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Profissão Jornalista
Formação Jornalista - UGF/RJ;Jornalista pós-graduado-Unitau/SP

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“Xadrez de como a Globo caiu nas mãos do FBI”: dois acréscimos

O relato de Luis Nassif intitulado “Xadrez de como a Globo caiu nas mãos do FBI” é bastante esclarecedor sobre o que ocorre de sujo no mundo do futebol, tendo o Brasil como epicentro. Faria, porém, dois acréscimos de informações ao apresentado.

Um se refere ao mandado de busca e apreensão, no dia 6 de junho último, na residência do vice-presidente da CBF e prefeito de Boca da Mata (AL), Gustavo Feijó. A operação da Polícia Federal, intitulada “Bola Fora”, investiga financiamento ilegal de campanha para o pleito de 2012 paga pela entidade ao cartola – algo em torno de R$ 500 mil. Ele se candidatava pela primeira vez ao município e ano passado foi reeleito.

O assunto era público desde outra operação, chamada “Durkheim”, realizada em 2012, pela PF, na casa do então presidente da Federação Paulista de Futebol e vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero. Leia mais »

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Um dos grandes cavaquinhistas do País lança choros autorais, por Augusto Diniz

Um dos grandes cavaquinhistas do País lança choros autorais

por Augusto Diniz

Não é raro ler em um encarte de CD de música brasileira o nome de Márcio Almeida relacionado na ficha técnica. Afinal, trata-se de um dos maiores cavaquinhistas do País.

Agora, Hulk, como é chamado, lança seu primeiro álbum instrumental com todas as composições de sua autoria. São ao todo 11 músicas no ritmo do maxixe, um tipo musical incorporado pelo choro quando o gênero ainda engatinhava no País, na virada do século XIX para o XX – não à toa o álbum se intitula “Maxixe carioca”.

Márcio Hulk Almeida é fiel nesse resgate, revelando um instrumentista criterioso e aplicado – associado ao seu inegável talento em tocar cavaquinho.

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Gustavo Feijó é um peixe pequeno da CBF, por Augusto Diniz

Foto Diário Arapiraca

Gustavo Feijó é um peixe pequeno da CBF

por Augusto Diniz

A denúncia que levou a realização da “Operação Bola Fora” nesta sexta-feira (9/6), com mandado de busca e apreensão na residência do vice-presidente da CBF e prefeito de Boca da Mata (AL), Gustavo Feijó, é antiga – embora se tenha dito que a ação foi um desdobramento da CPI do Futebol do ano passado.

De fato, Feijó é um dos que foram pedidos indiciamento a Procuradoria Geral da República pelo relatório da CPI de autoria de Romário. Mas se trata de apenas um item - nesse caso, de financiamento de campanha - entre as várias irregularidades da entidade apontadas no documento.

Uma operação também da Polícia Federal, chamada “Durkheim”, em 2012, fez busca e apreensão na casa de Marco Polo Del Nero – na época ele era presidente da Federação Paulista de Futebol e um dos vices da CBF.

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Léo Castro ergue a bandeira do samba no Vale do Paraíba, por Augusto Diniz

Léo Castro ergue a bandeira do samba no Vale do Paraíba

por Augusto Diniz

Léo Castro lança seu primeiro CD intitulado “Vai que vai” com um repertório consistente de samba. O músico de São José dos Campos (SP) pretende com o trabalho impulsionar o gênero no Vale do Paraíba paulista.

Embora a região seja conhecida pela musicalidade em festas sincréticas ao longo do ano, com congadas, moçambiques, jongos, violeiros e outros ritmos mais contemporâneos, o samba tradicional ainda tenta fincar raízes na localidade.

“Fui influenciado pela Folia de Reis que se realizava no bairro em que nasci”, lembra. “Mas o samba tradicional em São José dos Campos não existe”, lamenta, citando que as iniciativas promovidas são amadoras. 

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Desgastes impulsionam fim da parceria exclusiva CBF-Globo, por Augusto Diniz

Desgastes impulsionam fim da parceria exclusiva CBF-Globo

por Augusto Diniz

O fato da CBF assumir a produção pela TV de dois amistosos da Seleção Brasileira na Austrália, em junho, e negociar com outras emissoras os direitos de transmissão que não a Globo, seu tradicional e antigo parceiro, é mais um capítulo do desgaste na relação entre ambas nos últimos tempos.

