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Jornal divulga trecho da delação de Marcos Valério que cita Aécio

Foto: Geroge Gianni/PSDB
 
 
 
Jornal GGN - O jornal O Tempo teve acesso a alguns anexos da delação premiada de Marcos Valério que contam com um pouco mais de detalhe como Aécio Neves teria se beneficiado de esquemas de corrupção que podem ter envolvido o Banco Rural e a Codemig. Ciente do vazamento, Aécio já saiu pela tangente e respondeu que a denúncia apenas trata de transações "privadas", não de desvios de verba pública.
 
Um dos trechos expõe que o ex-governador de Minas Gerais teria sido beneficiado por um empréstimo fraudulento que envolvia, além do hoje senador tucano, o ex-presidente da Assembleia Legislativa Mauri Torres, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, e o ex-secretário de governo Danilo de Castro. Os dois são do PSDB.
 
De acordo com a delação, Mauri, antes do mensalão de 2005 estourar na mídia, solicitou ao sócio de Valério nas agências SMPB e DNA Propaganda (Ramon Hollerbach Cardoso) um empréstimo de "valor muito alto" que seria usado para comprar um apartamento na região centro-sil de Belo Horizonte. 
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Vaza depoimento que Aécio deu à Polícia Federal, sem alarde na grande mídia

Foto: Agência Senado

Jornal GGN - Sem espetáculo midiático, o senador Aécio Neves prestou depoimento à Polícia Federal, no início de maio de 2017, no inquérito em que é suspeito de receber propina de esquemas em Furnas. Mas toda a discrição não evitou que o conteúdo do interrogatório fosse vazado ao público nesta segunda (10), por meio um jornal da grande mídia.

Na reportagem em que informa que Gilmar Mendes concedeu mais 60 dias para a PF concluir o inquérito contra Aécio, o Estadão divulgou um arquivo onde consta o relatório do delegado Alex Rezende sobre o depoimento do tucano.

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O conveniente vazamento do vídeo de Geddel

 
Jornal GGN - Foi apenas para expôr Geddel Vieira Lima à humilhação ou o vazamento do vídeo da audiência de custódia teve outro propósito?
 
Preso por obstrução de Justiça, Geddel chorou diante de um juiz da Lava Jato tão logo percebeu que pode ter tomado um xeque-mate.
 
Participam da audiência, na quinta (6), o magistrado Vallisney Oliveira de Souza, a defesa de Geddel e representante do Ministério Público Federal. No mesmo dia, o vídeo foi vazado à imprensa. 
 
O destaque, em muitos portais, foi o choro de Geddel quando Vallisney indeferiu o pedido da defesa para que ele fosse transferido para a prisão domiciliar, com tornozeleira, entrega de passaporte e qualquer outra medida que fosse necessária.
 
Mas o vídeo contém outra informação importante para a Lava Jato.

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Moro, Lava Jato e interesses dos EUA

Fotoilustração: Joana Brasileiro

Por Cesar Locatelli

Do Jornalistas Livres

O juiz Sérgio Moro é louvado em verso e prosa pelos meios de comunicação tradicionais, nacionais e estrangeiros. Foi “personalidade do ano” pelo Globo, esteve entre “as 100 personalidades mais influentes” da revista Time, alçado à condição de 13o entre “os maiores líderes mundiais” pela revista Fortune e 10o entre os mais influentes da agência de notícias financeiras Bloomberg.

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Vazamento de Moro contra Dilma e Lula rende prêmio jornalístico a GloboNews

Foto: Divulgação/Globo

Jornal GGN - O vazamento, pelo juiz Sergio Moro, do áudio em que Dilma Rousseff e Lula conversavam sobre o termo de posse do ex-presidente como ministro da Casa Civil, rendeu ao Grupo Globo um prêmio internacional por furo de reportagem. A GloboNews transmitiu o conteúdo ao vivo e compartilhou com outros telejornais da emissora.

Moro vazou o grampo em Lula, sem preocupação em ferir os direitos de Dilma como presidente, em março de 2016, às vésperas de Lula tomar posse. O fato criou uma tempestade sobre o governo e Lula acabou sendo impedido de integrar o primeiro escalão do governo. Além disso, o episódio ocorreu às vésperas da votação do impeachment de Dilma na Câmara.

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Após 1 ano e 3 meses, Moro manda PF devolver iPad dos netos de Lula

 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro atendeu apelo feito pelo ex-presidente Lula durante depoimento sobre o caso triplex, em Curitiba (PR), e mandou a Polícia Federal devolver o iPad dos netos do petista. A decisão ocorre mais de 1 ano e três meses após a ação de busca e apreensão em endereços ligados a Lula, no âmbito da operação Aletheia, deflagrada em 4 de março de 2016.
 
