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Os Brasis: nós, por Arkx

fotos: Jornalistas Livres

Os Brasis: nós, por Arkx

aquela era uma estranha contagem regressiva. quanto mais chegava ao seu término, mais distante ficava de seu destino. 2018 é para sempre um ano longe demais.

não haverá retorno ao paraíso perdido do big-bang das commodities. nenhum regresso à ilusão dos anos dourados do “político mais popular da Terra”. adeus à qualquer reedição da estratégia de conciliação permanente para viabilizar um projeto de hegemonia às avessas.

já não pode existir uma coexistência pacífica na qual a minoria mantém seus privilégios ultrajantes e seus lucros exorbitantes, enquanto se tenta mitigar a vergonhosa miséria da maioria através de políticas sociais compensatórias.

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Os Brasis: falta um Povo?, por Arkx

Os Brasis: falta um Povo?, por Arkx

“Então, quando eu morrer, não espere por mim,

Andando pelo corredor sombrio;

No Céu ou no Inferno, não espere por mim,

Senão você vai esperar para sempre.

Você vai me encontrar enterrado, morto-vivo

Nestes versos que você leu.”

na tarde do dia 09/02/2017, as ruas do centro do Rio de Janeiro nas imediações da ALERJ (Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro) tornaram-se áreas conflagradas. havia uma sublevação em marcha. aquele era agora um território insurgente.

o trânsito fora desviado. o comércio baixara suas portas. com a estação mais próxima do metrô fechada, o VLT e o terminal de ônibus parados, o fluxo naquela parte da metrópole estava comprometido. a circulação já não podia ser a mesma.

impossível não ignorar a magnitude daquele fato político. tudo e todos foram de alguma forma afetados. nenhum mecanismo de controle psico-social seria suficiente para induzir a negação daquela realidade.

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Os Brasis: a Ex-querda e a re-existência, por Arkx

Os Brasis: a Ex-querda e a re-existência, por Arkx

o Brasil fora estilhaçado. como pedaços de espelhos partidos, os vários Brasis já não refletiam nenhuma identidade coletiva.

assim como a teoria e a interpretação majoritárias sobre o Brasil haviam sido volatizadas pelo golpeachment, os tradicionais conceitos e práticas da Esquerda se revelaram como apenas mitologias e equívocos.

junto com o Brasil também estava morta a Ex-querda.

a Ex-querda é uma ampla frente de partidos, organizações, associações, tendências e diversos tipos de grupos. todos reunidos sob a incontestável liderança do Lulismo.

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a morte do Brasil: re-existir

o Brasil tal qual o imaginávamos conhecer, está morto!

por que morremos? talvez por não sonhar o bastante... e países, por que morrem? por que sociedades se suicidam? por que também já não podem sonhar, intoxicados pelo pesadelo interminável do cinismo e da hipocrisia?

mas onde tudo termina, também algo renasce.

já não existe mais aquele Brasil surgido com a Revolução de 1930 e consagrado pela Constituição “cidadã” de 1988.

mas aquele fora um Brasil erguido sobre um mito fundador através de uma narrativa conveniente ao setor dominante, mesmo quando elaborada por intelectuais de esquerda. só era real como discurso ideológico. sua existência sempre estivera circunscrita ao imaginário social.

o Brasil que agora morre ainda não tinha sido plenamente um país gestado no útero das lutas populares, não nascera de um grande movimento social pelo qual um Povo conquista sua Nação. Leia mais »

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O Brasil & os Brasis: descobrimento, por Arkx

por Arkx

eram muitas as análises acerca de quando aquilo tinha acontecido. alguns até defendiam que sempre fora assim, desde o primeiro desembarque dos conquistadores. ou talvez fossem ruínas acumuladas ao longo de séculos.

seja como for, ninguém mais podia negar, pois estava escancaradamente à descoberto: já não existia apenas um único Brasil.

aquele Brasil de palmeiras e sabiás, da miscigenação inzoneira, da abençoada cordialidade tropical, aquele Brasil já não há – e para ele jamais iremos voltar. o Brasil tal qual o imaginávamos conhecer, está morto!

