Revista GGN

Assine
imagem de Guilherme Scalzilli

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Em busca da catástrofe olímpica

Tenho visão em geral positiva sobre megaeventos esportivos realizados no Brasil. Gosto da experiência e do transe civilizatório que ela provoca. E dou enorme importância aos ganhos educativos, culturais e econômicos do turismo que essas efemérides incentivam. Leia mais »

Média: 4 (1 voto)

Em busca da catástrofe olímpica

Tenho visão em geral positiva sobre megaeventos esportivos realizados no Brasil. Gosto da experiência e do transe civilizatório que ela provoca. E dou enorme importância aos ganhos educativos, culturais e econômicos do turismo que essas efemérides incentivam. Leia mais »

Sem votos

Mensalão 2.0, por Guilherme Scalzilli

Mensalão 2.0

por Guilherme Scalzilli

A importância conferida às delações do marqueteiro João Santana e de sua esposa torna ainda mais evidentes e constrangedoras as dificuldades da Lava Jato em realizar seus objetivos políticos. E nada tem de gratuito o retorno, à operação, das táticas consagradas na época da Ação Penal 470.

A ideia, em resumo, é usar contra petistas e aliados certas irregularidades que a Justiça e a imprensa toleram há décadas, e continuam tolerando, cinicamente, nos outros partidos. Deu certo na suposta compra de apoio parlamentar que originou os justiciamentos do "mensalão". Vem dando certo nas picuinhas contábeis do impeachment golpista.

Apesar das somas vultosas, o enrosco dos Santana com a lei chega a soar pueril para quem conhece o meio. Caixa dois é o “trivial com fritas” das eleições nacionais. Sua generalização torna a própria lisura uma sandice estratégica, nessa selva pragmática e competitiva, dominada pela permissividade moral.

O mesmo diria um jornalista que aceita prestar serviços para seu veículo como “pessoa jurídica”, burlando a legislação previdenciária.

Leia mais »

Média: 4.4 (20 votos)

Mensalão 2.0

A importância conferida às delações do marqueteiro João Santana e de sua esposa torna ainda mais evidentes e constrangedoras as dificuldades da Lava Jato em realizar seus objetivos políticos. E nada tem de gratuito o retorno, à operação, das táticas consagradas na época da Ação Penal 470. Leia mais »

Sem votos

Os golpes, o golpe, o povo, por Guilherme Scalzilli

por Guilherme Scalzilli

A conjuntura da tentativa de golpe de Estado na Turquia é singular e complexa demais para sequer esboçarmos paralelos com qualquer outro país. A armadilha comparativa ficou clara nas primeiras reações brasileiras aos acontecimentos: a direita saudando um golpe para marcar posição junto ao suposto laicismo dos militares turcos; a esquerda, rechaçando os golpistas, endossava um presidente despótico e retrógrado.

Logo foram as diferenças que, de tão óbvias, passaram a nortear os embates centrados no impeachment de Dilma Rousseff. A insurreição militar da Turquia provaria que no Brasil não há golpe. E a reação do povo turco mostraria que o brasileiro aceita a deposição em curso.

Faz tempo que os apologistas do impeachment insistem na necessidade de ação militar para caracterizar golpes. Eles “ignoram” que milicianos e polícias vivem substituindo as Forças Armadas na instauração do arbítrio, inclusive sob fachada republicana. Aliás, o próprio conceito de ruptura institucional é bastante maleável. Vazar grampos ilegais contra uma presidente da República seria coisa de “normalidade democrática”?

Leia mais »

Média: 4.2 (5 votos)

Os golpes, o golpe, o povo

A conjuntura da tentativa de golpe de Estado na Turquia é singular e complexa demais para sequer esboçarmos paralelos com qualquer outro país. A armadilha comparativa ficou clara nas primeiras reações brasileiras aos acontecimentos: a direita saudando um golpe para marcar posição junto ao suposto laicismo dos militares turcos; a esquerda, rechaçando os golpistas, endossava um presidente despótico e retrógrado. Leia mais »

Sem votos

Polyana investigadora, por Guilherme Scalzilli

por Guilherme Scalzilli

Dá para imaginar o escândalo que haveria se o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato fizessem cursos e reuniões na Rússia ou na Venezuela antes de arrasarem a Petrobras. Gigantes petrolíferos ajudando a destruir a concorrência brasileira? Então. Com os EUA é “cooperação internacional”.

Espionagem? Conspiração? Depende da maneira como definimos tais atividades. Ou melhor, do grau de credulidade que abraçamos para embalar nossa ilusão de autonomia e segurança. Quase toda ação escusa tem uma fachada legítima que satisfaz os ingênuos.