Em despacho assinado no dia 19 de maio, Moro lembrou que Lula "reclamou" da apreensão de aparelhos eletrônicos de seus netos e solicitou devolução diretamente ao juiz.
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Moro será julgado no CNJ por vazar conversas da família de Lula

Foto: Lula Marques/PT
 
 
Jornal GGN - O juiz Sergio Moro será julgado pelo Conselho Nacional de Justiça na próxima terça (30), por dois procedimentos supostamente abusivos contra o ex-presidente Lula. Um deles está relacionado ao vazamento de grampo de conversas de familiares do petista.
 
O Painel da Folha desta quinta (25) destacou que o "timing" do CNJ não poderia ser mais curioso. Isso porque, essa semana, houve uma crise entre Lava Jato e grande mídia por conta do vazamento de conversa do jornalista Reinaldo Azevedo com a irmã de Aécio Neves, Andrea Neves.
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Delações premiadas ou suspeitas?, por Frei Betto

"Empresários e altos funcionários públicos sabem que o comprimento da língua pode reduzir a extensão da pena"
 
Foto: Frei Betto/Divulgação
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Frei Betto
 
Passei pela prisão duas vezes (1964 e 1969-73). Fui submetido a inúmeros interrogatórios. O objetivo dos algozes era obter delações. Sem prêmios, exceto livrar-se de mais torturas físicas.
       
Sob o governo Médici se prometeu liberdade imediata ao preso político que, na TV, arrependesse de suas atividades e louvasse o “milagre brasileiro” do regime militar. Em São Paulo, apenas meia dúzia aceitou a proposta.
       
As delações aceitas pelos juízes Moro e Fachin merecem ser acolhidas com cautela. Para empresários e altos funcionários públicos, habituados a salários astronômicos e vida nababesca, estar preso é uma tortura. E sabem que o comprimento da língua pode reduzir a extensão da pena. Por isso delatam.
       
Nenhuma delação pode ser aceita como fato consumado, como ocorria no stalinismo. É preciso apresentar provas de que os delatados de fato transgrediram a lei. Mandaram a ética e os escrúpulos às favas.
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Um espetáculo midiático que põe em risco a democracia, por Gleise Hoffman

Foto: Wilson Pedrosa/ Agência PT
Foto: Wilson Pedrosa/ Agência PT
 
Gleise Hoffman 
 
Ao ser perguntada sobre me manifestar em nota a respeito da citação ao meu nome na lista da delação premiada de executivos da empresa Odebrecht, ilegalmente vazada em tempo real, depois entregue oficialmente pelo STF à imprensa e publicada em seu site‬, respondi que não o faria até ter acesso ao conteúdo oficial das informações.
 
O procedimento, que além de ilegal é irresponsável, é feito de tal modo espetaculoso que a condenação pública vem antes de qualquer apuração. ‪Não importam os fatos, mas as versões sistemática e diuturnamente repassadas pelos grande meios de comunicação, em especial pelo grupo Globo e seus comentaristas, que se arvoram em donos da verdade, da moral e dos bons consumes; que julgam a todos em seus comentários e vomitam regras indistintamente. ‬ ‪
 
Após ter acesso aos vídeos em que se referem a mim e aos demais, concluo que a operação Lava Jato segue à risca a intenção de ser a grande farsa de apelo midiático que vem sendo desde que se desviou do que se propunha ao início de investigar um esquema de corrupção. ‪
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O depoimento de Odebrecht a Moro e o timing para prender Lula

Nada do que foi vazado, ontem, do depoimento de Marcelo Odebrecht a Sergio Moro era totalmente desconhecido da grande mídia. A questão é como as denúncias repercutem às vésperas de Lula viajar a Curitiba para falar do triplex
 
 
Jornal GGN - "Hoje é o Dia da Vitória", publicou O Antagonista na manhã de segunda (10), dia em que o depoimento de Marcelo Odebrecht foi tomado por Sergio Moro, agora com um diferencial: o herdeiro do Grupo Odebrecht, por causa da delação premiada que está sob sigilo no Supremo Tribunal Federal, não poderia se negar a dar detalhes sobre a "organização criminosa lulista", coroando "3 anos de trabalho extraordinário da PF, do MPF e do juiz Sergio Moro". Parece até que a Lava Jato viveu para ver esse dia.
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Vazamentos concluem que Palocci foi usado para prender Lula

