Revista GGN

Assine
imagem de Carlos Motta
Profissão Jornalista aposentado
Formação Superior

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

O Mr. Hyde que habita os nossos doutores, por Carlos Motta

O Mr. Hyde que habita os nossos doutores

por Carlos Motta

Até outro dia eu e milhões de outros brasileiros ordinários não tinham a menor ideia sobre quem eram os ministros do Supremo Tribunal Federal ou do Tribunal Superior Eleitoral. Também eram raros os que ouviam falar de algum processo que esses tribunais julgavam. Os jornalões, quando em vez, noticiavam alguma coisa, mas nada que fizesse a gente sentir que, acima de todos nós, pairando no céu da justiça, havia um grupo de homens impolutos de capas pretas, a resguardar, resolutos, a integridade da carta magna que orienta a sociedade brasileira.

Os integrantes do Judiciário eram figuras desconhecidas do populacho.

A gente sabia apenas que eles deveriam ser tratados por doutores, talvez por serem mais sábios que nós, talvez porque, no nosso imaginário, eles eram mesmo especiais, aquelas pessoas que vêm ao mundo para melhorá-lo, ajudando a diminuir as injustiças e a desigualdade.

Ninguém contestava a posição social desses doutores, tampouco a sua honestidade ou a sua competência.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (8 votos)

Fofocas, calúnias e a idiotização do brasileiro, por Carlos Motta

Fofocas, calúnias e a idiotização do brasileiro

por Carlos Motta

A internet e os aparelhos chamados de "smartphones" revolucionaram as comunicações de tal maneira que hoje a antiguíssima frase "nenhum homem é uma ilha" deixou de ser uma licença poética. 

Os mecanismos de busca do tipo Google possibilitam obter, instantaneamente, praticamente qualquer tipo de informação que se queira.

Centenas de anos de conhecimentos acumulados por todos os povos deste planeta estão à disposição - basta um clique e lá vem uma torrente de tesouros preciosos.

Ou não.

A internet também é o maior depósito de lixo, todo tipo de lixo, que existe.

Ela é o exemplo perfeito da incomensurável capacidade do ser humano de se autodepreciar como espécie.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.7 (12 votos)

A fantástica fábrica de deseducação, por Carlos Motta

​A fantástica fábrica de deseducação

por Carlos Motta

O caso da festa escolar dos burguesinhos do Sul, movida a preconceito e desprezo por pobres e tudo o mais que não pertença ao universo dourado desses filhinhos de papai, dá o que pensar sobre o tipo de educação que os jovens deste Brasil varonil estão recebendo.

Cursei os antigos ginásio e colégio numa das únicas escolas que ousaram, séculos atrás, sair da mesmice pedagógica, o Instituto de Educação Experimental Jundiaí, hoje E.E. Bispo Dom Gabriel Paulino Bueno Couto, em Jundiaí, Estado de São Paulo. 

A maior inovação do Instituto era o sistema de avaliação dos alunos, bimestral e por conceitos - deficiente, fraco, regular e bom - em vez de notas. 

As aulas eram mais ou menos convencionais, dependiam da formação de cada professor. Havia os francamente ortodoxos e alguns que fugiam da rotina tradicional.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (7 votos)

A insólita justiça à brasileira, por Carlos Motta

​A insólita justiça à brasileira

por Carlos Motta

A justiça praticada no Brasil seria cômica se não fosse trágica.

Não há quem não saiba que ela é demorada, cara, e tenha lado, o dos mais poderosos, é claro - um leão com os ratinhos; um ratinho com os leões.

Exercida desde sempre pela turma que ocupa o topo da pirâmide social, enxerga os dos andares de baixo como inferiores, exatamente da mesma maneira que seus companheiros de estamento.

Nossos "doutores" vivem em casas luxuosas, andam em carros luxuosos, vestem roupas luxuosas (compradas em Miami, segundo o atual secretário de Educação paulista, desembargador aposentado), vivem, enfim, no luxo reservado a 1% da  população brasileira.

Intocáveis, consideram-se seres especiais, e exigem ser tratados como tais. 

