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Profissão Cientista político, professor de relações internacionais da Unisinos/RS
Formação Doutor e mestre em ciência política pela UFRGS; jornalista-UFRJ

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A governança global do fluxo de ilícitos financeiros e a evasão de divisas, por Bruno Lima Rocha

A governança global do fluxo de ilícitos financeiros e a evasão de divisas

por Bruno Lima Rocha

O fluxo de ilícitos financeiros é uma das formas mais evidentes de evasão de divisas – fiscal ou em ativos – em escala mundo, transferindo recursos coletivos para a acumulação privada. Isso implica em concentração de riqueza e empobrecimento das sociedades. Ao contrário da imagem mais difundida, os chamados “paraísos fiscais” não são necessariamente ilhas ou territórios isolados, mas sim soberanias vinculadas às potências globais como EUA, Grã Bretanha (e Commonwealth), Suíça, Alemanha e China. Considerando que Estados com projeção mundial são, de fato, controladoras destas “jurisdições especiais” que escoam a riqueza do planeta, seria razoável que os instrumentos e instituições de fiscalização e governança não estivessem vinculados a estes países. Mas, como forma o padrão hegemônico no Sistema Internacional (SI), ocorre justamente o oposto. Há uma sobreposição de interesses, levando a uma evidente suspeição desta arquitetura de governança financeira.

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Revisitando Aníbal Quijano e a colonialidade do poder na América Latina, por Bruno Lima Rocha

Revisitando Aníbal Quijano e a colonialidade do poder na América Latina

por Bruno Lima Rocha 

Oferecemos aqui uma revisitação ao clássico de Aníbal Quijano: “A Colonialidade do Poder, Eurocentrismo e América Latina” (ver na íntegra em castelhano: http://bit.ly/1KIaWYi). O intelectual peruano escreveu em forma de artigo acadêmico um texto que deu base a uma proposta epistemológica para interpretar corretamente nossas estruturas societárias e perspectivas históricas latino-americanas, buscando livrar-nos das armadilhas do eurocentrismo. Produzido no auge do período neoliberal da década de ’90 do século XX e lançado no primeiro ano do novo século, segue mais atual do que nunca, em especial após a nova-velha guinada à direita de nossos países no Continente.

Vale observar este pequeno trecho do artigo original: “A independência na América Latina sem a descolonização da sociedade foi uma rearticulação da colonialidade do poder sobre novas bases institucionais (Aníbal Quijano)”. Este é o centro do tema e sobre tal deve ser desenvolvido.

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As portas giratórias e a “blindagem” do Banco Central

As portas giratórias e a “blindagem” do Banco Central 

por Bruno Lima Rocha, Luizi Ravel e Ricardo Camera

Diariamente somos bombardeados de informações supostamente “econômicas” prevendo o desastre, defendendo o congelamento das contas públicas e redução de “gastos” do governo central. Especialmente no Brasil pós-golpe (abril de 2016), a impressão levada para as grandes audiências é de um país à beira da falência. Os “especialistas” que veiculam suas versões nos conglomerados de mídia, abusam do uso do fontismo. Esta técnica jornalística trabalha com “fontes” onde, de forma oculta, e dando vez e voz ao leva e traz dos deformadores de opinião pública através da manipulação da opinião publicada, nos fazem crer em absurdos. Toda vez que um tema de governo é afirmado como pertencente ao universo da “técnica”, creiam, é porque existe uma razão indefensável e um sujeito oculto.

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Jurisdições secretas e paraísos fiscais pós-2008, por Bruno Lima Rocha

Jurisdições secretas e paraísos fiscais pós-2008

por Bruno Lima Rocha

Com este texto, em paralelo à difusão do pensamento descolonizado e de base latino-americana, além das análises de conjuntura, abro outra coletânea. Nesta pesquisa de relevo, vamos observar as interseções entre a circulação do capital financeiro, a financeirização dos países, os mecanismos centrais de governança (ou de consentimento para estas operações) e o complexo mundo das offshores e “paraísos fiscais”. A temporalidade desta pesquisa de relevo é no “ocidente” globalizado e no capitalismo avançado pós-2008.

