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Lava Jato e a marca da infâmia, por Luís Nassif

Venezuela é aqui!, não se tenha dúvida.

No STF (Supremo Tribunal Federal), um Ministro acusa o Procurador Geral da República (PGR). Na PGR, o pedido ao Supremo para que o Ministro se considere suspeito de analisar as contas do réu presidente da República, com quem ele se encontra à noite para planejar jogadas jurídicas. Em São Paulo, o procurador de Curitiba pavimenta sua futura carreira de advogado especializado em complience, desancando sua chefe, a Procuradora Geral, pelo fato de ter aceitado o convite do presidente para uma reunião noturna no Palácio do Jaburu.

Na baixada, a Policia Militar, responsável por centenas de assassinatos em maio de 2006, invade reuniões de conselhos de direitos humanos no campus da Universidade Federal para bradar contra o termo direitos humanos. Leia mais »

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Policiais invadem audiência pública sobre Educação em Direitos Humanos

Foto Diário do Centro do Mundo-DCM

Jornal GGN – No dia 11 de agosto, o Conselho Estadual da Condição Humana realizou uma Audiência Pública na Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista, para discutir o texto do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos de São Paulo. Antes do início da audiência, o campus ficou coalhado de policiais, que chegaram armados para uma audiência em que seria abordada a educação em direitos humanos.

A comunidade acadêmica ficou estarrecida. Bradando por “direitos humanos aos humanos direitos”, “mudar nomenclatura Ditadura Militar de 1964 para Revolução de 1964” ou ainda “retirar a discussão de gênero nas escolas”, cerca de cem elementos se colocaram na discussão.

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O fundo do poço e o limite, por Madrasta do Texto Ruim

O fundo do poço e o limite

Um conto metafórico da Madrasta do Texto Ruim

- CHEGA!

- Pra mim já deu! Tô indo EM BO RA deste país!! Num guento mais ser usada e abusada deste jeito! Vou-me embora para Berkeley! George Lakoff e Mark Johnson¹ hão de me proteger!

Todos naquele Congresso de Linguística se assustaram. A Metáfora do Fundo do Poço não estava de brincadeiras. Pelo contrário, carregava duas malas cheias. Ela estava mesmo de mudança.

- Eu sou uma forma de conceber uma coisa em termos de outra coisa!! Minha principal função é fazer as pessoas entenderem O QUE TÁ COM TESENO AQUI!!!! Como vocês ainda ousam falar em fundo do poço para se referir à capa da Istoé, à capa da Época, à capa da Veja?

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Carta aberta aos Ministros do Supremo, por Luís Nassif

O jogo da Lava Jato está decidido. No caso dos inquéritos e processos da primeira fase – contra o PT e o PMDB – dê-se continuidade e abram-se quantas representações forem possíveis com base em qualquer tipo de indício – como demonstrou ontem a 11a Vara Federal do Distrito Federal.

Em relação à fase tucana, duas formas de anulação.

Na fase dos inquéritos, direcionamento para Policiais Federais do grupo de Aécio Neves.

No âmbito do Supremo, a distribuição dos inquéritos e processos para o Ministro Gilmar Mendes, através da inacreditável coincidência de sorteios,

Depois dos processos de Aécio Neves, José Serra e Aloysio Nunes, hoje Gilmar acabou sorteado para relatar também o do senador Cássio Cunha Lima.

É uma sucessão de coincidências.  

E vamos falar um pouco de escândalos e da capacidade de gerar indignação.

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Bresser-Pereira: "Mujica tem pena; eu, vergonha"

Foto: Reprodução/Youtube
 
Por Luiz Carlos Bresser-Pereira
 
Pena e vergonha
 
 
O ex-presidentedo Uruguai, Pepe Mujica, declarou ontem à BBC Brasil que tem pena pelo Brasil. Eis sua frase inteira: “Me dá pena. Pena pelo Brasil por ver o que aconteceu com uma comissão que estava estudando as eventuais acusações, em que tiveram que mudar a composição dessa comissão. E tudo indica que houve muita influência para poder colocar gente que não decepcionasse o governo”.
 