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A verdade por inteiro, por Arkx

por Arkx

“Que Deus tenha misericórdia desta nação”.

desde o choque de realidade causado por aquela farsa dantesca encenada no teatro de horrores da Câmara, ainda era esta a frase ecoando em meio ao desastre e o caos.

como uma profética maldição, uma conspiração de circunstâncias negativas, para manter o país aprisionado numa era de Aquarius ao inverso.

como aquele interminável pesadelo tivera início? alguém ainda se lembrava?

após meses de incessante tortura psicológica, as mentes estavam atordoadas e confusas, dominadas pela frustração, raiva, impotência e depressão. ainda prevaleciam os sintomas mórbidos, os fenômenos bizarros e as criaturas monstruosas.

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o nome do jogo

peças derrubadas. cartas embaralhadas.

quem jogava contra quem? equipes ou duplas? um contra todos? todos contra um? todos contra todos? qual o objetivo? ainda havia regras naquele jogo? qual o nome daquele jogo?

através de uma complexa engenharia política psicossocial, as fronteiras entre a ficção e o real se tornam voláteis. notícias fake propagam pós-verdades através das bolhas midiáticas. com a incessante cartografia do Big Data nas redes sociais, pela obra e graça de algoritmos se corrobora um mundo moldado à imagem e semelhança de cada respectivo perfil.

mas pouco a pouco a reprodução do capital fictício, seja financeiro, cultural ou social, não era mais suficiente para conferir qualquer estabilidade ao capitalismo de desastre, restando apenas o caos. um caos com dinâmica própria, no comando dele mesmo.

uma a uma as bolhas começaram a estourar... Leia mais »

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Fator Putin - efeito Trump, por Arkx

Fator Putin - efeito Trump, por Arkx

nada é exatamente o que parece ser. tudo é teatro de sombras. jogo de espelhos, miragens distorcidas. tudo são performances. manipulação de manipulações. reflexo infinito.

um reality show dentro de uma gigantesca bolha, como num bizarro conto sci-fi.

através da gestão da percepção e da elaboração do simbólico, a política e a arte se unem, garantindo acesso direto ao inconsciente social. quem domina a linguagem, domina o mundo.

mas entre as narrativas e o fato, uma evidência se acentua: o Império do Caos e a Tirania Financeira Global perderam a guerra para impor uma governança mundial unilateral.

não haverá mundo unipolar. nenhum algoritmo cibernético automaticamente calculando uma nova ordem para governar um mundo previsível e estável, do qual a política foi extirpada.

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trapaças da sorte

“Ajude-nos aí de cima, amigo.”

Barroso, Ministro do STF, sobre a morte de Teori Zavascki

o Exmo. Sr. Dr. do $TF com seu perfil de “imparcial”, “íntegro”, “discreto”, “reservado”, “sóbrio” e “fechado” era um perfeito ator para o personagem que desempenhava no Xadrez do golpe. Leia mais »

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Alice já não fala mais de flores, por Arkx

por Arkx

afinal, o que Alice quer? o que desejam estas jovens mulheres na vanguarda do movimento de re-existência ao golpe?

o único tesão da Ex-querda parece ser sua ânsia em encontrar um homem para chamar de seu. um “grande líder” para encarnar a fantasia do “salvador da pátria”. um “cavaleiro encantado”  para nos salvar do cruel opressor: o “Primeiro Marido”. este quase “inefável” esposo de uma primeira dama bela, recatada e do lar.

mas é tão óbvio não ser isto o que estas mulheres querem! para elas, seu o lar é o mundo, seu recato a potência do útero e sua beleza a pintura de guerra. nenhuma delas nasceu mulher. estão se tornando.

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Chore, Dilma, chore!, por Arkx

1. o caminho que nos arrastou até o golpe não será o mesmo caminho para dele nos libertarmos. não derrotaremos este golpe pela via da política de gabinete, do acordo, do conchavo, da conciliação, do pacto, da capitulação, da rendição, da covardia e da traição;

2. o golpe será derrotado nas ruas. ou não será;

3. a lógica política da maior parte da Esquerda institucional está completamente invertida. não será “Lula 2018”, ou “Lula Já”, e nem mesmo pura e simplesmente “Diretas”, a principal arma de luta contra o golpe. tampouco o serão os índices de popularidade e as pesquisas de intenção de voto. nenhum “grande líder” ou “salvador da pátria” serão capazes de derrotar o golpe e reverter suas consequências;

