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O golpe do parlamentarismo, um golpe contra o golpe de Estado em 2019?, por Cesar Cardoso

O golpe do parlamentarismo, um golpe contra o golpe de Estado em 2019?

por Cesar Cardoso

Os golpes e as crises políticas - na expressão do Renato Rovai - não são, vão sendo; os ventos mudam, as forças mudam, as correlações mudam, e cenários vão se formando. E, entre todos os planos, correlações e maquinações, sempre aparece a realidade, teimosa como ela só.

E a realidade tem sido particularmente incômoda com as alas golpistas: sem conseguir disfarçar que o Brasil é um país pior do que era em 2013, início da campanha golpista, começam a assistir a população se dividir entre dois grupos: a saudade de um Lula (ou quem for seu Héctor Cámpora) cada vez mais transformado em algo entre mártir e messias e candidatos contra "tudo isso que está aí".

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Notas sobre a instabilidade do parlamentarismo à brasileira

Algumas notas rápidas de complemento ao post O presidencialismo condominial e o parlamentarismo à brasileira.

O leitor deve ter notado que o parlamentarismo informal que passou a existir no Brasil desde 2016 é naturalmente instável; instável por ser um arranjo institucional informal (e portanto frágil); instável porque, por mais baixo que tenha se tornado o custo de trocar de presidente, ainda assim é maior que num regime parlamentarista mais clássico; instável porque, num país em que o eleitor não acredita em Legislativo algum, alguém que faça uma campanha prometendo 'botar a cambada do Congresso pra correr' vai ter MUITO voto e, provavelmente, ganhar eleições.

Para resolver a instabilidade, a aliança pós-golpe de 2016 que vai se formando a partir do Grande Acordo Nacional tem duas alternativas, ambas custosas: Leia mais »

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O presidencialismo condominial e o parlamentarismo à brasileira, por César Cardoso

O presidencialismo condominial e o parlamentarismo à brasileira

por César Cardoso

Já podemos dizer que o Grande Acordo Nacional venceu a guerra interna do golpe de 2016 contra as corporações estatais. E, com a poeira da batalha assentando, algumas coisas que antes estavam escondidas começam a aparecer. Uma delas é o presidencialismo brasileiro se transformando num parlamentarismo à brasileira.

Por fora não houve nenhuma grande mudança: o presidente da República continua sendo chefe de Estado e de Governo, eleito diretamente por 4 anos, com direito a uma reeleição; as duas Casas do Congresso continuam eleitas do mesmo jeito; e por aí vai. Mas na prática...

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Sob o sol de Gilmar, por Cesar Cardoso

Sob o sol de Gilmar, por Cesar Cardoso

O Brasil foi dormir sexta-feira com a confirmação para uns e a "descoberta" para outros que Gilmar Mendes é mais do que ministro do STF e presidente do TSE, Gilmar Mendes é, hoje, o chefe da Junta Golpista, o presidente de facto da República, garantindo e tutelando um "presidente" enclausurado no Planalto ocupando seus dias brincando de dar instruções aos seus comparsas, dando entrevistas autobajulatórias a órgãos de imprensa domesticados e usando a máquina do Estado contra adversários e inimigos.

Não que Gilmar Mendes tenha aparecido ontem, ou anteontem; há pelo menos duas décadas está aí, galgando postos, desde os tempos de nomeado por FHC para a PGR, depois por obra e graça do mesmo FHC ocupando espaço no STF, e ainda depois garantindo sua quase-eternização na Corte Suprema por obra e graça da fermentação golpista. Mas, num golpe de Estado perpetrado por um grupo cujo único objetivo é não ser preso, Gilmar Mendes tem o profissionalismo político, a amoralidade (obrigado Fernando Horta!) e desenvoltura necessárias para liderar a Junta.

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Precisamos conversar sobre... conversas

O estado de confusão que se instalou no Brasil desde a quinta-feira 25, com o fim definitivo do governo Temer marcado pela anulação do ensaio Jungmann/Etchegoyen de golpe militar travestido de "decreto de GLO", obrigou todo mundo a... conversar.

Isso mesmo, conversar. (Re)abrir canais de negociação. (Re)pactuar.

Porque não há ninguém forte neste momento; o plano perfeito de Joesley para se tornar americano desmoralizou e deixou a aliança golpista à beira da implosão, e Temer começa a sinalizar que resistirá o tempo que for se não tiver total garantia de que receberá um indulto (coisa que ninguém pode garantir no clima de caça às bruxas do Brasil atual) mesmo que carregue o país junto pro inferno.

E a conversa, a (re)abertura da negociação, a (re)pactuação, também tem que passar pelo campo da resistência ao golpe.

Afinal, o que queremos?