 
Jornal GGN - O interrogatório de Marcelo Odebrecht e do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci era no contexto da acusação contra ambos por corrupção e suspeita de lavagem de mais de 10 milhões de dólares. No mesmo processo, estão na mira o ex-assessor de Palocci, Branislav Kontic, e outros 12 investigados por corrupção ativa e passiva e lavagem na obtenção de contratos de sondas pela empreiteira junto à Petrobras. Mas o verdadeiro foco dos questionamentos foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
 
Conforme o GGN vem divulgando desde o último ano, o processo relacionado ao ex-ministro da Fazenda do governo Lula é peça "chave" para a Operação Lava Jato fazer a ponte que falta para conectar todas as miras no grand finale sob o ex-presidente. É neste cenário que os vazamentos pelo site O Antagonista, e posteriormente por Fausto Macedo do Estadão e demais diários, trouxeram uma só manchete. No processo contra Palocci e Marcelo Odebrehct, as acusações eram contra Lula.
 
Ainda na fase de levantamento de suspeitas, os procuradores da força-tarefa do Paraná já indicavam: "Antonio Palocci tinha uma tarefa bem determinada: fazer a ponte entre o governo e os empresários, alimentar as estruturas de poder (as campanhas). Era a prioridade de Antonio Palocci", é o trecho de delação do ex-senador Delcídio do Amaral nos autos do processo.
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Aécio pede a Fachin apuração de vazamento e acesso à delação da Odebrecht

Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - O senador Aécio Neves (PSDB) se reuniu com o relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, para solicitar acesso à delação da Odebrecht que supostamente trata de conta que o tucano mantém nos Estados Unidos, recheada com recursos desviados de obras públicas.
 
No último final de semana, a revista Veja publicou que o delator Benedicto Junior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura, teria citado a conta de Aécio em Nova York, que seria administrada pela irmã do senador, Andreia Neves.
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Curtir páginas "de esquerda" foi motivo para grampo da PF, autorizado por Sergio Moro

Imagem retirada do relatório da PF publicada pela Folha de S. Paulo

Jornal GGN - A Polícia Federal usou um método considerado "perseguição ideológica" pela defesa de Eduardo Guimarães, para chegar à fonte do vazamento que possibilitou ao blogueiro publicar o furo de reportagem em que ele antecipa quebras de sigilo e busca e apreensão contra Lula e pessoas ligadas ao ex-presidente.

Depois de listar quais funcionários públicos tiveram acesso a despachos da Lava Jato ligados a Lula, a PF fuçou nas redes sociais dos suspeitos para determinar quem seria o potencial vazador e pedir a quebra de seu sigilo telefônico ao juiz Sergio Moro.

Dessa maneira, ao identificar que uma servidora da Receita Federal curtia a página oficial do jornalista Fernando Morais no Facebook, a PF conseguiu grampear a mulher alegando "alinhamento" com fontes de esquerda que defendem Lula, com autorização de Moro.

O mesmo método foi usado para quebrar o sigilo telefônico do jornalista que teria repassado o vazamento a Eduardo Guimarães. Este, por sua vez, também teve seu extrato telefônico liberado à PF, com a justificativa de que, para a Lava Jato, ele não é jornalista.

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Ação contra Guimarães é tentativa mentirosa de incriminar Lula, diz assessoria

Jornal GGN - A assessoria de Lula se posicionou sobre o caso Eduardo Guimarães, alegando que a ação da Lava Jato é uma tentativa mentirosa de incriminar o ex-presidente pela suposta prática de obstrução de Justiça.

No último dia 21, por determinação de Sergio Moro, a Polícia Federal levou o editor do Blog da Cidadania para depor coercitivamente num inquérito que investiga a hipótese de que um vazamento sobre a operação Aletheia tenha ajudado na obstrução de provas contra Lula.

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Helena Chagas: Não cabe a Moro dizer quem é jornalista ou não

 
Jornal GGN - Não cabe ao juiz federal Sergio Moro definir quem é jornalista ou não. É o que diz Helena Chagas em artigo publicado nesta quarta (22), defendendo que o magisrrado reconheça o erro de ter ordenado a condução coercitiva do blogueiro Eduardo Guimarães (Blog da Cidadania) e peça desculpas por ter violado um direito fundamental de profissionais de mídia: manter a fonte em sigilo.
 
Na manhã de terça, Guimarães foi levado coercitivamente à Superintendência da Polícia Federal em São Paulo para prestar esclarecimentos sobre um furo jornalístico: a notícia de que o Instituto Lula seria alvo de busca e apreensão e o próprio ex-presidente, de condução coercitiva, tudo na Lava Jato. A força-tarefa de Curitiba descobriu não só a fonte do vazamento dessa informação como quer apurar quem mais estava envolvido em sua divulgação.
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