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União Européia

Brexit irá encerrar livre circulação com a União Europeia, diz porta-voz do governo britânico

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Foto: Jay Allen/The Prime Minister's Office
 
Jornal GGN - Um porta-voz da primeira-ministra britânica, Theresa May, afirmou que o Brexit irá interromper a livre circulação de pessoas entre a União Europeia e o Reino Unido em março de 2019.
 
A declaração veio depois que Philip Hammond, ministro britânico das Finanças, dizer que não ocorreriam mudanças imediatas nas regras de circulação entre Inglaterra, a Irlanda do Norte, a Escócia, o País de Gales e o bloco europeu.
 
O ministro disse que o processo iria incluir “diversos arranjos, permanecendo bastante similares a como eram um dia antes de sairmos”, o que gerou especulações e evidenciou as diferenças dentro do gabinete do governo britânico.

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Abertura do Brasil ao mercado internacional é incompatível com táticas adotadas pelo mundo

Abrindo o mercado, Brasil tenta a todo custo entrada na OCDE: como atuam os demais países e como Temer poderá enfraquecer a economia nacional versus a soberania do país
 

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
 
Jornal GGN - Como mais um avanço para tornar o Brasil adepto à economia de livre mercado, Michel Temer pleiteou em junho deste ano a entrada do país na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Documento obtido pela oposição na Câmara dos Deputados revela que se o preço para essa aliança não será barato ao Brasil, o presidente da República vem dando sinais positivos de que submeterá a nação a exigências desproporcionais, sequer assumidas pelos demais 35 países membros. Reformas são sinais claros de que o mandatário atenderá a mudanças estruturais na economia brasileira em nome do mercado livre.
 
Partindo de um mesmo plano, o pedido para o Brasil ser aceito na OCDE foi enviado no dia 3 de junho, como uma das estratégias do governo peemedebista para tornar o país atraente ao investimento estrangeiro, aliada a outras medidas como a aprovação das reformas trabalhista, previdenciária e fiscal. O objetivo de Temer era tornar a relação já bilateral com os países da Organização ainda mais forte. Entretanto, as 35 nações integrantes – com grande parte formada por ricas economias – exigem contrapartidas.
 
"A solicitação brasileira segue-se à bem-sucedida execução do programa de trabalho que resultou do Acordo de Cooperação assinado entre o Brasil e a OCDE em 2015. Insere-se no marco dos esforços do governo brasileiro para consolidar o desenvolvimento sustentável e inclusivo, com a modernização da gestão e aproveitamento da larga experiência em políticas públicas comparadas da Organização", divulgou o porta-voz da Presidência da República, Alexandre Parola, no dia 30 de maio deste ano.
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Esquerda perdeu credibilidade, admite Costas Lapavitsase, do Syriza

Economista grego participou de encontro na Unicamp e destacou também que pensar anticapitalismo não é suficiente para sair da crise 

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A frase é do economista grego Costas Lapavitsas, eleito deputado pelo Syriza em 2015. Para ele, a crise exige pensar que o anticapitalismo é insuficiente e que a esquerda precisa recuperar a credibilidade
 
Por Ana Luíza Matos de Oliveira e Paula Quental
 
Um dos convidados internacionais do 22º Encontro Nacional de Economia Política (Enep), realizado na Unicamp, em Campinas, entre 30 de maio e 2 de junho, o economista grego Costas Lapavitsas, eleito deputado pelo Syriza em 2015, proferiu uma das palestras mais concorridas do encontro, sobre o tema “Políticas de austeridade e as alternativas na periferia em tempos de crise do capitalismo”. Professor de economia na Escola de Estudos Orientais e Africanos, da Universidade de Londres, a SOAS, e autor de vários livros, ele é conhecido por suas críticas ao sistema financeiro ocidental moderno, o qual se dedica a estudar, e às políticas de austeridade.
 
Lapavitsas defende uma ruptura da Grécia com as políticas da União Europeia e menciona com frequência a existência de uma periferia na zona do euro formada por países que, como o seu, têm pouco a ganhar com o mercado comum. Também é um dos maiores entusiastas de um movimento que unifique as esquerdas dos vários países do bloco, embora admita que este seja um processo lento, de longo prazo.
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Os desafios de Macron, por Mario Vargas Llosa

"Europeísmo de Macron é uma de suas melhores credenciais; União Europeia é o mais admirável projeto político da nossa época"
 
"Europeísmo de Macron é uma de suas melhores credenciais; União Europeia é o mais admirável projeto político da nossa época"
Foto: Colagem com imagens de divulgação
 
Jornal GGN - O político peruano e escritor vencedor do Nobel de Literatura, de tendências liberais, Mario Vargas Llosa, avalia a repercussão do segundo turno na França, que está sendo decidido hoje entre o centrista Emmanuel Macron e a ultradireitista Marine Le Pen, temendo a vitória desta última, representando a Frente Nacional, o que significaria "o ressurgimento do nacionalismo destrutivo", disse em coluna para o El País.  
 