A CBF pretende com isso fechar a transmissão das partidas pelo celular e pela web com grupos diferentes, modelo repudiado pela Globo (ela sugere pacote completo) - mas inevitável para a entidade abrir novas possibilidades no futebol, com um mercado esportivo migrando e buscando audiência cada vez maior na internet.

Foi curiosa essa informação ter sido divulgada poucos dias depois da prisão do ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, na Espanha. Ele e o ex-presidente da CBF, Ricardo Teixeira, são suspeitos de terem lucrado US$ 15 milhões com a venda de direitos de TV para jogos amistosos do Brasil, segundo a Justiça.

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A cartilha do bamba Emersson Ursoo, por Augusto Diniz

A cartilha do bamba Emersson Ursoo

por Augusto Diniz

Emersson Ursoo acaba de lançar seu sétimo CD solo. Trata-se de “Cartilha do samba”. O novo álbum está sendo lançado junto com outro CD do músico chamado “Rebento de bamba” – este trabalho havia sido lançado ano passado somente na plataforma digital e agora sai em formato físico.

O cantor, compositor, instrumentista, produtor e ativista do samba – basta acompanhá-lo nas redes sociais para entender o que estou dizendo (além de usar a internet com maestria na divulgação de seu trabalho), é exemplo de artista independente, que se autogere muito bem em associação com a competência musical – os dois discos recém-lançados são expressões do gênero a flor da pele.

Com esses atributos Emersson Ursoo segue a trilha de Cadeia dos tempos modernos. É a cartilha de um bamba a ser seguido.

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Os “rolos” de Sandro Rosell no Brasil, por Augusto Diniz

Foto - Reprodução

Os “rolos” de Sandro Rosell no Brasil

por Augusto Diniz

O ex-presidente do Barcelona, Sandro Rosell, tem problemas - muito além dos expostos pela mídia brasileira - que o levou a prisão na Espanha, dias atrás, por escusos negócios com Ricardo Teixeira relacionados aos amistosos da Seleção Brasileira. Embora a imprensa por aqui aborde o caso como lavagem de dinheiro de forma genérica, na Europa o assunto é tratado de maneira mais específica: principalmente cobrança de comissões ilegais de diretos de televisão de jogos do time do Brasil – como a TV Globo detém esses acordos, não precisa dizer o acanhamento dos jornalistas tupiniquins em expor o assunto.

Sandro Rosell foi dirigente da ISL na Espanha na década de 1990. A empresa de marketing suíça, ligada a Fifa, abasteceu os bolsos de João Havelange e Ricardo Teixeira naquela época de forma sistemática – fato que resultou na expulsão de ambos dos quadros da entidade máxima do futebol.

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CD de Renato Milagres supera desafio imposto pelo parentesco, por Augusto Diniz

CD de Renato Milagres supera desafio imposto pelo parentesco

por Augusto Diniz

Renato Milagres levou mais de 10 anos para lançar seu primeiro CD solo. Nesse tempo encarou muita roda de samba e fez algumas participações em discos. Era visível a preocupação em realizar um trabalho com primazia.

Mas havia outro motivo além de se lançar bem no mercado fonográfico – já que isso todos os artistas devem ter em sua primeira experiência em CD. É que seu tio é hoje o maior sambista do País: Zeca Pagodinho. E era inevitável a comparação.

Pois o cantor Renato Milagres, filho de Meco e tão envolvido no samba como seu irmão Zeca, pode respirar aliviado. O álbum “Ofício sambista” (gravadora Mins Música), disponível nas plataformas digitais e em formato físico, é um trabalho cuidadoso e tem ótima qualidade musical. E Renato Milagres vai bem como intérprete.

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Zezé Perrella toma o lugar de Eurico Miranda, por Augusto Diniz

Zezé Perrella toma o lugar de Eurico Miranda

por Augusto Diniz

Eurico Miranda carregou por muito tempo a pecha de um inescrupuloso cartola-parlamentar – tinha motivos para isso. Agora, a bola passou para Zezé Perrella. O senador e ex-presidente do Cruzeiro personifica hoje a imoralidade na política e no futebol.

