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Livreiros e comerciantes

A julgar pelos dois únicos livreiros que conheci, essa é uma profissão de inestimável valor pelo tanto de bem que faz à sociedade.

Na provinciana Jundiaí dos anos 70 do século passado bati longos papos com o Cláudio Trevisan, que foi à cidade montar a Livraria Don Quixote, durante anos a única opção que tínhamos para comprar livros decentes. Leia mais »

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A falta que faz ao Brasil o João Sem Medo, por Carlos Motta

​A falta que faz ao Brasil o João Sem Medo

por Carlos Motta

O brasileiro João Alves Jobim Saldanha, nascido há exatos 100 anos em Alegrete, no Rio Grande do Sul, está sendo homenageado país afora pela sua importância para o futebol e o jornalismo - os mais velhos certamente não se esqueceram da seleção que montou, base daquela que, sob a direção de Zagallo, sagrou-se tricampeã mundial, em 1970, no México, e de suas crônicas e comentários em jornais, emissoras de rádio e de televisão.

O pessoal dessa geração provavelmente conhece muitas histórias que cercam a trajetória de vida desse brasileiro, que recebeu de um de seus mais famosos amigos, o também jornalista, igualmente fanático por futebol, Nelson Rodrigues, o epíteto de "sem medo".

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Graciliano Ramos e a Justiça, por Carlos Motta

​Graciliano Ramos e a Justiça, por Carlos Motta

O escritor brasileiro de quem mais gosto é Graciliano Ramos. Devo ter lido tudo que publicou. "São Bernardo", "Angústia", "Insônia", "infância", "Linhas Tortas", "Memórias do Cárcere", "Vidas Secas"... 

Que obra maravilhosa!

E que figura humana era o "Velho Graça", um homem de princípios, severo, com uma força moral arrebatadora, e que, em sua vida, foi vítima de uma grande injustiça - a sua prisão, sem motivos que a justificassem - e de uma infância com episódios de crueldade sádica por parte do pai, um homem bruto e violento.

Em seu conto "Um Cinturão", de seu livro de memórias "Infância", Graciliano revela como foi o seu primeiro contato com a Justiça.

A sua leitura vale como um manual sobre como, um século depois do ocorrido, as relações sociais no Brasil pouco se alteraram.

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As férias no Brasil Novo, por Carlos Motta

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Por Carlos Motta

Lá pelo fim dos anos 60, começo dos 70, do século passado, na modorrenta Jundiaí, cidade no meio do caminho entre São Paulo e Campinas, eu e minha irmã estudávamos na melhor escola particular de inglês que existia por lá, o Yázigi. 

Certo dia fomos informados que, nas férias de julho, a escola pretendia levar uma turma para passar duas semanas nos Estados Unidos, acho que em Miami, já naquela época sonho de consumo da classe média brasileira. 

Oferecia condições de pagamento facilitadas, era uma oportunidade e tanto para nós dois fazermos uma viagem da qual, certamente, nos lembraríamos pelo resto de nossas vidas.

Mas o capitão Accioly e a dona Vilma, nossos pais, frustraram os planos de passar férias nos States - uma viagem dessas estava além do orçamento da família.

Em troca, para compensar a nossa frustração, sugeriram que fôssemos visitar nossos parentes em Maceió.

Essa sim, foi uma viagem inesquecível, dois dias de ida, dois de volta, no melhor ônibus leito da época, com ar-condicionado, poltronas de veludo, um luxo só. 

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Um país feliz com a paz dos cemitérios, por Carlos Motta

​Um país feliz com a paz dos cemitérios

por Carlos Motta

Em 1964, quando o golpe militar acabou com a democracia no Brasil, eu tinha 10 anos e vivia em Jundiaí, hoje um município com mais de 400 mil habitantes, a 60 quilômetros da capital paulista. 

Na época, Jundiaí era uma típica cidade de porte médio do interior, tranquila, conservadora, sem nenhum grande atrativo, a não ser um parque onde se realizavam as "festas da uva", e um ginásio de esportes de formato arredondado, que todos conheciam como "Bolão".