4. o golpe será revertido por um grande movimento de massas. ou não será;

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ilha

do cume da ilha, uma desoladora visão. o interminável incêndio consome tudo e todos. aniquilados pelo fogo, corpos retorcidos com almas desfiguradas perambulam na escuridão. da fogueira das ilusões e das traições sobe espessa e asfixiante fumaça. nela se misturam frustração,  raiva, impotência e depressão.

sinos ainda repicam, sem ninguém mais precisar perguntar por quem dobram. cada um foi reduzido a uma ilha deserta pertencendo a arquipélago nenhum.

impossível olhar para trás e não ver um longo passado à frente. Leia mais »

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Considerações sobre reacionarismo brasileiro, por Arkx

Considerações sobre reacionarismo brasileiro

por Arkx

 

Comentário ao post Xadrez do Hommer Simpson e do desmonte nacional

1.  o reacionarismo brasileiro é atávico. desde que o Brasil é Brasil. não nascemos como nação, e sim como empresa exportadora. nosso berço não é a luta de libertação nacional, e sim a escravidão. o que esperar de uma sociedade constituída sobre estas bases?

2. a web apenas amplificou a visibilidade, e portanto retroalimentou, um fascismo latente, mas sempre fortemente presente no tecido social brasileiro. jamais superamos a escravidão, os documentos foram queimados e os “senhores de escravos” receberam indenização pelo prejuízo lhes causado com a “libertação de sua peças”;

3. em nossa História jamais enfrentamos com determinação o elitismo, o autoritarismo, o racismo, o moralismo e a repressão, todos herdados de nossas raízes fundadas na escravidão. foi assim com a Lei da Anistia, e depois com a Comissão da Verdade. foi assim com a não auditoria da privataria tucana, e depois com o abafamento da operação Satiagraha. e está sendo assim agora, com a opção da maior parte da Esquerda pela não resistência ao golpe nas ruas, como se fosse possível derrotar os golpistas apenas dentro de uma lógica eleitoral pautada por eles;

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o fim, novamente

foto: filme “A Chegada”

quantas vezes chegaremos ao fim, para enfim sermos capazes de começar?

quantas vezes abortaremos nosso próprio nascimento? quantas vezes seremos nós mesmos os coveiros de nossa aurora? até quando nossa grande obra se resumirá as nossas próprias palavras vazias gravadas em nosso melancólico epitáfio?

no Golpe de 2016 há um tributo pago pelo vício à verdade: tudo está revelado. com as máscaras no chão, os atores se mostram como sempre foram: personagens em busca de um autor. Leia mais »

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a Ex-querda e Alice

- Meu nome é Alice, mas…

- Um nome bem bobo!” Humpty Dumpty a interrompeu com impaciência. - O que significa?

- Um nome deve significar alguma coisa? Alice perguntou ambiguamente.

- Claro que deve, Humpty Dumpty respondeu com uma risada curta.

- Meu nome significa meu formato… aliás um belo formato. Com um nome como o seu, você poderia ter praticamente qualquer formato.

afinal, o que Alice quer? o que está fazendo?

seu olhar incisivo, rosto e cabelos cobertos, seios voluptuosos debaixo da sedutora lingerie vermelha, abraçada a um livro de filosofia, de joelhos estendendo um buquê de flores brancas à repressão.

isto é política, arte ou ... filosofia?

por que Alice tapa seu rosto? para esconder sua identidade? ou para revelar seu anonimato? Leia mais »

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Fotos

Povo sem Medo

O Brasil está morto

a verdade por inteiro

Fator Putin - Efeito Trump

Alice: flores e justiça

Hillary e cometa 2017

China - exportação

IDH Rio - melhores por zona

Cartografia Rio ZE - 05

Cartografia Rio ZE - 09

Cartografia Rio ZE - 08

Cartografia Rio ZE - 07

Cartografia Rio ZE - 06

Cartografia Rio ZE - 04

Vídeos

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Documentos

o que a Esquerda se recusa a entender sobre Trump

o que a Esquerda se recusa a entender sobre Trump:

1. Sanders foi o grande catalisador das imensas insatisfações sociais aprofundadas pela não superação da crise de 2008. contudo, o “socialista democrata” não foi capaz de derrotar a viciada máquina de seu partido. tampouco enfrentou à altura o esquema Clinton. pior, a ele capitulou ao apoiar Hillary. deixou seus seguidores à deriva;

2. a tática Democrata de focar o processo político na defesa do “direito da minorias”, nunca passou de cortina de fumaça para ocultar a causa das crescentes desigualdades sociais: uma economia girando em torno dos interesses dos 1% para pauperizar todos os demais; Leia mais »

Áudio

Sem colaborações até o momento.

