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violência no campo

Governo brasileiro fomenta a violência no campo ao ignorar as causas, diz advogado

A impunidade é um dos fatores que fortalece a continuidade de crimes a lideranças rurais. / Marcello Casal Jr./Agência Brasil

do Brasil de Fato

Governo brasileiro fomenta a violência no campo ao ignorar as causas, diz advogado

A onda de violência contra sem-terra e comunidades tradicionais foi intensificada no governo de Michel Temer (PMDB)

Lilian Campelo

Belém (PA)

“Eu diria que a principal causa da violência mesmo não é enfrentada pelo Estado”, é o que afirma Marco Apolo Santana Leão, advogado que atua em movimentos populares e organizações como a Sociedade Paraense de Defesa de Direito Humanos (SDDH-PA), Movimento de Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e Comissão Pastoral da Terra (CPT), sobre as mortes no campo no estado do Pará. 

Só no primeiro semestre deste ano o Pará registrou 22 pessoas assassinadas por conflitos no campo. Na última semana de julho soma a estatística mais o casal Manoel Índio Arruda e Maria da Luz Fernandes da Silva, mortos em casa no assentamento Uxi, em Itupiranga.

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No Pará, autoridades admitem que não houve confronto na chacina de Pau D'Arco

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Foto: Júnior Oliveira
 
Jornal GGN - No Pará, a secretaria estadual de Segurança Pública e Defesa Social (Segup) e a Polícia Civil admitiram que os laudos e investigações sobre a chacina que deixou dez pessoas mortas apontam que não houve confronto com os posseiros, ao contrário do que diziam os policiais que participaram da ação, há um mês e meio. 
 
No início desta semana, o Ministério Público paraense já havia falado que haviam indícios de execução das dez vítimas. “Pelo que foi apurado, tudo indica que não houve confronto e, sim, um desfecho inaceitável”, disse o delegado-geral, Rilmar Firmino. 
 
Em entrevista coletiva junto com Jeannot Jansen, secretário de Segurança Pública, Firmino e outras autoridades estaduais apresentaram o resultado do laudo de balística feita nas armas de fogo entregues pelos policiais e nas 11 que foram apresentadas como apreendidas com os sem-terra, que ocupavam parte da fazenda Santa Lúcia, na cidade de Pau D’Arco (PA). 

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Justiça determina prisão de policiais suspeitos de participar de chacina de Pau d'Arco

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Foto: CNDH

Jornal GGN - No interior do Pará, a Justiça determinou a prisão temporária de treze policiais por suspeita de participação na chacina de Pau d’Arco, que deixou dez trabalhadores rurais mortas na fazenda Santa Lúcia, no sudeste do estado.

O pedido de prisão foi feito pelo Ministério Público contra 11 policiais militares e dois civis, entre eles o coronel Carlos Kened Gonçalves de Souza. A chacina ocorreu em maio, quando 24 policiais foram cumprir mandados de prisão na fazenda. 
 
No último sábado, Rosenildo Pereira de Almeida, líder do acampamento onde ocorreu o crime, foi executado ao sair de uma igreja. Ele havia deixado a comunidade que vivia com antigos ocupantes da fazenda porque estava recebendo ameaças, e a Polícia Federal investiga se o assassinato tem relação com a chacina. 

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66 defensores de direitos humanos foram assassinados em 2016, revela pesquisa

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Foto: Divulgação
 
Jornal GGN - 66 pessoas que atuavam na promoção e proteção de direitos básicos individuais ou coletivos foram assassinadas em 2016, de acordo com pesquisa do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos.
 
O levantamento também mostra que outros 64 defensores dos direitos humanos sofreram ameaças ou foram alvos de ações que pretendiam criminalizar suas atuações. 
 
Divulgado em Marabá (PA) nesta terça (4), o dossiê ‘Vidas em luta: criminalização e violência contra defensoras e defensores de direitos humanos no Brasil’ é a primeira pesquisa anual elaborada pelo comitê e foi enviado para a Organização das Nações Unidas (ONU) e para a Organização dos Estados Americanos (OEA).
 
No ano passado, um balanço preliminar mostrava que 22 pessoas que lutavam em defesa dos direitos humanos foram assassinados nos quatro primeiros meses do ano. Para a organização, houve um aumento da violência, principalmente segundo dados da Comissão Pastoral da Terra sobre a violência no campo.

