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Aumento de imposto poupa bancos e aprofunda recessão, por J. Carlos de Assis

Aumento de imposto poupa bancos e aprofunda recessão

por J. Carlos de Assis

O aumento de impostos para reduzir o déficit público é uma dessas demonstrações de estupidez da política econômica neoliberal que mostra o descompasso entre classes dominantes, donas dos meios de produção, e as elites dirigentes, que governam em seu nome. Uma política econômica progressista admitiria sem maiores problemas crescimento de déficit público e rejeitaria o aumento de impostos. A estupidez neoliberal propõe o oposto.

É muito importante que as elites dirigentes continuem estúpidas. A receita keynesiana para superação do desastre econômico em que nos encontramos pressupõe o gasto público deficitário, convertido em compras reais de bens e serviços pelo governo. Busca-se, com isso, estimular a economia, a demanda, o investimento, o emprego. Entretanto, esse déficit será inútil para o crescimento se for “queimado” na ciranda financeira.

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Após reforma, Bradesco e Caixa abrem PDVs e colocam bancários em alerta

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Foto: Agência Senado

Da Rede Brasil Atual

 
Banco público já havia tido quase 5 mil adesões em plano aberto ainda este ano. Apenas de janeiro a maio, setor financeiro eliminou perto de 10 mil postos de trabalho
 
Com quase 10 mil vagas eliminadas apenas neste ano, o setor financeiro prepara-se para mais redução de postos de trabalho. Imediatamente depois da sanção do projeto de "reforma" trabalhista, agora Lei 13.467, Bradesco e Caixa Econômica Federal anunciaram programas de demissão voluntárias. O banco público havia encerrado em março um programa que teve 4.645 adesões, de acordo com a Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa.
 
No caso do Bradesco, o programa de demissão voluntária (PDV), anunciado na quinta-feira, mesmo dia da sanção da lei, começou hoje (17) e vai até 31 de agosto. O banco não divulgou metas de adesão, afirmando apenas, em nota, que o plano "não afetará o elevado padrão de qualidade dos serviços prestados aos seus clientes e usuários".
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Caixa espera que mais de 5 mil funcionários entrem no novo PDV

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Foto: José Cruz/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Nesta segunda-feira (17), a Caixa Econômica Federal reabriu seu Programa de Desligamento Voluntário (PDVE), com a expectativa de adesão de 5,5 mil funcionários. 
 
O banco abriu um PDV em fevereiro deste ano esperando alcançar 10 mil funcionários, mas somente 4,4 mil aderiram. Com o novo programa, a Caixa pretende completar o objetivo de reduzir 10 mil dos cerca de 30 mil empregados que trabalhavam na empresa no início. 
 
Os trabalhadores terão até o dia 14 de agosto para aderir ao PDV. O incentivo financeiro, de caráter indenizatório, equivalerá a dez remunerações base do empregado, com limite de R$ 500 mil e considerando como referência o dia 31 de junho. 
 
O benefício será pago em parcela única, sem incidência de Imposto de Renda (IR), recolhimento de encargos sociais e contribuição à Fundação dos Economiários Federais (Funcef).

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Subprocuradora critica exclusão do MP de acordos de leniência com bancos

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Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

Da Agência Pública

 
Em entrevista à Pública, Luiza Frischeisen critica exclusão do Ministério Público dos acordos de leniência no sistema financeiro e protesta contra a regulamentação do tema por medida provisória
 
por Ciro Barros

No início do mês passado, o presidente Michel Temer promulgou a MP 784/2017, que mexe em um ponto sensível para a investigação de crimes financeiros. Entre várias alterações, a medida provisória regulamentou especificamente a possibilidade de os órgãos de controle das instituições financeiras — sobretudo o Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) — firmarem acordos de leniência, no âmbito administrativo, com pessoas físicas e jurídicas que atuam no sistema financeiro.

Semelhante à delação premiada, o acordo de leniência é firmado entre pessoas jurídicas e a administração pública na área cível. Ele é firmado entre empresas que cometeram crimes e os confessaram à administração pública, comprometendo-se a cooperar com as investigações, em troca de atenuação das penas a que estariam sujeitas. A MP 784 trouxe a possibilidade de o Banco Central e a CVM firmarem esses acordos na área administrativa. Os termos, no entanto, geraram protestos do MPF. Em uma nota técnica, três procuradores coordenadores das câmaras de revisão do órgão atacaram duramente a medida. “A Medida Provisória 784/2017 deve ser rejeitada”, diz a nota.