Mujica tem pena; eu, com os mesmos 82 anos, tenho vergonha. Não por Temer e seus amigos, que deveriam estar na cadeia; não pelo Brasil e seu povo, que é a vítima de tudo isso – da ganância e da corrupção dos ricos e seus fâmulos. Tenho vergonha pelas elites econômicas e burocráticas que continuam a sustentar no poder um governo desmoralizado, que atende a todos os seus interesses imediatos.
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Dallagnol e a ANPR: a defesa desonesta de inexistentes regalias corporativas, por Wadih Damous

 
Dallagnol e a Associação Nacional dos Procuradores da República: a defesa desonesta de inexistentes regalias corporativas
 
por Wadih Damous
 
Fomos, o Deputado Paulo Pimenta e eu, os autores de uma reclamação disciplinar contra o Sr. Deltan Dallagnol, que, como coordenador da tal "força-tarefa" da "operação Lava Jato", vem confessadamente fazendo palestras mundo afora sobre sua atuação funcional, com contrapartida remuneratória. Dada a repercussão midiática da iniciativa, o próprio Sr. Dallagnol e o presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), Sr. José Robalinho Cavalcanti, se apressaram em lançar notas explicativas indignadas. O primeiro usa o sítio oficial da Procuradoria da República no Paraná para se defender, ainda que as acusações que contra si pesam nada tenham a ver com a instituição e sim com a deformação de sua conduta pessoal. Já Robalinho prefere a manifestação em tom corporativo, sugerindo que um "ataque" ao Sr. Dallagnol seja um ataque a todos os membros do MPF.
 
Ao que parece, as notas se serviram da mesma fonte na pesquisa de normas para sustentar a suposta licitude das palestras do coordenador da "Lava Jato". Por isso mesmo, as duas respostas se equivalem na tentativa de iludir a opinião pública. Imaginaram, seus autores, que ninguém correria atrás do conteúdo das resoluções do CNJ e do CNMP por eles mencionadas. Subestimaram a inteligência dos que não aceitam essa descarada defesa do patrimonialismo corporativo, especialmente vergonhoso quando se tem em consideração serem, ambos, integrantes de uma das carreiras mais bem pagas na administração federal.

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As sobras de 2016 sobre a palidez de 2017, por Aldo Fornazieri

As sobras de 2016 sobre a palidez de 2017

por Aldo Fornazieri

Ao contrário do que se apregoa no senso comum, o ano de 2016 não é para ser esquecido. A imprudência humana faz com que as pessoas olhem muito mais para o presente e esqueçam o passado. As suas esperanças, sempre necessárias, fazem com que toda a poesia dos tempos seja buscada no futuro. Os líderes políticos, de modo geral, também caem nessas armadilhas. Somente alguns profetas e os republicanos estóicos projetaram esperanças a partir das advertências e das dores do passado. O positivismo, o liberalismo, o cientificismo e o marxismo contribuíram enormemente para o esquecimento do sentido trágico da vida e da história e para a perda da percepção acerca do caráter ruinoso do tempo. Mesmo sob o impacto de acontecimentos recorrentemente terríveis foi se firmando uma visão progressiva e otimista da história. O otimismo infundado faz com que as pessoas vejam as tragédias longínquas, as tragédias dos outros, mas não aquelas que estão diante delas próprias. Essa atitude amnésica perante a vida e a história recusa o aprendizado com as experiências e extração das lições dos acontecimentos. O esquecimento torna-se um bálsamo para os fracassos, as culpas e até mesmo para os crimes.

Os líderes, os partidos, os empresários, os trabalhadores, nos tempos de relativa tranquilidade, esquecem-se das artimanhas da Deusa Fortuna, da insubsistência das posições conquistadas e da mudança de rumo  dos ventos e dos tempos. Não convocam a  prudência, nem para antever os riscos do futuro, nem para construir os diques para conter os rios revoltosos e destrutivos animados pelo imprevisto, pelo acaso e pelo contingente.

