Revista GGN

Assine

ultra-direita

Xadrez do fim da Lava Jato e do avanço da ultra-direita, por Luis Nassif

Vamos colocar alguns balizamentos nesse mar revolto da política nacional.

Peça 1 – a admissibilidade do julgamento de Temer

Artigo 52 da Constituição:

Compete privativamente ao Senado Federal:

I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles; 

Como é definido o crime de responsabilidade:

Segundo o Senado Federal,

“a rigor, não é crime, e sim a conduta ou comportamento de inteiro conteúdo político, apenas tipificado e nomeado como crime, sem que tenha essa natureza. A sanção nesse caso é substancialmente política: perda do cargo ou, eventualmente, inabilitação para exercício de cargo público e inelegibilidade para cargo político”. Leia mais »

Média: 4.7 (43 votos)

Le Pen e Macron vão ao 2º turno na França

Boca de urna aponta liderança da ultradireitista e do centrista; resultado comprova total perda de credibilidade dos partidos tradicionais 

 
Jornal GGN - Pesquisa de boca de urna nas eleições da França que acontecem neste domingo (23) revela que a líder da extrema-direita Marine Le Pen irá enfrentar o centrista Emmanuel Macron no segundo turno marcado para o dia 7 de maio. Macron está levemente a frente, com 24% dos votos, enquanto Le Pen contabiliza cerca de 22%. 
 
A vitória tanto de um quanto do outro representa um forte golpe sobre partidos tradicionais que comandaram o país nas últimas décadas: o Socialista que atualmente dirige o país com François Hollande, e o Republicano, do centro-direitista e ex-presidente Nicolas Sarkozy. 
 
O cenário está favorável para Macron que, conforme pesquisa de opinião realizada pela Ipsos, enfrentando no segundo turno Le Pen receberia 61% das intenções de voto, contra 39% da concorrente. 
Leia mais »
Média: 1.5 (4 votos)

O busão nesses tempos de cólera, por Juvenal Pereira

Por Juvenal Pereira

em seu perfil no Facebook

Ontem por volta das 19 h pequei o ônibus Pompeia na Estação Sumaré e fiquei em pé na parte da frente ao lado de um senhor, gordinho, baixinho e de bigode, que falava um monte.

Falava mal do Brasil, dizia que a presidenta era uma vagabunda, que o nordestino era a pior raça e que o Brasil é igual ao México, Venezuela, que deviam colocar os menores infratores na cadeia. Falava para o motorista, falava pra passageira do lado e olhava para trás incriminando todos até que um rapaz diz pra ele: o senhor é muito mal educado, desrespeitoso e fica ofendendo todos nós, na entrada o senhor foi mal educado comigo e não precisamos ficar aguentando sua selvageria.

Eu tb já estava no limite e disse "estou do seu lado". Uma garota tb disse que apoiava o rapaz, outra do banco da direita tb e mais outra e ficamos falando alto que ele precisava respeitar as mulheres e não ficar falando besteiras.

Uma revolta no ônibus e por uns três pontos ele foi nocauteado pelos argumentos e praticamente expulso do bumba. Em seguida ficamos falando entre nós o que a mídia anda fazendo com a população até chegar a este ponto de disseminar o ódio, mas a nossa solidariedade nos deixou menos reféns. Me despedi dizendo: fiquei contente de estar aqui junto de vocês. Todos me desejaram uma boa noite e boa semana.

Leia mais »

Média: 4.7 (23 votos)

Público da Paulista: novidades à direita, por Percival Maricato

Não se pode minimizar o número de pessoas que participou dos protestos na Av Paulista e muito menos negar que haja motivos de indignação na classe média, em especial com casos reiterados de corrupção. Não resolve dizer que outros governos ou partidos fizeram o mesmo, que ela também se aproveitou do progresso econômico obtido por governos do PT, que sempre foi privilegiada e etc. Melhor  exigir respeito às eleições e instituições, defender a continuidade do processo de inclusão social, política e econômica dos brasileiros que ainda vivem na periferia do sistema e sem seus benefícios, por uma questão de justiça e sensibilidade  e diversas outras reivindicações óbvias. Trata-se de coisa bem diferente.