A sociedade jundiaiense daquele tempo obedecia a uma rígida hierarquia: havia os milionários, poucos, uma ampla classe média, que reunia desde os remediados, que moravam "de aluguel" ou em pequenas casas mais afastadas do Centro, até aqueles que, aos nossos olhos, eram ricos - ou quase -, e os pobres, a maioria.

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Pobre Chico do Brasil doente, por Carlos Motta

Pobre Chico do Brasil doente, por Carlos Motta

"Acabaram as boquinhas no MINC. Hora de trabalhar!"

"Quantas dessas músicas ele comprou?! Todas?!"

"Será que vai ser via Lei Rouanet?"

"Fez tanta falta q nem notei"

"Petista desgraçado"

"Inútil"

"Chato pra caralho"

"Tá magro, ein? Tá parecendo um cubano"

"PQP. Vamos ter que aturar essa mala com aquelas músicas de merda."

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As sentenças da justiça doida, por Carlos Motta

As sentenças da justiça doida

por Carlos Motta

Quando soube que o ex-presidente Lula estava sendo processado por causa de um apartamento no Guarujá e um sítio em Atibaia, que, na cabeça dos acusadores, eram produtos de propina, achei que tudo se resolveria em questão de alguns dias, pois pensava que uma simples ida ao cartório de registro de imóveis seria suficiente para determinar a posse dos ditos cujos.

Tolo engano.

O caso do triplex e do sítio tomou proporções gigantescas, virou uma novela, e fez com que tudo aquilo que eu sabia sobre o direito da propriedade - e sobre a justiça do meu país - desaparecesse.

Com o passar do tempo percebi que a rapaziada do Paraná, tal a ousadia em aplicar métodos para lá de estranhos, misturando alhos com bugalhos, botando fé na palavra de dedos-duros, implicando apenas com gente de determinados partidos político, preservando tipos mais que suspeitos de outros, e usando métodos do tempo em que os animais falavam, para arrancar confissões, ou estava lelé da cuca ou então atendia interesses que não têm nada a ver com justiça.

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O velho conhecido e o bilhete premiado, por Carlos Motta

O velho conhecido e o bilhete premiado

por Carlos Motta

A pequena, religiosa e conservadora Serra Negra, interior de São Paulo, onde moro, tem apenas duas casas lotéricas no Centro. 

Uma delas está sempre cheia, muitas vezes com fila na calçada, prova de que as pessoas acreditam que a vida delas pode mudar num instante, não importa o quanto humildes, pobres e desesperadas elas sejam.

Gente de todo o tipo vai fazer a sua fezinha: até os que são vistos como bem-sucedidos aguardam com paciência a sua hora de entregar à moça do outro lado do vidro o seu volante da Mega-Sena, o jogo mais comum e generoso, ou mesmo da Lotofácil, de prêmio inferior, mas de maior probabilidade de acerto.

Outro dia vi um velho conhecido bem no meio da fila.

Ele parecia mais cansado, mais acabado, dava até para perceber algumas olheiras em seu rosto de traços fortes e duros. 

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O jovem e as velhas ideias, por Carlos Motta

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Foto: Reprodução

Por Carlos Motta

Dia desses conversei com um jovem publicitário, bem informado, que vive, como muitos ligados a esse segmento profissional, de frilas, pequenos trabalhos, que, como disse, lhe pagam a gasolina e a cerveja. 

Em certo ponto da conversa, não lembro por que, ele fez a seguinte observação, que suscitou um interessante debate entre nós:

- Estou percebendo que você é um liberal...

Como neguei de imediato e com veemência, o papo enveredou para a política, tema geralmente limitado, atualmente, a algumas poucas, breves e ofensivas frases: " Você não passa de um petralha" e "fora, Temer" são as mais usuais.

Nós, porém, começamos a falar sobre a política em geral, e mais especificamente, sobre determinados aspectos da sociedade brasileira. 

O jovem perguntou se eu conhecia o Partido Novo.

"Já ouvi falar", foi a minha resposta.

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O barbeiro e a prisão do Lula

O meu barbeiro, aqui na pequena, religiosa e conservadora Serra Negra, tem uns 70 anos de idade, conhece um monte de gente, adora uma fofoca, está na posse de vários segredos da alta, média e baixa sociedade local, e conta "causos" com a naturalidade típica dos barbeiros de antigamente - quando barbeiros eram barbeiros, e não cabeleireiros. 