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2016 foi o ano da submissão do Direito, "só a vergonha nos libertará", diz Streck

Por Lênio Streck

No Conjur

A substituição do direito pela moral (ou por opiniões pessoais, ideológicas) tem enfraquecido sobremodo a democracia. Há um livro interessante de Kyame Appiah, O Código de Honra, em que mostra como algumas práticas foram abandonadas e o valor do constrangimento. Em um parafraseio da tese de Appiah, é possível afirmar que foi o constrangimento a arma mais poderosa. Com efeito, ele diz que a causa do fim dos pés atados das chinesas foi a honra (no sentido da desonra provocada pela prática em relação ao observador externo) e não a lei ou a religião.

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E com este vídeo decreta-se o fim do jornalismo

Jornal GGN - O vídeo já viralizou em redes sociais. Foi a coisa mais desastrosa que uma pessoa que se diz jornalista poderia fazer. A babação em cima do Poder foi tão grande que ele não se contentou em somente não perguntar "coisas inconvenientes" e partiu para a sagração de seu feito. E caiu de cara na maior roubada da paróquia, quando Temer agradeceu "a mais esta propaganda". Sabendo usar não vai faltar, já dizia o velho ditado e, em sabendo usar, o certo seria não abusar da paciência dos telespectadores e dos leitores, que é para manter acesa a chama de que existe um jornalismo isento, ou qualquer jornalismo, dentro da grande imprensa.

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Bresser-Pereira e Ciro são barrados como testemunhas de Dilma

Jornal GGN – José Eduardo Cardozo, advogado de defesa da presidente eleita democraticamente e afastada provisoriamente, Dilma Rousseff, postou vídeo na página da presidente no Facebook criticando a ação da comissão especial do impeachment no Senado de indeferir os depoimentos de Luiz Carlos Bresser-Pereira e Ciro Gomes como testemunhas da defesa no processo.

Cardozo disse que a explicação que eles deram é de que as testemunhas não tinham relação direta com os fatos mas, o que é estranho, já que é direito da defesa que todas as testemunhas consideradas importantes para exercer esse direito deveriam ser ouvidas.

Ele também protestou que o procedimento da perícia técnica não foi admitido. “Peritos e assistentes técnicos têm de analisar vários argumentos que foram colocados na denúncia e não tenho a menor dúvida que uma perícia isenta demostrará a clara correção de comportamento do governo comandado pela presidenta Dilma Rousseff, tanto no caso dos decretos de aberturas suplementares, como das chamadas pedaladas fiscais do ano de 2015”, afirmou.

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Sobre a imagem do Brasil, por Celso Amorim

na Carta Capital

Sobre a imagem do Brasil

O que denigre o País no exterior não é uma "campanha" para desacreditá-lo. São os fatos internamente produzidos

por Celso Amorim

Há uma nova obsessão com a imagem do Brasil. Parlamentares e editorialistas revelam grande preocupação com os efeitos que discursos e entrevistas da nossa presidenta (quando escrevo, Dilma Rousseff ainda é a presidenta do Brasil e espero que assim continue ou volte a ser, quando o processo se completar) possam ter na visão que os estrangeiros, naturalmente os dos Estados Unidos e Europa, têm do nosso país.

Desde cedo, na minha vida política e profissional, nutro grande implicância com o que está por trás do conceito de “imagem no exterior”, nada mais que uma das muitas faces do complexo colonial característico da nossa elite. Para ela, não importa o que somos, mas o que outros (especialmente norte-americanos e europeus) pensam de nós, pois no fundo “elas” (as elites) gostariam de ser “eles”.

Esse parece ser o arcabouço mental dos falsos defensores do Brasil, que, quais os fariseus da antiguidade, demonstram indignação com a “campanha” que, alegam, visaria a desacreditar nossas instituições. (Na verdade, elas desacreditam apenas um processo específico.)