Também é justo e interessante saber mais detalhadamente quem foi na Paulista e pesquisas não faltam. Delas se concluiu que grande parte parece ter a cabeça feita por slogans e interesses ideológicos. Não aceita sequer obviedades, quer distância de políticos e partidos, mas como é óbvio, suas lideranças procurarão se aproximar dos que lhes são afins.

Pelo Data Folha sabe-se que a rejeição é forte mesmo contra Aécio (76% confiam pouco ou nada nele) e Serra (75,4% idem). Bolsonaro é muito confiável para 19,4% e Marina Silva para 14,7%. Quando se pediu que o pesquisado citasse uma liderança, Aécio conseguiu 12% e FHC 8%. 

Leia mais »

Média: 4.1 (7 votos)

As passeatas, a política e os caminhos de Dilma

Algumas reflexões sobre as passeatas de ontem:

A lógica do refluxo

As manifestações pelo impeachment perderam força em todo o país, da mesma maneira que as passeatas do Movimento do Passe Livre.

As grandes passeatas funcionam como puxões de orelha nos governantes. Se a demanda por atenção não for atendida, voltam com mais intensidade em um ponto qualquer do futuro.

Mais relevante que a diminuição dos manifestantes foi a ausência total de insufladores profissionais - Aécio Neves, FHC, Serra, Aloyzio - e a vaia sonora recebida pelo único que se apresentou, Paulinho, da Força Sindical, a versão sem verniz de FHC.

Os manifestantes e o papel da mídia

As pesquisas indicam que a maioria absoluta dos manifestantes não foi às manifestações com o objetivo de pedir o impeachment de Dilma – mesmo assim apoia a proposta.

A chamada "maioria silenciosa" (como era denominada essa parte não politizada da classe média) não se move por ideologia, mas por percepções. Percebe no seu dia a dia a falta de perspectivas da economia, afetando seu trabalho, ameaçando seu emprego e, principalmente, não criando uma expectativa de melhoria futura. Grupos de mídia não criam esse terreno, mas ajudam a adubar com um noticiário enviesado.

Leia mais »

Média: 3.4 (31 votos)

Mantega é hostilizado em hospital de São Paulo

Jornal GGN - O ex-ministro Guido Mantega foi hostllizado na cafeteria do Hospital Albert Einsten, em São Paulo. A questão mobilizou as redes socias já que o filmete feito pelos detratores foi para o Youtube. O ex-ministro soltou uma nota de esclarecimento, o Hospital foi em busca dos responsáveis e articulistas trouxeram elementos para que a discussão ferva: aquela que trata do respeito. A voz consoante foi a de que não é preciso concordar com a atuação do ex-ministro, mas é preciso, sim, respeitá-lo. Não é novena, é algo mais sério em meio à turbulência instaurada pela extrema-direita saindo do armário.

Aliás, quem anda em São Paulo chega a temer o encontro com essas pessoas. Se fizermos um retrospecto da campanha, em 2014, lembraremos da ausência de plásticos em carros. Quem votava na Dilma não anunciava sob pena de ter seu carro depredado. Quem votava em Aécio colocava seu plastiquinho, o risco era menor.

Um pouco antes, lembro de um episódio ocorrido no ato de retomada cívica do DOI-Codi, por ocasião do aniversário da redemocratização. Enquanto os parentes e ex-presos políticos, além de políticos, imprensa e população comprometida com a democracia se reuniam no pátio da 36ª Delegacia, um senhor na casa dos 50 gritava impropérios contra o ato e seus participantes em frente ao local. Uma coisa tão sem sentido que os que ali estavam não entenderam o destempero como um ato contra o ato, mas sim alguma cólica renal.

Mas o videozinho tranqueira ganhou espaço. Os sites e blogs de esquerda reclamaram da falta de respeito. Os de direita comemoraram. Durma-se com um barulho desses.

Outro ponto a ser destacado é o volume de comentários furibundos que o GGN e Blog do Nassif recebem diariamente. Típico. Mas vamos aos fatos desta última atuação dos descontentes: o filmete dentro da coluna de Ricardo Kotscho e a nota do ex-ministro Guido Mantega.

Leia mais »

Média: 4 (12 votos)