Ainda vice-presidente do Vasco, Eurico Miranda se tornou deputado federal em 1994. Apesar do cargo no clube carioca, mandava mais que o presidente. Foi nesse período que começou a acumular desafetos pelo seu jeito destemperado, e por apresentar métodos de gestão nada éticos.

Em 1998 foi reeleito deputado. Em 2001 quase perdeu o mandato por se tornar suspeito de evasão de divisas. No ano seguinte não conseguiu se reeleger, mas virou presidente do Vasco. Porém, já tinha acusações contra ele por desvio de recursos, crime eleitoral e enriquecimento ilícito, parte reunida no relatório de uma CPI do futebol realizada àquela época no Senado.

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Mais um da geração do Cacique de Ramos se vai, por Augusto Diniz

Mais um da geração do Cacique de Ramos se vai

por Augusto Diniz

A geração surgida no Cacique de Ramos – mais importante movimento de samba depois da Turma do Estácio (Ismael Silva, Bide etc. e depois Cartola, Nelson Cavaquinho...) – perdeu mais um membro. Dessa vez morreu o talentoso Almir Guineto (1946-2007) em decorrência de problemas renais nesta sexta (5/5).

E, assim, sambistas frequentadores do agrupamento artístico do Rio de Janeiro (RJ) que deu nova fase criativa ao samba a partir de 1980, com influências até hoje na música, vão saindo de cena.

Claudio Camunguelo (1947-2007), com sua estatura de estivador e a inseparável flauta, foi um dos primeiros. Elza Soares chegou a gravar um dos seus sambas.​

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Ritmos afros, canções e poesia na voz de Carol Ladeira, por Augusto Diniz

Ritmos afros, canções e poesia na voz de Carol Ladeira

por Augusto Diniz

O recém-lançado CD da carioca radicada em Campinas (SP), Carol Ladeira, é um mergulho no seu universo musical de ritmos e linguagens variadas. Este é o seu segundo álbum solo, mas a cantora já participou em grupo de três outros registros fonográficos de tradições populares e cantigas.

No caso desse novo trabalho “Mar de vento”, Carol dá ênfase nos ritmos afros, na poesia e na canção popular. A sutileza da voz continua a mesma.

As quatro primeiras músicas vão na cadência dos ijexás e afoxés: “Jangadeiro” (Chico Santana), “Peço a Olorum” (Carlinhos Campos, Diogo Nazareth, Rafael Yasuda), “Pontos de Iemanjá” (domínio público) e “Canto” (Gustavo Infante). A gravação de obra de domínio público é característica - no seu primeiro CD da carreira, “Quitanda” (2010), a cantora gravou duas de autores desconhecidos.

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“Sambas do absurdo” reúne Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis, por Augusto Diniz

“Sambas do absurdo” reúne Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis

por Augusto Diniz

Um trio talentoso se juntou para lançar “Sambas do absurdo”: Rodrigo Campos, Juçara Marçal e Gui Amabis. As oito faixas do disco foram compostas por Rodrigo Campos e Nuno Ramos. O primeiro fez as músicas e o segundo, as letras.

O álbum foi inspirado no ensaio sobre o absurdo, escrito por Albert Camus, na obra “O mito de Sísifo”, que discute a irracionalidade de forma inquietante, típica dos escritos do magistral pensador franco-argelino. O disco tenta captar esses elementos expostos por Camus.

Não é de hoje que os autores desse álbum se embrenham em trabalhos reflexivos na música. Os três CDs já lançados pele cantor e compositor Rodrigo Campos, também um cavaquinista de mão-cheia, trabalham contextos variados, tendo o samba como linha mestra (com imersões em outros gêneros) e composições criativas.

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Tiago do Bandolim chega “De soslaio”, por Augusto Diniz

Tiago do Bandolim chega “De soslaio”, por Augusto Diniz

Tiago do Bandolim registra em CD choros contemporâneos com participações nobres do gênero. A começar pelo pai do músico, Ronaldo do Bandolim. Tiago é filho de peixe.

