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Códices Mexicanos em mostra na USP, por Walnice Nogueira Galvão

Códices Mexicanos em mostra na USP

por Walnice Nogueira Galvão

Quem diz que os povos mesoamericanos não possuíam escrita revela uma estreita e preconceituosa visão etnocêntrica: eles só não usavam o alfabeto latino, que é o nosso. Árabes, chineses, indianos, tampouco o usam hoje. E no passado havia a escrita cuneiforme dos assírios e babilônios, a hieroglífica dos egípcios, e assim por diante. Todas, antigas ou modernas, bem ilustres.

Os povos mesoamericanos  incluem os maias e os vários do império azteca: toltecas, otomíes, olmecas, zapotecas, tlascaltecas, chichimecas, mixtecas etc. Esses povos inventaram uma escrita mista, isto é, em parte ideográfica (como a egípcia, com figuras que correspondem a ideias ou conceitos) e em parte  fonética (ou seja, a determinado desenho corresponde um som ou sílaba).

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Cotas Raciais na USP e a cota social, por Helio Santos

Foto: Agência Brasil

Por Helio Santos

Do Brasil Carne e Osso

Em meados dos anos 1990, antes de qualquer outra universidade do país, a USP tomou a iniciativa de criar uma comissão para discutir o tema das Políticas Afirmativas para negros. Recordo-me bem que dela, com certeza, 3 negros faziam parte: o doutor Kabengele Munanga, então professor da FFLCH-USP; eu, ex-aluno da universidade; e um carioca recém-chegado, Celso Pitta, economista, à época Secretário de Finanças da Cidade de São Paulo. A comissão pioneiramente criada se evaporou e a negativa à adoção das Cotas Raciais passou a ser um mantra repetido por mais de 20 anos.

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USP adere cotas, mas racismo ainda é determinante na academia

Foto: Agência Brasil

 
Por Ronilso Pacheco
 
 
CONSELHO DA USP (Universidade de São Paulo) aceitou a instituição de cotas sociais e raciais para o seu concorridíssimo vestibular a partir de 2018 na última terça-feira(4). A repercussão da notícia, tanto nas redes sociais, quanto nos sites, dá a dimensão da importância de uma instituição como a USP se incluir entre as universidades públicas que reconhecem a necessidade de instrumentos que possibilitem o acesso e a reparação, via sistema de cotas raciais, das desigualdades que distanciam, sobretudo, jovens negros e negras, das mais importantes universidades do país.
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Sala: inovação brasileira na odontologia, o controle da mídia por políticos e participação especial de Mafalda Minnozzi e Paul Ricci

Nesta edição do Sala de visitas com Luis Nassif exploramos a evolução do país na odontologia, carregando títulos no desenvolvimento de novos materiais e, ainda, conversamos com a autora de um livro que explora a relação entre mídia e políticos. Para fechar, recebemos a cantora italiana Mafalda Minnozzi  e o guitarrista Paul Ricci apresentado novo trabalho que reúne Jazz e Bossa Nova. Boa programação

Sala: inovação brasileira na odontologia, o controle da mídia por políticos e participação especial de Mafalda Minnozzi e Paul Ricci
 
Jornal GGN - As ciências odontológicas estão entre as áreas onde o país se destaca no mundo, profissionais e tecnologias brasileiras são exportados para vários países. Mas você já se perguntou por que isso acontece, qual é a origem know-haw adquirido por aqui? Nessa edição do Na sala de visitas com Luís Nassif essas questões são esclarecidas com a entrevista de Paulo Francisco Cesar, atual presidente da Academy of Dental Materials e professor da Faculdade de Odontologia da USP onde desenvolve pesquisas na área de biomateriais. A FOUSP é classificada em diversos rankings mundiais como a melhor faculdade de odontologia do mundo, com tradição tanto na formação de clínicos como de pesquisadores.
 