Entre os anos de 2007 e 2008, o capitalismo financeiro quase colapsou a economia do “Ocidente”. A partir de então, ao invés de um esforço de regulação do capital financeiro e redistribuição de riquezas, houve justamente o oposto. O planeta vê um elevado patamar de desigualdade somado com a interdependência financeira e um fluxo constante de evasão de capital, diminuindo em todas as sociedades a capacidade de gerar Bem Estar. Uma das bases estruturantes desta acumulação na forma de obrigações e capital digitalizado é o sistema de bancos privados operando em termos mundiais, e o emprego do artifício de trustes e holdings offshores, através de baixíssima fiscalização nos chamados “paraísos fiscais”. Ao contrário do que é difundindo, estes “paraísos” não estão localizados majoritariamente em pequenas ilhas, e sim diretamente conectados ao centro do capitalismo financeiro. 

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A denúncia contra Temer arquivada pela Câmara e a barganha institucionalizada, por Bruno Lima Rocha

A denúncia contra Temer arquivada pela Câmara e a barganha institucionalizada

por Bruno Lima Rocha

Passava das 22 horas da 4ª feira, 02 de agosto de 2017, quando a votação nominal no plenário da Câmara dos Deputados encerrou. No total, 263 votos a favor do arquivamento da denúncia, indo ao encontro do relatório substituto produzido pelo deputado tucano mineiro Paulo Abi-Ackel na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da casa. Contra o arquivamento, foram 227 votos, houve 2 abstenções e 19 ausentes (ver http://encurtador.com.br/egF29 ) . O país, em plena deflação recessiva, acompanhou ao período do recesso parlamentar e os dias que antecederam a votação sendo de intensa barganha e negociações vindas do Planalto. Nada de novo, fora os holofotes e a vontade do residente do Jaburu em nada esconder.  

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O Brasil em transe e a ausência de penetração da crítica, por Bruno Lima Rocha

O Brasil em transe e a ausência de penetração da crítica

por Bruno Lima Rocha

Introdução

Circula um debate entre a esquerda brasileira onde o eixo da polêmica é a “ausência do povo na rua”. É óbvio que a capacidade de mobilização das camadas mais humildes de nossa sociedade está muito distante de um mínimo patamar necessário para a defesa dos direitos coletivos. Por outro lado, a crise brasileira contemporânea passa pela explosão mobilizadora de 2013, o abismo ideológico que não avançou no período de maior crescimento econômico (2003-2014) e a ascensão da chamada “nova direita”, ou o pensamento conservador transformado em ação política através da internet brasileira. Neste breve artigo, debatemos o país em transe e apontamos uma das possibilidades de trabalho de inserção social e disputa ideológica mais urgente, a partir das entranhas da base de nossa injusta e absurda pirâmide social.

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Moro condena Lula, a disputa pela agenda pré-2018 e o múltiplo conflito, por Bruno Lima Rocha

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Foto: Ricardo Stuckert

Por Bruno Rocha Lima

Introdução deste cenário complexo

O relatório na CCJ terminou reprovado por 40 a 25, com o governo emplacando o substitutivo por placar de 41 a 24. Considerando que o Jaburu trocou 20 membros ao longo da montagem da Comissão para apreciar a denúncia, então está parelha a coisa em plenário. Assim, durante o curto recesso do Congresso nesta segunda quinzena de julho, observamos as manobras de aproximação e afastamento entre Michel Temer e o deputado federal Rodrigo Maia (DEM/RJ). Simultaneamente, o racha da direita aumenta, com a base de Temer apontando as baterias contra a Globo e apoiando, tacitamente, a correta ofensiva da Record. No caminho inverso, o ex-secretário de Segurança de Quércia e Fleury Filho, é o alvo permanente da emissora líder. As razões – ou as possíveis motivações – constam de tese desenvolvida por Luis Nassif, a qual este analista corrobora. O alvo simultâneo do telejornalismo em rede nacional, aborda tanto o ex-presidente Lula e a condenação sem provas cabais por Sérgio Moro, como termina fazendo discurso de apoio às leis regressivas e retirada de direitos através da contrarreforma ou restauração burguesa levadas a cabo no Brasil pós-golpe. São rodadas múltiplas de um cenário que ultrapassa o binarismo.

