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Os argumentos da imprensa esportiva para criticar a punição contra Portuguesa

Por Guilherme Scalzilli

Os argumentos da crônica esportiva para criticar a punição infringida à Portuguesa chegaram a extremos divertidos, contrários a doutrinas jurídicas rudimentares. Coisa do tipo “sem dolo não há crime”, e daí para baixo.

Essas bobagens irresponsáveis aparecem de vez em quando. Mais interessantes do que os palpites leigos, porém, são os princípios éticos nos quais eles se baseiam. Basta adaptar o caso futebolístico ao do chamado “mensalão” para notarmos o tamanho do problema.

Se não houve favorecimento pessoal, nem má-fé comprovada, os réus são inocentes. O princípio do “domínio do fato” é relativo, e não justifica penas exageradas. E os resultados no campo (digo, nas urnas) deveriam prevalecer sobre a dureza da lei. Cuja aplicação, aliás, não pode ignorar as muitas jurisprudências que favoreceram outros suspeitos em circunstâncias parecidas.

Quantos analistas da grande mídia usariam com os petistas condenados os mesmos raciocínios que dedicam ao rebaixamento da Portuguesa? Como debater a moralização do esporte a partir de valores que não servem para as outras esferas da vida pública?

Não se trata de endossar a virada de mesa que beneficiou o Fluminense. Está bastante claro que ela nasceu de uma esperta violação de minúcias regulamentares que não seriam ignoradas para favorecer um time qualquer do interior. Acontece que neste caso a imprensa das capitais não daria a menor bola. E posaria de legalista, cheia de respeito pelos nobres magistrados, como faz diante do STF.

http://www.guilhermescalzilli.blogspot.com.br/2013/12/penas.html

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Lenha no forno; por Guilherme Scalzilli

Começou o preparo da gigantesca pizza midiática encomendada pelo PSDB paulista. A entrega foi agendada para o início do ano, a tempo de evitar que o escândalo do Propinoduto contamine as eleições de 2014.

Os ingredientes são notórios: dossiês fajutos que vitimizam os bandidos, factóides escandalosos para incriminar petistas e extensas pressões sobre o Judiciário.

Na primeira camada espalharam suspeitas acerca da investigação do Cade, buscando repetir o sucesso obtido em outros episódios obscuros (José Serra e as Sanguessugas, por exemplo), que deixaram de existir logo que vieram à tona.

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Biografias: Exija saber

As propostas do movimento “Procure Saber” soariam razoáveis se ficassem restritas a uma porcentagem de remuneração para os biografados. Embora concorde com as reflexões de Luiz Fernando Vianna sobre o falso aspecto financeiro da polêmica, tendo a relativizar suas premissas. O usufruto comercial da imagem e da obra de uma pessoa, mesmo que o rendimento seja irrisório, não poderia ficar imune a contrapartidas justas.

Mas as boas intenções da plataforma desmoronam quando ela defende o veto a biografias não-autorizadas. Isso é contraditório com a liberdade de expressão. Se preciso da autorização de alguém para publicar um trabalho, como essa atividade pode ser considerada livre? E desde quando a divulgação do conhecimento precisa agradar a valores e conveniências individuais?

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Construindo Marina

Construindo Marina

 

A novela midiática em torno da tal Rede ajudou a popularizar a candidatura de Marina Silva com uma eficácia de fazer inveja a muitos publicitários espertos.

Talvez não houvesse mesmo outro interesse por trás da mal encenada esquizofrenia dos analistas, que ora condenavam o oportunismo dos novos partidos, ora lamentavam o rigor legal imposto à honrosa exceção “sustentável”. A própria tentativa de criação da legenda soa demasiado amadora e inocente para os personagens envolvidos.

A construção de Marina sobressaiu nos argumentos usados para incensá-la. Seu grupo obscuro, de plataforma desconhecida e métodos esquisitos, se transformou na esperança de renovação política nacional. Menos de 500 mil assinaturas, num total de 140 milhões de eleitores, ganharam dimensões messiânicas. Um distante segundo lugar (estimulado) nas pesquisas de opinião passou a representar uma força capaz de impedir a vitória petista no primeiro turno. Leia mais »

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Fetiche antidemocrático

Fetiche antidemocrático

A ocupação da USP enfim recoloca a onda de protestos no rumo das causas relevantes. A eleição direta para reitores e chefes de departamento é o mínimo rasteiro da cidadania e da justiça tributária. E se encaixa perfeitamente no espírito das reivindicações participativas da sociedade.

Isso explica o divertido surto de cautela que acometeu o Judiciário e o governo paulistas nos últimos dias. Que diferença para outros episódios recentes, de idêntico teor, nos quais a negociação foi solenemente descartada pelas autoridades...

Mas não há boas perspectivas para essa demanda. Ela envolve muito mais do que “apenas” a gestão universitária: mexe com intrincados esquemas de apadrinhamentos e benefícios cuja face mais palatável é o teatro das vaidades acadêmicas. E indispõe uma tribo muitíssimo influente nos meios decisórios da capital. Leia mais »

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A Justiça no picadeiro

Se ainda restava alguma dúvida sobre o caráter ideológico da condenação dos réus na Ação Penal 470, os ministros Luiz Fux, Gilmar Mendes e Marco Aurélio de Mello acabam de escancará-lo para quem quiser enxergar.

Em que outra ocasião na história do Supremo Tribunal Federal juízes paramentados proferiram ladainhas desnecessariamente longas e vazias, com o intuito de forçar o adiamento de um voto decisivo? Quantas vezes, em qualquer democracia constitucional do planeta, um decano da máxima corte foi impedido de votar quando quis e pôde, amargando cinco longos dias de pressões e constrangimentos, por causa de suas posições doutrinárias? E quantas vezes isso tudo ocorreu para forçar condenações irrecorríveis e tecnicamente falhas?

Pouco importa que aplaudam essa farsa, que a chamem de “justiça” ou de seu verdadeiro nome. Já não restam ilusões de que o veredito final será remotamente “justo”. O caminho da condenação inapelável foi bem pavimentado na primeira fase, quando Joaquim Barbosa dificultou ao máximo o trabalho das defesas. Nenhum réu conseguiria escapar nessas circunstâncias. Leia mais »

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