Por outro lado, as pesquisas apontam vantagem de Macron. Sua vitória, pondera Llosa, poderá ser contabilizada como "um milagre na França", tendo em vista a fragilidade acumulada das "correntes universalistas e libertárias" naquele país, fazendo uma crítica o Estado Francês que não se modernizou suficientemente ao longo de sua história. 
 
"Macron está consciente de que a construção de uma Europa unida, democrática e liberal não só é indispensável para que os velhos países do Ocidente, berço da liberdade e da cultura democrática, continuem desempenhando um papel primordial no mundo de amanhã, mas também que, sem ela, eles ficariam cada vez mais marginalizados e empobrecidos, em um planeta no qual Estados Unidos, China e Rússia, os novos gigantes, disputariam a hegemonia mundial". 
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The Economist: Portugal supera crise sem seguir fórmulas de austeridade

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Foto: Alexander De Leon Battista
 
Jornal GGN - Em reportagem publicada nesta semana, a revista britânica The Economist fala sobre os esforços realizados por Portugal para sair da crise econômica. Ao contrário da Grécia, que adotou o cartilha da austeridade determinado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), os portugueses decidiram ir por outro caminho, e conseguindo reduzir o deficit fiscal enquanto aumentava aposentadorias e salários. 
 
O governo do primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista, diminiu o deficit do orçamento pela metade do ano passado, ficando em 2,1% do Produto Interno Bruto (PIB), o melhor resultado registrado desde 1974, quando o país saiu de uma ditadura para a democracia. 

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União Europeia pode suspender carne brasileira

Embaixador em Brasília disse que decisão pode ser tomada se explicações não forem satisfatórias 


 
Jornal GGN - O embaixador da União Europeia (UE) em Brasília, João Gomes Cravinhos, colocou sobre o Ministério da Agricultura a responsabilidade sobre o bloqueio ou não que o bloco poderá impor à importação de carne brasileira.
 
Em entrevista para o jornal O Globo, Cravinhos declarou que a decisão da UE dependerá das informações sobre o funcionamento do sistema sanitário no país: se elas não forem suficientes, o bloqueio será levantado. 
 
Os dados foram solicitados na sexta-feira pela UE ao Ministério, logo quando a denúncia estourou, e deverão ser encaminhados ainda neste final de semana, ou seja, em um tempo bastante apertado. 
 
O embaixador foi convidado para uma reunião com o presidente Michel Temer, na tarde deste domingo. Logo na segunda (20), ele terá uma reunião em Buenos Aires com representantes do Mercosul. Ao Globo ele garantiu que a operação da PF não irá influenciar a pauta do encontro na Argentina, onde serão discutidas cotas e tarifas.
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Na Holanda, premiê comemora vitória sobre 'populismo errado' nas eleições parlamentares

Mark Rutte

Primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, líder do partido liberal VVD

Do Opera Mundi

 
Pesquisas indicam que partido VVD, do primeiro-ministro Mark Rutte, ficou com 31 assentos no Parlamento, dez a menos que nas eleições anteriores, mas superando o PVV, partido da extrema-direita apontado como principal opositor
 
O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, que lidera o partido liberal VVD, ganhador das eleições segundo as primeiras pesquisas, comemorou na noite desta quarta-feira (15/03) por ter derrotado o "populismo errado" do ultradireitista Geert Wilders.
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Extrema-direita da Europa testa sua força nas eleições na Holanda

Geert Wilders

Do Opera Mundi

 
Rafael Targino
 
Partido de ultradireita liderado por Geert Wilders aparece no topo das pesquisas, apesar de, nos últimos dias, ter começado a cair; atual premiê Mark Rutte tenta reeleição
 
Cinco meses após a vitória de Donald Trump – que se elegeu presidente dos Estados Unidos baseando-se em um discurso xenófobo e protecionista –, a Holanda vai às urnas nesta quarta-feira (15/03) enquanto assiste, no próprio país, ao crescimento da extrema-direita, que defende posições semelhantes à do mandatário norte-americano.
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Theresa May diz que Reino Unido sairá de mercado único da UE

 
Jornal GGN - Em discurso em Londres, a primeira ministra britânica, Theresa May, anunciou os passos que o Reino Unido irá realizar para deixar a União Europeia, incluindo abandonar o mercado único.Ela também afirmou que o acordo final do Brexit - será votado no Parlamento Britânico.
 