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Ditadura de classe, golpe branco e o início do fim dos direitos sociais no Brasil, por Bruno Lima Rocha

Ditadura de classe, golpe branco e o início do fim dos direitos sociais no Brasil

por Bruno Lima Rocha

O momento político brasileiro caracteriza a ditadura de classe no país e é uma aula explícita do ato de legislar em causa própria, logo, atendendo o próprio interesse.  A representação através da democracia indireta é desde as chamadas “revoluções liberais inglesas” (como a de 1648 e a invasão de 1688) o instrumento político da ascensão de uma classe. Parece manual de política, e é. Vejamos o exemplo no Brasil atual.  

Na noite de terça-feira 11 de julho de 2017, por 50 votos a 26 (e uma abstenção), o Senado Federal aprovou a “reforma” – contrarreforma seria o termo, regressão ou restauração – trabalhista. Tal “reforma” teve como cabeça de ponte o Projeto Lei do deputado federal do SD da Bahia, Arthur de Oliveira Maia, aprovado pela Câmara Federal ainda presidida por Eduardo Cunha, em abril de 2015 (Verhttps://glo.bo/1EcsID8 ). O PL foi uma releitura das chamadas MPs da Terceirização sem fim e do “rigor” no seguro desemprego, abonos e concessões, de número 654 e 655 e já tramitando no fatídico segundo governo Dilma. No PL de Arthur Maia, a votação foi, na Câmara, de 324 votos a favor da terceirização ilimitada e 137 votos contrários. Esta conta é fundamental. A base de Cunha, o “baixo clero” empoderado e com altivez da “autonomia e independência do Poder Legislativo”, tem a condução política em suas mãos.

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O Brasil na encruzilhada: a denúncia na CCJ e o compadrio oligárquico do Jaburu, por Bruno Lima Rocha

O Brasil na encruzilhada: a denúncia na CCJ e o compadrio oligárquico do Jaburu

por Bruno Lima Rocha

Como afirmei na última análise de conjuntura, a velocidade dos fatos e o ritmo de relaxamento de prisões e encarceramento de operadores na atual fase da Lava Jato não nos permitem uma avaliação de maior fôlego.  No primeiro texto após a denúncia feita pelo procurador geral Rodrigo Janot tendo ao presidente Michel Temer como alvo eu comentei o absurdo das reclamações atuais contra o poder discricionário da Força Tarefa. Sempre critiquei tal poder e digo que observo o emprego de Lawfare – em escala internacional – tendo o país (o Estado brasileiro) como alvo. Hoje, abunda um festival de hipocrisia institucional.  Quem aplaudia condena e quem condenou se cala. Neste breve texto, observamos outro dilema: a denúncia da PGR esbarrando no compadrio com base na canela do Executivo, residindo no Jaburu.

Compadrio, conveniências e fisiologismo na forma da lei

Na terça dia 4 de julho, o presidente Michel Temer recebeu 22 parlamentares no Palácio do Planalto; dentre estes, são dezesseis deputados federais, sendo que seis são membros da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Nesta importante comissão da câmara baixa da república será analisada a denúncia do procurador geral da República Rodrigo Janot, no exercício do cargo até 17 de setembro. Os prazos correm por todos os lados.