Comentários

27/02/2017 - 12:31

Lulinha Paz e Amor, certamente!

NÃO ESQUECEREMOS. NÃO PERDOAREMOS.

Lulinha Paz e Amor não tem nem o vigor físico, nem o perfil psicológico, nem a postura política e muito menos a estatura ética para liderar a guerra pela libertação do Brasil.

não haverá retorno.

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27/02/2017 - 07:56

com apenas as informações já tornadas públicas – sem ainda as delações da Odebrecht e as demais e as outras – já há mais do que subsídios para:

1. anular o impeachment;

2. punir os responsáveis pelo golpe;

3. revogar todos os atos e contratos do governo usurpador.

e por que está campanha já não está nas ruas desde sempre?

sim! porque estas informações – e todas as demais – tanto Dilma quanto Lula sempre tiveram ao alcance de seus dedos!

já passou há muito o momento – as 12 badaladas – de as pessoas comprometidos com o Brasil e seu Povo, aceitarem a dura realidade:

- todos, absolutamente todos, desde o Legislativo com a bancada própria de Cunha, passando pelo STF e PGR, incluindo os grandes empresários brasileiros, e mesmo parcela significativa das FFAA, todos são cúmplices no golpe do impeachment inconstitucional;

- todo o Lulismo, desde o próprio Lula, Dilma, a quase totalidade do PT, PC do B, todos jamais de fato se empenharam contra o golpe do impeachment inconstitucional. não sejamos ingênuos, se o Anonymous teve acesso a este material, presuma-se o que no aparelho de Estado, com acesso as áreas de inteligência, o governo Lulista poderia ter divulgado para alavancar um grande movimento de massas contra o golpe.

se o lugar da Lava Jato & Associados é na cadeia junto com aqueles que pretensamente “investigou”, haverá também de se apurar a responsabilidade no golpe daqueles que se omitiram, ou por covardia ou por conveniência política.

não restará pedra sobre pedra.

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26/02/2017 - 08:43

é por isto que eu escrevi: “a Austrália tem graves problemas ambientais e o Canadá é ainda mais dependente da economia dos EUA do que o México. mas não vamos sair por esta tangente, no momento.

pois aí lá vamos nós entrar na polêmica sobre o Canadá, a Austrália e... os EUA!

-> Esta parece ser uma opinião bem subjetiva sobre Canadá e Austrália. Se a gente procurar defeitos, todos os países tem.

-> E você me diz que a coisa não é tão boa como parece... Francamente

-> Austrália tem poluição...

-> Canadá é dependente dos EUA...

-> Além do mais o nível de vida dos Canadenses é tão alto quanto o dos EUA e Europa.

minha opinião não é subjetiva é baseada em dados, fatos e numa visão de conjunto. e principalmente num foco: o que podemos aprender com a experiência dos demais países.

muito embora a qualidade de vida de grande parte da população da cidade do Rio de Janeiro seja infernal, para quem vive no bairro do Leblon é um paraíso. do mesmo modo, para um estrangeiro que considere apenas as informações divulgadas pela Mídia-Empresa brasileira, o governo Temer é sensacional.

não se trata tb de “procurar defeitos”. e sim de analisar caso a caso, para aprender com as experiências de outros países o que devemos ou não adotar aqui no Brasil. e nisto, nem Canadá ou Austrália, tampouco os EUA, são exemplos para o Brasil.

melhor faremos se aprendermos com os países escandinavos, principalmente em como a Noruega estruturou sua cadeia de petróleo e gás, fazendo dela a grande espinha dorsal do desenvolvimento e qualidade de vida existentes naquele país.

vejamos, a começar pelos EUA.

