Revista GGN

Assine
imagem de Flavio Patricio Doro

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Para quem gosta de xadrez

Está à venda a segunda edição do livro de xadrez de minha autoria, intitulado "A Abertura na Prática: 222 belas miniaturas comentadas", dividido em quatro volumes. Disponível em formato impresso e eletrônico no sítio www.perse.com.br, opção Loja, tema Esportes e Lazer.

Mais detalhes sobre a obra podem ser consultados em: https://web.facebook.com/aaberturanapratica/

Imagens

Sem votos

A votação do impeachment não é solução para o País

Analistas políticos, intelectuais e sociedade discutem: o impedimento da presidente Dilma vai se concretizar? Ele é justo? É importante para a superação da crise política e econômica em que seu governo mergulhou o país (é certo que não sem uma boa ajuda da oposição e de outros atores)? É a melhor alternativa? O que vai acontecer agora? E, principalmente, qual é a saída mais rápida e eficaz para a crise?

Não consigo prever o resultado da votação na Câmara. Há vinte dias tive a impressão, como muita gente teve, de que a tentativa de virada de mesa teria sucesso. Agora me parece que as maiores chances de vitória nesta batalha estão do lado do governo, embora não me arrisque a cravar um prognóstico. Ambos os desfechos são plausíveis.

Dito isto, que cenário temos pela frente? Primeiramente vamos descartar a hipótese de renúncia, seja da presidente, seja de seu vice. Por mais que muitos considerem ser esse o caminho mais curto e indolor para termos um governo com mais legitimidade, a decisão não está, neste momento, nas mãos dos que pensam assim. Leia mais »

Sem votos

A futura ascensão da direita, por Flávio Patrício Doro

Por Flávio Patrício Doro

Não sei quando nem como terminará o governo de Dilma Rousseff. Há diversas variáveis de difícil previsão que podem influir no desfecho.

Contudo, parece-me possível prever com razoável segurança ao menos uma consequência a médio e longo prazo: o fortalecimento do pensamento de direita.

A despeito de seu mérito inicial na promoção do crescimento econômico, os governos militares (1964-85) deixaram uma herança tão negativa que, nas décadas subsequentes à redemocratização, o ambiente político era tal que nenhum partido conservador conseguiu prosperar. A mística da esquerda e do centro-esquerda, leia-se PT, PMDB e PSDB, que haviam combatido a ditadura, era por demais dominante.

Acredito que agora ocorrerá o inverso. Em que pesem as conquistas obtidas nos primeiros anos, o legado de uma década e meia do PT no poder no imaginário da sociedade é comparável à do período autoritário, de tal sorte que vem se configurando um ambiente favorável a pensamentos e práticas completamente diferentes no próximo ciclo de poder.

Nesse contexto, pregações em defesa do Estado mínimo, da redução de tributos e da revisão dos programas sociais entram na ordem do dia.

Leia mais »

Média: 2.1 (12 votos)

Impeachment: golpe na essência, não na forma

Dias atrás, ao escrever no Facebook sobre o pedido de impedimento de Dilma Rousseff, qualifiquei o processo como golpe. Tal como imaginei, vários se indignaram com esse termo e não demoraram a manifestar opinião contrária. Isso me obrigou a elaborar melhor os argumentos.

O processo não é, evidentemente, um golpe do ponto de vista formal, jurídico. A lei está sendo seguida. Além disso, o governo cometeu, sim, atos ilegais na gestão orçamentária e financeira, que ensejaram a reprovação de suas contas pelo TCU em 2014. Tais atos tiveram prosseguimento em 2015, embora em escala menor, e é precisamente isto o que constitui o fundamento jurídico do pedido. Se dois terços da Câmara, uma proporção reconhecidamente elevada, endossarem a tese, garantidos o contraditório e a defesa, completam-se os requisitos necessários para o afastamento da presidente, que dificilmente conseguirá reverter a situação no Senado em virtude dos compromissos que os senadores já teriam assumido com o governo formado pelo vice-presidente.
Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

O mandato de Dilma e o projeto liberal, segundo Joel Pinheiro da Fonseca

Bom artigo publicado hoje na Ilustríssima, seção da Folha de São Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2015/09/1686423-ao-pt-o-que-e-... anexo em forma de imagem porque não sei se o link estará disponível para quem não assina o jornal ou o UOL). O autor, Joel Pinheiro da Fonseca, economista e mestre em filosofia, se posiciona acerca do governo Dilma e a hipótese de sua interrupção.

Assino embaixo de boa parte do que ele escreveu, embora também tenha sérias divergências.

Concordo com ele quando avalia as consequências do eventual término precoce do mandato da presidente: "Há todo o trauma relacionado ao fim antecipado de um mandato. A sensação de quebra das regras ficará no ar. Na falta de consenso técnico, prevalecerá a impressão de que a vontade da maioria do Congresso bastará para o motivo se tornar válido. As regras do jogo terão se mostrado mais suscetíveis ao arbítrio humano do que nossa crença nas instituições permitiria."
Leia mais »

Imagens

Sem votos

Como foi o debate da reforma política no Cebrap

Estive presente ao primeiro evento da série Diálogos, promovida em parceria pelo Cebrap e a Folha de São Paulo com o objetivo de discutir temas da atualidade. O tema era a reforma política. Foram convidados para debater dois cientistas políticos de renome: Fernando Limongi, da USP, e Jairo Nicolau, da UFRJ.

