Revista GGN

Assine
imagem de Guilherme Scalzilli

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Culpando a vítima

O repertório machista que atravessa algumas agendas políticas ajuda a fortalecê-las transferindo as fórmulas do preconceito para esferas de análise onde a questão de gênero parece irrelevante. Isso ocorre com Dilma Rousseff (além do desrespeito aberto que ela sempre sofreu) nos debates sobre o impeachment.

Uma das mais graves e disseminadas falácias sobre o estupro reside na presunção de “merecimento” da vítima, que teria favorecido ou provocado a agressão. O ataque perde então a essência bárbara e passa ser compreensível, mero desdobramento de atitudes que a mulher poderia evitar se quisesse. Leia mais »

Sem votos

"Quem não conhece o esquema do Aécio?"

As gravações de Sérgio Machado enterram de vez o imaginário honroso e republicano do impeachment. Elas fornecem o retrato perfeito do combate à corrupção que mobiliza o antipetismo e da imoralidade que acompanha o processo golpista. Leia mais »

Sem votos

"Quem não conhece o esquema do Aécio?"

As gravações de Sérgio Machado enterram de vez o imaginário honroso e republicano do impeachment. Elas fornecem o retrato perfeito do combate à corrupção que mobiliza o antipetismo e da imoralidade que acompanha o processo golpista. Leia mais »

Sem votos

O governo tucano de Michel Temer, por Guilherme Scalzilli

Por Guilherme Scalzilli

É absurda a ideia de que entre os governos Dilma Rousseff e Michel Temer há pouca diferença programática. Basta observar o que os golpistas fizeram com as áreas sociais, culturais e diplomáticas do ministério para se ter noção do retrocesso em andamento.

Mas há um diferencial ainda mais evidente: o PSDB. José Serra, Fernando Henrique, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, todas as lideranças do partido foram agraciadas com cargos nos vários escalões da máquina. Desde 2002 não ocorria algo parecido.

Supondo inevitável que o PMDB e os partidos nanicos aderissem a qualquer vitorioso em 2014, o que temos é uma versão próxima de um eventual governo Aécio. O golpe inverteu o resultado das eleições. Sem eleições.

Aí percebemos por que é falacioso afirmar que o voto em Dilma dá legitimidade aos atos do seu vice. Temer não apenas traiu o projeto administrativo que o elegeu, mas também abraçou um partido adversário na disputa, rejeitado pelas urnas.

Leia mais »

Média: 4.6 (11 votos)

O governo tucano de Michel Temer

É absurda a ideia de que entre os governos Dilma Rousseff e Michel Temer há pouca diferença programática. Basta observar o que os golpistas fizeram com as áreas sociais, culturais e diplomáticas do ministério para se ter noção do retrocesso em andamento.

Mas há um diferencial ainda mais evidente: o PSDB. José Serra, Fernando Henrique, Geraldo Alckmin, Aécio Neves, todas as lideranças do partido foram agraciadas com cargos nos vários escalões da máquina. Desde 2002 não ocorria algo parecido. Leia mais »

Sem votos

A luta possível

Publicado no Brasil 247 A fase decisiva de prevenção ao golpe começa agora. O Senado aprovou a abertura do processo por 55 votos, apenas um a mais do que o necessário à condenação final. Vários senadores favoráveis ao julgamento afirmam que não se decidiram a respeito. Basta que dois deles recuem e o impeachment acaba. As manifestações públicas da esquerda nunca foram tão necessárias. Bem organizadas, pacíficas e numerosas, podem refrear a narrativa triunfante do golpismo e evidenciar a impopularidade de Michel Temer. Outro meio de atuação ficará a cargo da militância digital. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

A luta possível

Publicado no Brasil 247 A fase decisiva de prevenção ao golpe começa agora. O Senado aprovou a abertura do processo por 55 votos, apenas um a mais do que o necessário à condenação final. Vários senadores favoráveis ao julgamento afirmam que não se decidiram a respeito. Basta que dois deles recuem e o impeachment acaba. As manifestações públicas da esquerda nunca foram tão necessárias. Bem organizadas, pacíficas e numerosas, podem refrear a narrativa triunfante do golpismo e evidenciar a impopularidade de Michel Temer. Outro meio de atuação ficará a cargo da militância digital. Leia mais »

Sem votos

Justiça de folhetim

Os indícios contra Eduardo Cunha são conhecidos há pelo menos um ano, mas o procurador-geral Rodrigo Janot pediu o afastamento dele apenas em dezembro de 2015. O STF demorou cinco meses para aprová-lo. O intervalo entre as primeiras suspeitas e a decisão suspensiva soma o tempo necessário para que o impeachment se consolidasse. Nada há de chocante no oportunismo partidário de Janot. Ele sempre serviu ativamente como alicerce aos desvios tendenciosos de Sérgio Moro. O STF também foi cúmplice dos abusos da Lava Jato. Chegou a tirar Delcídio Amaral de circulação para que seus telefonemas não causassem constrangimentos a tucanos e outros protegidos. A corte se acovardou diante do impeachment. Leia mais »