May afirmou que a saída da UE é uma oportunidade para que o país se torne ainda mais internacional. “Vamos sair da União Europeia, mas não vamos abandonar a Europa. Queremos um Reino Unido mais justo, tolerante, mais unido do que nunca”, disse, adotando um tom conciliador. 

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Hollande responde Trump e diz que UE não precisa de conselhos externos

 
Jornal GGN - Em resposta às críticas de Donald Trump, presidente eleito dos EUA, o presidente francês François Hollande afirmou que a União Europeia não precisa de “conselhos externos” para tomar decisões. 
 
Em entrevista para os jornais europeis The Times e Bild, Trump afirmou que a saída do Reino Unido do bloco é uma boa decisão, prevendo que outros países vão sair da UE em razão da crise migratória. 
 
“A Europa estará sempre disposta a continuar com a cooperação transatlântica, mas esta será determinada em função de seus interesses e seus valores. Não precisa de conselhos externos para lhe dizer o que tem que fazer", afirmou Hollande, de acordo com a agência France Presse.

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Para atrair UE, Mercosul oferece tarifa zero para automóveis

Jornal GGN - O Mercosul fez uma proposta de abertura do setor automotivo com o intuito de atrair a União Europeia para o acordo de livre-comércio. A tarifa de importação de veículos teria uma queda gradativa até ser zerado em 15 anos.

Atualmente, a taxa de importação está em 35% e sofreria uma redução de 2,6% por ano. A indústria local não gostou da proposta, e solicitou aos governos um período de oito anos antes da queda da tarifa.

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O brasileiro por trás da decisão sobre o Brexit

 
Jornal GGN - Deir dos Santos, cabeleireiro brasileiro morador de Londres, é uma das pessoas por trás da decisão da Corte Suprema britânica, que determinou que o ‘brexit’ deveria ser votado pelo Parlamento.
 
Deir é representado pelo advogado Dominic Chambers, que classificou o brasileiro - que tem a cidadania britânica - como “um cara normal”. A empresária Gina Miller é outra parte da ação.
 
Por meio de nota, Deir dos Santos afirmou que não desafiou o resultado do referendo, até porque ele votou pelo brexit, mas a decisão do governo de Theresa May de não consultar os parlamentares. "Eu votei pelo 'brexit' porque queria que o poder fosse devolvido pela Europa ao Parlamento britânico", disse.

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Parlamento deverá votar Brexit, decide Corte Suprema

 
Jornal GGN - Nesta quinta-feira (3), a Corte Suprema da Grã-Bretanha decidiu que o Parlamento precisa votar e aprovar a saída do país da União Europeia. A determinação vai contra a opinião da primeira-ministra Theresa May, que diz que o projeto não deveria passar pelos parlamentares. O governo deve recorrer da decisão.
 
Para sair do bloco, o Reino Unido deve solicitar a ativação do Artigo 50 do Tratado de Lisboa, que fala sobre o início de processo de saída de um país da União Europeia. 

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Para Stiglitz, euro é o responsável pela recessão na União Europeia

Jornal GGN - Joseph Stiglitz, economista americano vencedor do prêmio Nobel, crê que o euro é um dos principais responsáveis pela crise da União Europeia. Para ele, o projeto da zona do euro foi colocado em prática a partir de conceitos equivocados da economia, como a ideia de que os “mercados funcionam bem por conta própria".

Em entrevista para a Folha de S. Paulo, ele aponta a questão de criar uma moeda única com a mesma taxa de juros para diferentes países como um dos problemas do euro. “”O euro foi baseado na esperança irracional de que, com o tempo, a coesão política faria com que ele funcionasse”, afirma. Stiglitz também analisa a saída da Reino Unido da União Europeia, dizendo que os “mercados não parecem estar traumatizados”.

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Acompanhe agora "Na Sala de Visitas com Luis Nassif"

Política internacional, imprensa e cultura - assista nova edição completa do programa “Na Sala de Visitas com Luis Nassif”
 
 
Jornal GGN - Nesta segunda edição do programa "Na Sala de Visitas com Luis Nassif" você acompanha uma entrevista sobre as consequências da saída da Inglaterra da União Europeia com o internacionalista da PUC-SP, Reginaldo Nasser. O professor defende um olhar mais atento sobre as novas articulações políticas do Reino Unido, se apoiando na tese de que está em andamento uma nova cooperação internacional mais à direita.
 
Em seguida Luis Nassif recebe o consagrado jornalista Ruy Lopes, que trabalhou por 50 anos na Folha de São Paulo, foi diretor de redação em São Paulo e colunista da Página 2. Ruy conta como funcionava a censura imposta pela ditadura militar nos órgãos de comunicação e, ainda, a relação de Octávio Frias com a Ditadura Militar. Leia mais »
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