Acredito em quase tudo o que fala, pois, afinal, ele é muito mais bem informado do que eu - sabe-se lá quantas pessoas sentam em sua cadeira diariamente, muitas ali apenas para fazer as mais íntimas confidências entre uma tesourada e outra? Leia mais »

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O voo dos pássaros e o comportamento dos homens

Morar numa cidade tranquila como Serra Negra, interior de São Paulo, faz com que a gente observe com muito mais atenção certas coisas que antes, na confusão da metrópole, passavam despercebidas.

O voo dos pássaros é uma delas.

Vejo, da janela do quarto que transformei num escritório, os urubus planando, com uma graça incomparável, em círculos cada vez maiores - o céu, azulíssimo, sem nenhuma nuvem, destaca seus vultos negros. Leia mais »

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Desunidos, venceremos!, por Carlos Motta

​Desunidos, venceremos!

por Carlos Motta

O incidente aeroideológico protagonizado pela jornalista Miriam Leitão dias desses trouxe à tona um velho debate das esquerdas brasileiras: a global recebeu a solidariedade de boa parte do chamado "campo progressista", enquanto a outra porção não só continuou a esculachá-la, como estendeu a bronca àqueles que a defenderam.

Já ouvi umas mil vezes que, por mais que pareça o contrário, o pessoal da direita está sempre unido quando é preciso, e o da esquerda briga até quando concorda em alguma - rara - coisa. 

Por isso, toda essa discussão sobre achar certo ou não dar um escracho na multicomentarista não surpreendeu quem acompanha, ao menos minimamente, a política nacional.

A divisão das esquerdas é histórica, vem desde sempre.

Um partido como o PT, por exemplo, é, desde sua fundação, uma tremenda zona. 

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"Mestre, está uma boataria danada...", por Carlos Motta

​"Mestre, está uma boataria danada..."

por Carlos Motta

No Estadão das antigas foram várias as ocasiões em que, na minha mesa, vi se aproximar, como quem não queria nada, um dos jornalistas mais emblemáticos daquela casa, Antonio Carvalho Mendes, o Toninho Boa Morte, durante décadas responsável pela seção "Falecimentos" do jornal. 

Pois bem, o Toninho chegava, me encarava com um sorrisinho maroto e dizia:

- Mestre, está uma boataria danada!

É claro que ele esperava que eu lhe perguntasse algo como:

- Mas Toninho, o que está acontecendo?

E lá vinha ele com uma velha história, na verdade um velho desejo:

- Parece que o Turco está voltando...

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A juventude, as convicções, e o cachê de R$ 40 mil, por Carlos Motta

Dallagnol no Congresso

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

A juventude tem coisas boas, mas outras nem tanto.

Os jovens tendem a se considerar invulneráveis, acham que podem fazer tudo sem que nada tenha consequência, sem que nenhum ferimento resulte das aventuras em que se metem.

Mesmo nos dias de hoje, nos quais o consumismo encharca e obnubila as consciências, há jovens destemidos o suficiente para achar que têm condições de, quais Quixotes, mudar o mundo em um lugar mais acolhedor para se viver.

Alguns desses jovens se lançam, desesperadamente, na paixão pela arte, cultivando versos, melodias, rabiscos ou pinceladas com a marca dos seus hormônios em febre, outros desprezam os afazeres mundanos e entregam suas almas aos mistérios da fé religiosa, e uns tantos se engajam na luta política, muitas vezes até mesmo sem saber que estão fazendo isso.

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Os mestres do jornalismo, segundo os jornalistas: Jabor, Miriam Leitão, Cid Moreira, Sardenberg...

A jornalista Miriam Leitão, protagonista de um polêmico incidente aeronáutico nesta semana, integra um seleto grupo de profissionais de imprensa cujo hobby é colecionar troféus. 

Empresas diversas, como meio de aumentar seu prestígio e faturamento, promovem anualmente dezenas de concursos para jornalistas.

O mais famoso de todos, o Prêmio Esso, acabou no ano passado, depois de 60 anos distinguindo o crème de la crème da imprensa brasileira. Leia mais »

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