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A incrível evidência de honestidade dos banqueiros brasileiros, por J. Carlos de Assis

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Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A incrível evidência de honestidade dos banqueiros brasileiros

por J. Carlos de Assis

Aparentemente temos o sistema bancário mais honesto do mundo. No meio da avalanche de corrupção por compra de parlamentares envolvendo grandes construtoras e o maior conglomerado de carnes do mundo, ninguém surgiu, até o momento, para apontar o menor deslize moral dos bancos brasileiros. A bem da verdade, houve apenas uma suspeita. Trabuco, presidente do Bradesco, envolvido na operação Zelotes, foi inocentado por unanimidade pelo Tribunal Federal de Recursos da 1ª. Região.

Há dois tipos de justificativa para isso. Ou os banqueiros brasileiros se contentam em roubar o povo, pressionando pelas taxas de juros mais altas do planeta como se fosse uma coisa natural, ou simplesmente operam a corrupção com mão de gato, colocando terceiros – por exemplo, a FIESP – como operadores de suas maracutaias. Lembro-me bem como, na constituinte, um operador da FIESP e da CNI, Rui Figueiredo, tendo por trás os bancos, percorria com uma mala preta os corredores do Congresso comprando parlamentares.

Podemos perguntar, diante dessa segunda hipótese, por que as empreiteiras foram pegas por Moro e os banqueiros conquistaram tanta condescendência na Justiça, como é o caso do TRF-1. Acho que a única explicação para isso é que são tremendos profissionais, protegidos pelo competente cartel da Febraban e sob a proteção generosa do Banco Central.   Caso fossem colocados nas mãos de Sérgio Moro, é possível que, depois de meses a fio de prisão temporária, acabassem abrindo o bico em profusão de delações premiadas.

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Reforma da Previdência: punindo os inocentes, por Juliano Giassi Goularti

A PEC 287, proposta sob a justificativa da tara do ‘déficit’, tem como objetivo redirecionar o orçamento público da Previdência ao sistema financeiro, para que este extraia super lucro. Sua tendência será agravar em ritmo acelerado as desigualdades no Brasil (Foto - Divulgação INSS)

do Brasil Debate

Reforma da Previdência: punindo os inocentes

por Juliano Giassi Goularti

Que país a Reforma da Previdência projeta para meados do século XXI? Numa perspectiva crítica e de comprometimento social com a coletividade, o ajuste estrutural na Previdência Social delineado pelo governo está de costas para o futuro. Responsável por assegurar a renda dos trabalhadores e de seus dependentes quando da perda da capacidade de trabalho, o que está por trás da Reforma (Proposta de Emenda Constitucional N° 287) é retirar o mínimo de justiça social definido pela Constituição Federal de 1988.

No debate constitucional, o legislador constituinte estabeleceu um sistema de seguridade social universal, solidário e baseado em princípios redistributivos. No texto da Carta Magna, os trabalhadores rurais passaram a ter os mesmos direitos previdenciários que os trabalhadores urbanos, foi instituído o programa seguro-desemprego e introduzido o piso de aposentadoria equivalente ao salário mínimo para evitar a corrosão real dos benefícios. Não por menos que hoje as transferências da Previdência são uma das principais fontes de movimentação da economia local de 70% dos municípios brasileiros, principalmente daqueles afastados dos centros urbanos.

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Bancos em 2016: concentração e lucro elevado mesmo com recessão

Agravamento da recessão traz mais desemprego e pobreza ao país, mas não abala desempenho do setor financeiro (Foto JOEL SILVA/FOLHAPRESS)

da Rede Brasil Atual

Bancos em 2016: concentração e lucro elevado mesmo com recessão

Cinco maiores instituições respondem por 87% das operações de crédito no Brasil. Apesar disso, em todas houve fechamento de postos de trabalho, com mais demissões do que contratações

São Paulo – O setor financeiro confirmou em 2016 a tendência de concentração e manteve lucros elevados, apesar da crise, constata o Dieese em estudo de sua Rede Bancários, divulgado nesta segunda-feira (17). "Os cinco maiores bancos do país tiveram desempenho muito expressivo, seja em termos de intermediação financeira (as principais contas dos bancos) ou de resultado operacional, a despeito do adverso cenário econômico e da queda observada no resultado líquido em comparação com o ano anterior", diz o instituto.

"Permanece a necessidade de se ampliar e se aprofundar o debate sobre o papel desempenhado pelo sistema financeiro nacional, especialmente no que se refere aos três maiores bancos privados", acrescenta o Dieese, em referência a Bradesco, Itaú e Santander. Somados o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, os cinco concentram 87% das operações de crédito.

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Relatório do Banco Central: tá ruim, mas tá bom, por Marcelo Manzano

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

Da Fundação Perseu Abramo

Relatório do Banco Central: tá ruim, mas tá bom

por Marcelo P.F. Manzano, economista

Na semana passada o Banco Central divulgou o seu Relatório de Estabilidade Financeira(REF),referente ao segundo semestre de 2016, no qual trata de medir a temperatura e a saúde do Sistema Financeiro Nacional.