O principal destaque é justamente na área de biomateriais, desenvolvidos para durar o máximo de tempo possível na boca dos pacientes. Em 2011, um dos seus doutorandos, Lucas Hian da Silva, que também participa desta entrevista, ganhou o prêmio Paffenbarger Award da Academy of Dental Materials, concedido para propostas inovadoras na área. E um dos fatores determinantes para o bom desenvolvimento da odontologia brasileira, realizado na USP, é justamente a integração com outros centros de ensino e pesquisa, como explica Paulo Cesar para o nosso apresentador: 
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Na próxima segunda, programa “Brasil Latino” estreia na Rádio USP

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Foto: Reprodução
 
Jornal GGN - No dia 8 de maio, estreia o programa “Brasil Latino”, apresentado pelo jornalista Marco Piva e transmitido pela Rádio USP e pela internet (http://jornal.usp.br/radio), às 17h. 
 
Em sua primeira edição, o Brasil Latino vai abordar a aproximação da América Latina com Brasil através da produção acadêmica da Universidade de São Paulo. Piva vai receber os professores Pedro Dallari, diretor do Instituto de Relações Internacionais da USP, e Lisbeth Rebollo Gonçalves, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Integração da América Latina (Prolam). O jornalista Haroldo Sereza, diretor de redação do site Opera Mundi, especializado no noticiário internacional, também irá participar da entrevista.

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Singer, Haddad e Avritzer discutem democracia e sistema político no Brasil

Seminário, realizado no Teatro Aliança Francesa, analisará crise dos valores republicanos 

 
Jornal GGN - Nesta segunda-feira (24), a partir das 19h, no Teatro Aliança Francesa, acontecerá a primeira aula do seminário ‘Pensando a Democracia, a República e o Estado de Direito no Brasil’. O evento faz parte de uma série que será realizada nas cidades de São Paulo e Belo Horizonte para discutir a crise da democracia e dos valores republicanos, um fenômeno não só verificado no Brasil como em diversos países.
 
O idealizador da proposta é o professor dr. Leonardo Avritzer, coordenador do Projeto Democracia da Fafich-UFMG, graças ao apoio do BDMG e parceria do Cenedic-USP, Cedec-USP e Aliança Francesa.
 
Em Belo Horizonte, as aulas vão acontece todas as primeiras segundas-feiras, a partir de maio, no Auditório do BDMG. Em São Paulo, da mesma forma, no Teatro Aliança Francesa. 
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Ivan Lins doa acervo para Instituto de Estudos Brasileiros da USP

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Uma das caixas com o Acervo Ivan Lins, doado ao IEB (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)
 
Do Jornal da USP
 
 
Material conta a trajetória do cantor e compositor, que no dia 24 de abril estará em evento na Biblioteca Brasiliana
 
“Ivan Lins é um artista que tem muito cuidado com a memória.
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Circo dos horrores na USP na gestão Zago, por Psicanalistas pela Democracia

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Dos Psicanalistas pela Democracia

Circo dos horrores na USP: brutalidade, feridas, sangue e lágrimas na gestão Zago

A USP ainda é uma universidade digna desse nome?

As tensões e conflitos entre estudantes, docentes e funcionários da USP se tornaram corriqueiras, diárias e crescentes ao longo da gestão do reitor Marco Antonio Zago. Tais tensões eclodem muitas vezes em conflitos violentíssimos com a participação da polícia militar, que tem sido acionada pelas instâncias superiores e age, com a autorização da reitoria, com toda a brutalidade ao seu alcance para intimidar os membros da comunidade acadêmica no livre exercício de seu direito de se manifestar.

São muitos os episódios que demonstram que o campus da USP se tornou um palco de horrores e, paradoxalmente, uma usina de práticas discricionárias, intimidatórias e verticalizadas. Custa acreditar que o diálogo em questões cruciais para a universidade, do lado de dentro dos portões, se converte em golpes de cassetete, chutes na cabeça, bombas de gás lacrimogênio, gás de pimenta e detenções de manifestantes, trabalhadores e estudantes dessa mesma universidade.