a desigualdade nos EUA se tronou brutal. a quase totalidade da indústria foi terceirizada para o exterior. os empregos foram “exportados”. a infra-estrutura (inclusive nuclear) está à beira do colapso. a renda dos que estão no topo da pirâmide social só tem aumentado, enquanto na base decresce. o food stamps atende um de cada sete norte-americanos. cerca de 25% de todos os encarcerados do mundo estão nos EUA (com apenas 5% da população mundial). os problemas ambientais nos EUA são irreversíveis a médio prazo: destruição das florestas, genocídio dos povos nativos, contaminação das nascentes (inclusive atualmente via o fracionamento hidráulico). já não existe aquela nação da middle class, e sim o país dos "deplorables". esta decadência generalizada explica, em grande parte, a eleição de Trump.

Canadá e México tem a mesma dependência dos EUA em seu comércio exterior (em torno de 75%). e isto é péssimo, pois os dois países ficam muito vulneráveis frente as oscilações da economia matriz. daí a necessidade para um país de diversificar seu comércio exterior (tanto em destino quanto em produtos).

se o México é o enteado feio, cabe ao Canadá o papel do enteado bonito. mas os dois continuam como apêndices da economia dos EUA. uma possível revisão do Nafta (proposta por Trump) terá efeitos negativos imensos para ambos.

no Canadá os maiores produtos de exportação (74% delas com destino aos EUA), e também de importação, são petróleo (o cru atinge 19,4% das exportações) e carros e peças automotivas. ou seja, parte considerável dos empregos a serem repatriados para os EUA estão no Canadá.

os problemas ambientais na Austrália são gravíssimos, tendo como um dos principais motivos sua economia baseada em exportação de commodities (minério de ferro, carvão) para a China (34% do total). há uma crescente escassez de água na Austrália, e o país sofre com intensos períodos de seca. o povo nativo, os aborígenes, com uma das mais complexas culturas existentes no mundo, foi massacrado pelos colonizadores britânicos (eram caçados como esporte) e até 1967 não eram nem considerados “seres humanos” (não tinham direito à cidadania). as devidas reparações até hoje não foram feitas.

recentemente a Austrália anunciou um plano para erradicar uma superpopulação de carpas (espécie exótica, introduzida com a colonização) em seus rios, contaminando suas águas com o vírus da herpes...

vídeo: Barnaby Joyce - Deputy Prime Minister for Australia - bizzarre Carp rant in Parliament

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25/02/2017 - 08:58

-> como atestam países como Canadá e Austrália, qvivem muito bem sem isto.

situação do Canadá e da Austrália não é tão boa quanto parece. a Austrália tem graves problemas ambientais e o Canadá é ainda mais dependente da economia dos EUA do que o México. mas não vamos sair por esta tangente, no momento.

->Mas discordo que isto irá mudar, é proprio do capitalismo concentrar riquezas - e com isto população. Discordo também que algo vá mudar no cenário do Brasil, ou no mundo com dominação neoliberal, este é um dos delírios da esquerda.

-> Percebo que a situação é pior do que se possa imaginar, a esquerda está iludida achando que este golpe é passageiro, mas as coisas irão piorar.

as mudanças são inevitáveis, pela própria lógica do sistema. mas também aqui não vamos nos ater a polêmicas. deixe-me apenas expor meu ponto de vista.

a magnitude da Crise de 2008, ainda em curso, só pode ser comparada ao Crash de 1929. apesar de Roosevelt e o New Deal, a crise de 1929 só foi de fato superada com a II Guerra. antes do final do conflito, em 1944 em Breton Woods, se estabeleceram os fundamentos para uma “era dourada”do Capitalismo, que durou até o fim da conversibilidade Dólar/Ouro, em 1971.

como hoje superar esta grande crise mundial que persiste? com a guerra? impossível. pois inevitavelmente levaria a utilização de armas de destruição em massa. acarretando tamanha destruição de forças produtivas, inclusive população, que seria inviável uma retomada pós-conflito dentro dos paradigmas atuais.

portanto, a única saída é um redesenho mundial, dentro do modelo de um mundo multipolar, com relações ganha-ganha, num jogo de soma zero onde todos de alguma forma saem vencedores. um novo Breton Woods, mas desta vez adotando exatamente as medidas quem em 1944 foram rejeitadas, no entanto imprescindíveis para conferir um mínimo de estabilidade ao capitalismo.