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O Supremo, suas contradições e dúvidas: suspenderá o impeachment?, por Marcelo Auler

Plenário da Câmara diante do afastamento de Cunha. Foto Zeca Ribeiro / Câmara dos DeputadosPlenário da Câmara diante do afastamento de Cunha. Foto Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados

do blog de Marcelo Auler

O Supremo, suas contradições e dúvidas: suspenderá o impeachment?

Marcelo Auler

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) na tarde de quinta-feira (05/05) suspendendo o exercício do mandato parlamentar de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e, consequentemente, afastando-o da presidência da Câmara, ainda que atendendo uma vontade quase unanime da sociedade brasileira, guarda mistérios e contradições, que só o tempo mostrará a que serviram e porque foram adotado.

Aparentemente, a primeira e, provavelmente a maior das possíveis contradições estaria no fato de o ministro Teori Zavascki esperar cinco meses para conceder uma liminar. Para a demora, há muitas explicações sendo uma delas a de que ele temia levar ao plenário o afastamento de Cunha, antes de a admissibilidade do processo do impeachment passar pela Câmara, sob o risco de ver seus colegas do STF não o apoiarem na decisão. Já a opção por uma liminar, pode esconder um jogo de bastidores.

É preciso, inicialmente, registrar que os ministro mudaram sua posição, a se considerar o que narrou a reportagem de Carolina Brígido – Afastamento de Cunha ainda está longe de ser julgado no STF –, em O Globo, aqui abordada, em 22 de abril, na reportagem STF cruza os braços e Cunha pode estar armando sua absolvição. Nela, a jornalista especializada na cobertura do STF admitiu que

“os ministros não se convenceram de que existe um motivo jurídico forte o suficiente para tirá-lo da cadeira. Adiar a análise do caso foi a solução encontrada para não precisar declarar oficialmente que Cunha pode permanecer no cargo. Uma decisão desse tipo daria ainda mais poderes ao parlamentar nesse momento de crise – e isso o tribunal quer evitar“.

Logo, se houve a decisão de afastar Cunha, adotada por unanimidade, pode-se concluir que mudanças ocorreram no pensamento  da corte. O mais provável é que a repercussão no exterior, com as criticas ao golpe que está sendo armado para derrubar uma presidente eleita pelo voto popular que não cometeu crime de responsabilidade. tenha acordado os ministro, que permaneciam em uma situação de expectativa. Basta ver o que disse Zavascki:

O estado de suspeição que paira sobre a figura do atual ocupante da presidência da Casa Legislativa – formalmente acusado por infrações penais e disciplinares – contracena negativamente com todas essas responsabilidades, principalmente quando há, como há, ponderáveis elementos indiciários a indicar que ele articulou uma rede de obstrução contra as instâncias de apuração dos pretensos desvios de conduta que lhe são imputadas”.

A liminar de Zavascki garantiu o afastamento de Cunha, mesmo que alguém no plenário pedisse vista do processo. Foto: Nelson Jr. SCO/STF

A liminar de Zavascki garantiu o afastamento de Cunha, mesmo que alguém no plenário pedisse vista do processo. Foto: Nelson Jr. SCO/STF

Mônica Bérgamo, jornalista talentosa e bem informada, na sua coluna de quinta-feira (05/05), na Folha de S. Paulo – Teori ficou enfurecido com decisão de Lewandowski e decidiu dar liminar – noticiou que Zavascki  “enfurecido com o anúncio feito nesta quarta-feira (4) pelo presidente da corte, Ricardo Lewandowski, de que pautaria nesta quinta a ação da Rede que pedia o afastamento de Eduardo Cunha do cargo de presidente da Câmara”,decidira dar a liminar no pedido que estava na gaveta há cinco meses.  A ação do partido de Marina Silva foi colocada na pauta a pedido do relator da matéria, ministro Marco Aurélio Mello.

Nesta sexta-feira, outros jornais seguem nesta direção. Há, porém,  uma versão dos bastidores do Supremo que explicaria a liminar, cinco meses depois de pedida, quando o plenário poderia, após todo este tempo, analisar de imediato o mérito do assunto.