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CNBB diz que CPI da Funai influenciou em aumento da violência contra indígenas

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Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

Da Rede Brasil Atual

 
Neste ano, 40 mortes foram registradas nas regiões camponesas; para dom Murilo, parlamentares desrespeitaram direitos conquistados pelos povos indígenas

Somente neste ano, ao menos 40 mortes em conflitos no campo já foram confirmadas pela Comissão Pastoral da Terra (CPT). De acordo com o vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Murilo Krieger, o aumento da violência nesta região é influenciada pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Fundação Nacional do Índio (Funai), que criminalizou movimentos indígenas. O relatório final da CPI, apresentado no dia 9 de maio, indiciou mais de cem pessoas, entre lideranças indígenas, antropólogos, procuradores e missionários do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). "Desde que a CPI começou a funcionar, aqueles que quiseram ocupar mais terras utilizaram mais violência para isso", afirmou, em entrevista à Rádio Brasil Atual.

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No Pará, artistas e movimentos sociais se reúnem contra a violência no campo

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Foto: João Roberto Ripper

Do Brasil do Fato

 
As atividades visam denunciar a escalada de conflitos que ocorrem no estado paraense, como a chacina de Pau D’Arco

Ao longo desta segunda-feira (19), movimentos populares do campo e de direitos humanos realizam diversas atividades, em Belém (PA), para denunciar a escalada de violência no campo no estado, como a chacina de Pau D’Arco, no sudoeste do estado, quando nove posseiros e a presidenta do sindicato de trabalhadores rurais do local foram assassinados pela polícia, no mês de maio.

Pela manhã, representantes das organizações se reuniram no Palácio dos Despachos, sede do governo estadual, com o vice-governador do Pará, Zequinha Marinho, e autoridades da área de segurança pública, para debaterem o assunto.

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No Pará, trabalhadores voltam a ocupar área onde ocorreu o massacre de Pau D’Arco

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Foto: Agência Brasil

Do Global.org

 
POR MARIO CAMPAGNANI

As lembranças dos sacos plásticos ainda são recentes para as mulheres e homens que montam acampamento em uma estrada de chão no município de Pau D’arco, no Sul do Pará. No dia 24 de maio, eles viram passar dentro deles os corpos de dez companheiros na luta pelo direito à terra, jogados atrás de caminhonetes da Polícia Militar. As imagens dos corpos e a forma como eles foram retirados do local onde ocorreu o maior massacre no campo nos últimos 20 anos, entretanto, não significou para familiares e amigos um aviso para desistir. Pelo contrário, desde terça-feira, eles voltaram ao local do crime, onde novamente constroem acampamento para continuar a luta dos que se foram. A tristeza ainda surge rapidamente ao falar sobre o que ocorreu, mas não paralisam as enxadas e facões, que cavam buracos, cortam madeiras e começam a erguer as casas de lona na qual ficarão até conseguirem a garantia de seus direitos.

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Dez camponeses são mortos no Pará em ação da PM

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Foto: Ascom/PC

Do Justificando

Dez pessoas são mortas em massacre no Pará em ação da PM

Conforme informações preliminares, dez posseiros – sendo 9 homens e 1 mulher – foram assassinados durante uma ação de reintegração de posse de um acampamento situado na Fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d’arco, no Sudeste do estado do Pará. A reintegração era realizada pelas Polícias Civil e Militar de Redenção. Leia mais »

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Na Feira da Reforma Agrária, MST realiza ato contra a violência do campo

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Foto: Wilson Dias/Agência Brasil
 
Jornal GGN - Na 2ª Feira Nacional da Reforma Agrária, realizada neste final de semana em São Paulo, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra realizará um ato contra a criminalização dos movimentos sociais e a violência no campo. 
 
O objetivo do ato é chamar a atenção sobre os casos de perseguição, tanto da polícia quanto do Poder Judiciário, contra os militantes do movimento, e também denunciar casos de violência direta a trabalhadores rurais. 
 
O ato vai ocorrer às 17 horas desta sexta (5), no Parque da Água Branca, com participação dos senadores Gleisi Hoffmann e Lindbergh Farias, ambos do PT.  

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Funai cria grupo de trabalho para apurar violência contra indígenas no Maranhão

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Foto: Cimi/Divulgação
 
Jornal GGN - Nesta terça-feira (2), a Fundação Nacional do Índio (Funai) divulgou que criou uma frente de trabalho, formado por servidores de Brasília e do Maranhão para investigar o ataque contra os indígenas do povo Gamela.
 