estamos numa das mais perigosas encruzilhadas da História da Humanidade.

também no Brasil, os golpistas não conseguirão, como já está acontecendo, estabilizar o golpe. nem politicamente e muito menos economicamente. rearranjos serão inevitáveis. o Brasil é um país complexo demais para ser reduzido a um México ou uma Síria.

tanto no mundo quanto no Brasil, este período que agora entra, do Carnaval até a Semana Santa, se anuncia como de muitas mudanças.

abraços

vídeo: Yanis Varoufakis: ‘Western Democracies need a New Deal’ 

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24/02/2017 - 09:03

vamos separar o joio do trigo.

- não há correlação em nossa sociedade entre redução populacional e melhora de qualidade de vida. se a população diminuir e se manter os mesmo tipo de relações sociais injustas, o problema estrutural da miséria e da degradação do meio ambiente persistirá;

- ainda assim, devemos diferenciar quantidade absoluta da população com densidade populacional. a grande concentração de habitantes nas megalópoles contemporâneas está rapidamente atingido o ponto do colapso. e São Paulo é no Brasil o mais gritantes exemplo.

pode haver uma população alta com uma baixa densidade, por estar melhor distribuída e não concentrada nas megalópoles.

São Paulo, e a maior parte das cidades com mais de 200 mil habitantes, são inviáveis. mais cedo ou mais tarde, por bem ou por mal, terão que ser evacuadas.

o modelo como um todo está errado, e agora é cada vez mais difícil negar que ele não tem funcionado. as cidades para serem sustentáveis devem se orientar para a auto-suficiência na produção de energia, água e alimentação.

um novo modelo de desenvolvimento será inevitavelmente alavancado por um novo ciclo de desenvolvimento rural. uma volta ao campo, para as cidades menores, dentro de uma outra concepção de qualidade de vida.

a periferia se torna o centro. e o interior a capital.

abraços

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23/02/2017 - 16:25

acabar com a miséria acabando com os miseráveis, via redução populacional, é a fórmula predileta da plutocracia mundial para resolver os problemas que ela mesma criou, imputando-os aos miseráveis.

exemplo:

consideremos uma população de 100 pessoas, com 10 empresários e os demais empregados e familiares. com os empresários apropriando-se de 90% da riqueza produzida, considerada neste exemplo como de $100, cabem $90 aos 10 empresários e $10 as demais 90 pessoas ($ 0,111 per capita).

façamos uma drástica redução populacional, para 10 pessoas, mantendo a relação de 1 empresário e 9 empregados e familiares. com o empresário se apropriando de 90% da riqueza produzida, a estrutura continua tão injusta quanto antes, em nada tendo influenciado a redução do número de habitantes.

só que na prática acontece ainda pior.

para reduzir a quantidade de empregados, a empresa adotou uma maciça automatização da linha de produção. agora o empresário, como retorno de seu investimento e para saldar suas  dívidas com a compra de máquinas, se apropria de 98% da riqueza. o que torna a relação estrutural na distribuição da riqueza ainda mais perversa.

mas do ponto de vista absoluto, ocorre uma distorção. ainda considerando a riqueza produzida como de $100, com o único empresário se apropriando de $98, cabem as demais 9 pessoas $2. ou seja: $0,222 per capita.

daí o empresário argumenta, para sustentar sua tese, que com a redução populacional houve um aumento de 100% da renda per capita dos não empresários!

é assim que o Capitalismo produz e mantém a miséria, e ao mesmo tempo também gera e mantém a ilusão de que a riqueza e a miséria surgem delas mesmas. enquanto na verdade são produzidas pelo Capitalismo através de relações sociais injustas.

abraços

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23/02/2017 - 10:58

Serra é hoje o que logo amanhã Aécio será.

a cadeia, o ostracismo, a doença, a senilidade e a morte prematura estão de braços abertos, à espera de todos os responsáveis pelo assassinato do Brasil pelo golpe do impeachment inconstitucional.

inclusive os covardes e os omissos.

não restará pedra sobre pedra.

dá medo...

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22/02/2017 - 18:27

“Queiram ou não os golpistas, a volta de Lula é a saída mais adequada para a crise do país, pois só ele conseguirá recosturar as alianças necessárias para superar os conflitos que esgarçaram nosso tecido institucional[...]”