Claro, soa insensato embaralhar os verdadeiros deslizes éticos de Moro com suspeitas afins. No imaginário diplomático, ele seria um péssimo candidato à cooptação. Além de excessivamente visado, nutre visão messiânica e idealista do seu papel. E tem motivações ideológicas já alinhadas à agenda estadunidense.

Leia mais »

Média: 4.1 (9 votos)

Polyana investigadora

Dá para imaginar o escândalo que haveria se o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato fizessem cursos e reuniões na Rússia ou na Venezuela antes de arrasarem a Petrobras. Gigantes petrolíferos ajudando a destruir a concorrência brasileira? Então. Com os EUA é “cooperação internacional”.

Espionagem? Conspiração? Depende da maneira como definimos tais atividades. Ou melhor, do grau de credulidade que abraçamos para embalar nossa ilusão de autonomia e segurança. Quase toda ação escusa tem uma fachada legítima que satisfaz os ingênuos. Leia mais »

Sem votos

A palavra proibida

Elio Gaspari admitiu na Folha de São Paulo que há um golpe em curso. Mas “golpe”, veja bem, no sentido democrático, mero jogo sujo dos parlamentares malvados.

Eis outro típico reboleio semântico de quem se envergonha de ter apoiado o impeachment. Doravante choverão análises parecidas, tardias e eufemísticas, em busca de um lugar confortável na posteridade. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

A palavra proibida

Elio Gaspari admitiu na Folha de São Paulo que há um golpe em curso. Mas “golpe”, veja bem, no sentido democrático, mero jogo sujo dos parlamentares malvados.

Eis outro típico reboleio semântico de quem se envergonha de ter apoiado o impeachment. Doravante choverão análises parecidas, tardias e eufemísticas, em busca de um lugar confortável na posteridade. Leia mais »

Sem votos

A intelectualidade sob pressão

A intelectualidade sob pressão

 

(Publicado no Observatório da Imprensa)

 

A tentativa de aniquilar o Ministério da Cultura, os expurgos na Empresa Brasil de Comunicação e as intervenções do governo interino em órgãos científicos são reflexos administrativos de um fenômeno mais amplo. Seja por ações judiciais, seja em textos na mídia tradicional e na internet, multiplicam-se investidas cerceadoras ou difamatórias contra acadêmicos, artistas e jornalistas considerados “de esquerda”.

  Leia mais »

Sem votos

A intelectualidade sob pressão

(Publicado no Observatório da Imprensa)

 

A tentativa de aniquilar o Ministério da Cultura, os expurgos na Empresa Brasil de Comunicação e as intervenções do governo interino em órgãos científicos são reflexos administrativos de um fenômeno mais amplo. Seja por ações judiciais, seja em textos na mídia tradicional e na internet, multiplicam-se investidas cerceadoras ou difamatórias contra acadêmicos, artistas e jornalistas considerados “de esquerda”.

  Leia mais »

Sem votos

Foco na luta contra o golpe

Cada vez que Dilma Rousseff ou seus apoiadores falam em novas eleições, ou em plebiscito para referendá-las, o impeachment fica mais perto de se concretizar. No mínimo, é uma confissão de derrota. E pode virar um incentivo para os senadores deixarem as coisas como estão. Leia mais »

Sem votos

Foco na luta contra o golpe

Cada vez que Dilma Rousseff ou seus apoiadores falam em novas eleições, ou em plebiscito para referendá-las, o impeachment fica mais perto de se concretizar. No mínimo, é uma confissão de derrota. E pode virar um incentivo para os senadores deixarem as coisas como estão. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Culpando a vítima, por Guilherme Scalzilli

por Guilherme Scalzilli

O repertório machista que atravessa algumas agendas políticas ajuda a fortalecê-las transferindo as fórmulas do preconceito para esferas de análise onde a questão de gênero parece irrelevante. Isso ocorre com Dilma Rousseff (além do desrespeito aberto que ela sempre sofreu) nos debates sobre o impeachment.

Uma das mais graves e disseminadas falácias sobre o estupro reside na presunção de “merecimento” da vítima, que teria favorecido ou provocado a agressão. O ataque perde então a essência bárbara e passa ser compreensível, mero desdobramento de atitudes que a mulher poderia evitar se quisesse.

Argumento similar ressurge em certas manifestações de apoio à deposição de Dilma. Para digerir a escandalosa ilegalidade do processo e a imoralidade dos seus líderes, os defensores do arbítrio precisam jogá-las na conta da própria mandatária. Apesar de tudo, ela “mereceu” o ataque dos parlamentares ignaros.

Assim, os supostos defeitos pessoais de Dilma (arrogância, incompetência, falsidade) amenizam a ofensa jurídica do impeachment. A violação constitucional deixa de ser um golpe inescrupuloso, transformando-se em mera consequência, algo normal no sistema de relações do mundo político. A culpa é da vítima, que provocou sua tragédia.

Leia mais »

Média: 4.3 (4 votos)

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.