microfones e os púlpitos nos quais proferem suas rentáveis palestras, curiosamente parecem acometidos por uma síndrome de comedimento verbal.

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DCM: Escritório de doleiro alegou sigilo profissional para negar à Receita informações sobre contrato com Rosângela Moro

 

Eles e a planilha.

no Diário do Centro do Mundo

Exclusivo: escritório de doleiro alegou sigilo profissional para negar à Receita informações sobre contrato com Rosângela Moro

por Joaquim de Carvalho

Esta reportagem é fruto de um projeto de crowdfunding do DCM.

Depois que a coluna Radar, da Veja, informou que o Ministério Público omitiu da investigação da Lava Jato documentos que mostravam a relação profissional de Rosângela Moro com o escritório de advocacia de Rodrigo Tacla Durán, começam a surgir outros dados que dão clareza a fatos que são suspeitos.

O escritório de Tacla Durán foi investigado pela unidade da Receita Federal em São José do Rio Preto, em procedimento de fiscalização conduzido pelos auditores Rogério César Ferreira e Paulo Cesar Martinasso.

No âmbito de suas atribuições, a Receita Federal investiga sonegação de tributos, mas esta pode ser apenas uma consequência da lavagem de dinheiro, que é o que efetivamente o escritório de Tacla Durán fazia.

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Pelos critérios de Moro, Zucolotto deve responder pelo crime de obstrução de justiça, por Wadih Damous

 
Pelos critérios de Moro, Zucolotto deve responder pelo crime de obstrução de justiça

por Wadih Damous

O dileto amigo do juiz Sérgio Moro, o advogado Carlos Zucolotto, acusado por Tacla Duran, réu na Lava Jato, de intermediar negociações paralelas de delação premiada com a força-tarefa da operação, apagou as postagens de seu perfil no facebook.

Dentre elas, fotos nas quais Moro, Zucolotto e esposas aparecem em restaurantes de luxo em Nova Iorque. O problema é que pelos critérios adotados por Moro à frente da Lava Jato muitos já foram acusados, condenados e presos por procedimentos semelhantes.

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Tudo no Brasil atual tem que resvalar para o ridículo, por Janio de Freitas

Jornal GGN – Fufuca presidente da Câmara parecia fofoca... e não era. Mas uma tendência atual chama atenção: a de que tudo vai descambando para o ridículo. Outro exemplo é o fato de os procuradores da República ligarem Gilmar ao “rei dos ônibus” por flores que custaram 200 reais, e há dois anos. E se não é por carência de fatos, já que haviam fotos do casamento em que Gilmar foi padrinho, qual o motivo desta nova? Ah, responde Janio de Freitas, “faltava o ridículo”.

Para o articulista da Folha, a foto é o documento mais que suficiente para impedimento de Gilmar na decisão do habeas corpus, o resto é cinismo. Gilmar explicou-se, como comumente o faz, por meios externos, a imprensa, e disse que era ataque pessoal de Rodrigo Janot, e que não havia relação para pedir impedimento. E foi assim em maio, quando do caso de Eike Batista.

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Moro rivaliza com Gilmar e defende prisão em 2ª instância

Foto: Agência Senado
 
 
Jornal GGN - Em despacho assinado em 23 de agosto, o juiz Sergio Moro decidiu decretar a prisão do empresário Márcio Bonilho, condenado na Lava Jato por lavagem de dinheiro a Paulo Roberto Costa, usando a confirmação da sentença pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região. A iniciativa ocorreu no mesmo dia em que Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, concedeu o primeiro habeas corpus a um preso que também havia sido condenado em segunda instância.
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MPF-PR e Moro barram investigações contra PF-PR, por Marcelo Auler

No pedido de arquivamento do Inquérito contra Dalmey Werlang, os procuradores regionais Welter (alto) e Paludo, contestam o funcionamento do grampo achado por Alberto Youssef e confirmado por perícia técnica. (Fotos: reproduções)

do Blog do Marcelo Auler

MPF-PR e Moro barram investigações contra PF-PR

por Marcelo Auler

MPF da Força Tarefa do Paraná tenta barrar o segundo inquérito em torno da ação da Polícia Federal na Força Tarefa da Lava Jato. Uma primeira investigação, com base em denúncias feitas pela “informante infiltrada” Meire Posa, ex-contadora do doleiro Alberto Youssef, foi paralisada com a ajuda do juiz Sérgio Moro.

No que certamente será considerado por muitos um misto de autodefesa e corporativismo, o Ministério Público Federal do Paraná (MPF-PR) – embora constitucionalmente seja “fiscal da Lei” e tenha entre suas atividades o controle externo da Polícia Federal – vem tentando barrar investigações abertas pela Coordenadoria de Assuntos Internos (Coain) da Corregedoria Geral do Departamento de Polícia Federal (COGER/DPF) contra delegados e agentes que atuaram na Força Tarefa da Lava Jato. Paralisou uma e quer parar outra, antes mesmo de ser finalizada.

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Brevíssima análise de uma decisão judicial à luz do princípio do 'In dubio pro reo', por Rômulo de Andrade Moreira

do Coletivo Transforma MP

Brevíssima análise de uma decisão judicial à luz do princípio do 'In dubio pro reo'

por Rômulo de Andrade Moreira

Lendo a longa decisão proferida pelo Juiz Federal Sérgio Fernando Moro, titular da 13ª. Vara Federal de Curitiba, aquela mesma onipotente, onissapiente e, sobretudo, onipresente - portanto, presidida por um Deus!, alguns trechos revelaram-se de uma impropriedade técnica do ponto de vista processual penal quase inacreditável.

O Magistrado, simplesmente, ignorou os depoimentos prestados pelas testemunhas arroladas pelos acusados e, em sentido contrário, supervalorizou os depoimentos das testemunhas arroladas pelo Ministério Público, inclusive delatores já condenados.

Em relação aos delatores, o próprio Juiz assim o diz quando escreveu, às fls. 152, não haver "nenhuma dúvida de que os depoimentos de (...) e de (...) são questionáveis, pois são eles criminosos confessos que resolveram colaborar a fim de colher benefícios de redução de pena."

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O problema não é a corrupção mas da ruptura do destino, por J. Carlos de Assis

O problema não é a corrupção mas da ruptura do destino

por J. Carlos de Assis

Temos, sim, um Presidente corrupto. Faz mal? Não, não faz. É que temos por contrapeso um ministro do Supremo que protege bandidos como Aécio. Faz mal? Não, não faz mal. Mais de metade da Câmara ganhou ministérios, cargos públicos e emendas parlamentares para proteger o Presidente corrupto. Faz mal? Não, não faz mal. Afinal, nove dos principais auxiliares do Presidente em atividade no Planalto estão sendo denunciados pela Lava Jato por recepção de dinheiro sujo. Faz mal?

Desapareceu no país a noção de decência. Não há nenhuma instituição da República que possa se apresentar como de mãos limpas? Lembram-se da lei da ficha limpa? Era destinada a impedir que candidatos corruptos disputassem cargos eletivos. Por que só cargos eletivos? E o Judiciário? O Ministério Público? Seus integrantes decoram uma apostila e se tornam as personagens mais poderosas da República. E se insurgem, sintomaticamente, com a possibilidade de uma lei de abuso de autoridade.

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