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Análise inicial após a denúncia do PGR tendo Michel Temer como alvo, por Bruno Lima Rocha

Análise inicial após a denúncia do PGR tendo Michel Temer como alvo

por Bruno Lima Rocha

É muito difícil neste momento não cair em redundâncias ou lugar-comum. O imponderável ainda "prepondera" e a capacidade de fornecer munição política através de denúncias jurídicas tem uma dimensão incalculável, ao menos enquanto a composição da equipe da Lava-Jato estiver articulada e tendo Rodrigo Janot à frente. Antes de entrar em predição  das manobras políticas e jurídicas, vamos interpretar de forma sucinta os constrangimentos estruturantes que incidem sobre a realidade brasileira da segunda década do século XXI.

O emprego de Lawfare no Brasil: a variável de controle

Insisto e repito o que falei na 3ª dia 27 de junho em rede estadual de rádio do Rio Grande do Sul para o jornalista Felipe Vieira: Janot e seus colegas do Ministério Público Federal (MPF) operaram e operam os acordos de Cooperação Jurídica Internacional, ressaltando os intercâmbios com a Superpotência (EUA). A capacidade de internalizar interesses externos e a projeção de poder em nosso país - assim como nos países pivôs em sistemas e subsistemas regionais - formam uma meta permanente tanto dos EUA como das potências eurasiáticas (China, Rússia e Índia) assim como potências regionais.

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Após a votação no TSE, aumentam as chances de Temer seguir no cargo até as eleições de 2018, por Bruno Lima Rocha

Após a votação no TSE, aumentam as chances de Temer seguir no cargo até as eleições de 2018

por Bruno Lima Rocha

Introdução: o TSE não auxiliou na queda de Temer, e agora?

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) finalmente terminou o julgamento tantas vezes protelado, até porque foi arbitrado em função dos tempos políticos da oposição, agora co-governo, quando do início da denúncia. Vale recordar que a ação foi motivada por vingança política do ex-candidato e senador pelo PSDB de Minas Gerais, Aécio Neves, derrotado no acirrado pleito de 2014.

Agora, na decisão final, vale a máxima de “defender a normalidade institucional”, sempre e quando esta favoreça a correlação de turno. Gilmar Mendes, sempre ele, seguindo o voto dos ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga (indicado por Michel Temer e ex-advogado da campanha de Dilma em 2010) e Tarcísio Vieira (também indicado pelo presidente MT), desempatou a causa. Mendes votou contrário aos ministros Herman Benjamin (relator), Luiz Fux e Rosa Weber. Vale recordar que Mendes, Fux e Weber também são membros do STF, e estarão julgando, avaliando uma hipotética acusação formal do PGR Rodrigo Janto contra o atual presidente.

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Análise do curtíssimo prazo após a repressão de 24 de maio de 2017

Bruno Lima Rocha

Introdução

O Brasil está em transe político, vivendo com intensidade cada hora de noticiário e cobertura da Operação Lava-Jato a partir da mudança de alvo, ou da exposição do presidente Michel Temer (MT) e seus assessores diretos como possíveis envolvidos na trama de intermediação por serviços prestados no exercício de função pública. A Procuradoria Geral da República (PGR) e sua base operacional de Brasília tomou a frente dos pares de Curitiba e num lance ousado, emparedou o mandatário com baixíssima legitimidade. A conta é simples: pouca legitimidade, um programa anti-popular não abalizado pelas urnas e agora o fiapo de legalidade se esvaindo. Do outro lado, as baterias investigativas da Polícia Federal (PF) sob coordenação direta da Força Tarefa e os acordos de convênio e cooperação com distintos países, mas com destaque para os convênios de EUA e Suíça (no típico "follow the money", siga o dinheiro).