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Deputados acionam Alexandre de Moraes na USP e na Procuradoria-Geral por plágio

Ação defende que Moraes perca títulos acadêmicos que lhe foram outorgados e cargo de professor

REPRODUÇÃOCopiar colar

da Rede Brasil Atual

Deputados acionam Alexandre de Moraes na USP e na Procuradoria-Geral por plágio

Se comprovado uso indevido de produção intelectual alheia, indicação do advogado para o STF teria de ser cancelada, porque ele deixa de ter conduta ilibada, critério importante para assumir o cargo

por Hylda Cavalcanti, da RBA

Brasília – Além de impedir a manobra que tentava antecipar a sabatina de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF) no Senado, parlamentares da oposição também estão atuando fora do Congresso Nacional contra a indicação do advogado. Na noite desta segunda-feira (13), os deputados Wadih Damous (PT-RJ) e Paulo Pimenta (PT-RS) e o ex-procurador-geral de Justiça de São Paulo Márcio Sotelo Felipe entraram com representação contra o ministro licenciado de Justiça e Segurança Pública na Procuradoria-Geral da República (PGR). Eles também ajuizaram ação contra Moraes no Conselho de Ética da Universidade de São Paulo (USP), por plágio acadêmico.

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Professores da USP soltam manifesto contra PEC 241

Jornal GGN - Professores e professoras do Curso de Gestão de Políticas Públicas da USP soltaram um documento contra a PEC 241, já aprovada em 1ª votação na Câmara dos Deputados. Para os signatários do documento, apontam vários motivos para que não seja aprovada tal PEC, e um deles é a falta de discussão em torno de temas tão complexos e que atingirão de forma tão profunda o país.

Leia o documento a seguir.

MANIFESTO CONTRA A PEC 241

Nós, professoras e professores do Curso de Gestão de Políticas Públicas da Universidade de São Paulo abaixo-assinados, diante da aprovação, em 1ª votação na Câmara dos Deputados, da Proposta de Emenda Constitucional 241/2016, manifestamos nossa apreensão com o eventual congelamento das despesas públicas primárias federais pelos próximos vinte anos. Segundo propõe a referida PEC, os investimentos no período deverão passar a variar conforme os índices oficiais de inflação, e não mais de acordo com o aumento das receitas, conforme prevê a legislação em vigor.

Compreendemos o momento econômico difícil que o país tem atravessado, mas repudiamos o mecanismo que este governo pretende aprovar.

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USP perde liderança para UFRJ em ranking universitário

Jornal GGN - Pela primeira vez, a Universidade de São Paulo perdeu a liderança em ranking de universidades elaborado pela Folha de S. Paulo. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) obteve 97,46 pontos na avaliação e ficou em primeiro na avaliação das instituições.

O ranking é baseado em cinco indicadores e a USP não pontuou em um dos componentes do indicador de ensino que leva em consideração a nota do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), já que a universidade não participa da prova.

A Unicamp lidera o ranking de cursos, com o primeiro lugar em 14 deles. A USP, que ocupava a liderança em 29 cursos, hoje está em primeiro apenas em nove de 40 carreiras avaliadas.

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Ex-ministro se gaba de ter iniciado movimento para derrubar Dilma

Jornal GGN - O ministro aposentado do Superior Tribunal Militar Flávio Flores Bierrenbach disse que não sabe onde o impeachment de Dilma Rousseff vai dar, mas sabe que a onda que iniciou o movimento pela derrubada da presidente reeleita em 2014 nasceu num tradicional almoço entre advogados, em São Paulo, no ano passado, quando ele fez um duro discurso pedindo a renúncia da petista.

“Esse pronunciamento gerou algo irresistível no Brasil. Não sabemos o que vai acontecer, sabemos que aconteceu por nossa causa. Sabemos que hoje temos no exercício da Presidência da República um presidente colega nosso — interino, é verdade, mas com a mesma legitimidade de votos, os mesmo 54 milhões de votos”, afirmou Bierrenbach, segundo o Conjur.

