Revista GGN

Assine
imagem de Guilherme Scalzilli

CONTEÚDOS DO USUÁRIO

Postagens

Onde eles estavam quando tudo isso começou?

Os grampos ilegais de Sérgio Moro e seus arapongas provocaram uma onda de moderação e zelo na mídia corporativa. Editoriais e artigos correram defender que as investigações da Lava Jato fossem pautadas pela prudência e pelo respeito à legalidade. Na maioria dos casos, os autores desses textos não passam no teste da coerência: eles apoiaram alegremente a escalada arbitrária de Moro e da Polícia Federal. Foi sua longeva cumplicidade que alimentou o monstro da espionagem criminosa. Isso fica evidente nas próprias reações aos abusos. Em vez de tratá-los como os crimes que são, os comentaristas usam eufemismos suaves do tipo “deslizes”, “polêmicos”, “trapalhadas”. E, pior, sugerem que não afetam a natureza republicana da Lava Jato. Os neolegalistas deixaram as coisas chegarem a um ponto irremediável para fingir que o desaprovam. Leia mais »

Sem votos

Onde eles estavam quando tudo isso começou?

Os grampos ilegais de Sérgio Moro e seus arapongas provocaram uma onda de moderação e zelo na mídia corporativa. Editoriais e artigos correram defender que as investigações da Lava Jato fossem pautadas pela prudência e pelo respeito à legalidade. Na maioria dos casos, os autores desses textos não passam no teste da coerência: eles apoiaram alegremente a escalada arbitrária de Moro e da Polícia Federal. Foi sua longeva cumplicidade que alimentou o monstro da espionagem criminosa. Isso fica evidente nas próprias reações aos abusos. Em vez de tratá-los como os crimes que são, os comentaristas usam eufemismos suaves do tipo “deslizes”, “polêmicos”, “trapalhadas”. E, pior, sugerem que não afetam a natureza republicana da Lava Jato. Os neolegalistas deixaram as coisas chegarem a um ponto irremediável para fingir que o desaprovam. Leia mais »

Sem votos

A politicagem é o álibi da subconsciência oposicionista

Publicado no Brasil 247 Leia mais »

Sem votos

A politicagem é o álibi da subconsciência oposicionista

Publicado no Brasil 247 Leia mais »

Sem votos

A PF descontrolada

É tipicamente autoritária a campanha para que a Polícia Federal preserve “autonomia” com a mudança no Ministério da Justiça. Seus apologistas querem que ela continue funcionando segundo as próprias regras, indiferente às demandas da sociedade e às determinações legais.

Ora, o mínimo que se pode exigir da PF é respeito pela hierarquia funcional que a Constituição determina, além de lisura e transparência no exercício de suas atribuições. E já faz algum tempo que a sociedade brasileira não recebe esse mínimo. Desde o início da Lava Jato. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

A PF descontrolada

É tipicamente autoritária a campanha para que a Polícia Federal preserve “autonomia” com a mudança no Ministério da Justiça. Seus apologistas querem que ela continue funcionando segundo as próprias regras, indiferente às demandas da sociedade e às determinações legais.

Ora, o mínimo que se pode exigir da PF é respeito pela hierarquia funcional que a Constituição determina, além de lisura e transparência no exercício de suas atribuições. E já faz algum tempo que a sociedade brasileira não recebe esse mínimo. Desde o início da Lava Jato. Leia mais »

Média: 1 (1 voto)

Lula ministro, por Guilherme Scalzilli

Por Guilherme Scalzilli

A princípio lamentei a ideia, que me parecia demasiado negativa para a imagem de Lula e temerária do ponto de vista jurídico. Desconfiava também que a oposição queira arrastá-lo para o núcleo governista, abatendo todos juntos numa única investida, com o reforço valioso do Congresso Nacional.

Importante salientar que essa questão jamais envolveu problemas de cunho moral. Lula não é réu, nem sequer indiciado, e tem tanto direito de ser ministro quanto qualquer cidadão do país. Mais até do que muitos parlamentares, governadores, prefeitos e secretários que exercem os cargos mesmo sendo alvos de processos.