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Análise de conjuntura da crise política após os dois pronunciamentos de Michel Temer, por Bruno Lima Rocha

Análise de conjuntura da crise política após os dois pronunciamentos de Michel Temer

por Bruno Lima Rocha

Introdução

Os acontecimentos da política nacional brasileira e sua interseção jurídica, policial e midiática vêm sendo vertiginosos. Desde a 4ª, 17 de maio, quando o colunista de O Globo deu “o vazamento de todos os vazamentos”, pois realizou um “furo” na base do fontismo e da exclusividade, as ações e reações, posicionamentos e recuperações de posições por parte do ainda presidente Michel Temer, mal nos permitem o tempo hábil de processar o que ocorre e transformar em análise. No texto que segue, avaliamos temas de interesse e ao final, apontamos uma via normativa – de tipo dever ser – onde afirmamos uma posição pela radicalidade democrática. Vamos ao debate, temos muito o que fazer.

Michel Temer vai ao contragolpe

No sábado, dia 20 de maio, foi realizado o segundo pronunciamento do ainda presidente Michel Temer (MT). O que se pode compreender é uma linha de ofensiva jurídica, atacando a suposta edição do áudio, e para tal se referencia pela já conhecida reportagem da Folha de São Paulo. O professor de direito constitucional - pasmem, é verdade! - MT tenta desqualificar a Procuradoria Geral da República (PGR, leia-se, o próprio Rodrigo Janot) e o Supremo Tribunal Federal (STF, leia-se, Luiz Edson Fachin) e afirma que foi aberto procedimento de investigação contra o presidente sem o devido procedimento. Se o áudio foi tomado como prova - e suponho que a peça tenha sido periciada (não é possível supor que tenham enviado o áudio formalizando como prova sem a devida verificação) - logo, o debate é sobre a interpretação da conversa. A defesa de Temer, pedirá que as investigações sejam suspensas até que o áudio seja novamente periciado.

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Análise da crise política do início da queda do governo Temer, por Bruno Lima Rocha

Análise da crise política do início da queda do governo Temer

por Bruno Lima Rocha

Introdução para a “mãe de todos os furos”

Como o país inteiro sabe, às 19.30 no sítio eletrônico do Jornal O Globo, o colunista Lauro Jardim deu a mãe de todos os furos (ver: http://migre.me/wDFem). Imediatamente a emissora líder entrou de plantão, a nota chegou ao Congresso nacional, as duas sessões (Câmara e Senado) foram suspensas e o Planalto chamou uma reunião de emergência, com a presença dos ministros de confiança do presidente Michel Temer e do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Nesta reportagem bombástica, haveria evidência o suficiente para imputar ação criminosa do presidente da República no exercício do cargo, assim como uma compra de “ajuda financeira” para a defesa legal do senador Aécio Neves (PSDB-MG) com lavagem na sequência, através de empresa do também senador tucano e mineiro, Zezé Perrella.

A delação dos irmãos Joesley e Wesley Batista foi uma ação coordenada, com orientação direta da Polícia Federal, com altíssimo critério na produção de provas materiais irrefutáveis e com o estilo e padrão do FBI, a polícia federal dos EUA. Microchips em mochilas contendo dinheiro, notas seriadas e fotografadas, microfones de bolso ou discretos para induzir os alvos a falar, cometendo revelações criminosas. Quem conhece um pouco desse padrão sabe sua origem e a capacidade devastadora no ambiente político.

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O Brasil sob o avanço da linha neoliberal chilena, por Bruno Lima Rocha

O Brasil sob o avanço da linha neoliberal chilena

por Bruno Lima Rocha

Introdução

Neste texto, aponto três perspectivas complementares: a primeira aponta tanto o excesso de confiança nas instituições republicanas por parte do governo deposto assim como a complexidade que é preparar um contra-golpe ou uma antecipação de hipóteses de interferência estrangeira no país; na segunda, realizo uma analogia com o derradeiro momento de Salvador Allende e como as mesmas ilusões aqui encontradas estavam presentes no 11 de setembro da América Latina; na terceira, uma cronologia do crescimento desta linha chilena, com a versão viralatista dos herdeiros dos Chicago Boys do século XXI. Vamos ao debate, há muito a fazer.

