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Oração fúnebre para o Brasil, por Aldo Fornazieri

Oração fúnebre para o Brasil

por Aldo Fornazieri

No último dia dois de agosto de 2017 assistimos, paralisados, a morte moral do Brasil. Pela primeira vez na história, um presidente da República foi flagrado cometendo crimes e os falsos representantes do povo decidiram dar-lhe aval para que ele siga impune no exercício da mas alta magistratura do país sem que a tenha recebido da vontade do povo. Pelo contrário, deixaram-no no cargo contra a vontade da esmagadora maioria do povo. De lá para cá, o país sangra sem dignidade e o pavilhão auriverde tremula com as manchas cinzentas da vergonha.

A morte moral do Brasil não foi acompanhada pelo tinir de batalhas nas ruas e nas praças, por gritos de indignação, e pelo rufar de tambores da guerra. Com exceção de uma escaramuça aqui, outra acolá, o povo assistiu cabisbaixo a morte da dignidade nacional. O que se ouviu foram lamentos de desesperança de uma sociedade fraca que se afunda em sua fraqueza, de um povo desanimado, incapaz de qualquer ato de virilidade combativa.

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Divisão do PSDB em votos pró e contra Temer pode ser teatro político

Partido de Temer não tem nada a perder. Não tem nome forte para lançar como candidato, e nem precisa (Foto Mateus Bonomi/Agif/Folhapress)Temer

da Rede Brasil Atual

Divisão do PSDB em votos pró e contra Temer pode ser teatro político

PSDB ensaia estratégia para 2018 e objetivo do PMDB é voltar para as sombras. “A vitória desta quarta-feira (2) foi menos do Temer e mais da agenda liberal”, diz cientista político Vitor Marchetti, da UFABC

por Eduardo Maretti, da RBA

São Paulo – Logo após a votação na Câmara dos Deputados que deu a Michel Temer, ontem (2), a vitória contra a denúncia da Procuradoria-Geral da República, as avaliações de que o placar de 263 votos a 227 foi magro já eram correntes. Até mesmo o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), considerou o resultado “ótimo se formos pensar o hoje, mas muito ruim se olharmos para o futuro”.

Diante do que estava em jogo, o próprio mandato presidencial, a vitória de Temer pode ser considerada expressiva e demonstra que ele ainda mantém relativo controle sobre o parlamento. Mas o apoio ao presidente está minguando. O governo aprovou a reforma trabalhista, por exemplo, que exigiu menos empenho, por 296 votos a favor e 177 contra. 

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