Coube ao Diretor de Fiscalização do BC a tarefa de transmitir tranquilidade a respeito de números intranquilos do passado recente: o crédito nominal caiu 3,5% em 2016, o volume de recuperações judiciais foi recorde - alcançando 1.863 empresas - e a carteira de ativos problemáticos dos bancos cresceu assustadores 19% ao longo do ano.

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No Brasil e nos EUA: a mídia serve à banca, por Pedro Augusto Pinho

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Por Pedro Augusto Pinho *

NO BRASIL

GOVERNO E MÍDIA

EXPRESSÃO MAIOR DA HIPOCRISIA QUE HOJE PREJUDICA O PAÍS

Ao iniciar este artigo sobre a farsa que domina nossa sociedade, pensava em desenvolver a relação da imprensa com o Poder. Afinal, o mais antigo exemplo que se tem notícia vem do imperador Julio Cesar ao divulgar as "Acta Diurna", com as informações e as ordens que lhe interessavam dar conhecimento ao povo de Roma. Mais tarde, nos primórdios da era cristã, foram os chineses quem  divulgaram os fatos dos poderosos nas "Notícias Diversas", que eles  celebraram, nos anos 1900, o primeiro milênio das suas impressões.

Parece óbvio que o Poder sempre se dispôs e investiu em dar informações que protegessem e defendessem seus próprios interesses. E esta situação perdurou mesmo quando a tecnologia e a diversidade de objetivos permitiram chegar ao conhecimento das pessoas, a minoria letrada, informações e interpretações diferentes sobre os mesmos acontecimentos.

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A perigosa decadência da economia, por Welinton Naveira e Silva

Por Welinton Naveira e Silva

Comentário ao post "Xadrez das eleições de 2018"

Em plena crise econômica mundial iniciada em final de 2007, ressurge o suspense da guerra nuclear no rastro de milhares e milhares de desempregados, refugiados e imigrantes, bem como, por questões territoriais, militares, sanções econômicas, pregações nazifascistas palatáveis ao sofrido povão, esquecido e de baixa autoestima. Dentre essas e outras tantas, configuram clima geral de sérios desequilíbrios conflitando interesses de grandes potências nucleares, Rússia, EUA e China. Sem esquecer, da Coréia do Norte, a cada dia mais armada.

É verdade que depois do grande crash de 1929, o sistema capitalista adotou mecanismos de seguranças procurando impedir semelhante desastre. Mas, não serão capazes de evitar a quebradeira final do sistema, por vários motivos. Principalmente, por conta de Dona Tecnologia.

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Governo Temer quer estimular vinda de bancos estrangeiros

 
Jornal GGN - O governo do presidente Michel Temer discute maneiras para estimular a vinda de bancos estrangeiros para o Brasil. Auxiliares presidenciais estudam maneiras de tirar barreiras legais para aumentar a participação de tais empresas no Sistema Financeiro Nacional. 
 
O objetivo da iniciativa, de acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, é aumentar a concorrência entre bancos para diminuir as taxas de juros cobradas pelas instituições. 
 
O governo quer que o bancos tenham uma participação mais ativa na retomada do crescimento econômico, tendo em vista a queda da taxa Selic. O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, se reúne nesta semana para definir a taxa básica de juros. 

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As medidas de Temer que ampliarão as desigualdades no Brasil

 
Jornal GGN - Se a dívida pública é, por um lado, a principal preocupação que motivou a PEC 55, do Teto dos Gastos Públicos, por outro, é ela que manteve comprometido 27,8% do orçamento federal de 2015, alimentando os bolsos de donos de títulos, bancários e o sistema financeiro. 
 
Nesse contexto, o Estado de Proteção Social (Welfare State) tornou-se um Estado Endividado que "dia após dia, tem cortado direito social e garantias fundamentais ao redor do mundo para garantir a rentabilidade das Altas Finanças especulativas", analisaram os pesquisadores Juliano Giassi Goularti e Grazielle David.
 
Entretanto, ao invés de o governo atuar para reduzir essa dependência do Orçamento atrelado a benefícios de poucos, Temer oferece opções mais ainda restritivas de direitos: a PEC 55 e a Reforma da Previdência, concluíram.
 
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Democracia e dominância do capital portador de juros, por Rosa Maria Marques e Patrick Rodrigues

Democracia burguesa e dominância do capital portador de juros: apontamentos sobre processos em curso no Brasil.