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Fotos

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Vídeos

Crise política no Brasil em análise

Na segunda feira, 17 de julho de 2017, o cientista político participou do programa Conexão RS (Ulbra TV, 48 UHF e 21 da Net Porto Alegre, emissora educativa). Na ocasião, entrevistado por Luiz Gustavo Bivis, abordou vários enfoques da crise política e da possibilidade de aprofundamento do golpe dentro do golpe. 

Síntese do debate:

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A condenação de Lula e o desafio do reboquismo

Análise imediata da política brasileira e do tempo "perfeito" da promulgação da sentença. Neste breve vídeo, o cientista político debate  a relação entre esquerda, centro-esquerda, não fazer coro com a Lawfare e ao mesmo tempo o desafio de não hipotecar bandeiras sociais e o direito coletivo pela viabilidade de uma ou mais candidaturas eleitorais. O vídeo foi primeiramente postado e produzido para o jornal eletrônico baseado em Porto Alegre/RS, Sul21 (sul21.com.br) 

Proposta de privatização das estatais do RS em debate

Proposta de privatização das estatais do RS em debate
 
Neste debate, que foi ao ar na 5a dia 15 de junho de 2017, no programa Conexão RS, houve um bom debate a respeito do desenho de Estado, de governos subnacionais e os limites da soberania popular diante da frágil soberania nacional. 

No estado do Rio Grande do Sul, o governo gaúcho (governo de José Ivo Sartori, PMDB) quer privatizar três empresas estatais ou de economia mista do setor energético: CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), Companhia Riograndense de Mineração (CRM) e Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul (Sulgás). 

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Debate TVE/RS Plebiscito para venda de companhias estaduais

Debate TVE/RS Plebiscito para venda de companhias estaduais

Neste programa Debate TVE (TVE do Rio Grande do Sul), participam o deputado Marcel van Hattem (PP-RS) e o cientista político Bruno Lima Rocha (professor de Relações Internacionais da Unisinos) para debaterem sobre o pedido do Governo do Rio Grande do Sul de PLEBISCITO para a venda das estatais: CEEE, CRM e Sulgás. O programa foi ao ar na sexta, dia 02 de junho de 2017, e apesar da temática estadual, reflete temas de profundidade em termos de projeto de país.

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Política: Temer, risco de impeachment em debate

Foto El Pais

Política: Temer, risco de impeachment em debate

A possível queda do presidente Michel Temer e os cenários em perspectiva no curto prazo. Debate na Ulbra TV, programa Conexão RS. 

O Conexão RS, debate o futuro de Temer no Planalto, com as presenças do professor de Direito Constitucional da PUC/RS, Claudio Preza Júnior e o professor de Relações Internacionais da Unisinos, Bruno Lima Rocha.

"Se quiserem, me derrubem", disse Michel Temer em entrevista à Folha de São Paulo. Ele disse não saber da gravação ilegal de Joesley Batista. O julgamento do pedido de defesa de Temer deve ocorrer apenas depois de perícia nos áudios. Fato é que menos de um ano depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o atual presidente Michel Temer corre risco de passar pelo mesmo procedimento. Os pedidos de deputados e OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) são sob alegação de prevaricação - não ter informado às autoridades, após ficar sabendo que o empresário Joesley Batista estaria comprando políticos e integrantes do Poder Judiciário. 

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Pós-Greve Geral: qual o impacto nas ações do governo MT?

Neste debate realizado no programa Conexão RS, da Ulbra TV (Canoas, Região Metropolitana de Porto Alegre/RS), na terça 02 de maio de 2017, os cientistas políticos Bruno Lima Rocha e Fábio Ostermann analisam a Greve Geral de 28 de abril de 2017. O programa demarca dois pontos de análise e consequente ponto de vista político anatgônicos.  