Ainda que houvesse aí um dilema ético, o Judiciário tratou de resolvê-lo. A perseguição a Lula virou uma farsa kafkiana, tomada pelo ressentimento, onde as provas e o bom senso ocupam lugar secundário. A tal ponto que o discurso “legalista” só vê o foro privilegiado e ignora os escandalosos desvios legais dos grampos de Sérgio Moro e da Polícia Federal.

Leia mais »

Média: 4.3 (12 votos)

Lula ministro

A princípio lamentei a ideia, que me parecia demasiado negativa para a imagem de Lula e temerária do ponto de vista jurídico. Desconfiava também que a oposição queira arrastá-lo para o núcleo governista, abatendo todos juntos numa única investida, com o reforço valioso do Congresso Nacional.

Importante salientar que essa questão jamais envolveu problemas de cunho moral. Lula não é réu, nem sequer indiciado, e tem tanto direito de ser ministro quanto qualquer cidadão do país. Mais até do que muitos parlamentares, governadores, prefeitos e secretários que exercem os cargos mesmo sendo alvos de processos. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

Contra a narrativa triunfante do golpe

Um evento divulgado em todos os veículos de comunicação, financiado por grandes empresários e favorecido pelas autoridades públicas, precisa reunir quantas pessoas para ser considerado bem-sucedido? Três por cento dos paulistanos é proporção relevante? Um por cento dos cariocas e belo-horizontinos? Fração semelhante do eleitorado nacional?


Cada setor responderá a essas perguntas segundo seus interesses. Mas acho importante contextualizarmos o fenômeno, questionando a imanência positiva e vitoriosa que se tenta construir em torno dele.

 

Apesar da força de algumas imagens, as manifestações da direita foram até modestas em termos globais. As pretensões grandiosas e o imenso aporte de recursos (talvez inédito em atos públicos no Brasil) deveriam atrair multidões maiores e mais heterogêneas, especialmente nos centros urbanos fora do Sudeste.

  Leia mais »

Média: 1 (1 voto)

Contra a narrativa triunfante do golpe

Um evento divulgado em todos os veículos de comunicação, financiado por grandes empresários e favorecido pelas autoridades públicas, precisa reunir quantas pessoas para ser considerado bem-sucedido? Três por cento dos paulistanos é proporção relevante? Um por cento dos cariocas e belo-horizontinos? Fração semelhante do eleitorado nacional?


Cada setor responderá a essas perguntas segundo seus interesses. Mas acho importante contextualizarmos o fenômeno, questionando a imanência positiva e vitoriosa que se tenta construir em torno dele.

 

Apesar da força de algumas imagens, as manifestações da direita foram até modestas em termos globais. As pretensões grandiosas e o imenso aporte de recursos (talvez inédito em atos públicos no Brasil) deveriam atrair multidões maiores e mais heterogêneas, especialmente nos centros urbanos fora do Sudeste.

  Leia mais »

Sem votos

Vamos falar de corrupção?, por Guilherme Scalzilli

Por Guilherme Scalzilli

Incapaz de enfrentar comparações entre os governos petistas e seus antecessores, a direita procura deturpá-las com o estigma da corrupção.

Numa apropriação muito sugestiva do slogan lulista, nasce a ladainha do “nunca antes houve tanta safadeza no país”. Afinal, as ilegalidades hoje repudiadas pela sociedade não apenas foram criadas pelo PT, mas atingiram níveis inéditos sob seu comando.

Para desqualificar tamanha bobagem, podemos até excluir os famigerados José Sarney e Fernando Collor do retrospecto. Mesmo restrito aos oito anos de FHC, o precedente escandaloso ultrapassa todos os padrões atuais.

Foi sob administração tucana, por exemplo, que Nestor Cerveró, Delcídio Amaral (então filiado ao PSDB) e outros réus da Lava Jato iniciaram suas articulações diretivas na Petrobras. Uma única transação suspeita, de 2002, teria rendido R$ 100 milhões em propinas. Esse aporte parece modesto, porém, diante da dinheirama que lubrificou as verdadeiras ladroagens da época.