O Judiciário e o Ministério Público brasileiros são a maior caixa preta que existe.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (13 votos)

O singelo conto de Banana Verde, por Carlos Motta

banana-republic-26851_960_720.png

Imagem: Pixabay

Por Carlos Motta

O Dr. Mesóclise era o mais ilustre cidadão de Banana Verde, farol ético e moral para as gerações presentes e futuras, receptáculo de extensivos conhecimentos exclusivos e gerais, conjugador emérito de verbos e excepcional colocador de pronomes.

Com tantas virtudes, coube a ele a tarefa de salvar seu rincão das desgraças causadas por alienígenas sequiosos de impor, como se estivessem em suas exóticas terras, ideologias estranhas à boa índole do trabalhador e ordeiro povo bananaverdense.

Reunidos os cidadãos de bem, foi traçado o plano para que se restaurassem os antigos costumes e a moral de sempre, aquela que determina que cada um não só reconheça, mas permaneça, em seu devido lugar, predeterminado em eras esquecidas, algo que os de fora trataram de mudar, impetuosa e temerariamente, tão logo assumiram o controle dos negócios executivos do povoado.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.6 (12 votos)

Arte é política, palco é palanque, por Carlos Motta

Arte é política, palco é palanque, por Carlos Motta

Os artistas que vão participar do ato pró-diretas deste domingo, 4 de junho, na capital paulista, informam os jornalões, não querem a participação de representantes de partidos políticos e movimentos sociais na manifestação.

Alegam que dessa forma o movimento pode ganhar mais adesão popular, incorporando gente que acha o vermelho a cor do diabo.

No domingo passado, balões e bandeiras da CUT e PT foram vetados no ato que reuniu mais de 100 mil pessoas em Copacabana. 

Interessante essa posição dos artistas.

Inaugura uma nova forma de fazer arte, pois afinal toda arte, mesmo aquela que diga que não, carrega em si uma atitude política.

Leia mais »

Imagens

Média: 5 (6 votos)

O último surto psicótico do Dr. Mesóclise, por Carlos Motta

O último surto psicótico do Dr. Mesóclise

por Carlos Motta

Seja pela pessoa ética e moral que é, ou pelo fato de, em apenas um ano ter destruído a economia brasileira e provocado o caos político, o minúsculo Temer precisa ser interditado de suas funções o mais rapidamente possível, sob o risco de o país simplesmente ser arruinado.

Talvez por causa das pressões que vem sofrendo para que deixe a presidência e se enfie na mais próxima lata de lixo da história que encontrar, devido às recentes revelações de suas, lembrando o poeta, "tenebrosas transações", o usurpador tem dado demonstrações públicas da mais aguda esquizofrenia - outro motivo para que sofra o tratamento que o prefeito paulistano, mais um da sua laia, oferece aos dependentes químicos que zanzam pelas ruas da metrópole.  

Leia mais »

Imagens

Média: 4.9 (18 votos)

"O mercado quer"

Uma frase que se lê muito nos jornalões afora é "o mercado quer".

Certo é que "mercado" poderia remeter a outros tantos significados, tais como aquele simpático lugar onde se pode comprar frutas, legumes, verduras, ovos, carnes, embutidos, e muito mais coisas gostosas. Leia mais »

Imagens

Média: 5 (1 voto)

Os números do desastre: investimento no PAC caiu 64%, e no Minha Casa, 77%


O noticiário da Agência Brasil, uma verdadeira fábrica de press releases otimistas sobre o governo federal, destaca que "a queda das despesas e o reforço de caixa do Imposto de Renda Pessoa Física fez (sic) as contas do Governo Central registrarem o melhor resultado para meses de abril em três anos". O título é quase épico: "Governo Central tem melhor resultado nas contas para abril em três anos."

Descontado o erro de concordância logo no lide (primeiro parágrafo, supostamente o mais importante) da notícia, supõe-se que o texto contenha informações verdadeiras. Leia mais »

Imagens

Sem votos

O próximo ato da tragédia, por Carlos Motta

O próximo ato da tragédia, por Carlos Motta

E o golpe mostrou ao que veio.

Bastou apenas um ano para que as consequências trágicas da aventura corroessem a jovem e imatura democracia brasileira de tal maneira que reconstruí-la será uma tarefa não só demorada, mas extremamente difícil.

Isso porque os golpistas não feriram apenas a Constituição ao depor, sem que houvesse crime, uma presidenta eleita com 54 milhões de votos. 

