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Fachin separa inquérito de Temer e entrega Aécio a novo relator

No cuidado de não antecipar julgamento, no despacho, o ministro do STF acabou trazendo argumentos favoráveis às alegações iniciais de Temer e de Aécio contra as investigações
 

Foto: Adriano Machado / Reuters
 
Jornal GGN - O pedido do presidente Michel Temer de separar o julgamento contra si do de Aécio Neves (PSDB-MG) no Supremo Tribunal Federal (STF) foi aceito pelo ministro Edson Fachin. É a primeira vitória de Temer no processo na última instância. O senador tucano também poderá ser favorecido: Fachin determinou a redistribuição para um novo relator das investigações contra ele.
 
Tanto Aécio quanto Temer são investigados por prática de crimes de corrupção, obstrução à Justiça e formação de organização criminosa. A nova frente da Lava Jato teve início com a delação do presidente da JBS, Joesley Batista, com grampos de conversas entre o executivo e os políticos, além do acompanhamento dos investigadores no repasse de propinas.
 
A Procuradoria-Geral da República disse haver flagrante, em ambos os casos, de recebimento de propina e de tentativa de Aécio e Temer interferirem nas investigações. Além disso, contra Temer recai ainda a acusação de aprovar a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), preso e condenado na Lava Jato.
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EUA ainda não participou de acordo de delação dos irmãos Batista


Foto: Agência DPA
 
Jornal GGN - O acordo de delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista, da JBS, impactaram o país com as acusações contra o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves (PSDB-MG). Mas para entregar o que tinham em mãos, além dos depoimentos, grampos e comprovantes dos ilícitos cometidos, a Procuradoria-Geral da República acertou um acordo controverso, alvo de críticas pela imprensa nacional.
 
Entre as polêmicas, Wesley e Joesley ganharam a anistia total dos crimes cometidos, ainda por aqueles que não estão incluídos nas próprias acusações e confissões. Homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os empresários não poderão ser denunciados pelos delitos, ganhando a imunidade em outras investigações e o perdão judicial de denúncias que já pudessem ter sido oferecidas.
 
A diferente situação dos delatores acabou por se tornar um dos principais apoios de jornais tradicionais para criticar as delações e, inclusive, a procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot. O procurador, por sua vez, dedicou amplo espaço em colunas da Folha e do Uol para justificar que o teor das acusações valia o preço.
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