Quem acompanha rodas de choro diz que a inconfundível virtuosidade de Ronaldo no Bandolim se identifica a quilômetros de distância. Pois Tiago segue o mesmo caminho. Este seu primeiro trabalho solo dá mostras disso.

O disco abre com a faixa-título “De soslaio” (Rodrigo Lessa). “Quis dar o nome do CD com este título pra dizer que estou tocando choro e samba, chegando ainda com olhar de lado, mas chegando junto”, diz.

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Nó em Pingo D’água volta a lançar CD, dessa vez de sambas memoráveis

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Por Augusto Diniz

Treze anos foi o tempo em que o grupo de choro Nó em Pingo D’água ficou sem lançar um disco próprio. O último interpretava músicas de Paulinho da Viola, em 2003 – antes, mais cinco discos foram produzidos pela banda surgida em 1979, sempre com intervalo de lançamento entre um e outro muito menor do que este último.

O novo CD do Nó em Pingo D’água, apresentado oficialmente ao público no final do ano passado, é batizado de “Sambantologia” - segundo texto da gravadora Biscoito Fino, o título combina samba, banto (etnia africana de forte ligação com o gênero) e antologia por tratar-se de uma coletânea dos diversos estilos que surgiram na história do samba.

O disco mantém a excelente qualidade musical do grupo, capaz de recriar músicas bastante conhecidas sem cair na pieguice. A introdução sofisticada em cada composição e a profundidade no trabalho instrumental na medida em que a canção avança continuam vivas.
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Sambista Chico Alves reúne em CD suas ótimas composições, por Augusto Diniz

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Imagem: Divulgação

por Augusto Diniz

Nem parece o primeiro CD solo. O sambista capixaba radicado em Niterói (RJ) Chico Alves mostra sua produção musical em mais de 20 anos de carreira, em gravações bem resolvidas no recém-lançado trabalho “Pra Yayá rodar a saia”. Conhecido nas rodas de samba carioca, o cantor e compositor apresenta no disco a riqueza criativa do gênero no Rio.

Em 2014, Chico já havia lançado o CD “Amigos e parceiros”, com 10 canções, somente com letras dele e melodia de Marco Pinheiro, mas a maioria das músicas foi gravada por outros intérpretes.

No CD “Pra Yayá rodar a saia” Chico Alves se apresenta como um cantor refinado. O disco tem participação de instrumentistas da linha de frente do samba, como Carlinhos Sete Cordas (violão), Rogério Souza (violão; ele também auxilia nos arranjos do disco), Marcio Hulk (cavaco) e Dirceu Leite (sopros).

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"Cuitelinho" na voz de cantadores caipiras

Enviado por Augusto Diniz

O grupo Raízes, de Lagoinha (SP), representa há mais de 10 anos a preservação e o resgate das manifestações folclóricas do interior paulista. O grupo leva ao palco danças de roda, como o jongo e a catira, e também clássicos do cancioneiro caipira, como a bela “Cuitelinho”, música recolhida e adaptada por Paulo Vanzolini.

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Trilha sonora do panelaço, por Augusto Diniz

“Mas digo sinceramente

Na vida a coisa mais feia

É gente que vive chorando

De barriga cheia”

Este refrão faz parte da obra-prima de Sylvio da Silva chamada “Maneiras”, gravada magistralmente por Zeca Pagodinho – não confundir com o compositor e engenheiro aposentado da Petrobras Sílvio da Silva Jr., autor com Aldir Blanc de outro clássico: “Amigo é para essas coisas”.

O compositor Sylvio, com “y”, registrado por Zeca Pagodinho, morreu em 2003, no mesmo ano em que Zeca gravou pela segunda vez o samba “Maneiras” (ouvir abaixo) – Zeca lançou o disco com a música “Maneiras” pouco antes de Sylvio falecer.

O compositor Bandeira Brasil, já morto, amigo de Zeca, contou-me que o enterro de Sylvio foi marcado por muita tristeza do sambista. O bar em frente ao cemitério tornou-se o local das lamúrias – embora pareça estranho para muitos, desde que surgiu o gênero, sambista morto se reverencia com música e bebida, assim como acontece nas verdadeiras rodas de samba há décadas. São as tradições do País. Nada mais!

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