Leia mais »

Imagens

Média: 4.2 (6 votos)

Os pais da criança sumiram

O Banco Itaú enviou, dias atrás, um interessante comunicado aos seus correntistas, alertando para a queda no rendimento de algumas aplicações, principalmente os fundos multimercados, e atribuindo o "impacto negativo" às "ultimas notícias" sobre o cenário político: "É importante destacar que os acontecimentos do atual contexto aumentaram muito a incerteza, impactando, no curto prazo, os preços dos ativos no mercado como um todo", diz trecho da correspondência. Leia mais »

Imagens

Sem votos

O fim das mesóclises, por Carlos Motta

 

​O fim das mesóclises

por Carlos Motta

E no fim nem as mesóclises resistiram.

O vice decorativo, alçado à condição de executor das mais profundas "reformas" jamais vistas nesta pobre república, não resistiu a uma conversa de um ardiloso empresário - conversa na qual não empregou, em nenhum momento, o desusado recurso gramatical de encaixar o pronome no meio do verbo.

Ao contrário, visto na intimidade, ele se revelou um homem tão absolutamente ordinário, tão igual aos seus colaboradores, notórios safardanas, que ficou pairando no ar uma questão que se mostra fundamental para todos os que se preocupam com a vida nesta miserável nação: como, afinal, foi possível que um homem dessa estatura ínfima chegasse onde chegou?  Leia mais »

Imagens

Média: 5 (1 voto)

O país que se tornou o lar dos canalhas, por Carlos Motta

​O país que se tornou o lar dos canalhas

por Carlos Motta

Durante décadas o Brasil foi o país do carnaval, o país do futebol, o país das praias e mulatas, o país do futuro, o gigante bobo.

E também o país da desigualdade, o país da violência no campo e na cidade, o país da miséria, o país da ignorância.

O ninho dos oportunistas, o lar dos especuladores, o berço dos aproveitadores.

Até que, durante uma década, o Brasil fez um esforço para superar aquilo que o notável cronista Nelson Rodrigues diagnosticou como "complexo de vira-lata", o irresistível desejo de se autodepreciar, de se mostrar sempre inferior aos outros, em todas as áreas.

Aos poucos, o mundo foi vendo um outro Brasil, mais sério, mais otimista, mais criativo, mais competente na tarefa de levar a sua população a viver com menos dificuldades, a realizar seus sonhos e não abandonar a esperança de possibilitar a seus filhos um conforto que não teve.

Leia mais »

Imagens

Média: 4.9 (12 votos)

Diálogo, a única solução para impedir a catástrofe

A crise política, econômica e social que devasta o Brasil assumiu nestes últimos dias dimensões apocalípticas. 

A direita, patrocinadora do golpe que depôs a presidenta Dilma, e a esquerda, vítima da mais violenta perseguição jurídico-policial da história, acirraram suas posições, levando a situação a um impasse.

Interditar Lula para a disputa de 2018 - se ela houver - não significa derrotar uma candidatura progressista.  Leia mais »

Imagens

Sem votos

A imprensa e a tragédia, por Carlos Motta

​A imprensa e a tragédia

por Carlos Motta

Uns poucos parágrafos para entender como funciona a imprensa brasileira, que teve - e tem - um relevante papel nesta tragédia que se abateu sobre a nação:

@ Não existe jornalismo imparcial. Todos os jornalistas, sem exceção, têm lado, têm time, têm preferências, têm preconceitos, porque são humanos, não robôs;

@ Todos os jornalistas que cobrem política sabem, há muito tempo, que esse bando que tirou a presidenta Dilma do Palácio do Planalto é formado por escroques da pior espécie. Se ninguém nunca fez uma mísera reportagem, escreveu uma linha sequer sobre as negociatas desses parlamentares é porque, de certa forma, estiverem aliados a eles, e não porque desconhecessem os crimes;

@ O mercado financeiro pauta o noticiário econômico, "sugerindo" pautas, colocando profissionais 24 horas à disposição dos repórteres, divulgando "análises" e convidando a moçada para cafés da manhã, almoços e jantares nos lugares mais em moda;

Leia mais »

Imagens

Média: 4.8 (13 votos)

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.