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Caixa dois e o debate sobre modelos de democracia

Neste debate na UlbraTV, programa Conexão RS de 14 de março de 2017, dois cientistas políticos de paradigmas diametralmente opostos debateram o emprego de Caixa Dois, Reforma Política, desenho de Estado e Políticas Públicas e o tema dos direitos políticos e sociais. Na ocasião, Bruno Lima Rocha (pensamento de matriz libertária) debateu com Fábio Ostermann (pensamento de matriz liberal). Vale assistir o vídeo e alcançar as próprias conclusões. 

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A crise política após a Lista de Fachin - entrevista UlbraTV

Entrevista de Bruno Lima Rocha para o programa Conexão RS, Ulbra TV, Grande Porto Alegre. Realizada na segunda 17 de abril de 2017, aborda a crise política derivada da difusão da Lista de Fachin e a continuidade do governo ilegítimo. 

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Aula Pública sobre a Reforma da Previdência na Unisc

Aula pública sobre a Reforma da Previdência na Universidade de Santa Cruz do Sul (UNISC), com Bruno Lima Rocha. O evento era de lançamento de um comitê regional contra as reformas de Temer. No video, aborda-se a dimensão geopolítica do golpe parlamentar,os golpes semelhantes ocorridos na América Latina, o emprego da Lawfare como mecanismo desestabilizador de regimes e os limites da democracia liberal representativa como regime de desenvolvimento e distribuição de renda e poder para brasileiros e latino-americanos. 

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Lawfare como projeção de poder dos EUA, por Bruno Lima Rocha

Por Bruno Lima Rocha

Análise dos efeitos políticos da operação Lava Jato no Brasil e no continente

Neste comentário eletrônico, debatemos o emprego dos sistemas legais e os acordos de cooperação como uma estratégia dos EUA e aliados para projetar poder no Sistema Internacional e angariar lealdades dentro de relevantes setores das tecnocracias jurídicas de países semi-periféricos. 

*Bruno Lima Rocha é cientista político e professor de relações internacionais.

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Lawfare e a ascensão das tecnocracias jurídicas

Análise dos efeitos políticos da operação Lava Jato no Brasil e no continente. Bruno Lima Rocha é cientista politico e professor de relações internacionais.

A conjuntura do Brasil contemporâneo, por Bruno Lima Rocha

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Do IHU Unisinos

O castelo de cartas do poder brasileiro

A difícil e complexa realidade política e social do Brasil contemporâneo foi o tema do primeiro evento presencial do Instituto Humanitas Unisinos (IIGU) em 2017. O professor e pesquisador Bruno Lima Rocha, proferiu a conferência, A Conjuntura brasileira, limtes e possibilidades, na noite de quinta-feira, 09-03-2017, na sala Ignacio Ellacuría e companheiros. 

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Documentos

Ausência de ideologia de câmbio e a base para a guinada à direita, por Bruno Lima Rocha

Ausência de ideologia de câmbio e a base para a guinada à direita

por Bruno Lima Rocha

É lugar comum ouvir em análises e expressões vindas de todas as camadas da esquerda e da centro-esquerda, algo como “quando este povo vai se levantar indignado”? Além do sentimento de revolta e frustração – totalmente compartilhado por este que escreve – a afirmação também traz elementos de certa condescendência com o governo deposto e algo da perigosa inocência politica. Neste breve texto, tento demonstrar como a categoria ideologia foi desprezada e, por óbvia consequência, a relação com o oligopólio da mídia – em especial com a empresa líder – foi reificada.   

Se levarmos em consideração os 13 anos de governo petista na Presidência, nos damos conta de que faltaram elementos fundamentais para um projeto de poder prolongado. Quando me refiro a projeção de uma vontade política, não significa perpetuar no Poder Executivo a este ou aquele partido, mas sim a construir condições de conquistas permanentes e não retorno. Não retornar para situações anteriores implica ir além de melhorias materiais – embora estas sejam fundamentais – mas também dar um significado ideológico para a base da sociedade.

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Áudio

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