Rosa Maria Marques[1] e Patrick Rodrigues Andrade[2]

Apresentação

Estes apontamentos têm como objetivo analisar o significado de aspectos observados no período recente, no Brasil, particularmente depois do afastamento de Dilma Rousseff e de seu posterior impeachment. Duas são as hipóteses aqui trabalhadas. A primeira é que, após décadas de dominância do capital portador de juros no plano mundial (particularmente de sua forma mais fetichizada, o capital fictício) sobre as condições de reprodução do capital em geral, e justamente por esse tipo específico de capital estar no centro das determinações econômicas e sociais do capitalismo contemporâneo, está se transformando a natureza (particularmente a forma) do Estado e suas instituições. A segunda hipótese, estreitamente vinculada à primeira, é que a democracia liberal está sendo, com maior ou menor intensidade, substituída por novas formas políticas de dominação e de controle sobre o conjunto das classes.

Aqui cabe uma observação: estes apontamentos são ainda exploratórios, devendo ser aprofundados na continuidade da pesquisa.

1 – O fim da coisa pública e a exclusão da política

Em 15 de junho de 2016, o Ministro da Fazenda, Henrique Meirelles encaminhou um projeto para alterar a Constituição brasileira, a chamada PEC 241 (Projeto de Emenda Constitucional 241, hoje PEC 55), instituindo um novo regime fiscal. Esse projeto simplesmente propõe que os gastos federais (excluídos os juros da dívida pública) sejam congelados por vinte anos, tendo como base o efetivamente gasto em 2016. Os valores dos orçamentos dos anos seguintes seriam somente atualizados pelo índice da inflação e seus valores reais poderiam, a depender dos resultados obtidos em termos de equilíbrio fiscal, ser revisados somente depois de dez anos.

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Financeirização e os gastos militares dos EUA, por Bernardo Costa

Por bfcosta

Comentário ao post "Xadrez da financeirização de Trump a Temer"

Nassif faz uma análise que, de certo modo, se esquece de componentes importantes, particularmente as limitações de mudanças econômicas que os EUA podem ou estão dispostos a fazer.
 
Uma parte importante da análise relativa à financeirização no início da década de 70 se esquece os reais motivos desta. Os EUA planejaram no pós-guerra um sistema financeiro onde eles seriam líderes incontestes, sem possibilidade de concorrentes, e o dólar deles seria a moeda mundial. Mas isso ruiu com o tempo, seja num primeiro momento com a ascenção da europa ocidental e Japão, ou num segundo momento com a China. Desde a década de 60 que os EUA tem déficits em suas transações com o exterior, muito também porque existe um déficit interno governamental por conta dos altos gastos militares. Isso através dos anos fez com que houvesse um ingresso de renda do resto do mundo aos EUA (particularmente da China nos últimos anos), o que os torna os maiores devedores mundiais. Isso, de certa maneira, tira um pouco da liberdade de ação deles, pois suas políticas econômicas precisam garantir esse fluxo de capitais do exterior para dentro.

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Oito anos depois da crise, 28 bancos dominam sistema financeiro global

Jornal GGN - Oito anos após a crise mundial de 2008, pouca coisa mudou no poder financeiro global, que é dominado por 28 grandes bancos internacionais. Para François Morin, professor da Univeridade de Toulouse, os Estados se tornaram reféns destes bancos, que ele chama de "hidra bancária", e a crise de 2008 provou o poder que estas empresas detém. ""Os grandes bancos detinham os produtos tóxicos responsáveis pela crise, mas, em vez de reestruturá-los, os Estados acabaram assumindo suas obrigações", afirma Morin.

O pesquisador afirma que existem cinco mecanismos que dão aos bancos esta hegemonia financiera, econômica e política, entre eles a concentração de ativos, o mercado cambial e as taxas de juros. Leia mais abaixos:

Enviado por Vânia

Da BBC Brasil

 
A crise mundial de 2008 mudou em quase nada quem são os detentores do poder financeiro global. Quase oito anos depois e em meio a sinais de uma estagnação global, o sistema financeiro do planeta segue dominado por 28 grandes bancos internacionais, chamados por alguns de seus críticos mais ferrenhos de a "hidra".
 
"Os Estados são reféns desta hidra bancária e são disciplinados por ela. A crise prova esse poder", afirma François Morin, autor do livro A Hidra Mundial, o Oligopólio Bancário, professor emérito da Universidade de Toulouse e membro do conselho do Banco Central francês.
 
"Os grandes bancos detinham os produtos tóxicos responsáveis pela crise, mas, em vez de reestruturá-los, os Estados acabaram assumindo suas obrigações - e a dívida privada se transformou em dívida pública."
 
Em seu livro, o pesquisador se concentra em cinco mecanismos que, segundo ele, concedem aos bancos esta hegemonia financeira, econômica e política.

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