Alguns advogados presentes no almoço em comemoração ao 11 de Agosto, Dia do Advogado, discordaram de Bierrenbach e mandaram um sonoro "Fora Temer".

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Médico inventava cirurgia a pacientes com Parkinson para desviar recursos do SUS

Jornal GGN - A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta semana, em São Paulo, uma operação chamada Dopamina, que investiga um esquema de corrupção no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Segundo a PF, um médico empurrava cirurgias desnecessárias a pacientes com Parkinson, porque recebia propina sobre a compra de itens usados na operação.

"O valor do equipamento superfaturado saía por R$ 114 mil. Comprado com licitação pelo SUS, o equipamento custava R$ 27 mil, um quarto do valor. De acordo com a investigação, o esquema funcionou entre 2009 e 2014. Nesse período, foram realizadas 154 cirurgias para implante de marca-passo. O prejuízo aos cofres públicos, segundo a polícia, chega a R$ 18 milhões."

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O silêncio da FAU-USP com os crimes da Ditadura Militar, por Sérgio Ferro

 
Jornal GGN - Em artigo do blog da editora Boitempo, o arquiteto, artista plástico e professor Sérgio Ferro relembra as persguições da ditadura militar na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, a FAU-USP. Logo após o golpe, o reitor Gama e Silva instarou uma comissão para investigar "atividades subversivas" na faculdade, denunciando os professores Jão Batista Villanova Artigas e Abelardo Rediy de Souza e o estudante Silvio Barros Sawaia. Depois, Villanova Artigas, fundador da FAU, é indiciado, preso e aposentado compulsoriamente.
 
Preso em 1970 pela OBAN, Sérgio Ferro deixou o país em 1972. Ele diz que não tem "conhecimento de nenhuma declaração oficial ou de alguma ação clara que demonstre  repúdio por parte da USP ou da FAU-USP com relação a inquéritos, prisões, torturas ou assassinato perpetrados contra professores, alunos e funcionários destas instituições". E afirma que o silêncio da USP e da FAU durante a Ditadura faz delas "aliadas objetivas de seus crimes".
 
Do blog da Boitempo
 
 
por Sérgio Ferro.

Logo após o 1° de abril de 1964, o reitor Gama e Silva nomeia uma comissão não oficial composta por professores para investigar “atividades subversivas” na USP (Universidade de São Paulo). Na FAU-USP (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo), esta comissão denuncia os professores João Batista Villanova Artigas e Abelardo Reidy de Souza, e o estudante Silvio Barros Sawaia. Afora os professores Paulo Duarte e Florestan Fernandes, quase ninguém  protesta. O Conselho Universitário aprova uma moção apresentada pelo professor Alfredo Buzaid de apoio à comissão. Votam contra somente os professores Erasmo Garcia Mendes e Valter Colli, representantes dos ex-alunos e auxiliares de ensino. Todos os catedráticos votam a favor. A comissão é, deste modo, “legalizada”.

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Descaso com a educação pública chegou ao nível federal

Jornal GGN – O descaso com a educação pública, marca do governo do Estado de São Paulo, chegou, com Michel Temer, ao nível federal. Essa é a opinião da Associação de Docentes da Unicamp (ADUNICAMP), que lançou na última quarta-feira (8) o Movimento S.O.S Universidade Pública.

Em manifesto, os docentes da Unicamp dizem que as ações governamentais têm contribuído para um “desmonte sistemático do ensino público e gratuito”. “Isso tem sido fortemente adotado, já há anos, pelo governo estadual paulista, ao se omitir deliberadamente de sua responsabilidade ante a deterioração do orçamento das universidades, bastante comprometido pela subtração indevida de recursos da base de cálculo do ICMS que deveriam ser repassados integralmente à USP, UNICAMP e UNESP”, afirmam.

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