Sem votos

Justiça de folhetim

Os indícios contra Eduardo Cunha são conhecidos há pelo menos um ano, mas o procurador-geral Rodrigo Janot pediu o afastamento dele apenas em dezembro de 2015. O STF demorou cinco meses para aprová-lo. O intervalo entre as primeiras suspeitas e a decisão suspensiva soma o tempo necessário para que o impeachment se consolidasse. Nada há de chocante no oportunismo partidário de Janot. Ele sempre serviu ativamente como alicerce aos desvios tendenciosos de Sérgio Moro. O STF também foi cúmplice dos abusos da Lava Jato. Chegou a tirar Delcídio Amaral de circulação para que seus telefonemas não causassem constrangimentos a tucanos e outros protegidos. A corte se acovardou diante do impeachment. Leia mais »

Sem votos

O golpe está nu

Falta base jurídica às duas denúncias aceitas pela Câmara no pedido de impeachment. Uma não se enquadra na Lei Orçamentária, que embasa constitucionalmente a questão. A outra atende às exceções abertas tanto na própria norma quanto na jurisprudência.

Esses fatos já anulam a constitucionalidade do processo. A covarde anuência do STF não o legitima, assim como não legitimou o golpe militar de 1964. O mesmo vale para a proteção que Sérgio Moro, Michel Temer e Eduardo Cunha recebem do tribunal. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

O golpe está nu

 

Falta base jurídica às duas denúncias aceitas pela Câmara no pedido de impeachment. Uma não se enquadra na Lei Orçamentária, que embasa constitucionalmente a questão. A outra atende às exceções abertas tanto na própria norma quanto na jurisprudência.

Esses fatos já anulam a constitucionalidade do processo. A covarde anuência do STF não o legitima, assim como não legitimou o golpe militar de 1964. O mesmo vale para a proteção que Sérgio Moro, Michel Temer e Eduardo Cunha recebem do tribunal. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

O conspirador bonzinho

Subproduto do marketing da crise irremediável, a lacuna de um pacificador nacional moldou a narrativa midiática em torno de Michel Temer. Sábio, moderado, arguto negociador, sua imagem foi sendo lapidada para atender às exigências da conspiração desde que o impeachment virou uma espécie de campanha eleitoral indireta. O primeiro gesto da candidatura foi a carta a Dilma Rousseff, que visou fazer do peemedebista a vítima inocente de um governo que ele sugou o quanto pôde. Incapaz de se apresentar como alternativa, a oposição buscava o testa de ferro (ironia máxima) no seio do próprio governismo. Mas era necessário descolar um do outro. O segundo ato surgiu no discurso vitorioso antecipando a posse como presidente. Na sua “carta de intenções”, Temer reforçava aquele personagem aglutinador e ponderado que traria de volta a governabilidade. Leia mais »

Sem votos

O conspirador bonzinho

Subproduto do marketing da crise irremediável, a lacuna de um pacificador nacional moldou a narrativa midiática em torno de Michel Temer. Sábio, moderado, arguto negociador, sua imagem foi sendo lapidada para atender às exigências da conspiração desde que o impeachment virou uma espécie de campanha eleitoral indireta. O primeiro gesto da candidatura foi a carta a Dilma Rousseff, que visou fazer do peemedebista a vítima inocente de um governo que ele sugou o quanto pôde. Incapaz de se apresentar como alternativa, a oposição buscava o testa de ferro (ironia máxima) no seio do próprio governismo. Mas era necessário descolar um do outro. O segundo ato surgiu no discurso vitorioso antecipando a posse como presidente. Na sua “carta de intenções”, Temer reforçava aquele personagem aglutinador e ponderado que traria de volta a governabilidade. Leia mais »

Sem votos

A cara do impeachment

 O lamentável espetáculo da votação na Câmara evidencia o tipo de legitimidade que os deputados trazem ao impeachment. Então o aval daqueles personagens inclassificáveis serve para afastar a sombra do golpe? Que alívio. É bobagem argumentar que o governismo também negociou com eles. Vinte a menos, trinta a mais, independente do resultado, a estrutura de apoio à deposição continuaria forjada pela sordidez fisiológica sob comando de Eduardo Cunha e Michel Temer. Mesmo que se pudesse equivaler as barganhas dos dois lados, a Dilma Rousseff ainda restaria algum respaldo popular. Cunha e Temer não chegam a uma fração desse apoio.Nem o próprio Legislativo, aliás. Domingo, 17 de abril, marcou a exibição mundial da natureza “democrática” do impeachment. Leia mais »

Sem votos

A cara do impeachment

 O lamentável espetáculo da votação na Câmara evidencia o tipo de legitimidade que os deputados trazem ao impeachment. Então o aval daqueles personagens inclassificáveis serve para afastar a sombra do golpe? Que alívio. É bobagem argumentar que o governismo também negociou com eles. Vinte a menos, trinta a mais, independente do resultado, a estrutura de apoio à deposição continuaria forjada pela sordidez fisiológica sob comando de Eduardo Cunha e Michel Temer. Mesmo que se pudesse equivaler as barganhas dos dois lados, a Dilma Rousseff ainda restaria algum respaldo popular. Cunha e Temer não chegam a uma fração desse apoio.Nem o próprio Legislativo, aliás. Domingo, 17 de abril, marcou a exibição mundial da natureza “democrática” do impeachment. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.