Nicolau falou primeiro. Preparou uma apresentação com 21 slides dividida em duas partes: sistema eleitoral e financiamento de campanha. Por causa do limite de tempo (vinte minutos), dedicou mais espaço ao primeiro tema e não conseguiu se aprofundar no segundo. Circunscreveu sua apresentação ao projeto de reforma política que está em tramitação no Congresso, pois, segundo ele, é isso o que importa discutir agora; discussões teóricas a respeito de modelos que não serão colocados em votação não são prioridade.

Boa parte de sua apresentação foi dedicada a demonstrar que o "distritão", sistema preferido por boa parte do PMDB, inclusive por Eduardo Cunha e Michel Temer, seria um terrível retrocesso. Sua única virtude é a facilidade de compreensão pelo eleitor. De resto, só tem desvantagens. Eis algumas delas: enfraquecimento dos partidos; inviabilização de coordenação da campanha pelo partido político; fim do voto de legenda; estímulo à infidelidade partidária (pois o mandato deixa de pertencer ao partido e passa a pertencer ao eleito) e, acima de tudo, a exacerbação de um vício hoje já existente, o personalismo. (Outra desvantagem deixou de ser citada explicitamente, mas o foi indiretamente: as campanhas se tornariam mais caras.)

Limongi não preparou uma apresentação com slides. Estruturou sua fala como um comentário à exposição do colega. Começou dizendo que a reforma política é uma demanda perene, pois nasce da inevitável comparação do mundo real com um mundo ideal, o que o sistema representativo deveria ser e nunca será - uma seleção dos melhores, dos mais aptos, que legislam tendo em vista o bem comum e sem extrair nenhuma vantagem para si. E justifica: com um mandato representativo, sempre, inevitavelmente, o interesse se fará presente. É assim em todo o mundo, em todo o tempo. Porém, na realidade concreta a reforma política que se pode fazer é a reforma do sistema.

Leia mais »

Imagens

Média: 3.7 (6 votos)

Reforma política: o debate no Cebrap

No meu blog faço um relato do debate realizado hoje em São Paulo reunindo os cientistas políticos Jairo Nicolau (UFRJ) e Fernando Limongi (USP). Os temas principais foram o sistema eleitoral denominado distritão, criticado acerbamente por ambos os acadêmicos mas que parece contar com a simpatia de muitos deputados (talvez a maioria), e o processo de fragmentação partidária associado às coligações e à negociação do tempo de propaganda na TV.

Quem tiver interesse pode conferir em: http://jornalggn.com.br/blog/flavio-patricio-doro/como-foi-o-debate-da-r...

Sem votos

O que move os manifestantes da Paulista?

Para sentir o estado de ânimo dos manifestantes da Paulista, reproduzo a lúcida exortação da um amigo nas redes sociais:

Vem pra rua! Isso provavelmente não vai mudar o país. Não vai derrubar a Dilma. Mas vai mostrar que você cansou de ser otário. Vai mostrar que está de saco cheio de ser roubado. Vai ensinar seu filho que você se importa. Vai esquentar um pouquinho o caldo, que daqui a dois dias, três meses, vinte anos, dez gerações, sei lá, pode fazer esse país ser alguma coisa. [...] Pode ser que tenha gente [ainda] pior fora do governo. A gente derruba eles depois. Até entenderem que o Brasil não é mais um país de carneiros. Que quem paga propina pra pegar obras agora quebra, que mudou. E se você for pra rua hoje, terá sido parte dessa mudança!

Meu comentário foi: Leia mais »

Sem votos

Segundo mandato: perspectivas, por Flávio Patrício Doro

Aí está. O processo eleitoral terminou, e Dilma foi reeleita. Se até agora não foram flores, a parte mais difícil vem agora.

Assim como foi em 2010, emerge das urnas uma situação inédita. Em 2010 a novidade era o perfil da nova presidente, eminentemente técnico e sem muito traquejo político. A ascensão ao poder de alguém assim, em um regime democrático, seria impossível em circunstâncias normais. O fator excepcional, claro, foi Lula.

Para o bem e para o mal, as características de Dilma imprimiram uma marca única ao seu primeiro mandato.

O que há de novo em 2014 é de outra natureza. Trata-se da combinação de dois fatores que, contando-se a partir de 1946, somente se haviam apresentado de forma isolada: uma eleição apertada e uma reeleição. Leia mais »

Média: 4.4 (10 votos)

Novo livro de xadrez

Convido os leitores, comentaristas e colaboradores do GGN para o lançamento do meu livro A Abertura na Prática. Será no dia 26/08, a partir das 18 horas, no Fran's Café da rua Haddock Lobo, em São Paulo. O livro, que se destina aos interessados em obter uma compreensão ampla, panorâmica, da primeira fase do jogo, traz 222 partidas analisadas ao longo de mais de setecentas páginas. Até onde sei, não existe obra com características similares em língua portuguesa.

É possível conferir a sinopse, o sumário e um trecho do livro no Facebook: www.facebook.com/aaberturanapratica.

Este é meu segundo livro de xadrez. Em 2006 publiquei uma coletênea de exercícios táticos intitulada Onde Mora o Perigo, pela Ciência Moderna.

Imagens

Sem votos

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.