No último dia 30, os indígenas foram atacados no Povoado de Bahias, em Viana (MA), por homens armados com facões e armas de fogo. Ao menos 13 pessoas ficaram feridas, sendo que duas tiveram as mãos decepadas, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi).
 
O presidente da fundação, Antônio Costa, afirmou que o grupo de trabalho vai produzir um relatório para embasar as ações do órgão, e que a Funai também vai acompanhar o inquérito policial sobre o caso. 

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2016 teve o maior número de assassinatos de trabalhadores rurais nos últimos 13 anos

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Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Da Rede Brasil Atual

 
Estudo anual "Conflitos no Campo" revela que 61 pessoas foram mortas no ano passado. Na última semana, chacina em Colniza, no Mato Grosso, vitimou mais nove trabalhadores rurais

A chacina de nove trabalhadores rurais ocorrida no último dia 20, na área rural de Colniza (a 1.065 quilômetros da capital, Cuiabá), no Mato Grosso, aconteceu apenas um dia depois da Comissão Pastoral da Terra (CPT) ter divulgado o relatório "Conflitos no Campo - Brasil 2016".

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Sete militantes do MST são baleados em ataque em Minas Gerais

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Foto: MST
 
Jornal GGN - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) acusa o dono da Fazenda Norte América, em Capitão Eneias (MG), de armar uma emboscada que deixou sete militantes feridos neste domingo (9). 
 
Segundo o MST, integrantes do acampamento Alvimar Ribeiro estavam indo para uma reunião convocada pelo administrador da fazenda quando foram atacados por diversos homens armados. Testemunhas dizem que o latifundiário Leonardo Andrade dirigia a picape com os pistoleiros que atiraram nas vítimas. 
 
“A violência no campo se alastra na medida em que o Estado se omite em relação à Reforma Agrária. Mas atualmente, a situação é muito pior, pois é promovida pela aliança entre o Governo Golpista de Michel Temer e as bancadas da bala e do boi”, diz Ênio Bohnenberger, da Direção Nacional do MST.

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Militante do MST é assassinado em hospital no Pará

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Cinco homens armados renderam seguranças e foram até a UTI, atirando em Waldomiro

Da Rede Brasil Atual

 
Trabalhador, que não fazia parte da direção do movimento, havia sido atacado no sábado e submetido a cirurgia. Cinco homens invadiram a UTI e atiraram
 
O servidor municipal Waldomiro Costa Pereira, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Parauapebas, no Pará, a 700 quilômetros de Belém, foi assassinado na madrugada de hoje (20) no Hospital Geral (HGP) daquele município. Segundo o portal Notícias de Parauapebas, cinco homens armados renderam seguranças e foram até a UTI, atirando em Waldomiro, que era casado e tinha cinco filhos. Ele estava internado desde sábado após ser atacado em seu sítio, em Eldorado dos Carajás, a 70 quilômetros dali.
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Sem Terra mortos no Paraná foram atingidos pelas costas

Do Jornalistas Livres

Sem Terra foram mortos com tiros nas costas

Ao contrário do que disse a PM, não houve confronto ou emboscada por parte dos moradores do Acampamento Dom Tomás Balduíno
 
O MST do Paraná esclareceu na manhã desta sexta (8/4) que os sem terra atacados em emboscada pela Polícia Militar ontem em Quedas do Iguaçu foram atingidos pelas costas, o que desmente cabalmente as versões do governo de Beto Richa (PSDB) de emboscada ou confronto por iniciativa dos moradores do Acampamento Dom Tomás Balduíno na tarde de ontem.

Os sem terra ocupam parte das terras da fazenda Rio das Cobras desde maio de 2015. Moram no acampamento cerca de 1,5 mil pessoas. A região foi grilada ilegalmente pela madeireira Araupel. Em dezembro do ano passado o juiz da 2ª Vara Federal de Cascavel, Leonardo Cacau Santos, declarou a área ocupada como de domínio da União para fins de reforma agrária.

Os sem terra foram atacados por uma força conjunta integrada por soldados da PM, seguranças da Araupel e capangas por ela contratados. Informa o MST que foram assassinados os trabalhadores rurais Vilmar Bordim, 44 anos, casado, pai de três filhos e Leomar Bhorbak, de 25 anos, que deixa esposa gravida de nove meses. “Também foram feridos mais sete trabalhadores e dois foram detidos para depor e já foram liberados.”, diz a nota do movimento.

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