Eleições diretas em 2017 para terminar o mandato ou eleições gerais em 2017 para terminar os mandatos ou eleições gerais em 2017, abreviando os mandatos atuais e antecipando 2018? Leia mais »

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"Amar pelos dois", de Luísa Sobral, na voz de Salvador Sobral, por Cesar Cardoso

"Amar pelos dois", de Luísa Sobral, na voz de Salvador Sobral

por Cesar Cardoso

Há algo absolutamente extraordinário em Amar pelos Dois, composição de Luísa Sobral que, defendida pelo irmão Salvador Sobral, sagrou-se vencedora do Festival da Canção Eurovision de 2017.

Não sei se é a letra tristemente delicada de Luísa Sobral.

Não sei se é a melodia, uma mistura de Bossa Nova e Great American Songbook à beira do Tejo numa tarde de final de verão lisboeta.

Não sei se é a presença cênica de Salvador Sobral, que sofre a cada estrofe do amor que, parece, não volta e não voltará.

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O Brasil pós-Temer, uma tragédia nacional. Parte 4, por Cesar Cardoso

O Brasil pós-Temer, uma tragédia nacional. Parte 4: 4+1 motivos para não haver 2018

por Cesar Cardoso

(Relembrando da parte 1parte 2 e parte 3.)

Na parte anterior deixei de falar das eleições presidenciais de 2018. Deixando claro: continuo não acreditando que elas serão realizadas. Um belo dia seremos surpreendidos na calada da noite com alguma prorrogação de mandato de Temer, Gilmar Mendes ou algum outro presidente de plantão, ou mesmo com algum parlamentarismo (e neste caso podem até serem realizadas, mas não serão relevantes).

O quadro eleitoral de 2018 se tornou suficientemente perigoso para os dois grupos da aliança golpista; uma população desiludida, desesperançada e sendo submetida a doses cada vez mais fortes de indignação midiática seletiva é um campo aberto para salvadores da Pátria, e melhor ainda se “faxinarem” Executivo, Legislativo e Judiciário. Vamos dar uma olhada como os quatro candidatos que despontam no horizonte (e o quinto candidato que pode surgir) só reforçam esse risco para o grupo golpista.

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O Brasil pós-Temer, uma tragédia nacional. Parte 3: “whoever wins… we lose”, por Cesar Cardoso

O Brasil pós-Temer, uma tragédia nacional. Parte 3: “whoever wins… we lose”

por Cesar Cardoso

(Lembrando: a parte 1 e a parte 2.)

“whoever wins… we lose” é uma tagline popularizada pelo filme Alien vs Predador, de 2004; significa que, não importa quem vença a batalha, a humanidade perderá. Esta tagline serve perfeitamente para o Brasil de 2017, porque não importa quem vença, as corporações estatais+rentismo+mídia ou o Grande Acordo Nacional, o Brasil perde.

***

Em qualquer situação, a democracia brasileira recuará a níveis inferiores ao preconizado pela Constituição de 1988; seja nos limites ao questionamento aos privilégios do rentismo e das corporações estatais, seja pela volta aos tempos do clientelismo, a participação popular será desestimulada ou mesmo banida. Vejo não apenas limites ainda maiores a mecanismos de democracia direta, mas também a imposição de limites à organização social via sindicatos, associações sociais e congêneres.

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O Brasil pós-Temer, uma tragédia nacional. Parte 1: a democracia tutelada pelas corporações estatais

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por Cesar Cardoso

O governo Temer acabou; Temer virou o novo Sarney, na presidência para cumprir horário. Os “seis meses” da Doutrina do Choque acabaram, e com ele a falta de reações às reformas ultraliberais. O país e sua população vão perdendo a esperança em velocidade talvez só vista no pós-confisco da poupança de 1990. Neste pano de fundo, os atores da aliança golpista deflagaram uma guerra intestina que definirá como o Brasil se reorganizará politicamente para os próximos anos.

Vou tentar organizar algumas ideias e pensamentos em 4 partes para tentar mostrar minha visão do futuro que me parece altamente provável com os atuais movimentos.

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O Brasil pós-Temer, uma tragédia nacional. Parte 2: o Grande Acordo Nacional e o business as usual

Foto: Agência Brasil
 Agência Brasil

Por Cesar Cardoso 

Aqui está a parte 1 da análise sobre o Brasil pós-Temer.

Todos os animais, inclusive os humanos, são dotados de instinto de sobrevivência; sem ele, rapidamente perecerão nas garras de algum predador. E é este instinto de sobrevivência que, por exemplo, torna os animais, quando acuados, ainda mais agressivos e atacantes.

Políticos são humanos, humanos são animais, e portanto políticos devem ter um aguçado instinto de sobrevivência; sem ele, não sobreviverão até a próxima eleição. No fundo, todas as suas ações de ataque – reformas de sistemas políticos, conspirações, golpes de Estado – são porque, em algum momento, o instinto de sobrevivência determinou que eles estavam acuados, sob risco de serem capturados por algum predador.

Daí começamos a entender o Grande Acordo Nacional, conforme ouvido nos áudios de Sérgio Machado e Romero Jucá.

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