Deputado Federal Wadih Damous (PT-RJ) – 22/02/2017

é impossível discernir qual o delírio maior. o dos golpistas, convictos de estabilizar o Brasil enquanto o lançam na maior crise de nossa História? ou o Lulismo, apostando tudo numa impossível volta ao passado no hipotético futuro das eleições de 2018?

nunca como antes neste país as alucinações se impuseram com tanta força, a ponto da quase totalidade dos agentes políticos demonstrarem nenhuma conexão com os fatos.

apesar de finalmente começar a questionar “Qual é o jogo do PT?”, ainda se permanece na conveniente ilusão, sem dar o passo definitivo para se assumir a dura realidade:

- o PT é Lula. Humberto Costa é Lula. Dilma é Lula. Rui Falcão é Lula. 2018 é Lula. o jogo é Lula!

e Lula não quer, nunca quis e, muito provavelmente, nunca vai querer de fato se opor ao golpe do impeachment inconstitucional.

Lula não tem o vigor físico, tampouco o perfil psicológico, e muito menos a postura política para liderar um movimento de reconstrução do Brasil.

sim, porque é disto que se trata! o Brasil tal qual o conhecíamos já não existe. está morto. foi assassinado. terá que ser reconstruído de baixo para cima, de dentro para fora.

desta vez a lumpenburguesia brasileira foi com tanta sede ao pote, que o quebrou. não caberá a ela o trabalho da reconstrução, até mesmo porque lhe falta a mínima competência para tal. mas a ela será debitada a conta da reconstrução do Brasil.

seja como for, ainda há muito fundo do poço para descermos no abismo. só quando assumirmos coletivamente nosso grau zero, poderemos iniciar o processo de volta à superfície. até lá, ficaremos vagando nos mais profundos círculos do inferno.

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22/02/2017 - 08:04

vídeo: Arrival - use the “weapon”

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21/02/2017 - 17:39

-> vindo de um povo reconhecidamente submisso e covarde.

este é um dos grande mitos forjados pela plutocracia brasileira, e sempre reforçados pela Ex-querda. na verdade, submissas e covardes são a plutocracia e a Ex-querda.

a História do Brasil é uma sequência de massacres contra as revoltas e insurreições populares. mas os intelectuais de Esquerda forjaram uma narrativa bastante conveniente à uma plutocracia escravagista e colonial, de uma História sem sangue na qual tudo se resolve no apaziguamento no leito da miscigenação.

quem de fato tem contato com as pessoas simples e humildes, e mesmo amplos setores da baixa classe média, sabe o quanto elas estão enfurecidas com o que está acontecendo. simplesmente não temos lideranças nacionais que catalisem este sentimento. ao contrário, o Lulismo sempre tudo fez para amortecê-lo.

Lula não é, nunca foi e nunca será a solução para o atual impasse brasileiro. ao contrário, Lula sempre fez parte do problema.

“Lula: eu não quero incendiar o país. Eu sou a única pessoa que poderia incendiar este país”.

áudios vazados em 2016

“[...] chegou a hora de o PT admitir que se envolveu em corrupção, pedir desculpas à sociedade pelos erros que cometeu, abandonar o discurso de “denúncia do golpe” [...]”

Humberto Costa, Senador do PT – entrevista na Veja

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21/02/2017 - 17:06

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21/02/2017 - 16:13

sempre foram os “proprietários da humanidade”(Masters of Mankind) os maiores defensores de que a raiz do problemas mundiais advém, principalmente, do excesso populacional.

várias de suas várias estratégias de redução populacional (ERP), já estão sendo implementadas nas últimas décadas por todo o planeta. privatizações selvagens, expropriação dos recursos minerais (inclusive água), epidemias provocadas (inclusive AIDS), guerras sem fim, engenharia social da fome, eliminação dos “inúteis e defeituosos”, etc...

a verdade é que nunca a desigualdade e a injustiça foram tão grande quanto agora. os 1% super-ricos detém mesma riqueza dos demais 99%. e os 8 maiores hiper-bilionários têm juntos mais dinheiro que a metade mais pobre da população mundial.