A ação de Mello, proposta pela Rede, levada a plenário, poderia não ter o efeito necessário, isto é, o afastamento de Cunha. Bastava, por exemplo, que um ministro pedisse vista do processo e sentasse em cima. Gilmar Mendes já fez isto várias vezes.

É aí que entra Zavascki concedendo uma liminar pela manhã e levando a julgamento o caso à tarde. Mesmo que alguém pedisse vista do processo, a liminar estava concedida e Cunha afastado de presidência da Casa. Por esta tese, que o tempo poderá ou não confirmar, Zavascki não se conflitou com Mello e Lewandowski. Jogou junto.

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CEOs padrão Câmara

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Rosa Weber deu o salve e o golpe começou, por Armando Coelho Neto

Rosa Weber deu o salve e o golpe começou

por Armando Rodrigues Coelho Neto

Corrupção, suborno, extorsão, sabotagem, bajulação, aliciamento de pessoas. Não só. Sexo, e quem sabe até drogas e rock ‘n’ roll, quem garante? Os personagens diabólicos envolvidos nessa trama são muitos: grande empresários, líderes políticos, militares, jornalistas, ativistas, governantes de países pobres. Em jogo, muito dinheiro e muita mentira. Enredos que dariam filmes impactantes. Lucro a qualquer custo. Quem garante que o Brasil tenha estado de fora disso tudo? Aliás, com o salve de Rosa Weber, hoje, o golpe já em curso.

Rosa é apenas um detalhe de mais um assassinato econômico. Senão, vejamos.

"Somos muito bem pagos para enganar países ao redor do mundo e subtrair-lhes bilhões de dólares. Grande parte do trabalho é encorajar os líderes mundiais a fazer parte de uma extensa rede de conexões operacionais que promovem os interesses comerciais americanos. No final das contas, tais líderes acabam enredados nessa teia de dívidas que assegura a lealdade deles", disse John Perkins, numa entrevista concedida à revista “Caros Amigos”, matéria da jornalista Natália Viana

John Perkins confessa ser um “assassino econômico”. Sua missão principal, junto com outros assassinos, seria favorecer interesses comerciais e políticos dos Estados Unidos. Na prática, promover um deliberado endividamento em vários países, como forma de criar dependência. Os relatos sobre a atuação dos tais assassinos econômicos são tão instigantes que viraram livro – “Confissões de um Assassino Econômico”, uma obra contestada por autoridades, sobretudo pelas dos Estados Unidos, suposto maior interessado nas falcatruas, já que os tais assassinos atuariam em prol daquele país.

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Na encruzilhada escura, por Janio de Freitas

da Folha

Na encruzilhada escura, por Janio de Freitas

A única coisa clara é que Eduardo Cunha cometeu uma represália. Fez prevalecer a chantagem até perceber-se sem os dois ou três votos governistas que o salvariam no Conselho de Ética. Eis assim uma situação paradoxal: o possível processo de impeachment decorre de dois ou três votantes que não o apoiam. Os seus defensores, de dentro e de fora do Congresso, não tiveram força para impô-lo.

De tudo o que não se tem com o mínimo de clareza, nada é mais inquietante do que o contido nesta pergunta: que reação pode haver dos movimentos sociais com algum nível de organização e consciência do risco posto a seus ganhos?

A violência policial não é exceção no Brasil. A falta de lideranças políticas com audiência nas massas ativas é total. A ausência de talento político no Congresso é desértica.

O Brasil está posto em uma encruzilhada e no escuro. E o Brasil somos nós.

O FUTURO DE CUNHA

Tudo o que se passe na Câmara em torno do possível processo contra Cunha é pouco menos do que ocioso. Os riscos que o deputado corre são maiores do que a perda do posto e do mandato, e não estão na Câmara nem dependem dos seus aliados. Estão em fervura na Procuradoria Geral da República e no Supremo Tribunal Federal.

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