O viciado contrato do Sistema de Vigilância da Amazônia custou US$ 1,4 bilhão ao erário. O socorro a bancos falimentares, que envolveu aliados de ACM e subornos a deputados da base (citados na “pasta rosa”), levou mais de R$ 13 bilhões (o dobro do caso Petrobrás atual). As fraudes na Sudam e na Sudene atingiram R$ 17 bilhões. A quadrilha dos precatórios do Departamento de Estradas de Rodagem desviou cerca de R$ 130 milhões.

Leia mais »

Média: 4.3 (28 votos)

Vamos falar de corrupção?

 

Incapaz de enfrentar comparações entre os governos petistas e seus antecessores, a direita procura deturpá-las com o estigma da corrupção.

 

Numa apropriação muito sugestiva do slogan lulista, nasce a ladainha do “nunca antes houve tanta safadeza no país”. Afinal, as ilegalidades hoje repudiadas pela sociedade não apenas foram criadas pelo PT, mas atingiram níveis inéditos sob seu comando.

 

Para desqualificar tamanha bobagem, podemos até excluir os famigerados José Sarney e Fernando Collor do retrospecto. Mesmo restrito aos oito anos de FHC, o precedente escandaloso ultrapassa todos os padrões atuais.

 

Foi sob administração tucana, por exemplo, que Nestor Cerveró, Delcídio Amaral (então filiado ao PSDB) e outros réus da Lava Jato iniciaram suas articulações diretivas na Petrobras. Uma única transação suspeita, de 2002, teria rendido R$ 100 milhões em propinas. Esse aporte parece modesto, porém, diante da dinheirama que lubrificou as verdadeiras ladroagens da época. Leia mais »

Média: 1 (1 voto)

A caça a Lula virou campanha publicitária

Publicado no Brasil 247 Causou ampla estranheza a maneira precipitada e ilegal com que o ataque a Lula foi executado. Por que encenar aquele ridículo teatro de guerra, escancarando as irregularidades da ação? Por que não prenderam o petista de uma vez, já que as suspeitas contra ele supostamente justificavam a própria iniciativa de acossá-lo? Existiu um fator oportunista na origem do abuso. A Polícia Federal quis reagir à troca do ministro da Justiça. Os procuradores temiam o julgamento do STF sobre seus limites. A Rede Globo precisava de um factóide para reverter a desmoralização inédita, sintomaticamente agravada pela torcida corintiana. Leia mais »

Sem votos

A caça a Lula virou campanha publicitária

Publicado no Brasil 247 Causou ampla estranheza a maneira precipitada e ilegal com que o ataque a Lula foi executado. Por que encenar aquele ridículo teatro de guerra, escancarando as irregularidades da ação? Por que não prenderam o petista de uma vez, já que as suspeitas contra ele supostamente justificavam a própria iniciativa de acossá-lo? Existiu um fator oportunista na origem do abuso. A Polícia Federal quis reagir à troca do ministro da Justiça. Os procuradores temiam o julgamento do STF sobre seus limites. A Rede Globo precisava de um factóide para reverter a desmoralização inédita, sintomaticamente agravada pela torcida corintiana. Leia mais »

Média: 5 (1 voto)

O STF lava (as mãos) a jato

Há dois grandes obstáculos para os intentos centrais da operação Lava Jato: o calendário e o Supremo Tribunal Federal. Para destruir as chances eleitorais de Luis Inácio Lula da Silva, é necessário que o golpe não demore a ponto de resvalar na campanha sucessória, nem ocorra tão cedo que o STF possa invalidá-lo antes de 2018. Ao permitir prisões sem que os recursos se esgotem, a corte supriu as duas lacunas. Estando certa a condenação por Sérgio Moro na primeira instância, o destino dos réus será decidido em colegiados onde vigora um antipetismo aberto e até militante. É o início garantido de um cárcere que durará quanto os nobres ministros quiserem. O foco secundário, embora decisivo, é amedrontar os depoentes menos amparados por recursos econômicos e legais (caseiros, engenheiros, comerciantes, corretores, etc) com um pesadelo que eles podem evitar simplesmente falando o que os inquisidores querem ouvir. Leia mais »

Sem votos

Fotos

Sem colaborações até o momento.

Vídeos

Sem colaborações até o momento.

Documentos

Sem colaborações até o momento.

Áudio

Sem colaborações até o momento.