pois então, a raiz dos problemas mundiais pode ser expressa numa única expressão: Capitalismo Global.

abraços

 

21/02/2017 - 15:53

em 1862, com o Homestead Act, os EUA fizeram sua reforma agrária, criando 600 mil novos proprietários. enquanto isto no Brasil, a “libertação dos escravos” os proibiu de comprar terra.

entre 1861 e 1865, os EUA tiveram sua guerra civil, com cerca de 600 mil mortos. caso o Sul houvesse sido vitorioso, ainda seriam uma grande fazenda de algodão. enquanto isto no Brasil, a República a rigor jamais foi declarada.

agora os EUA experimentam no plano interno a mesma desestabilização que por décadas implementaram ao redor do mundo. sem Trump ou com Trump a Guerra Civil 2.0 é inevitável. enquanto isto no Brasil, a Ex-querda propõe passar uma borracha no golpe, como antes foi feito com os crimes da Ditadura, com a privataria tucana, etc...

só que desta vez, também no Brasil a Guerra Civil será inevitável...

Is there anybody in there?

Now I've got that feeling once again

I can't explain you would not understand.

vídeo: A former (?) Mossad officer predicts that Trump will be impeached on grounds of treason

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21/02/2017 - 15:38

caso não houvesse tanta obsessão em enaltecer Lula, talvez fosse possível focar no que de fato é relevante: como sair do abismo em que estamos.

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21/02/2017 - 08:38

a facilidade com que o golpe foi dado, assim como o desmonte do Estado, definitivamente não é trabalho de amadores. é obra meticulosamente preparada ao longo dos 13 anos de Lulismo.

não foi construída qualquer capacidade de resistência ao assalto da lumpenburguesia brasileira. ao contrário, ainda agora persiste a ilusão de que é possível algum tipo de pacto com uma plutocracia escravagista e colonial.

só é possível derrotar um golpe através do poder popular, do poder armado e do poder das instituições. e o Lulismo se empenhou decididamente para que nunca tivéssemos nenhum destes três poderes.

o projeto de Brasil da elite é o que está sendo aplicado: total privatização do patrimônio público, fim dos direitos trabalhistas, eliminação da rede de proteção social, recondução do país a um status pré revolução de 1930.

frente a isto, onde está a President@ afastada pelo golpe do impeachment inconstitucional? nas ruas, liderando a resistência para recuperar o mandato que a maioria lhe outorgou? não! está decidindo se vai se candidatar a Senador@ ou Deputad@ nas hipotéticas eleições de 2018.

nonsense total.

persistem no auto-engano os que se entusiasmam com as pesquisas de intenção de voto em Lula. este índice é muito mais indicativo da rejeição da população ao governo Temer, do que um endosso da capacidade de Lula liderar a luta pela reconstrução do Brasil.

ainda nos próximos meses, vai ficar ainda mais óbvio que Lula não quer, nunca quis e nunca vai querer, se opor frontalmente ao projeto da lumpenburguesia.

Lula é como Tancredo Neves. Tancredo estava no palanque das “Diretas Já”, mas contra ela trabalhando nas sombras dos acordos de gabinete. Lula jamais se empenhou na luta contra o golpe, sempre operando por mais um acordo, por mais uma conciliação.

mais nonsense...

como se não bastasse, agora o poder armado se reivindica como mais um personagem do teatro dos absurdos.

sim, estamos à deriva, somos um país sem rumo, “ que não sabe o que pretende ser, o que quer ser e o que deve ser”. e o poder armado é diretamente responsável por isto!

onde estava o poder armado quando o vice Almte. Othon foi condenado a prisão perpétua e tentou o suicídio? foi deixado para trás....

qual o posicionamento do poder armado frente a uma Lava Jato parcial, seletiva, anti-Povo, anti-Nação, e tão ou mais corrupta do que aqueles que investiga? a cobre de elogios como se fosse uma “grande conquista ética”...

onde estão os militares da reserva, sempre bravamente atuantes contra as tentativas de elucidar os crimes da Ditadura? ainda conspirando contra o que restou de Democracia...

se o General quer contribuir para que o Brasil tenha um rumo, da próxima vez que o Exército for convocado para fazer papel de polícia, que comece a fazê-lo pelos ocupantes do Palácio do Planalto. já seria um bom começo.

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